Revestidos da Eternidade
Festas Bíblicas • Sermon • Submitted • Presented
0 ratings
· 8 viewsNotes
Transcript
Texto 2Co 5.1-10
Texto 2Co 5.1-10
1 - Pois sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos humanas, eterna, nos céus.
2 - E, por isso, neste tabernáculo gememos, desejando muito ser revestidos da nossa habitação celestial;
3 - se, de fato, formos encontrados vestidos e não nus.
4 - Pois nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida.
5 - Ora, foi o próprio Deus quem nos preparou para isto, dando-nos o penhor do Espírito.
6 - Por isso, temos sempre confiança e sabemos que, enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor.
7 - Porque andamos por fé e não pelo que vemos.
8 - Sim, temos tal confiança e preferimos deixar o corpo e habitar com o Senhor.
9 - É por isso que também nos esforçamos para ser agradáveis a ele, quer presentes, quer ausentes.
10 - Porque é necessário que todos nós compareçamos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.
Introdução — Um povo que aprende a viver olhando para frente
Introdução — Um povo que aprende a viver olhando para frente
A Bíblia nunca nos chamou a viver como quem apenas recorda o passado ou apenas reage ao presente.
Há um chamado maior: viver a partir do futuro — do futuro que Deus já garantiu.
Israel aprendeu isso na Festa dos Tabernáculos, quando o povo deixava suas casas firmes e habitava por alguns dias em tendas improvisadas.
Por quê? Deus queria que eles lembrassem duas coisas:
Nada aqui é definitivo. A vida é como uma tenda — boa para proteger, mas não para estabelecer raiz.
Deus sempre habita com seu povo — seja na tenda do deserto ou na casa eterna que Ele prometeu.
Quando Paulo escreve 2 Coríntios 5, ele fala com essa mesma mentalidade. Ele olha para o corpo e diz: “Isto aqui é uma tenda.” Parece frágil, desmontável, instável… mas Deus já preparou algo melhor.
Proposição do Sermão
Proposição do Sermão
A convicção da nossa habitação eterna deve produzir esperança no sofrimento e responsabilidade na forma como vivemos.
1. Vivemos em tenda, mas ansiamos pela casa (vv.1–4)
1. Vivemos em tenda, mas ansiamos pela casa (vv.1–4)
“Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício…”
Paulo começa com convicção: “sabemos” — não “sonhamos”.
O cristão não vive na incerteza do “espero que esteja tudo bem no fim”. Ele vive na convicção do que Deus prometeu.
Nos versículos 1 e 2, ele compara o corpo presente a uma tenda frágil, e o corpo futuro a um edifício eterno.
E diz que gememos — mas é um gemido de saudade, não de desespero.
Mas é nos versículos 3 e 4 que ele revela algo mais profundo:
“Se, todavia, formos encontrados vestidos e não nus… gememos, não por querermos ser despidos, mas revestidos.”
Paulo deixa claro: ele não quer apenas morrer para escapar da dor.
Ele não deseja estar “nu” — isto é, existir de modo incompleto — sem corpo algum.
Ele não pensa como os filósofos gregos que diziam que o corpo é uma prisão e a alma precisa se libertar.
Para Paulo, o corpo é parte do projeto de Deus. Ele não quer ser desencarnado — ele quer ser transformado.
Por isso ele diz:
“Não por querermos ser despidos, mas revestidos — para que o mortal seja absorvido pela vida.”
Ou seja:
O cristão não deseja fugir da vida — ele deseja ser completamente vivo.
Não buscamos apenas alívio — buscamos plenitude.
A meta não é “ir embora” — é ser revestido de Cristo plenamente.
2. O Espírito é a garantia do que virá (v.5)
2. O Espírito é a garantia do que virá (v.5)
“Foi o próprio Deus quem nos preparou para isto, dando-nos o penhor do Espírito.”
Se a primeira parte fala de anseio, esta fala de garantia. Se a tenda lembra fragilidade, o Espírito lembra certeza.
A palavra “penhor” aqui significa entrada de pagamento, sinal de que o restante virá.
O Espírito não é apenas um “sentimento religioso” ou uma “energia espiritual”. Ele é a terceira pessoa da trindade, aquele que nos garante que agora Deus habita em um templo que ele projetou.
Por isso, o Espíriot Santo nos consola no meio da luta;
Nos enche de convicção quando a fé vacila;
E reacende em nós a chama do anseio por Deus quando a alma esfria.
O Espírito não tira apenas o medo da morte — Ele nos prepara para a vida verdadeira.
3. Coragem no caminho — ausentes, mas confiantes (vv.6–8)
3. Coragem no caminho — ausentes, mas confiantes (vv.6–8)
“Estamos sempre confiantes…”
Há uma virada importante aqui. Antes, ele falava de gemido. Agora, ele fala de confiança. As duas coisas caminham juntas.
O cristão geme, porque sente o peso da existência. Mas também confia, porque conhece o destino.
E Paulo diz algo extraordinário:
“Preferimos deixar o corpo e habitar com o Senhor.”
Aqui está uma das declarações mais fortes da fé cristã:
Morrer em Cristo não é ser apagado da história— é ser recebido pelo Senhor da História.
Não é o fim de nossa vida — é o encontro pessoal com o Senhor da vida.
Não é perder tudo — é ganhar Aquele que é tudo.
APLICAÇÃO:
Se o viver é Cristo… morrer não pode ser perda — é estar com Cristo plenamente.
A morte não é a tragédia final. A maior tragédia seria atravessar essa vida inteira sem estar preparado para vê-Lo.
4. Responsabilidade diante do Tribunal de Cristo (vv.9–10)
4. Responsabilidade diante do Tribunal de Cristo (vv.9–10)
“Nos esforçamos para lhe ser agradáveis, quer presentes, quer ausentes…”
Quem realmente entendeu a eternidade não vive relaxado, mas responsável.
A esperança do céu não produz preguiça espiritual — produz excelência espiritual.
Paulo diz que todos compareceremos diante do Tribunal de Cristo — não para condenação (porque já está escrito “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo”), mas para avaliação.
Não é julgamento de identidade, é julgamento de fidelidade.
Ele vai olhar:
O que fizemos com nosso tempo
O que fizemos com nossas palavras
O que fizemos com nossos recursos
O que fizemos com nosso chamado
E a grande pergunta será:
Você viveu para ser elogiado pelos homens… ou para ser aprovado por Cristo?
Conclusão — Revestidos de Eternidade
Conclusão — Revestidos de Eternidade
Na Festa dos Tabernáculos, o povo vivia em tendas — e Deus também armou uma tenda no meio deles: o Tabernáculo.
No Novo Testamento, Ele fez algo ainda maior:
“O Verbo se fez carne e TABERNACULOU entre nós” (Jo 1.14). Cristo vestiu uma tenda humana para habitar entre nós.
Hoje, Ele habita não mais em tendas de tecido, mas em tendas de carne — nós.
E um dia, Apocalipse 21.3 se cumprirá: “Eis o Tabernáculo de Deus com os homens… Ele habitará com eles para sempre.”
Ou seja:
Antes, Deus habitou perto.
Em Cristo, Deus habitou conosco.
No Espírito, Deus habita em nós.
Na eternidade, Deus habitará entre nós para sempre.
Apelo Pastoral — Uma Vida Orientada para o Futuro
Apelo Pastoral — Uma Vida Orientada para o Futuro
Irmãos, olhemos para nossa vida com sinceridade diante de Deus:
Quantas das nossas decisões são tomadas com base apenas no presente, no conforto momentâneo, na opinião das pessoas, no ganho imediato?
Quantas vezes vivemos como se esta tenda fosse tudo, esquecendo que existe uma casa eterna nos esperando?
Paulo nos chama hoje a viver com os olhos no futuro — não no futuro incerto da humanidade, mas no futuro certo da Palavra de Deus.
👉 Viver orientado para o futuro significa:
Escolher o que é eterno acima do que é urgente.
Priorizar o que agrada a Cristo, não apenas o que agrada a nós mesmos.
Investir tempo, dons, recursos e relacionamentos em coisas que terão valor diante do Tribunal do Senhor.
Caminhar com esperança quando a tenda balança, porque sabemos que a casa está garantida.
