Batismo: Sinal da Aliança de um Deus Fiel (2)

Batismo: Sinal da Aliança de um Deus Fiel  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Gênesis 17.1–14 ARA
Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o Senhor e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito. Farei uma aliança entre mim e ti e te multiplicarei extraordinariamente. Prostrou-se Abrão, rosto em terra, e Deus lhe falou: Quanto a mim, será contigo a minha aliança; serás pai de numerosas nações. Abrão já não será o teu nome, e sim Abraão; porque por pai de numerosas nações te constituí. Far-te-ei fecundo extraordinariamente, de ti farei nações, e reis procederão de ti. Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência. Dar-te-ei e à tua descendência a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu Deus. Disse mais Deus a Abraão: Guardarás a minha aliança, tu e a tua descendência no decurso das suas gerações. Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado. Circuncidareis a carne do vosso prepúcio; será isso por sinal de aliança entre mim e vós. O que tem oito dias será circuncidado entre vós, todo macho nas vossas gerações, tanto o escravo nascido em casa como o comprado a qualquer estrangeiro, que não for da tua estirpe. Com efeito, será circuncidado o nascido em tua casa e o comprado por teu dinheiro; a minha aliança estará na vossa carne e será aliança perpétua. O incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada do seu povo; quebrou a minha aliança.
Tema: Batismo: Sinal da Aliança de um Deus Fiel
Texto base: Gênesis 17.7, 10, 13b
Gênesis 17.7, 10, 13b
Gálatas 3.26–29
Introdução
Em Gênesis 17, Abraão tinha 99 anos. Já haviam se passado 24 anos desde a promessa de Deus em Gênesis 12, e ele ainda não tinha o filho da promessa com Sara. Nesse cenário de espera e fé vacilante, Deus aparece, se revela como El Shaddai, muda os nomes de Abrão e Sarai, estabelece a circuncisão como sinal visível e reafirma que Sua aliança é eterna e incluiria os descendentes de Abraão.
Na Bíblia, mudar nomes significa mudar identidade e propósito: Abrão → Abraão, Jacó → Israel, Simão → Pedro, Saulo → Paulo. É Deus moldando vidas para Seu plano.
O batismo, assim como a mudança de nome, é um marco de identidade espiritual. Ele não é só tradição, mas a declaração pública de que pertencemos a Deus, início de uma nova vida e missão. Assim como a circuncisão marcava o povo da aliança, o batismo é o sinal visível de nossa entrada na aliança com Deus em Cristo.
Jesus não precisava ser batizado, mas foi, para cumprir toda a justiça, identificar-se com Seu povo e mostrar que a aliança não foi abolida, mas cumprida Nele.
Transição para o sermão:
E é com esse pano de fundo — com Abraão ouvindo a voz de Deus, recebendo um novo nome, sendo marcado com um sinal, sendo chamado a viver pela fé e formando um povo — que nós voltamos ao nosso tema:
O Batismo: Sinal da Aliança de um Deus Fiel
Porque Deus ainda chama, ainda sela, ainda transforma, ainda forma um povo — e Ele faz isso por graça, e para sempre.

1. Uma Aliança Perpétua de Graça

“Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti, nas suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência.” (Gênesis 17.7)
Deus é quem estabelece a aliança; ela é perpétua porque reflete Seu caráter imutável e inclui a descendência do crente. Desde o início, a fé bíblica nunca foi isolada, mas vivida em comunidade pactual.
📌 Ênfase: Você pertence a uma comunidade.
Não existe cristianismo isolado, discipulado solitário ou fé sem povo. Deus te chamou para ser parte do Seu povo, regenerou e selou com o sinal da aliança — o batismo.
O batismo é Deus dizendo: “Você me pertence.”
Exposição:
Neste versículo, vemos claramente que Deus é quem estabelece a aliança. Abraão não propôs nada; Deus tomou a iniciativa soberana. Ele não apenas faz uma promessa — Ele entra em relacionamento pactual, eterno, com Abraão e sua descendência.
“Serei o teu Deus e o Deus da tua descendência” — essa é a essência da aliança: pertencimento mútuo.
E essa aliança é chamada de “perpétua”, porque ela não depende da fidelidade humana, mas reflete o caráter imutável de Deus.
Além disso, o texto inclui a descendência de Abraão, mostrando que desde o início, a aliança de Deus tem um aspecto comunitário e geracional — Deus não salva apenas indivíduos isolados, Ele forma um povo.
Aplicação Pastoral:
“O batismo é Deus dizendo: Você me pertence.”
Ele não apenas te perdoou. Ele te incluiu. Ele não apenas te salvou — Ele te chamou para ser parte do Seu povo.
E se Deus chamou você, é para andar com Ele e com Seu povo. A aliança é para toda a vida e para toda a eternidade, firmada num pacto de sangue, no sangue de Cristo.
Você não pode viver essa aliança fora da comunhão da igreja!!!!!!!!!!!
Você não pode viver como se essa aliança fosse só um “momento” ou uma “etapa”.
Essa é uma aliança perpétua, e quem pertence a Cristo vive com o povo de Cristo, serve no corpo de Cristo, é nutrido pela Palavra e pela Ceia de Cristo.

1. Uma Aliança Perpétua de Graça

2. Um Sinal Visível de Realidades Espirituais. É a manifestação de uma nova identidade

“Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado.” (Gênesis 17.10)
A circuncisão era o sinal da aliança. No NT, o batismo a substitui (Cl 2.11-12), apontando para purificação, regeneração e inclusão no corpo de Cristo.
📌 Ênfase: Você recebeu uma nova identidade, o novo nascimento.
O batismo é o cartão de identidade do cristão. Ele declara que você agora é filho de Deus, que morreu para a velha vida e nasceu para a nova. Na igreja primitiva, isso custava perseguição; hoje, muitos o tratam como formalidade.
Cristianismo sem batismo é rebeldia. Com batismo mas sem vida de fé, é hipocrisia.
Exposição:
A circuncisão era o sinal visível e físico de que o povo de Deus pertencia a Ele. Era uma marca externa de uma aliança interna, um selo que apontava para a promessa divina.
Mas no Novo Testamento, a circuncisão é substituída pelo batismo, como Paulo ensina em Colossenses 2.11-12:
“Nele também fostes circuncidados… tendo sido sepultados com ele no batismo.”
Isso é importantíssimo: o batismo é o novo sinal da mesma aliança. Ele representa a purificação do pecado, a regeneração espiritual e a inserção visível na comunidade dos salvos.
Teologia:
O batismo não é apenas um rito religioso. Ele é um sinal e selo da obra de Deus na vida de uma pessoa.
Ele aponta para:
• A regeneração (Tt 3.5)
• A purificação dos pecados (At 22.16)
• A união com Cristo na Sua morte e ressurreição (Rm 6.3-4)
• A entrada visível no corpo de Cristo (1 Co 12.13)
Assim como o anel não causa o casamento, mas o sinaliza, o batismo não salva por si, mas testifica e proclama que Deus está agindo naquela vida.
Aplicação contemporânea:
Vivemos uma época onde muitos foram batizados, mas nunca convertidos.
Pessoas fazem da cerimônia do batismo um momento social, estético, religioso ou familiar, mas sem compromisso com Cristo e sem envolvimento com a igreja.
Isso é um escândalo diante de Deus.
Quando alguém é batizado, a igreja está publicamente declarando que aquela pessoa foi recebida no povo da aliança, e que ela está sendo chamada à fé, à obediência e à santidade.
O batismo na igreja primitiva era risco de morte, perseguição, separação da sociedade e ruptura com o mundo.
Hoje, muitos o tratam como uma tradição vazia, mas continuam vivendo como se nada tivesse mudado.
Aplicação Pastoral:
O batismo é o cartão de identidade visível do cristão verdadeiro. Quando você é batizado, você está publicamente confessando que agora você não vive mais para você mesmo, mas para Aquele que morreu e ressuscitou por você.
É a bandeira levantada que diz: “Eu pertenço a Cristo!”
Por isso:
• Se você foi batizado e está longe da igreja, é hora de voltar ao compromisso da aliança.
• Se você batizou seu filho, lembre-se: você assumiu o dever de criá-lo na fé, na Palavra e na comunhão da igreja.
• Se você ainda não foi batizado, reconheça que este é o chamado público de Deus: “Entre para o Meu povo visível. Comprometa-se. Siga-me.”
 Cristianismo sem batismo é rebeldia.
 Cristianismo com batismo, mas sem vida de fé, é hipocrisia.
 Cristianismo verdadeiro é ser marcado por Deus, viver para Deus, e pertencer ao povo de Deus.
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1. Uma Aliança Perpétua de Graça

2. Um Sinal Visível de Realidades Espirituais. É a manifestação de uma nova identidade

3. Um Compromisso Pactual em Nossa Vida

“Assim estará a minha aliança na vossa carne como aliança perpétua.” (Gênesis 17.13b)
A aliança era marcada na carne — afetava toda a vida. Hoje, o batismo é o marco visível de um compromisso para toda a existência: viver para Deus e Seu povo.
📌 Ênfase: Você andará em novidade de vida, buscando santidade e lutando contra o pecado.
Batismo não é carimbo, é pacto público que exige santidade, comunhão e serviço. Você foi comprado por bom preço — glorifique a Deus no corpo e na vida.
Exposição:
Este versículo reforça que a aliança não era apenas uma promessa espiritual, mas uma marca visível no corpo, com implicações práticas e perpétuas.
A aliança de Deus não era “conceitual”. Ela estava gravada na carne — afetava a identidade, a vida, as decisões e os relacionamentos.
 Hoje, o batismo cumpre esse mesmo papel: ele é o marco visível de um compromisso que define toda a nossa vida.
 Teologia:
A aliança com Deus não é uma ideia vaga ou um momento emocional. É um pacto de pertencimento e obediência.
No Novo Testamento, essa verdade permanece:
“Não sabeis que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte…” (Romanos 6.3-4)
O batismo representa morte para o pecado e nova vida para Deus. É o ponto de partida de uma caminhada marcada por:
• Fidelidade
• Renúncia
• Comunhão
• Serviço
• Crescimento espiritual
 Aplicação contemporânea:
Vivemos em uma época onde muitos querem os privilégios da aliança, mas não os compromissos da aliança.
Querem ser chamados de “cristãos”, mas não querem se comprometer com o corpo de Cristo, nem viver em santidade, nem submeter-se à Palavra.
 Mas o batismo não é um “carimbo evangélico”.
 Não é um rito de passagem para frequentar a igreja de vez em quando.
 O batismo é um compromisso com Deus e com Seu povo. É uma aliança pública que tem implicações privadas.
Você não foi batizado para seguir sua própria vontade, mas para viver como parte de um povo santo, zeloso e separado para Deus.
Aplicação Pastoral:
Se você foi batizado, Deus marcou você para Si. Isso significa:
• Sua vida não é mais sua.
• Seu corpo é templo do Espírito.
• Seus dons são para o serviço do Reino.
• Seus relacionamentos, decisões e prioridades devem refletir a aliança que você carrega.
“Porque fostes comprados por bom preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo.” (1 Co 6.20)
O batismo não é um fim, mas um começo. E ele clama diariamente:
“Lembra quem você é. Lembra de quem você é. Viva como quem pertence a Deus.”
4º A Ceia do Senhor: Renovação da Aliança em Cristo
“Este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vós.” (Lucas 22.20)
Exposição:
Se o batismo é o início da aliança visível, a Ceia é o sinal da sua renovação contínua.
É o momento em que o povo da aliança se reúne para lembrar, proclamar e participar da graça de Deus em Cristo.
A Ceia é:
• Um memorial da cruz
• Uma comunhão real com Cristo
• Uma declaração pública de fé
• Uma renovação do pacto com Deus e com Seu povo
Teologia:
Jesus instituiu a Ceia na noite em que foi traído, e a chamou de “nova aliança no meu sangue”.
Aqui vemos o clímax da história da aliança: o sangue de Cristo selando definitivamente o pacto de graça.
Por isso, participar da Ceia sem arrependimento, sem fé viva, ou sem comunhão com a igreja, é profanar a aliança (cf. 1 Coríntios 11.27-29).
Aplicação contemporânea:
Muitos veem a Ceia como uma tradição bonita ou um ritual simbólico.
Mas a Ceia é santa, séria e profunda. Ela exige autoexame, arrependimento e fé renovada.
Ela é o momento de renovar sua fidelidade à aliança, lembrar do sangue que foi derramado por você, e se comprometer novamente a viver para o Senhor.
Aplicação Pastoral:
Ao se aproximar da mesa do Senhor, pergunte-se:
• Tenho vivido como alguém que pertence a Cristo?
• Tenho honrado meu batismo com uma vida santa?
• Tenho andado em comunhão com a igreja, o povo da aliança?
• Tenho buscado o Senhor com sinceridade?
A Ceia é um chamado à renovação.
Um lembrete de que você foi amado, perdoado, regenerado — e agora é convocado a viver à altura dessa graça.
Conclusão:
“Todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus… e, se sois de Cristo, sois descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa.” (Gálatas 3.26,29)
• Em Cristo, a aliança com Abraão se cumpre.
• Por meio do batismo, somos inseridos no povo da promessa.
• Pela Ceia, somos nutridos e renovados na graça.
• E tudo isso aponta para o que está por vir: as Bodas do Cordeiro, quando a aliança será plenamente celebrada.
Desafio final ao coração:
Você foi batizado? Viva como alguém que pertence a Deus.
Você participa da Ceia? Renove sua aliança com temor e fé.
Você está longe? Hoje é dia de voltar.
Porque o Deus da aliança é fiel, e diz:
“Serei o teu Deus e da tua descendência.”
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