A Graça salvadora de Deus - Sola Gratia_Sorocaba
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Texto
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11 Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos. 12 Ela nos educa para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos neste mundo de forma sensata, justa e piedosa, 13 aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo. 14 Ele deu a si mesmo por nós, a fim de nos remir de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, dedicado à prática de boas obras.
15 Ensine estas coisas. Também exorte e repreenda com toda a autoridade. Que ninguém despreze você.
A GRAÇA DE DEUS, O FUNDAMENTO DE UMA VIDA SANTA
Introdução
Introdução
Paulo, nessa epístola a Tito, faz uma inversão em sua costumeira metodologia. Nas cartas aos Romanos, Gálatas, Efésios e Colossenses, ele ensina a doutrina e, depois, estabelece o dever. Em sua costumeira abordagem, primeiro dá o preceito, depois orienta a conduta; primeiro ensina a teologia, depois a ética.
Meus irmãos aquilo que cremos afeta a nossa conduta, e não pode se sustentar sem fé; a doutrina não é mais importante que a conduta, mas a conduta está condicionada pela fé. Por essa razão Paulo fundamenta todas as exortações desse capítulo em um resumo do evangelho que, quanto à beleza, a profundidade e o significado, é praticamente in su pe rá vel!!!
Conforme o ensino de Paulo, a doutrina determina a ética, a teologia desemboca na conduta e a ortodoxia produz a ortopraxia. Nessa carta, porém, Paulo primeiro abordou o dever (2.1–10) e só depois ofereceu a sustentação doutrinária (2.11–15).
Não importa a ordem, o que é absolutamente indispensável é a estreita conexão que deve existir entre doutrina e vida, teologia e ética. Sendo assim, destacamos três pontos a título de introdução.
1. A vida pura é consequência direta da teologia pura. A decadência moral instalada nas igrejas contemporâneas denuncia a fragilidade da sua teologia. Onde a doutrina é ignorada, torcida ou adulterada, não pode haver santidade. A vida pura é resultado da doutrina pura. A teologia é mãe da ética. Assim como o homem crê, assim ele é.
2. A transformação nos relacionamentos é resultado direto da transformação da graça. Depois que Paulo falou dos relacionamentos transformados (2.1–10), deu a fundamentação teológica para essa transformação (2.11–15). Paulo falou do padrão divino para os homens e as mulheres idosos; para as mulheres recém-casadas e para os jovens solteiros; para os líderes e para os servos. Contudo, esperar relacionamentos transformados sem a graça de Deus é impossível. Primeiro o homem é transformado pela graça; só depois ele experimenta relacionamentos transformados.
3. A conexão entre doutrina e vida é absolutamente necessária para uma igreja saudável. O espírito do pós-modernismo repudia a ideia de verdades absolutas. Prevalece o pluralismo das ideias e o individualismo na escolha das ideias que mais lhes atendam os interesses imediatos. E olhando pra tudo isso, falarmos em doutrina, teologia e conhecimento é remar contra a correnteza.
As pessoas desprezam o conhecimento e correm atrás de experiências subjetivas. Não querem pensar, mas sentir. A emoção, a sensação tomou o lugar do racional. Muitas igrejas abandonaram a sã doutrina e ainda pensam, equivocadamente, que podem viver de forma agradável a Deus. Isso é um absoluto engano.
O Espírito Santo nos guia na verdade, e não à parte dela. Existe uma estreita e inquebrantável conexão entre a doutrina bíblica e a vida que agrada a Deus. Os que desprezam a doutrina acabam caindo na teia do relativismo moral. A impiedade sempre desemboca na perversão.
Vamos examinar a fundamentação teológica para uma vida santa, buscando essa conexão entre doutrina e dever.
① A manifestação da graça (2.11)
Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens (2.11). Só podemos ter uma vida santa por causa da “manifestação”, da graça de Deus. Ela sempre existiu. Deus sempre foi gracioso. Porém, em Cristo, essa graça despontou majestosa da mesma forma que o sol nasce de manhã.
A graça de Deus brilhou como sol sobre aqueles que viviam nas regiões da sombra da morte. Essa graça se manifestou quando Jesus nasceu numa estrebaria, cresceu numa carpintaria e morreu numa cruz. Essa graça brilhou quando de Seus lábios se ouviam palavras de vida eterna, quando Ele curava os enfermos, purificava os leprosos, lançava fora os demônios e ressuscitava os mortos. A graça resplandeceu quando o Filho de Deus entregou Sua vida na cruz e a reassumiu na gloriosa manhã da ressurreição. A graça se manifestou para resgatar o homem do seu maior mal e oferecer a ele o maior bem.
É importante olharmos alguns aspectos dessa manifestação da graça (Origem, natureza e extensão):
1. A origem da graça (2.11). Paulo fala da graça de Deus. A graça tem sua origem em Deus. Ela emana de Deus. Embora Deus sempre tenha sido gracioso, pois é o Deus de toda a graça, ela se tornou visível em Jesus Cristo. A graça de Deus foi magnifica já em Seu humilde nascimento, em Suas graciosas palavras e em Seus atos movidos de compaixão; mas, sobretudo, em Sua morte expiatória. A graça de Deus é totalmente imerecida. Não há nada em nós que reivindique o amor de Deus. Não há nenhum merecimento em nós. O amor de Deus tem nEle mesmo sua causa. A graça é um favor imerecido. Deus trata de forma benevolente aqueles que merecem Seu juízo.
2. A natureza da graça (2.11). A graça de Deus é salvadora. A graça é o favor superabundante de Deus pelos pecadores indignos. A graça de Deus representa o favor gratuito de Deus, a bondade espontânea mediante a qual Ele intervém para ajudar e livrar os homens.
William Hendriksen define a graça: “A graça de Deus é seu favor ativo que outorga o maior de todos os dons a quem merece o maior de todos os castigos”.
Enquanto misericórdia é Deus não nos dar o castigo que merecemos, graça é Deus nos dar o bem que jamais poderíamos conquistar.
Merecíamos o inferno — e Deus, por misericórdia, nos livrou.
Não merecíamos o céu — e Deus, por graça, nos deu.
Por isso, a graça triunfa sobre nossa iniquidade. Ela é maior do que o nosso pecado e melhor do que a nossa vida. Onde abundou o pecado, superabundou a graça. Somos salvos pela graça. Vivemos pela graça. Dependemos da graça. Nada somos sem a graça. Por causa da graça, embora perdidos, fomos achados; embora mortos, recebemos vida.
3. Qual a extensão da graça (2.11). A graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. A manifestação dessa graça salvadora não alcança todos os homens quantitativamente, mas todos os homens na qualidade de eleitos.
A salvação é universal no sentido de que alcança todos aqueles que são comprados para Deus, procedentes de toda tribo, língua, povo e nação (Ap 5.9), mas não no sentido de todos os homens, sem exceção. A salvação é universal porque alcança todos os homens sem acepção, mas não a todos os homens sem exceção. Não há universalismo na salvação.
Até porquê olhando para outra doutrina da depravação total, e eu quero chamar sua atenção em primeiro lugar é que a sequência em que Paulo faz isso antes de falar da graça de Deus, ele fala da situação moral e espiritual em que os efésios se encontravam quando o evangelho os alcançou que é o conteúdo dos versos 1,2 e 3 de Ef2, e você só pode entender a graça quando você entender a depravação total da raça humana - e não é sem razão que na sequência lógica dos chamados os cinco pontos do calvinismo a doutrina da depravação total vem primeiro e se você não entendeu o ponto número um dos cinco os outros quatro não vão fazer sentido para você - só quando você entende o que é a doutrina da depravação total - quando você percebe o efeito arrasador que o pecado teve sobre as faculdades humanas aleijando a sua vontade, aleijando o seu arbítrio, o seu conhecimento a sua consciência, sua capacidade de escolher a Deus, é que você vai entender porque que é necessário que haja eleição - que haja chamado e haja preservação dos santos, pois de outra maneira ninguém seria salvo!
O que a Bíblia ensina sobre a universalidade da graça de Deus é que ela rompe todas as barreiras, derruba todos os preconceitos e alcança pessoas de todos os gêneros, idades e posições (2.1–10). A graça é acessível a todos: homens e mulheres, idosos e jovens, escravos e senhores, judeus e gentios.
Falmos até aqui sobre a Manifestação da Graça, agora vamos olhar a
② A pedagogia da graça (2.12, 13)
Educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus (2.12, 13). Paulo enfatiza aqui três grandes verdades:
1. A graça nos educa para renegarmos o mal (2.12) — Educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século… (2.12a). A graça de Deus é pedagógica, educadora. Ensina-nos a viver. Paulo aponta aqui é que a graça nos educa mediante a forte disciplina de renegarmos a impiedade e as paixões mundanas.
Renegar significa renunciar, abdicar, ser capaz de dizer não.
Antes de falar positivamente acerca do que devemos ser e fazer, Paulo fala sobre o que devemos repudiar e rejeitar. O que a graça de Deus nos ensina a rejeitar?
A. A impiedade tem a ver com o que se opõe à verdadeira adoração e devoção a Deus. A impiedade é uma relação errada com Deus. Ela tem a ver com uma teologia errada, ou seja, com a distorção da verdade. O ímpio é aquele que não leva Deus em conta e, por isso, não leva Deus a sério. O ímpio não se deleita em Deus, não tem prazer nEle. Se ainda olharmos para Efésios 2.1 “1 Ele lhes deu vida, quando vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados,” portanto, abomina as bem aventuranças que há em Deus. asnossas transgressões nossas desobediências quebra da lei de Deus tudo aquilo que nós fazemos a vida toda -nascemos nessa condição e passamos nossa vida toda fazendo isso e o salário do pecado é a morte, e a morte então a causa dessa morte espiritual é o pecado que afetou a nossa raça lá no jardim do éden é o pecado original e o pecado atual que nós cometemos por nossa própria vontade, decisão e querer - e isso nos torna mortos diante de Deus em nossos delitos e pecados.
B. A uma falsa ética (2.12a). As paixões mundanas são consequência da impiedade. A perversão é filha da impiedade (Romanos 1.18 “18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e injustiça dos seres humanos que, por meio da sua injustiça, suprimem a verdade.” ). As paixões mundanas decorrem de um relacionamento errado com Deus. Essas paixões mundanas têm a ver com uma vida desregrada na área da mente, da língua e do sexo. Essas paixões descrevem um estilo de vida pervertido.
William Hendriksen diz que essas paixões mundanas incluem o desejo sexual desordenado, o alcoolismo, o desejo excessivo por possessões materiais e a agressividade. Em suma, refere-se aos anelos desordenados de prazeres, poder e possessões, ou seja, sexo, poder e dinheiro.
John Stott afirma que a graça de Deus nos disciplina a renunciar à nossa velha vida e a viver uma nova vida, a passar da impiedade para a piedade, do egoísmo ao autocontrole, dos caminhos desonestos a um tratamento justo com todos os demais.
O caminho da natureza humana: o homem sem Deus
O caminho da natureza humana: o homem sem Deus
O filósofo Friedrich Nietzsche, filho de pastor, abandonou a fé e declarou que o homem deveria “tornar-se senhor de si mesmo”.
Para ele, Deus era um obstáculo à liberdade.
Assim nasceu o conceito do “além do homem”, o ser que cria suas próprias leis.
Esse mesmo espírito de autossuficiência reina hoje:
“Eu controlo meu destino.”
“Eu defino quem sou.”
“Eu não dependo de ninguém.”
Mas o resultado é um mundo vazio, ferido e cansado de tentar ser Deus.
Um mundo onde a vontade de poder substituiu a vontade de servir.
Onde o “eu” é entronizado, e a graça é esquecida. Quando as paixões mundanas não são renegadas, a graça se torna barata e as pessoas fogem da Luz. Muitos métodos de evangelização e missão se mostram não bíblicos quando falam apenas da fé no Salvador dos pecadores, mas não igualmente da abdicação ao pecado. Assim, sob a influência da graça educadora de Deus as paixões mundanas são renegadas.
2. A graça nos educa para praticarmos o bem (2.12b) — Vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente (2.12b). Paulo agora fala sobre como a graça de Deus nos educa para praticarmos o bem. A salvação não é apenas uma mudança de situação, mas também de atitude. A pedagogia da graça nos educa em nosso relacionamento conosco, com o próximo e com Deus.
A graça nos educa para vivermos relacionamentos certos dentro, fora e para cima. A graça nos ensina… Sabe irmão olho para Paulo a experiência do espinho na carne que é um mistério muitos dizem que é uma enfermidade / muitos dizem que sei lá pode ser tanta coisa, mas que era alguma coisa que perturbava Paulo, mas não é uma coisa que meramente perturbava Paulo - era uma coisa que humilhava Paulo.
Espinho na carne é tudo aquilo que faz com que a gente sinta que a gente é de carne, que faz a gente sentir que a gente é mortal na busca por poder a gente pode simplesmente se achar tão poderoso que ninguém vai mais nos pegar! que ninguém vai nos derrubar que nada vai nos destruir! alguém superpoderoso não vai acreditar que a sua ausência no lar vai ser justamente o motivo pelo qual os filhos estão nas drogas / alguém superpoderoso jamais vai admitir que é por sua ausência que sua mulher está sentindo a sua falta e que por isso está desesperada como está / alguém se sente muito poderoso não vai conseguir sentir suas falhas / não vai conseguir perceber suas limitações / não vai conseguir perceber sua pequenez / não vai conseguir perceber que precisa / por que é tão difícil a gente se humilhar porque mexe tanto com o nosso brilho nosso orgulho a humilhação
Por que qualquer ato de humilhação é algo que a gente vê com maus olhos? / eu acho curioso e ao mesmo tempo a tensão ao evangelho por que o que é a cruz de Jesus se não um tapa em nossa face - nosso rosto orgulhoso pelo poder? o que é a cruz de cristo jesus senão aquele que teria todo o poder para destruir tudo o que ele pudesse destruir para fazer tudo que ele pudesse fazer ?
Mas no entanto ele se torna fraco ele se torna semelhança de cada um de nós assume a nossa natureza assumir as nossas condições mortais e lá na cruz é atravessado por uma lança é atravessado por nossas transgressões e padece sofre e é humilhado naquela cruz. E na ceia celebramos justamente isso, sua humilhação e vida, uma graça que não merecíamos.
A. Então a graça aponta aqui no verso 12b -O correto relacionamento conosco mesmos (2.12b) — Vivamos, no presente século, sensata… A palavra grega sophronos traz a ideia de prudência, autocontrole ou moderação. A sensatez tem a ver com o domínio próprio, com a vida controlada. Sensatez é ter seus impulsos, instintos, ações e reações sob controle. É a maneira correta de lidar consigo mesmo.
Sensatez é fazer uso adequado dos desejos e impulsos que não são pecaminosos em si mesmos, e vencer os que são pecaminosos. O cristão vive “no presente século”, mas não em conformidade com ele nem para ele. Cristo nos remiu “[…] deste mundo perverso” (Gl 1.4), e não devemos nos conformar com ele (Rm 12.1, 2). Meus irmão quando o Apostolo Paulo fala em Efésios 2.2 “2 nos quais vocês andaram noutro tempo, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência.” palavra mundo aqui ela significa o sistema de valores da humanidade sem ;Deus a maneira de viver dessas pessoas / mundo aqui no sentido pejorativo essa palavra às vezes descreve o mundo como Deus criou o mundo belo a natureza a criação ou a humanidade / Deus amou o mundo , significa aí a humanidade mas aqui mundo significa o sistema de valores a mandeira de viver das pessoas sem deus, do mundo sem Deus / Paulo diz que os efésios andavam segundo o mundo ou seja de acordo com a prática, costume, cultura, hábito, maneira de viver, maneira de vestir maneira de se divertir, maneira de casar, maneira de fazer sexo, maneira de ganhar dinheiro do mundo das pessoas sem deus ou seja é o comportamento de gado/ rebanho. Aqui está uma descrição, longe de ser uma descrição de pessoas livres e além de mortos para Deus portanto completamente alheios a vida de Deus eles viviam de acordo com esse mundo corrompido e com as práticas alheias a palavra de deus numa situação de inimizade contra deus seguindo o curso desse mundo
É interessante pensarmos que algumas vezes falamos sobre Jesus e sua graça e saem discussões corriqueiras num ambiente onde não temos muitos cristão, trabalho, escola faculdade, as pessoas dizem que querem ser livres, quer prisão pior?
B. A graça nos ensina o correto relacionamento com o próximo (2.12b) — Vivamos, no presente século […] justamente… A justiça fala do nosso correto relacionamento com o próximo. Uma pessoa justa é aquela que não se coloca acima dos outros nem tenta diminuí-los. Ela concede aos outros o que lhes é devido. Viver de forma justa é demonstrar integridade no trato com os demais.
C. A graça nos ensina O correto relacionamento com Deus (2.12b) — Vivamos, no presente século […] piedosamente. A piedade está ligada ao correto relacionamento com Deus. É o verdadeiro fervor e reverência para com o único que é objeto da adoração. Somente a graça pode nos tomar pela mão e nos conduzir a um íntimo relacionamento com Deus. Warren Wiersbe diz que a graça de Deus não apenas nos salva, mas também nos ensina como viver a vida cristã. Aqueles que usam a graça de Deus como desculpa para pecar jamais experimentaram seu poder salvador (Romanos 6.1 “1 Que diremos, então? Continuaremos no pecado, para que a graça aumente ainda mais?” ; Judas 4 “4 Pois certos indivíduos, cuja sentença de condenação foi promulgada há muito tempo, se infiltraram no meio de vocês sem serem notados. São pessoas ímpias, que transformam em libertinagem a graça do nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.” ). A mesma graça de Deus que nos redime é também a graça que nos renova e nos capacita a obedecer à Sua Palavra (2.14).
Meus irmãos agora olhando para o verso 13 - A graça nos educa para aguardarmos a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus (2.13). Depois de ter falado da epifania da graça (2.11), agora Paulo fala da epifania da glória. Aquele que apareceu brevemente no cenário da história, e desapareceu, um dia vai voltar.. vai reaparecer. Ele apareceu em graça; Ele reaparecerá em glória.
O cristão olha para trás e glorifica a Deus porque a graça o libertou da impiedade e das paixões mundanas. Ele olha para o presente e exalta a Deus porque tem uma correta relação consigo, com o próximo e com o próprio Deus. Ele olha para o futuro e se santifica porque vive na expectativa da manifestação de Nosso Salvador Cristo Jesus. A graça de Deus nos libertou de nossas mazelas do passado, restaurou nossa vida no presente e nos mantém na ponta dos pés com uma gloriosa expectativa em relação ao futuro, quando Jesus há de voltar em glória e poder. É impossível que aqueles que mantêm essa gloriosa esperança da volta de Jesus se recusem a entregar-se completamente a Deus.
Paulo chama Jesus Cristo de grande Deus porque Sua grandeza, a qual os homens têm obscurecido - essa coisa fumacenta que pintam nosso salvador - será plenamente manifestada no último dia. Então, o brilho do mundo que hoje parece grande aos nossos olhos perderá completamente sua pompa.
Paulo chama a manifestação da glória de “bendita esperança”. Na verdade, o que começa com graça termina com glória.
Romanos 5.2 “2 pelo qual obtivemos também acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.” Meus irmãos a volta gloriosa de Cristo é mais do que uma bendita esperança; é uma esperança cheia de alegria (Rm12.12), uma esperança unificadora (Ef 4.4), uma viva esperança (1Pe 1.3), uma firme esperança (Hebreus 6.19 “19 Temos esta esperança por âncora da alma, segura e firme … e que entra no santuário que fica atrás do véu,” ) e uma esperança purificadora (1Jo 3.3).
A dinâmica da nova vida é a expectativa da vinda gloriosa de Jesus Cristo. O cristão é uma pessoa que está sempre pronta para receber o Rei dos reis.
③ A operação da graça (2.14, 15)
Tito 2.14 “14 Ele deu a si mesmo por nós, a fim de nos remir de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, dedicado à prática de boas obras.”
Paulo, que acabou de falar da manifestação da glória, passa agora naturalmente para as gloriosas verdades acerca da operação da graça.
1. O presente da graça (2.14) — O qual a si mesmo se deu por nós… (2.14a). Não foi a cruz que produziu a graça, mas a graça que produziu a cruz. Cristo é o presente da graça. Ele, sendo Criador do universo, esvaziou-Se e nasceu de mulher; sendo o Pai da eternidade, entrou no tempo, encarnou-Se e fez morada entre os homens; sendo santo, se fez pecado; sendo bendito, se fez maldição; sendo autor da vida, morreu em nosso lugar numa rude cruz. Essa foi a maior oferta, a maior dádiva, o maior presente.
E essa entrega voluntária de Cristo por nós, como nosso fiador, representante e substituto, é o cerne da doutrina da expiação. Ele morreu não apenas para possibilitar a nossa salvação, mas para nos salvar. Ele morreu pelas Suas ovelhas. Ele deu Sua vida pela Sua igreja. Ele morreu a nossa morte. Por Sua morte temos vida.
2. então qual era o propósito da graça?? (2.14b) — […] a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu… (2.14b).
Cristo nos libertou da penalidade do pecado na justificação. Cristo nos liberta do poder do pecado na santificação. E Cristo nos libertará da presença do pecado na glorificação.
Por meio de Sua morte, purifique para si mesmo um povo exclusivamente Seu. O Senhor quer um povo limpo e exclusivo. Ele não aceita um povo maculado pela iniquidade nem um povo de coração dividido. Pelo Seu sacrifício Cristo nos comprou.
3. QUal O resultado da graça?? (2.14c) — […] um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras (2.14c). A expressão: “zeloso de boas obras” traz a ideia de “entusiasmado pelas boas obras”. O alvo do cristão não é apenas ter a capacidade de realizar boas obras, mas ter entusiasmo e paixão por fazê-las. Devemos viver intensamente para Aquele que morreu vicariamente por nós.
John Piper vai dizer o seguinte - que no cerne do cristianismo está a verdade de que somos perdoados e aceitos por Deus, não por termos feito boas obras, mas a fim de que possamos fazê-las. As boas obras não são o fundamento de nossa aceitação, mas o seu fruto. Deus nos salvou para as boas obras, e não por causa delas. Devemos não apenas praticá-las, mas também fazê-lo com fervor, paixão e zelo. Não devemos ser relapsos e remissos nas boas obras, mas zelosos e fervorosos praticando-as.
Embora voltemos o olhar a um passado distante, quando houve a manifestação da graça (Em Cristo presente), e o fixemos também num futuro desconhecido, quando haverá a Manifestação da glória, devemos viver no presente de forma sensata, justa e piedosa. Quando caminhamos entre essas duas manifestações ou epifanias, passada e futura, da graça e da glória, é que podemos viver de modo agradável a Deus. Quando vivemos sob a perspectiva da primeira e da segunda vinda de Cristo, é que encontramos o verdadeiro sentido da vida cristã.
Paulo conclui sua exposição de Tito 2 como começou, dando-lhe uma ordem para ensinar: Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina (2.1). No último versículo, diz: Dize estas coisas; exorta e repreende também com toda a autoridade. Ninguém te despreze (2.15). O ensino, a exortação e a repreensão devem ser feitos de forma pessoal e corajosa. Então Tito deveria não somente declarar essa mensagem, mas também exortar as pessoas a aceitá-la e repreendê-las caso estivessem cansados , sonolentos, esgotados.
Não basta apenas falar e ensinar; é preciso também encorajar. Não é suficiente apenas falar e encorajar; é necessário também repreender. A Palavra de Deus precisa ser dirigida ao intelecto, às emoções e à vontade. Precisamos ensinar de forma inteligível o conteúdo da teologia, encorajar o coração e repreender a conduta errada.
Tito não poderia se intimidar diante da petulância dos falsos mestres que ameaçavam a igreja, nem sentir-se desqualificado diante dos membros das igrejas cretenses. Ele deveria falar, exortar e repreender com toda a autoridade. Não deveria nutrir complexo de inferioridade diante das pessoas a quem ministrava. Paulo é enfático: “Ninguém te despreze”. Obviamente, essa observação visava mais às igrejas cretenses do que ao próprio Tito.
Conclusão
A graça de Deus é eficaz. Somos o que somos pela graça de Deus. Sem ela, não estaríamos aqui, mas entregues à perdição eterna. Uma vez alcançados pela graça, precisamos de sua eficácia para viver uma vida santa diante de Deus e das pessoas. Isso será difícil se tentarmos viver essa vida baseados em nossa própria força, mas temos de ter em mente que a força vem do alto. A graça nos ensina e nos capacita a viver uma vida digna de Deus.
O caminho da graça é o poder na fraqueza
O caminho da graça é o poder na fraqueza
O apóstolo Paulo ouviu do próprio Cristo:
“A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.”
— 2Coríntios 12:9
Enquanto o mundo exalta o forte, a graça acolhe o fraco.
Enquanto o mundo diz “vença”, a graça diz “renda-se”.
Foi no auge do seu ministério, quando todos o admiravam,
que Paulo recebeu um espinho na carne —
um lembrete divino de que ele ainda era humano, dependente e frágil.
E foi ali, na dor, que ele descobriu a força verdadeira:
“Quando sou fraco, então é que sou forte.”
— 2Coríntios 12:10
A graça não nos promete ausência de espinhos,
mas nos dá forças para florescer mesmo com eles.
e quando olhamos para a cruz de Cristo que é o poder da fraqueza
e quando olhamos para a cruz de Cristo que é o poder da fraqueza
É maior ato de poder na história não foi uma conquista, mas uma rendição.
O Filho de Deus, que podia comandar legiões de anjos,
escolheu a cruz — símbolo de humilhação e de fraqueza.
“Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades.”
— Isaías 53:5
Na fraqueza da cruz, Deus derrotou o pecado e a morte.
Na humilhação, revelou o poder da graça.
A cruz é o altar onde a nossa vontade de poder morre
e nasce um coração quebrantado que diz:
“Senhor, a tua graça me basta.”
“Aproximemo-nos, pois, com confiança, do trono da graça,
para que recebamos misericórdia e encontremos graça para ajuda em tempo oportuno.”
— Hebreus 4:16
O trono onde Deus está assentado não é de julgamento, é de graça.
E esse trono continua acessível a todos que se curvam e dizem:
“Senhor, eu não posso, mas Tu podes.”
A graça Capacita a graça educa,
A graça é suficiente.
A graça é poder na fraqueza.
A graça é o coração do evangelho.
Oração final
Oração final
Senhor,
quantas vezes fomos guiados pela natureza —
pela vontade de controlar, de vencer, de provar algo.
Mas hoje queremos trilhar o caminho da graça.
Ensina-nos a viver de mãos abertas,
a receber e não a disputar,
a confiar e não a dominar.
Quando formos fracos, lembra-nos da Tua força.
Quando formos orgulhosos, lembra-nos da cruz.
Capacitanos para as boas obras do Senhor
E quando quisermos desistir,
sussurra ao nosso coração:
“A minha graça te basta.”
Em nome de Jesus.
Amém.
Somente a Deus toda a Gloria
