Comunhão Espiritual (Hb 3.12-13)
Igreja: Comunidade Verdadeira • Sermon • Submitted • Presented
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Introdução
Introdução
O termo grego koinonia tem 4 sentidos: relacionamento, parceria, compartilhar do que temos aprendido de Deus, compartilhar bens materiais.
Vimos nos cultos passados sobre comunhão espiritual como algo que existe entre todos os crentes, mesmo que não conheçamos muitos deles.
Vimos também que é essa comunhão objetiva a base para a comunhão experiencial, local, praticada uns com os outros.
A prática da comunhão é necessária. Experiencial, olho no olho. Não é uma atividade social, mas um relacionamento de dois ou mais crentes que desejam se ajudar a crescerem na fé.
Ninguém foi preparado por Deus para viver a vida cristã sozinho.
A comunhão bíblica envolve duas coisas: compartilhar nossa vida comum em Cristo e compartilhar uns com os outros do que Deus tem nos dado.
Comunhão espiritual não é um luxo, mas uma necessidade espiritual.
24 Cuidemos também de nos animar uns aos outros no amor e na prática de boas obras. 25 Não deixemos de nos congregar, como é costume de alguns. Pelo contrário, façamos admoestações, ainda mais agora que vocês veem que o Dia se aproxima.
Essa advertência não nos chama a apenas participar dos encontros dos irmãos. Mas a nos envolver uns com os outros em relacionamentos edificantes, que têm o propósito de amadurecer a fé mútua - minha e sua.
Até mesmo o apóstolo Paulo reconhecia a importânica da comunhão com outros crentes. Escrevendo à igreja de Roma, que ainda não conhecia, e expressando seu plano de estar com eles, fala sobre a dinâmica dessa comunhão:
12 isto é, para que nos consolemos uns aos outros por meio da fé mútua: a de vocês e a minha.
A grande pergunta de hoje é: como podemos viver essa comunhão espiritual que a Bíblia tanto nos alerta a praticar?
1. Pré-requisitos para a comunhão espiritual.
1. Pré-requisitos para a comunhão espiritual.
a. Comunhão espiritual com os irmãos pressupõe comunhão com Deus.
b. Comunhão espiritual envolve compromisso e responsabilidade mútuos. A ideia é nos ajudar mutuamente para crescermos espiritualmente.
Esse nível de comprometimento não é possível com todos os irmãos da igreja. Mas com um ou dois sim. Devemos pedir a Deus esses amigos espirituais.
Vamos, então, às maneiras práticas de viver a comunhão espiritual.
2. Compartilhando a verdade bíblica.
2. Compartilhando a verdade bíblica.
13 Com os lábios tenho narrado todos os juízos da tua boca.
O salmista ensinava aos outros a Palavra de Deus.
Alguns se sentem ameaçados ou tímidos demais. É possível superar isso. Uma forma é manter um registro diário para, depois, compartilhar disso em um encontro com outro irmão.
Mas não basta apenas compartilhar a verdade bíblica. É preciso compartilhar a sua aplicação. De que forma essa ideia que você teve sobre a Palavra afeta suas atitudes?
Uma advertência: quem se acostuma a compartilhar com os outros não pode deixar de ouvir o que os outros têm a dizer. É uma vida de mão dupla.
3. Compartilhando os fracassos uns com os outros.
3. Compartilhando os fracassos uns com os outros.
16 Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros, para que vocês sejam curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.
Por que temos tanta dificuldade em abrir nossos corações uns aos outros?
Um motivo é o distanciamento.
Outro motivo possível é o orgulho.
4. Prestando contas uns com os outros.
4. Prestando contas uns com os outros.
Não basta a verdade; é preciso prestar contas mutuamente.
Podemos concordar em prestar contas uns aos outros quanto a algumas coisas: vida espiritual diária, e as fraquezas - nossas fragilidades de temperamento, nossas áreas que exigem vigilância maior.
Cada um de nós enfrenta problemas mais desafiadores em alguma área da vida.
Mesmo quando eu sou o discipulador, se eu me abro e compartilho uma dificuldade com um discipulando, ele é incentivado a se abrir comigo.
5. Orando uns pelos outros.
5. Orando uns pelos outros.
Nem sempre é adequado compartilhar com toda a igreja um pedido específico de oração. Às vezes é melhor compartilhar com meu amigo de jornada.
A oração deve ser levada a sério. É uma das coisas mais poderosas e edificantes que podemos fazer pelo irmão.
Se quisermos viver relacionamentos espirituais verdadeiros, precisamos orar pelo irmão e pedir a ele oração.
6. Qualificações para a comunhão.
6. Qualificações para a comunhão.
Talvez você está convencido dessa importância de viver a comunhão espiritual, mas está se perguntando: “Com quem?”
Não é possível fazer isso com qualquer pessoa. Há certas qualificações necessárias para você e o outro irmão praticarem essa real comunhão espiritual:
Ter desejo de crescer espiritualmente;
Ter a capacidade de compreender as fragilidades do irmão;
Ter a capacidade de guardar segredo;
Ter a disposição de se comprometer com o bem-estar espiritual;
Reconhecer que o outro não terá todas as respostas que você procura;
A disposição de ser sincero.
Considerações finais
Considerações finais
14 Vocês dizem: “É inútil servir a Deus. De que nos adianta guardar os seus preceitos e andar de luto diante do Senhor dos Exércitos? 15 Agora, pois, nós vamos dizer que os soberbos é que são felizes. Também os que praticam o mal prosperam; sim, eles tentam o Senhor e escapam.” 16 Então os que temiam o Senhor falavam uns aos outros. O Senhor escutou com atenção o que diziam. Havia um memorial escrito diante dele para os que temem o Senhor e para os que se lembram do seu nome.
Duas coisas importantes:
a. Os piedosos consideravam a comunhão importante;
b. Igualmente importante é o prazer que eles tinham na comunhão.
A prática da comunhão espiritual com certeza alegra o coração de Deus.
