O REINO DAS CRIANÇAS
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I. É UM REINO LIVRE DE COMPETIÇÃO (v. 1)
II. É UM REINO RECEBIDO PELA CONVERSÃO (v. 2-3)
III. É UM REINO VIVIDO NA HUMILHAÇÃO (v. 4)
INTRODUÇÃO:
# A principal forma do NT descreve o crente é descrevendo ele como uma criança/filho de deus
# Charles quer ter 20 anos…
# O maior medo de um adolescente: ser chamado de criança. Uma forma de ofensa. Porque?
# Jesus usou a infancia como um elogio.
# Uma sociedade que enxerga o ser criança como uma desvantagem. “Pare de ser infatil!”
# Uma sociedade que enxerga as crianças como um fardo.
# Uma sociedade que valoriza independencia e autosuficiencia! Eu não sou criança, eu sei me virar!
# As crianças não tinham status no mundo antigo e estavam à mercê dos adultos.
# O curioso caso de Bejamim Buton.
I. UM REINO LIVRE DE GANÂNCIA (v. 1)
1. A GANÂNCIA. O que é ganancia?
#
# No fundo, a arrogância é alimentada pelo orgulho, o desejo de ser maior que os outros, de ter mais que os outros, ou de ser melhor que os outros.
# O desejo por honra, destaque e prestígio.
2. UM PERIGO UNIVERSAL (v. 1a). “Naquela hora, os discípulos se aproximaram de Jesus…”.
# Não foram os endemoniados, os gentios, os fariseus ou incredulos que se aproximaram, mas os discipulos.
# Eram homens que tinha familiaridade com os ensinos de Jesus.
# Eram homens que viam de perto o exemplo de humildade e contentamento de Jesus.
# A ambição e o desejo de preeminência dos discípulos soavam mal, sobretudo em face do que Jesus acabara de lhes falar sobre seu sofrimento e morte. O Rei da glória, o Senhor dos senhores, o criador do universo, dava claro sinal de seu esvaziamento e humilhação, a ponto de entregar voluntariamente sua vida em favor dos pecadores, enquanto os discípulos, cheios de vaidade e soberba, discutem sobre qual deles era o maior.
# Mesmo que Jesus falasse mais dos sofrimentos do reino do que da glória do Reino, parece que ouvidos deles só conseguiam ouvir sobre glória, poder e status.
# Jesus acabara de falar sobre autossacrifício, e os discípulos perguntam sobre autopromoção
# Eles não queriam saber sobre humilhação. Eles pulavam rápido essa parte. Eles queriam saber da exaltação.
3. UM DESEJO IRRACIONAL (v. 1b). “…e perguntaram: Quem é o maior no Reino dos Céus?”.
# Não se tratava apenas de uma curiosidade teológica. Mas de uma ambição exagerada.
# Os discipulos imaginavam o reino dos céus como um dominio politico aqui na terra, onde todas as nações se curvariam ao dominio de Jesus. Eles imaginavam as oportunidades de ter lugares elevados nesse reino. Eles previam muitos cargos de poder a serem ocupados nesse reino.
# A pergunta desses discípulos de forma alguma era uma pergunta inocente. Em favor deles devemos reconhecer que na pergunta propriamente dita está implícita a fé em que Jesus é realmente o Rei, e que seu reino – qualquer que fosse sua natureza – estava para tornar-se pública e gloriosamente manifesto. Não obstante, os homens que estavam constantemente discutindo a questão de posição e prioridade no reino não estavam isentos de ambição pecaminosa. Se não, por que então estariam envergonhados de si mesmos quando Jesus perguntou: “O que vocês estavam discutindo no caminho”? (Mc 9.33,34).
# Mateus faz uma abreviação do relato.
# Devemos aplaudir esses homens porque eles reconhecem que Jesus é um rei. Mas devemos criticar o oportunismo deles verem esse reino como uma forma de subir na vida.
# Quando unimos os relatos dos evangelhos descobrimos wue por tras dessa pergunta havia uma discussao entre os discipulos sobre qual deles seria o maior… # disputa, competiçao,
# Nas passagens paralelas de Marcos e Lucas, esta questão surge de uma discussão entre os discípulos (Marcos 9:33-37; Lucas 9:46-48).
# Um conceito errado de grandeza: esforço, status, realizações, conquistas humanas, etc.
# Estavam preocupados com status, posição, fama, reconhecimento, poder, influência, aplausos. É um retrato da nossa sociedade moderna. O que mais vemos nas redes sociais são pessoas buscando isso.
II. UM REINO EXEMPLIFICADO NA INFÂNCIA (v. 2-4).
1. COMO ENTRAR NO REINO (v. 2-3). “E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles e disse: Em verdade lhes digo, se vocês não se converterem e não tornarem como crianças, de maneira nenhuma entrarão no Reino dos Céus.
# PONTE: Jesus não perdeu a paciência. No lugar de reclamar da dureza de coração deles, Jesus pacientemente se concentrou na pergunta e respondeu ela com a maestria que só ele conseguia fazer.
# Uma parábola encenada.
# Uma criança com dois ou tres anos de idade.
# Os evangelhos mostram a presença constante de crianças ao redor de Jesus. Elas estão na multiplicação dos pães e peixes. Estão sendo levadas a Jesus. Estão cantando na entrada triunfal. E estão aqui na casa de Pedro. Talvez o filho de Pedro.
# A criança não ficou intimidada, porque estava ao lado de Jesus.
# As crianças, quando muito jovens, não desejam autoridade, não consideram distinções externas, são livres de malícia, são dóceis e voluntariamente dependentes de seus pais.
# Jesus exige que os discípulos se voltem, isto é, ou seja, que se convertam de sua ambição mundana, de seu rude egocentrismo
# A conversão mostra que as coisas não estão bem como estão. Precisamos mudar.
# Falsas conversões
# Jesus desmascara as distorções de muitas supostas conversões. É fácil alguém converter-se de uma igreja para outra, de um conjunto de opiniões para outro. Conversões dessa natureza jamais salvaram uma alma sequer. Aquilo de que todos precisamos é converter-nos do orgulho para a humildade, de elevados conceitos sobre nós mesmos para pensamentos modestos a nosso respeito, do autoconvencimento para a auto-humilhação e da mentalidade de um fariseu para a mentalidade de um publicano
# A CONVERSÃO, A DIREÇÃO DA CONVERSÃO: SER COMO CRIANÇA, O RESULTADO DA CONVERSÃO: entrar no Reino.
# Jesus responde e vira a conversa de cabeça para baixo: “Ser o maior no reino? Pessoas que pensam assim nem sequer entram no reino. Para entrar no reino é preciso seguir o caminho oposto.
# Transformação é a ideia de conversão, uma inversão das atitudes e do curso básicos da vida
# Se tornar como criança no sentido espiritual, não material. Não é o curioso caso de beijamimbutom.
# Qual parte de ser criança Jesus está falando?
# Entre as qualidades favoráveis que geralmente associamos com os pequeninos, as seguintes talvez sejam as mais excelentes: simplicidade, franqueza, obediência, modéstia, humildade, confiança
# Crianças confiam integralmente nos pais. Não se preocupam. Se o pai lhes disse algo, isso se torna para elas uma verdade incontestável. Assim como as crianças, devemos nós também confiar em Deus e na sua palavra
# Todos esses traços poderiam estar na mente do Salvador quando informou os discípulos que, se quisessem entrar no reino do céu, teriam de tornar-se semelhantes a criancinhas. Não obstante, é especialmente a humildade ou, caso se prefira, a confiança humilde (ver v. 6: “quem crer em mim”) que o Salvador enfatiza na presente passagem. Isso se faz evidente, acima de tudo, à luz do contexto precedente
# Aquela criança não tinha dinheiro, não tinha estudos, não tinha boletos para pagar, não tinha emprego, não tinha aposentadoria, não tinha uma casa no nome dela, não tinha habilidade de subir na vida sozinha. Era impotente, e por isso dependente dos pais.
# Uma criança completamente incapaz de fazer algo por si mesma, sustentar a si mesma. Ela dependendia totalmente do recurso dos pais. Depedencia sincera e simples.
# A cirança não tem nada a oferecer.
# Converter: virar, mudar de direção. Mudança de atitude.
# A sinceridade da criança.
# A criança não é um modelo de inocencia ou pureza, mas de humildade, despreocupação por posição social. anjinhos? visao romatica da infância? Egocentricas, birrentas, violentas.
# A confiança simples que uma criança impotente e desprovida tem.
# Mas o que é humildade? É a graça que, quando você sabe que a possui, acabou de perdê-la. A verdadeira humildade não é pensar em si mesmo de modo depreciativo; antes, é simplesmente nem pensar em si mesmo.
# para ser um crente genuíno, um homem deve abandonar pensamentos de grandeza pessoal e tomar a posição humilde de uma criança.
# Essas qualidades infantis de sinceridade, sensibilidade e simplicidade são ingredientes essenciais da vida no reino
# O exemplo do SALMO 131 ,
2. COMO CRESCER NO REINO (v. 4). “Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus”.
# A criança não está preocupada com hierarquia social. Crscer? Aparecer? Ser aplaudida?
# Ela aceita posições simples sem reclamar.
# As vezes vvemos os pais brigando apra que seus filhos tenham mais detaque nisso e naquilo “o filho de fulano apareceu mais tempo no video de homensagem, o filho de deltrano falou mais tempo da peça, a filha de ciclano ficou na fila da frente e o meu na ultima filha”. mas os proprios filhos não se preocupam com isso. Não estão nem aí….
# Não estou entrando no merido da questão se houve ou não falta atenção numa organização que deu preferencia a uns e negligenciou outros… O que eu estou dizendo é que a criança, em si, não liga para isso…
# Corações simples, contenten e despretensiosos.
# Não tem o desejo de impressionar.
# Obviamente os padrões e valores no reino são exatamente opostos aos do mundo. Nosso inteiro modo de pensar deve ser invertido
# No reino, crescer é descer. Paradoxo!
# Certamente, precisamos ser renovados diariamente no espírito de nossas mentes, para que nos tornemos simples e humildes, como crianças, e dispostos a ser os menores de todos.
# Devemos nos proteger contra as tendências do cinismo e da sofisticação e permanecer como crianças se quisermos ser grandes no Reino.
# O desafio não é apenas ser como criança, mas continuar sendo como uma criança.
# Podemos dizer: "Ah, sim, houve um tempo em que eu era como uma criança. Quando ouvi o evangelho pela primeira vez, aproximei-me de Jesus de forma simples e aberta ao me apresentar em uma reunião." Faça de novo! É isso que Jesus está dizendo aqui. Precisamos estar em um lugar onde estejamos continuamente entusiasmados com a Palavra e desfrutemos do evangelho em sua simplicidade e beleza. Jesus disse que, se você quer ser grande no reino, humilhe-se como uma criança novamente.
# Só se governa, servindo.
# Crentes brigando para serem vistos, lembrados, reconhecidos?
# Se tiver esse tipo de humildade, você será grande no reino de Deus. O maior conhecedor de teologia, o maior ganhador de almas ou o mártir mais valente não são, necessariamente, os maiores no reino. O maior no reino é quem mais se assemelha a uma criança.
# JESUS ESTAVA FALANDO DE ALGO QUE ELE MESMO FEZ: O que é pequeno torna-se grande porque em Jesus o grande Deus tornou-se pequeno, i. é, ser humano
# Jesus é o Deus que se faz criança.
O REINO DAS CRIANÇAS
O REINO DAS CRIANÇAS
Texto: Mateus 18.1–4 (NAA)
Introdução
Introdução
A principal forma como o Novo Testamento descreve o crente é chamando-o de filho de Deus, uma criança pertencente à família do Pai. Mas, curiosamente, vivemos numa cultura em que ser chamado de “criança” é considerado ofensa. O maior medo de um adolescente é ser tratado como um menino. A infância é vista como fraqueza. Vivemos numa sociedade que valoriza a independência e a autossuficiência, que enxerga as crianças como um fardo e a dependência como sinal de imaturidade. Entretanto, Jesus inverte esse sistema de valores: Ele faz da infância um elogio, e da dependência, uma virtude espiritual.
No mundo antigo, as crianças não tinham status; eram totalmente dependentes dos adultos. Ainda assim, Jesus coloca uma delas no centro e diz: “Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos Céus.” É o oposto do “curioso caso de Benjamin Button”: Jesus não chama os homens para amadurecerem em soberba, mas para regredirem em humildade.
I. É UM REINO LIVRE DE COMPETIÇÃO (v. 1)
I. É UM REINO LIVRE DE COMPETIÇÃO (v. 1)
O texto começa com uma pergunta que revela o coração dos discípulos: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” Por trás dessa pergunta existe orgulho disfarçado de espiritualidade — o desejo de ser mais importante, mais reconhecido, mais usado. A competição é a forma sutil como o orgulho se manifesta. É o desejo por honra, destaque e prestígio, o anseio de ser visto e aplaudido.
O impressionante é que não foram os fariseus, nem os incrédulos, mas os próprios discípulos que se aproximaram de Jesus com essa ambição. Eram homens que tinham visto de perto a humildade de Cristo, que ouviram sobre Seu sofrimento e morte, e mesmo assim discutiam sobre quem seria o maior. Enquanto Jesus falava sobre autossacrifício, eles pensavam em autopromoção. Enquanto o Mestre descia para a cruz, os discípulos disputavam quem subiria mais alto.
Eles queriam a glória do Reino, mas ignoravam a cruz do Rei. Essa contradição é atual: quantos crentes ainda querem servir a Cristo desde que possam ser vistos, lembrados e exaltados? Quantos pregam, cantam, lideram ou ajudam — não por amor, mas por reconhecimento? No Reino das Crianças não há espaço para competição, porque o centro é Cristo, não nós. Onde há disputa por grandeza, há ausência de graça. O discipulado autêntico é o que abre mão de posição para seguir a Pessoa.
Aplicação: O crente maduro é aquele que deixou de disputar visibilidade e aprendeu a se contentar em servir. Em uma geração que vive por status e curtidas, o chamado de Jesus é para uma vida livre da vaidade e cheia de simplicidade.
II. É UM REINO RECEBIDO PELA CONVERSÃO (v. 2–3)
II. É UM REINO RECEBIDO PELA CONVERSÃO (v. 2–3)
Jesus não reage com impaciência à pergunta dos discípulos. Ele responde com uma parábola viva: chama uma criança, coloca-a no meio e diz: “Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos Céus.”
A resposta de Jesus é surpreendente — não fala de posição no Reino, mas de entrada nele. Ele inverte a lógica: quem busca ser o maior talvez nem tenha entrado ainda.
A conversão aqui é apresentada como mudança de direção: deixar o orgulho e seguir para a humildade. É uma transformação que rompe com o modo natural de pensar. Converter-se é abandonar o egoísmo adulto e redescobrir a dependência infantil. Jesus não está exaltando inocência, pois crianças não são anjinhos; são egocêntricas e teimosas. O que Ele valoriza é a atitude de confiança e dependência. A criança confia nos pais, não se preocupa com amanhã, não busca poder, apenas descansa. Assim é quem realmente crê.
Jesus, portanto, denuncia as falsas conversões — aquelas que mudam de igreja, de opinião ou de grupo, mas não de coração. Converter-se é deixar a ambição por status e abraçar o espírito de uma criança: simples, confiante e humilde.
Aplicação: Muitos querem as bênçãos do Reino, mas não querem se tornar como crianças diante de Deus. O chamado de Jesus é para desaprender a autossuficiência e viver pela fé. É preciso voltar ao primeiro amor, à confiança despretensiosa de quem apenas crê. O salmista já dizia: “Acalmei e sosseguei a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços da mãe” (Sl 131). Assim vive quem pertence ao Reino.
III. É UM REINO VIVIDO NA HUMILHAÇÃO (v. 4)
III. É UM REINO VIVIDO NA HUMILHAÇÃO (v. 4)
Depois de mostrar como entrar no Reino, Jesus explica como crescer nele: “Aquele, pois, que se humilhar como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus.” Aqui está o paradoxo do evangelho — no Reino, crescer é descer.
A criança não está preocupada com posição, nem busca reconhecimento. Ela aceita ser pequena. Não se compara, não disputa lugar na fila, não exige destaque. Quantas vezes os pais se irritam por seus filhos não terem sido lembrados em alguma apresentação, enquanto as próprias crianças não se importam com isso? Elas têm corações contentes e despretensiosos.
Jesus ensina que a verdadeira grandeza é medida pela humilhação, não pela exaltação. No Reino, o caminho da glória passa pela cruz. O próprio Cristo é o exemplo supremo disso: o Deus que se fez homem, o Senhor que se fez servo, o Criador que se fez criança. Ele não apenas ensinou a humildade — Ele viveu a humilhação.
Portanto, o crente maduro é aquele que continua pequeno diante de Deus, mesmo quando cresce em dons, conhecimento ou posição.
Aplicação: O desafio não é apenas tornar-se como uma criança, mas permanecer assim. Muitos começaram humildes e se tornaram arrogantes com o tempo. Mas Jesus chama os seus a viver continuamente no espírito da infância espiritual: dependentes, alegres e humildes. No Reino das Crianças, quem serve é o maior; quem se humilha, é exaltado.
Conclusão
Conclusão
O Reino de Deus é um Reino de crianças — onde a competição é substituída pela comunhão, a conversão é o ingresso e a humilhação é a grandeza. Jesus nos convida a desaprender o orgulho adulto e a reaprender a fé simples dos pequenos.
A vida cristã começa com conversão, cresce na humildade e floresce no serviço.
No fim, o maior elogio que Cristo pode nos fazer é o mesmo que fez àquela criança: colocar-nos no centro e dizer — “sejam como ela.”
