MINHA PÁTRIA PARA CRISTO! Josué 13
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· 38 viewsDeus é o doador de todas as coisas, cabendo a nós, partilharmos o que temos recebido graciosamente.
Notes
Transcript
Grande ideia: Deus nos colocou nessa terra, chamada Brasil, para repartirmos do evangelho de Jesus a cada brasileiro, a cada brasileira em nossa geração.
Estrutura: Tem muita terra, “ainda não é o fim” (vv. 1-13) e tem muita terra, “quem reparte, fica com a melhor parte” (vv. 14-33).
1164 missionários espalhados pelo Brasil.
637 missionários radicais.
43 unidades da Cristolândia.
2 Barcos Missionários.
356 projetos de plantação e revitalização de igrejas.
3 carretas missionárias.
1061 refugiados acolhidos até hoje na Vila Minha Pátria.
2850 voluntários atuando na Capelania Escolar.
3 unidades de acolhimento institucional para crianças e adolescentes.
16 projetos entre indígenas e outros povos não alcançados.
1. Grandes vazios batistas.
2. igrejas Enfraquecidas.
3. Transformar realidades.
4. Grupos menos alcançados.
Mattew Henry:
Com esse capítulo, começa o relato da divisão da terra de Canaã entre as tribos de Israel por sorteio, uma narrativa não tão interessante e instrutiva quanto a da conquista dela, e, mesmo assim, pensou-se que era apropriado inseri-la na história sagrada, para ilustrar o cumprimento da promessa feita aos pais, de que essa terra deveria ser dada à semente de Jacó, a eles e a mais ninguém.
Como o livro se estrutura: Josué lidera Israel (1-5), Batalhas com os cananeus (6-12), Josué divide a terra (13-22) e Palavras finais de Josué (23-24).
Temos nesta porção (13-22) um Josué envelhecido, a narrativa pode parecer entediante, mas para os israelitas, ela é muito importante: cumprimento da promessa de Deus a Abraão.
Abrão atravessou a terra até Siquém, até o carvalho de Moré. Nesse tempo os cananeus habitavam essa terra.
O Senhor apareceu a Abrão e lhe disse:
— Darei esta terra à sua descendência.
Ali Abrão edificou um altar ao Senhor, que lhe tinha aparecido.
No hebraico, termos usados revelam nuances do processo em curso: "זָקֵן בָּא בַּיָּמִים" (Josué já velho, literal: "entrando nos dias", versículo 1) marca a passagem do tempo; "לָקַח" e "יִרְשׁוּ" diferenciam captura inicial da posse definitiva; "הָאָרֶץ נִשְׁאֲרָה הַרְבֵּה־מְאֹד לְרִשְׁתָּהּ" enfatiza a extensão da terra ainda por herdar. O texto indica um momento de transição, herança e missão incompleta, com firme pressão divina para continuar a conquista e divisão.
Esse panorama oferece base para uma exegese bíblica focada no significado bíblico, histórico, linguístico e teológico do capítulo 13, centrado no mandato divino a Josué, na dinâmica da conquista e posse, e no cumprimento das promessas a Israel.
1. “Ainda não é o fim”. (vv. 1-13)
O que pode esperar da vida um Josué, já idoso, “entrado em dias”.
Josué fez como Moisés lhe havia ordenado e lutou contra os amalequitas. Porém Moisés, Arão e Hur subiram para o alto do monte.
Josué já era bem idoso e o Senhor lhe disse:
— Você já é bem idoso, e ainda ficou muita terra para ser conquistada.
Sendo Josué já velho. A essa altura, ele tinha mais ou menos 95 anos, em comparação aos 85 de Calebe (14: 10). Em 23: 1, ele tinha 110 anos e já estava se aproximando da morte (24: 29).
Bíblia Thomas Nelson:
A mesma expressão hebraica em 23.1 marca o fim da colocação e o inicio da ordem final dada a Josué para Israel e a renovação da aliança de Deus com Israel (caps. 23-24); a mesma expressão ocorre em Gn 18.12-13; 24.1; 1Rs 1.1. Em todos os casos, a expressão segue uma tarefa importante dada à pessoa para mover o pacto de Deus para a próxima geração.
Há conquistas que levam uma vida inteira para serem efetuadas. Logo, enquanto não acabou o jogo da vida, não terminou a sua atuação pela vida!
Porque, se vocês de fato guardarem todos estes mandamentos que lhes ordeno, amando o Senhor, o Deus de vocês, andando em todos os seus caminhos, e sendo fiéis a ele, o Senhor expulsará todas estas nações e vocês tomarão posse de nações maiores e mais poderosas do que vocês.
Lembrando de Calebe, companheiro de Josué.
Eu tinha quarenta anos quando Moisés, servo do Senhor, me enviou de Cades-Barneia para espiar a terra. E eu lhe relatei o que estava no meu coração. Os meus irmãos que tinham ido comigo amedrontaram o povo, mas eu perseverei em seguir o Senhor, meu Deus. Então Moisés, naquele dia, jurou, dizendo: “Certamente a terra em que você pôs o pé será sua e de seus filhos, em herança perpétua, pois você perseverou em seguir o Senhor, meu Deus.”
— E, agora, eis que o Senhor me conservou com vida, como prometeu. Quarenta e cinco anos se passaram desde que o Senhor falou essas palavras a Moisés, quando Israel ainda andava no deserto; e, agora, eis que estou com oitenta e cinco anos. Estou tão forte hoje como no dia em que Moisés me enviou. A força que eu tinha naquele dia eu ainda tenho agora, tanto para combater na guerra como para fazer o que for necessário. Dê-me agora este monte de que o Senhor falou naquele dia, pois, naquele dia, você ouviu que lá estavam os anaquins, morando em cidades grandes e fortificadas. Se o Senhor Deus estiver comigo, poderei expulsá-los, como ele mesmo prometeu.
A velhice não paralisa seus sonhos, eles não morrem jamais. Prossiga crendo no que Deus prometeu a você. Não desista!
Plantados na Casa do Senhor,
florescerão nos átrios do nosso Deus.
Na velhice ainda darão frutos,
serão cheios de seiva e de verdor,
Ainda haveria muito trabalho a ser feito: há “muitissima terra para se possuir”.
Josué relembra novamente que duas tribos e meia (Rubem, Gade e meia de Manassés) já tinham suas terras garantidas, e o restante não.
2. Quem reparte, fica com a melhor parte”. (vv. 14-33)
É de impressionar a ordem proposta por Deus. Há no universo um imperativo pela ordem. E nesse caso aqui seria feito por “sorteio”.
Um sorteio põe fim às rixas
e decide questões entre os poderosos.
Mattew Henry:
Onde as fronteiras não são claramente demarcadas, acabam ocorrendo discussões ou brigas. E temos motivos para pensar que o registro aqui ordenado e publicado acerca do sorteio de cada tribo foi muito útil para Israel em épocas posteriores, ao qual freqüentemente se apelava, e com o qual sempre se concordava, para a determinação de meum e tuum – meu e teu.
Levi teria de se contentar com o próprio Deus. Deus é o maior tesouro de seu povo.
O Senhor disse também a Arão:
— Na terra deles você não terá nenhuma herança e, no meio deles, você não terá nenhuma porção. Eu sou a sua porção e a sua herança no meio dos filhos de Israel.
Por isso Levi não tem parte nem herança com os seus irmãos; o Senhor é a sua herança, como o Senhor, o Deus de vocês, lhe prometeu.
Não terão herança no meio de seus compatriotas; o Senhor é a herança deles, como ele mesmo lhes prometeu.
Nessa segunda parte do livro, podemos verificar que não apenas a conquista que está no foco do povo, mas também a “entrada no descanso”.
Visto, portanto, que resta entrarem alguns naquele descanso e que, por causa da desobediência, não entraram aqueles aos quais anteriormente foram anunciadas as boas-novas, de novo, determina certo dia, “hoje”, falando por Davi, muito tempo depois, segundo antes tinha sido declarado:
“Hoje, se ouvirem a sua voz,
não endureçam o coração.”
Ora, se Josué lhes tivesse dado descanso, não falaria, posteriormente, a respeito de outro dia. Portanto, resta um repouso sabático para o povo de Deus. Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus descansou das suas.
Portanto, esforcemo-nos por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo aquele exemplo de desobediência.
Aprendamos como cristãos:
Mattew Henry:
Precisamos operar a nossa salvação, e então Deus operará em nós e conosco. Precisamos resistir aos nossos inimigos espirituais, e então Deus os colocará debaixo dos nossos pés. Precisamos avançar no trabalho e no combate cristãos, e então Deus irá adiante de nós.
Temas Centrais e Linguagem Hebraica
Continuidade da Missão: Apesar da idade avançada de Josué, Deus o chama a continuar a divisão da terra, indicando que a missão permanece em aberto.
Terra e Herança: Os termos hebraicos "לָקַח" (laqach) para tomar posse e "יַרַשׁ" (yarash) para herdar são cruciais para entender o texto, indicando fases da conquista e posse.
Identidade tribal: A distribuição da terra aponta para a formação da identidade de cada tribo, assegurando sua autonomia e participação no povo de Israel.
Fidelidade Divina: A falta de herança para os levitas e a designação da terra como herança divina para eles reafirma a aliança entre Deus e seu povo.
A criação é um tributo à ordem.
Juracy Bahia:
Para os cristãos, o mundo teve inicio quando a ordem substituiu o caos. A partir de então, tudo tem o seu lugar e o seu tempo. O Universo é um tributo à ordem. Uma pessoa que não acredita em um Deus pessoal, antes de crer em uma Energia, deveria crer em uma Ordem. A ordem é vista na criação do mundo, na escolha dos animais que entraram na arca de Noé, no exército do Império Romano e no trabalho de um programador de software para os smartphones. Até mesmo onde não parece ser o assunto, existe ordem.
Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas.
Como já era bastante tarde, os discípulos se aproximaram de Jesus e disseram:
— Este lugar é deserto, e já é bastante tarde. Mande essas pessoas embora, para que, indo pelos campos ao redor e pelas aldeias, comprem para si o que comer.
Jesus, porém, lhes disse:
— Deem vocês mesmos de comer a eles.
Mas eles disseram:
— Iremos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer?
E Jesus lhes disse:
— Quantos pães vocês têm? Tratem de descobrir!
Eles foram se informar e responderam:
— Cinco pães e dois peixes.
Então Jesus lhes ordenou que todos se assentassem, em grupos, sobre a relva verde. E eles o fizeram, repartindo-se em grupos de cem e de cinquenta. Jesus, pegando os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos para o céu, os abençoou. Depois partiu os pães e os deu aos seus discípulos para que os distribuíssem. E também repartiu os dois peixes entre todos. Todos comeram e se fartaram, e ainda recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe. Os que comeram os pães eram cinco mil homens.
3. Outras aplicações:
(a) Na história dos nossos missionários batistas pioneiros registramos o Brasil como “um gigante adormecido”.
Tudo o que vier às suas mãos para fazer, faça-o conforme as suas forças, porque na sepultura, que é para onde você vai, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.
Lembre-se do seu Criador nos dias da sua mocidade, antes que venham os dias maus, e cheguem os anos em que você dirá: “Não tenho neles prazer.”
J. Todd Billings é o Professor Pesquisador de Teologia Reformada na cátedra Gordon H. Girod, do Western Theological Seminary, em Holland, Michigan.
O reformador do século 16, João Calvino, ensinou essa teologia criacional com particular entusiasmo. “Para onde quer que se olhe”, escreveu ele em suas Institutas , “não há lugar no universo onde não se pode discernir ao menos algumas centelhas da glória de Deus”. O que muitos hoje chamam de “mundo natural” foi, para Calvino, um “teatro deslumbrante” da glória de Deus. Ele lamentava que “somente um a cada cem homens é um verdadeiro espectador desse teatro!”
Por isso é que se diz:
“Desperte,
você que está dormindo,
levante-se dentre os mortos,
e Cristo o iluminará.”
“Depois de quase cinquenta dias de uma extenuante viagem marítima de Baltimore à Baía de Guanabara, em 02 de março de 1881 o casal de missionários batistas chegou ao Rio de Janeiro. Sua primeira impressão com o cenário de seu campo missionário os deixou maravilhados. Bagby comparou o Pão de Açúcar “a um gigante que dorme. Enlevado e agradecido a Deus, rogou aos céus que a verdade como se acha em Jesus, encha esta terra de norte ao sul e do Atlântico aos Andes”. Esta expressão do “Gigante que Dorme” foi tema de obras sobre a família missionária. Bagby disse à sua esposa: “Ana, para mim, o Brasil é um gigante. É gigantesco em território, em minerais, em produção de café e de açúcar, mas é um gigante que dorme espiritualmente, e Deus nos mandou até aqui para ajudarmos a despertá-lo do sono!” (de “Bagby, Taylor e Albuquerque:: O início do trabalho Batista no Brasil” por “Josemar Valdir Modes).
“Procurando o melhor lugar para iniciar seus trabalhos como missionários, Bagby e Taylor passar a orar ajoelhados sobre o mapa do Brasil. Foi na cidade de Barbacena, em Minas Gerais, que chegaram à conclusão de que deveriam se deslocar para a Bahia. Bagby e Taylor também fizeram uma longa viagem pelo Brasil a fim de verificar qual seria o melhor lugar para iniciarem os trabalhos, e, após essa viagem, acompanhada de muitas orações, decidiram-se pela cidade do Salvador, a capital da Bahia, a cidade considerada a mais católica do Brasil. Para lá seguiram as três famílias: os Bagby, os Taylor e os Albuquerque, sendo que a mulher do ex-padre por esse tempo ainda não se havia convertido.” (de “Bagby, Taylor e Albuquerque:: O início do trabalho Batista no Brasil” por “Josemar Valdir Modes.
“Então, em 31 de agosto de 1882, os três casais chegaram ao campo missionário. Contando com os filhos, eram doze pessoas ao todo. Após três meses na cidade, o grupo alugou uma sala espaçosa, na qual cabiam cerca de 200 pessoas sentadas.[89] Em 15 de outubro de 1882, com apenas cinco membros fundadores, que solicitaram as suas cartas da Igreja Batista de Santa Bárbara e da Igreja Batista de Estação (congregação da primeira), foi organizada a Primeira Igreja Batista da Bahia e primeira igreja batista brasileira, no sentido de ser uma igreja voltada aos brasileiros. De início as pessoas que participavam dos cultos eram de origem africana, uma vez que Salvador era o principal ponto do comércio de escravos. Aos poucos outras pessoas, de origem europeia ou norte-americana, também passaram a frequentar os cultos. Os primeiros frutos de seu trabalho ali foram: a conversão de Emília, a empregada do lar; Francisca, a esposa do ex-padre; uma senhora de nome Mary O’Rorke; um homem denominado João Batista, que era latoeiro e se converteu ao ler a Bíblia; e ainda um escravo que foi comprado de seu dono que era contra a religião protestante, mediante o levantamento de recursos entre os membros da igreja, que por sinal, tinham pouco dinheiro.[94]” (de “Bagby, Taylor e Albuquerque:: O início do trabalho Batista no Brasil” por “Josemar Valdir Modes.
(b) Não existe aposentadoria no ministério cristão. Todos nós precisamos atender ao chamado de “fazer discípulos” em nosso Brasil.
Os jovens se cansam e se fatigam,
e os moços, de exaustos, caem,
mas os que esperam no Senhor
renovam as suas forças,
sobem com asas como águias,
correm e não se cansam,
caminham e não se fatigam.
— “Procurei entre eles um homem que reconstruísse a muralha e se colocasse na brecha diante de mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse, mas não encontrei ninguém.
Eims, leroy. A arte perdida de fazer discípulos (Portuguese Edition) (pp. 58-60). Editora Atos. Edição do Kindle.
• Deus é quem faz a obra. As pessoas devem saber que Deus é quem opera; este é o primeiro princípio do testemunho. Ele não foi inventado por homens e não deve ser realizado na força humana.
• Deus usa pessoas. O segundo princípio do testemunho é que Deus usa as pessoas. Homens e mulheres escolhidos por Deus são meios que Ele usa para a proclamação das boas novas às pessoas.
Imagine o que Deus poderia ter feito para que as boas novas de Jesus chegasse a este mundo perturbado. Ele poderia fazer com que as estrelas no céu ficassem de tal forma que o texto de João 3:16 seria escrito em todas as línguas e toda a terra o veria. Ele poderia colocar em órbita um anjo com um megafone, proclamando a mensagem de Cristo em todos os idiomas. Mas escolheu pessoas. As pessoas são as verdadeiras testemunhas de Jesus Cristo, e isso se deve ao fato de manterem comunhão com Jesus Cristo. Jesus falou aos seus discípulos: “Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto de si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim. Eu sou a videira verdadeira; vocês são os ramos.” (Jo 15:4-5) Nossa frutificação é resultado de permanecermos em Cristo, razão por que nossa comunhão com Cristo deve estar em primeiro lugar; testemunhar não é andar sobrecarregado, mas abundar. É Cristo, por nosso intermédio, ministrando aos outros. Paulo disse: “Não me atrevo a falar de nada, exceto daquilo que Cristo realizou por meu intermédio em palavra e ação, a fim de levar os gentios a obedecerem a Deus.” (Rm 15:18 – Grifo do autor) Era Cristo, por intermédio de Paulo, agindo em outras pessoas.
Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, eu os escolhi e os designei para que vão e deem fruto, e o fruto de vocês permaneça, a fim de que tudo o que pedirem ao Pai em meu nome, ele lhes conceda.
