Esboço de Sermão
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Esboço
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Atos dos Apóstolos 1.2 “até ao dia em que, depois de haver dado mandamentos por intermédio do Espírito Santo aos apóstolos que escolhera, foi elevado às alturas.”
Mandamentos = Grande Comissão em Mateus 28.16–20 “Seguiram os onze discípulos para a Galileia, para o monte que Jesus lhes designara. E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.”
Lucas 24.53 “e estavam sempre no templo, louvando a Deus.”
Os discípulos aguardaram no templo.
Enquanto ainda não é chegado o tempo de Deus de fazer certas coisas na igreja, devemos nos reunir SEMPRE no TEMPLO, e LOUVAR a DEUS. Não se louva problemas e nem se reúne em outros lugares ou, muito pior, fica-se isolado.
Atos dos Apóstolos 1.8 “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.” e Lucas 24.49 “Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder.”
Recebemos poder para sermos testemunhas do Senhor Jesus por e para todo o mundo.
A primeira coisa que o Espírito Santo faz à Igreja de Deus é transformar filhos em testemunhas.
Durante o período de 40 dias entre a sua ressurreição e a sua ascensão, Jesus instruiu seus discípulos no ensino do evangelho. Desse modo, ele os preparou para a grande tarefa que os aguardava depois do Pentecoste.
Simon J. Kistemaker, “Comentário do Novo Testamento - Atos - Volume 1”
Atos dos Apóstolos 2.1 “Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;”
G4005: pentēkostḗ. Segunda das três grandes festas judaicas, celebradas anualmente em Jerusalém, a sétima semana após a Páscoa, como grato reconhecimento pela colheita concluída.
James Strong, “The Exhaustive Concordance of the Bible”
Isto é, quando a igreja se reúne deve, em primeiro lugar, agradecer a Deus pela colheita!
Quando a igreja se reúne para agradecer a Deus pela colheita é o ambiente em que o Espírito Santo transforma os Filhos de Deus em Testemunhas
Atos dos Apóstolos 2.42–47 “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.”
Quem acrescenta os que são salvos é o Senhor. A igreja não pode fazer isso pelos seus próprios braços. Quem o faz é o Espírito Santo!
E por isso, não há como destratarmos aqueles que o Senhor acrescentou a nós. Se aqui estão, aqui quis o Senhor plantá-los. Por isso, é nosso dever enquanto filhos de Deus e Testemunhas do Senhor Jesus amar aqueles que o Espírito Santo planta em nossa igreja.
PODER
δύναμις -εως, ἡ; (dynamis), SUBS. poder; força. Equivalente hebraico: צָבָא (125), חַ֫יִל (122). Equivalente aramaico: חַ֫יִל (2).
Uso do Substantivo
1. poder — posse de controlar a influência; frequentemente compreendida como manifestando influência sobre a realidade de uma forma sobrenatural. Sentido Antônimo: impotência. Ver também δυνατός. Tópicos Relacionados: Poder; Principados e potestades.
João 20.19–22 “Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com medo dos judeus, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco! E, dizendo isto, lhes mostrou as mãos e o lado. Alegraram-se, portanto, os discípulos ao verem o Senhor. Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio. E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.”
Só podemos ser enviados por Cristo, por meio do Seu Espírito Santo.
Atos dos Apóstolos 1.8 “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.”
Romanos 1.16 “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego;”
Lucas 24.49 “Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder.”
Segundo, o derramamento do Espírito veio como um vento (2.2). O vento é símbolo do Espírito Santo (Ez 37.9,14; Jo 3.8). O Espírito veio em forma de vento para mostrar sua soberania, liberdade e inescrutabilidade. Assim como o vento é livre, o Espírito sopra onde quer, da forma que quer, em quem quer. O Espírito sopra onde jamais sopraríamos e deixa de soprar onde gostaríamos que ele soprasse. Como o vento, o Espírito é soberano; ele sopra irresistivelmente. O chamado de Deus é irresistível, e sua graça é eficaz. O Espírito sopra no templo, na rua, no hospital, no campo, na cidade, nos ermos da terra e nos antros do pecado. Quando ele sopra, ninguém pode detê-lo. Os homens podem até medir a velocidade do vento, mas não podem mudar o seu curso. Como o vento, o Espírito também é misterioso; ninguém sabe donde vem nem para onde vai. Seu curso é livre e soberano. Deus não se submete à agenda dos homens nem se deixa domesticar.
Terceiro, o derramamento do Espírito veio em línguas como de fogo (2.3). O fogo também é símbolo do Espírito Santo. Deus se manifestou a Moisés na sarça em que o fogo ardia e não se consumia (Ex 3.2). Quando Salomão consagrou o templo ao Senhor, desceu fogo do céu (2Cr 7.1). No Carmelo, Elias orou, e fogo desceu (lR s 18.38,39). Deus é fogo. Sua Palavra é fogo. Ele faz dos seus ministros labaredas de fogo. Jesus batiza com fogo, e o Espírito desceu em línguas como de fogo. O fogo ilumina, purifica, aquece e alastra. Jesus veio para lançar fogo sobre a terra. Hoje, muitas vezes, a igreja está fria. Parece mais uma geladeira a conservar intacto seu religiosismo do que uma fogueira a inflamar corações. Muitos crentes parecem mais uma barra de gelo do que uma labareda de fogo. Certa feita alguém perguntou a Dwight Moody: “Como podemos experimentar um reavivamento na igreja?”. O grande avivalista respondeu: “Acenda uma fogueira no púlpito”. Quando gravetos secos pegam fogo, até lenha verde começa a arder. John Wesley disse: “Ponha fogo no seu sermão, ou ponha o seu sermão no fogo”.
Matthew Henry diz que o fogo foi dado como sinal de cumprimento da predição de João Batista relativa a Jesus: Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo (Mt 3.11), ou seja, com o Espírito Santo, como fogo. Os discípulos estavam na Festa de Pentecostes celebrando o recebimento da lei no monte Sinai. A lei foi dada em fogo, por isso foi chamada “lei de fogo” como o evangelho é chamado “evangelho de fogo”. A missão de Ezequiel foi confirmada por uma visão de brasas de fogo ardente (Ez 1.13), e a de Isaías, por uma visão de brasa viva que lhe tocou os lábios (Is 6.6,7). O Espírito, como o fogo, derrete o coração, separa e queima a escória, e acende sentimentos santos e devotos na alma. É na alma, como o fogo que está sobre o altar, que são oferecidos os sacrifícios espirituais. Este é o fogo que Jesus veio lançar na terra (Lc 12.49).
Hernandes Dias Lopes, “Cometários Bíblico HAGNOS - ATOS”, p. 52-54
Espírito Santo se manifestou com som de vento e como línguas de fogo.
Vento era a forma com que os Judeus simbolizavam o Espírito de Deus e como Ele já havia se manifestado no passado. Mostra sua soberania e liberdade.
Fogo foi a forma de mostrar que o Espírito Santo é para todos e para cada um.
O Espírito Santo fala sobre Jesus e seus ensinamentos. O batismo com o Espírito Santo sempre nos levará a falar de Jesus, do evangelho.
No batismo no Espírito Santo somos revestidos de poder para sermos testemunhas de Cristo pregando o evangelho, que é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê.
João 14.16–18 “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros.”
João 14.26 “mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.”
João 16.13 “quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir.”
Enchei-vos do Espírito
Efésios 5.18–21 “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.”
O termo grego “kratistos” (κράτιστος) é um adjetivo superlativo que significa “mais excelente” ou “mais nobre”, derivado de uma palavra que significa “mais forte” e usado para indicar dignidade e honra. Originalmente relacionado à palavra “kratos” (poder, força), era comumente usado para se dirigir a pessoas de alta posição e autoridade. No Novo Testamento, este termo aparece especificamente nas narrativas de Lucas como uma forma de tratamento para figuras de autoridade, como Teófilo, Félix e Festo, sendo uma prática comum nos escritos de Josefo e Filo. Nos textos bíblicos, “kratistos” é traduzido como “mais excelente” ou “mais nobre”, aparecendo em passagens como Lucas 1:3 e Atos 23:26
James Strong, “κράτιστος”, in Strong’s Talking Greek and Hebrew Dictionary (WORDsearch, 2020). [Veja aqui.]
Spiros Zodhiates, in The complete word study dictionary: New Testament (Chattanooga, TN: AMG Publishers, 2000). [Veja aqui.]
Emerson B. Powery, “Excellent”, in The New Interpreter’s Dictionary of the Bible, org. Katharine Doob Sakenfeld (Nashville, TN: Abingdon Press, 2006–2009), 2:362.
W. L. Walker, “Excellent”, in The International Standard Bible Encyclopaedia, org. James Orr et al. (Chicago: The Howard-Severance Company, 1915), 1050.
BRUCE, F. F. Paulo, o apóstolo da graça: sua vida, cartas e teologia (São Paulo: Shedd, 2003), p. 416.
a) o Espírito Santo é a garantia atual da ressurreição e glória futuras
Efésios 1.13–14 “em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória.”
b) é no Espírito Santo que o povo de Deus foi batizado em uma entidade coletiva.
Glossolália geralmente se refere aos sons da fala, dados pelo Espírito Santo para uso na oração privada ou pública. Vem d γλῶσσα (glossa) 'língua, linguagem' e λαλέω (laleō) 'falar, conversar, conversar, tagarelar, fazer um som'
Xenoglossia vem das palavras Gregas xenos, “estrangeiro” e hellēnikē, “língua” e significa “falar uma língua estrangeira”.
TEÓFILO
Philia (φιλια) é uma forte ligação entre pessoas que compartilham um interesse ou uma vida comum, é a amizade entre amigos e companheiros. Lewis explicitamente diz que a definição de amizade é mais estreita do que o mero companheirismo: A amizade em seu sentido real existe somente se houver algo para que a amizade esteja “embasada”. Esta é a menos natural dos tipos de amores, citados por Lewis; pois não é necessário um(a) progenitor(a) para ter afeição (storge), não tem o amor romântico e desejo envolvidos (eros) ou amor incondicional e divino (ágape).
Ele tem menos associação com impulso ou emoção. Apesar destas características, era a opinião dos antigos (e do próprio Lewis) que ele é o mais admirável dos amores porque ele não olha ao amado (como o eros), mas ele olha em busca do “embasamento”- por que o relacionamento lhe deu forma. Sem o benefício da amizade para enfraquecer a solidão e outros aspectos da psique humana, a humanidade certamente estaria em ruínas. A amizade em si é o maior dos bens.
TEÓFILO (Θεόφιλος, Theophilos); literalmente "amante / amigo de Deus". A pessoa a quem o Evangelho de Lucas e o livro de Atos são dirigidos. “Teófilo” pode se referir a um título ou nome próprio. Também pode ser um epíteto que esconde a verdadeira identidade do destinatário ou uma designação geral para o leitor cristão. Pessoa Específica Embora o nome grego de Teófilo indique que ele era um gentio, ele provavelmente tinha algum conhecimento do Judaísmo e da geografia de Israel. Lucas 1:4 sugere que Teófilo pode ter buscado detalhes que aumentassem seu conhecimento limitado da vida de Jesus e da igrejaprimitiva. Uma investigação direta poderia ter levado Lucas a escrever seu Evangelho e Atos, na esperança de influenciar Teófilo no Cristianismo. Garrison especula que Lucas escreveu a Teófilo, um gentio não cristão, para mostrar a ele que os cristãos não eram hostis ao Império Romano, como muitos suspeitavam (Garrison, Significance of Theophilus, 97 ) Por outro lado, Teófilo já pode ter sido um seguidor de Jesus que exigia certas instruções voltadas para novos convertidos. Visto que uma tradição afirma que Lucas escreveu enquanto estava na Grécia, Jerome especulou que o destinatário poderia ser um oficial famoso em Atenas com o mesmo nome. A tradição de que Teófilo era bispo de Antioquia ou Cesaréia não pode ser comprovada. O título honorífico “mais excelente” (Lc 1:3) pode indicar uma medida de poder ou riqueza. Esta expressão é usada em outro lugar para descrever funcionários do governo romano (At 23:26; 24:3; 26:25), o que sugere que Teófilo poderia ter sido um para si mesmo. Streeter especula que ele pode ter sido Tito Flávio Clemente, sobrinho do imperador Vespasiano (Streeter, Four Gospels, 559). Marx fornece algumas evidências de que Teófilo não era outro senão Herodes Agrippa II (Marx, "A New Theophilus", 17–26). É possível que ele fosse simplesmente um patrocinador literário, já que "excelente" poderia designar qualquer pessoa com uma posição de meios. A teoria de Still de que Teófilo foi o advogado de defesa de Paulo durante sua audiência com César em Roma carece de evidências (Still, St. Paul on Trial, 84). Se Teófilo era um oficial romano ou uma pessoa de posses, é significativo que Lucas enfatize os pobres mais do que os outros Evangelhos (veja Lc 4:18; 6:20; 7:22; 14:13, 21; 16:19–31; 21:2–3). Epíteto Universal “Teófilo” pode ser um termo simbólico em vez do nome próprio do destinatário de Lucas. Orígenes (c. 185–254 d.C.) foi o primeiro a sugerir essa possibilidade. Era uma prática comum os autores gregos dedicarem suas obras, e “Teófilo” é um nome grego bem conhecido, documentado já no século 3 a.C..
Jeffrey E. Miller, “Teófilo”, in Dicionário Bíblico Lexham, org. John D. Barry (Bellingham, WA: Lexham Press, 2020).
