4. Comunhão e Comunidade (Rm 12.4,5,9-12)
Igreja: Comunidade Verdadeira • Sermon • Submitted • Presented
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Introdução
Introdução
Deus não salva grupos; salva pessoas. Porém, ao salvar a cada pessoa, Deus imediatamente as insere no corpo de Cristo.
A palavra koinonia (comunhão): partilhar a vida que temos em Cristo.
Todos os crentes de todos os lugares e de todos os tempos partilham de uma vida comum em Cristo, quer queiram, quer não. Isso é um fato objetivo, que não depende do que pensamos ou do quanto gostamos disso. Se você é um crente em Jesus, você é parte do corpo de Cristo - e todos os que creem Nele também.
Isso se aplica também na igreja local: “somo um só corpo em Cristo e membros uns dos outros” (v. 5).
Essa comunhão objetiva, esse fato concreto, essa realidade espiritual inevitável nos oferece a base para nossa comunhão experiencial - a comunhão praticada na igreja local. O olho no olho, o estar junto, o servir um ao outro.
O apóstolo Paulo fala dos dois aspectos da koinonia nesse texto: nos vs. 4 e 5, da comunhão objetiva, um fato concreto que independe da nossa opinião ou mesmo da nossa prática; a partir do v. 9, da comunhão experiencial - ou, em outras palavras, da prática da comunhão na igreja local.
Essa é a ideia principal da nossa meditação de hoje.
O texto que lemos nos mostra como devemos praticar essa comunhão que é consequência de estarmos unidos em Cristo e de sermos membros uns dos outros: amando com sinceridade (v. 9); cuidando uns dos outros (v. 10a); honrando uns aos outros (v. 10b); orando uns pelos outros (v. 12).
Em primeiro lugar, amando com sinceridade (v. 9).
Em primeiro lugar, amando com sinceridade (v. 9).
“O amor seja sem hipocrisia.”
Não significa “falar a verdade na cara”. Isso é falta de amor!
Significa também “amor genuíno”.
Mas a intenção do apóstolo é que o amor de Deus guie nossas atitudes.
Pense: de que formas Deus te ama? Como Ele te encontrou um dia e te salvou? Como Ele demonstrou Sua misericórdia para com você? De que forma Ele demonstra diariamente esse mesmo amor?
Com certeza, um amor de infinita misericórdia, tolerante, mas que ao mesmo tempo não compactua com o pecado.
Um amor santificador, que nos atrai gentilmente para resplandecer em nós e através de nós Sua majestade gloriosa.
Um amor persistente, que nunca desiste de nós, que se renova a cada manhã.
Essas são algumas das características do amor que Deus tem por nós. Agora, esse mesmo Deus nos chama a amar da mesma forma nossos irmãos na igreja. Qualquer coisa menos do que isso é desamor, um ato de desobediência e rejeição à vontade do Senhor.
A partir de agora, veremos de que formas concretas podemos amar uns aos outros genuinamente.
Em segundo lugar, cuidando uns dos outros (v. 10a).
Em segundo lugar, cuidando uns dos outros (v. 10a).
“Amem uns aos outros com amor fraternal”.
Qual é a nossa reação quando algum irmão cai em alguma tentação? Muitos reagem de modo crítico, condenatório, com fofocas e com superioridade. Quando agimos assim, não estamos praticando a comunhão bíblica.
Imagine que o dedinho do seu pé quebrou devido a batê-lo com muita força em um móvel. Aí o ouvido fala com o olho: “Você está sabendo do problema do dedo do pé? É terrível! Ele precisa tomar uma atitude!”
É assim que agimos? Com certeza não! Se o dedo do pé se quebrar, o corpo todo sentirá a sua dor. Por que o corpo inteiro dói quando apenas uma parte foi machucada? Porque o corpo é um todo indivisível. E quando uma parte do corpo dói, as partes responsáveis pela restauração começam a agir para curar o membro ferido.
Um dos maiores problemas da igreja é que ela trata alguns pecados com extremo rigor, enquanto outros vê com naturalidade. Um exemplo é a calúnia e a fofoca.
29 Não saia da boca de vocês nenhuma palavra suja, mas unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. 30 E não entristeçam o Espírito de Deus, no qual vocês foram selados para o dia da redenção. 31 Que não haja no meio de vocês qualquer amargura, indignação, ira, gritaria e blasfêmia, bem como qualquer maldade. 32 Pelo contrário, sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando uns aos outros, como também Deus, em Cristo, perdoou vocês.
A solução para esse pecado é uma consciência maior do sentido bíblico de comunhão. Nós estamos em comunhão porque somos membros do corpo de Cristo - gostemos ou não disso. Só quando tivermos consciência dessa verdade é que desenvolveremos atitudes amorosas de cuidado uns pelos outros.
Em terceiro lugar, honrando uns aos outros (v. 10b).
Em terceiro lugar, honrando uns aos outros (v. 10b).
Nós não devemos apenas ter atos de cuidado amoroso uns com os outros. Devemos dar mais um passo adiante. Ele diz:
“Quanto à honra, deem sempre preferência aos outros.”
Se, ao cuidarmos amorosamente uns dos outros, eliminaremos a condenação e as críticas, honrar os irmãos elimina a competição. Quando outra parte do corpo é honrada, devemos nos alegrar com ela, pois ela faz parte de nós. Temos a tendência de pensar em nós mesmos individualmente, e não coletivamente, como membros do corpo de Cristo.
Quando pensamos de modo individualista, fomentamos a competição, e não a cooperação e a honra.
Um bom exemplo foi o caso de Moisés e dos setenta anciãos - líderes que iriam ajudar Moisés a pastorear o povo, que era numeroso. Deus tomou o Espírito que deu a Moisés e o colocou sobre os setenta, que estiveram com Moisés diante do Tabernáculo (Nm 11). Diz a palavra que eles profetizaram - o que nunca mais ocorreu.
Ao ver isso, Josué ficou incomodado. Veja o que aconteceu:
28 Josué, filho de Num, auxiliar de Moisés, um dos seus escolhidos, respondeu e disse: — Moisés, meu senhor, ordene que parem com isso. 29 Porém Moisés lhe disse: — Você está com ciúmes por mim? Eu gostaria que todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o seu Espírito!
Como reagimos quando Deus abençoa um irmão?
Se de fato entendermos que somos membros uns dos outros, se tivermos consciência de que meu irmão é realmente um pecado de mim, e que essa é uma realidade imutável, então teremos muita facilidade para preferir uns aos outros com honra. Isso acaba com os problemas interpessoais na igreja. Pois não seremos excessivamente críticos ou invejoso de alguém que nos pertence.
Em quarto lugar, orando uns pelos outros (v. 12c).
Em quarto lugar, orando uns pelos outros (v. 12c).
“Perseverem na oração”.
Temos muita facilidade de orar por nossas questões: o meu crescimento, a minha vida, as minhas conquistas, a minha santidade, as minhas habilidades.
Quando entendermos que somos parte uns dos outros, nós vamos começar a orar mais pelo coletivo, e não apenas por nós. Para que nós cresçamos em santidade, para que sejamos testemunhas eficazes, para que o corpo inteiro cresça.
Hoje existe uma ênfase na vida espiritual pessoal. Ela é importante, mas devemos nos preocupar com o crescimento espiritual uns dos outros tanto quanto do nosso. Não há espaço para o individualismo na koinonia (comunhão do NT).
Considerações finais
Considerações finais
“O amor seja sem hipocrisia. [...]
No amor fraternal, sendo afetuosamente gentis uns para com os outros;
em honra, dando preferência aos outros;
no zelo, não agindo com indiferença;
no espírito, sendo fervorosos, servindo ao Senhor;
regozijando-se na esperança;
na aflição, sendo pacientes;
na oração, sendo perseverantes.
Quando reconhecermos que a comunhão bíblica é um relacionamento comunitário de todos os crentes, então também vamos nos preocupar com o estado do corpo de Cristo.
Apelo
Apelo
Faça uma avaliação da sua vida. A sua visão de comunhão é a visão de Deus? Ou ela está distorcida? Você tem valorizado o corpo de Cristo ou apenas a si mesmo?
Se você percebeu uma atitude pecaminosa em relação a algum irmão, arrependa-se. Somos chamados a amar servindo e abençoando uns aos outros.
Se você ainda não tem comunhão com Deus, precisa reconhecer que é um pobre pecador diante de Deus e que precisa do Seu perdão. Entregue sua vida pra Jesus, e você será parte da família de Deus.
