UMA FÉ VENCEDORA

Mensagens na epistola de 1 João  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Texto base:

5 1 Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido. 2 Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos. 3 Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos, 4 porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. 5 Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?

INTRODUÇÃO

Contextualização / Conexão

Deus é amor - Passado
Enfoque no novo nascimento
A segunda - Enfoque a união permanente
2. Uma visão escatológica - Futuro
3. A reta final - O Perfeito amor - Presente
Qual a importância da mensagem?
Como filhos de Deus, hoje estamos neste mundo. Convivemos com todas as pressões que ele impõe e, diante desse desafio, precisamos compreender a importância que a nossa fé deve ter para que possamos ser vitoriosos aqui.
Precisamos saber que o objeto da nossa fé e aquilo que nós sabemos e cremos determinará o quanto nós teremos força para vencer as pressões deste mundo. Nesta mensagem, veremos como Deus, através da nossa fé, nos habilitará a ter vitória sobre o mundo.

1 - VENDEDOR POIS NASCEU ESPIRITUALMENTE

1João 5.1 “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido.”
Ilustração

1.1 - A fé no filho é fundamento do fé vencedora

Crer no filho como Cristo
Não é crer na existência do Jesus histórico
- Diversas religiões e correntes de pensamento reconhecem a existência do Jesus histórico, embora o interpretem de formas diferentes.
O islamismo também crê em sua existência, vendo-o como um profeta e mensageiro de Deus, mas não como divino.
O judaísmo reconhece que Jesus viveu como mestre judeu do primeiro século, porém rejeita sua messianidade.
O hinduísmo, alguns o consideram um mestre espiritual ou até um avatar (manifestação terrena de uma divindade)
O budismo o vê como um homem sábio e compassivo. Fora do campo religioso;
Historiadores seculares e agnósticos também aceita que Jesus existiu historicamente, baseando-se em registros e evidências do período.
- Assim, embora as interpretações variem, há um consenso amplo de que Jesus de Nazaré foi uma figura real, cuja vida e ensinamentos marcaram profundamente a história da humanidade.
Crer que Jesus é o cristo é diferentemente fundamental
- Para nós, cristãos, Jesus não é simplesmente um sábio, um homem de grande espiritualidade ou um mestre da lei. Jesus é o próprio Deus — a manifestação de Deus aos homens.
“Um homem que fosse meramente um homem e dissesse o tipo de coisas que Jesus disse não seria um grande mestre moral. Ele seria um lunático — no mesmo nível de um homem que diz ser um ovo cozido — ou então seria o próprio diabo do inferno.
Você deve fazer a sua escolha. Ou esse homem era e é o Filho de Deus, ou então um louco ou algo pior.
Você pode chamá-lo de tolo, cuspir nele e matá-lo como um demônio; ou pode cair a seus pés e chamá-lo de Senhor e Deus.
Mas não venhamos com essa condescendência tola de dizer que Ele foi um grande mestre humano. Ele não deixou isso aberto para nós. Ele não tinha essa intenção.” C. S. Lewis, Cristianismo Puro e Simples (Mere Christianity, Livro II, Cap. 3)
- Lewis defende que, diante das afirmações que Jesus fez sobre si mesmo, a única conclusão coerente é que Ele é, de fato, Deus encarnado.
“Eu e o Pai somos um.” (João 10:30)
“Quem me vê a mim, vê o Pai.” (João 14:9)
“Antes que Abraão existisse, EU SOU.” (João 8:58)
“Os teus pecados te são perdoados.” (Marcos 2:5–7)
Nascido de Deus (Deus como agente)
“Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus;
Termo-chave:
"Nascido" – do verbo grego γεννάω (gennaō), que significa "gerar", "dar à luz". No contexto ativo, refere-se à ação do pai ou da mãe ao gerar um filho; no passivo, indica alguém que foi gerado.
"de Deus" – do grego ἐκ θεοῦ (ek Theou), com a preposição ek indicando origem, fonte ou procedência.
- A estrutura grega expressa literalmente: "gerado a partir de Deus" ou "originado de Deus", sugerindo uma nova origem ou identidade.
Efésios 2.8–10 “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.”
Primeira Epístola de João:
A expressão reaparece com variações em passagens como:
1João 2.29 “Se sabeis que ele é justo, reconhecei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele.
1João 3.9 “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.”
1João 4.7 “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.”
1João 5.1 “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido.”
1João 5.4 “porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.”
1João 5.18 “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca.”
- João apresenta o novo nascimento como uma ação divina, não humana. Ele é o início de uma nova criação espiritual, operada por Deus, não por mérito humano. Isso está em paralelo com o discurso de Jesus a Nicodemos (Jo 3:3-8), onde se introduz o termo "nascido do Espírito".

1.2 - A dupla expressão do amor é marca da fé vencedora

- Tendo em vista esse fato tão poderoso que é o Novo Nascimento, qual seria a expressão que se deve esperar dessa nova realidade? João aqui estabelece uma conexão íntima entre o Novo Nascimento e aquilo que decorre dessa nova posição
Amamos a Deus
e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido.”
- Diante desta verdade tão fundamental, agora podemos enxergar Deus como um Pai progenitor. Ao conhecermos a Ele, cria-se em nós um ambiente de amor, no qual passamos a ver Deus como Pai, e a expressão natural disso é amar a esse Pai.
Romanos 8.15–16 “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.”
Amamos os filhos de Deus
também ama ao que dele é nascido.”
- Ao nos colocarmos nesta família, Deus, além de estabelecer um laço filiativo de Pai para filho, também cria um vínculo entre todos aqueles que Ele transformou em filhos, formando assim um elo entre cada um dos gerados. Esse elo é o amor que os une, considerando que o mesmo amor que os transformou em filhos será usado para que esses irmãos vivam e pratiquem esse amor.
Romanos 8.29 “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.”
Não nos amamos porque:
Fazemos parte da mesma igreja.
Temos o mesmo objetivo.
Porque estamos juntos aqui.
- Nos amamos porque somos irmãos, gerados pelo mesmo Pai — filhos de Deus.

1.3 - Aplicações

Apl 1
Apl 2
Fazer a conexão com vencedor pelo novo nascimento

2 - A FÉ VENCEDORA É OBEDIENTE

1João 5.2–3 “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos,”
Pergunta:
Qual seria a atitude esperada de filhos em relação ao pai?
Qual deveria ser a forma adequada de compreender essa relação tão fundamental?

2.1 - O amor praticado é prova de obediência

“Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos.
- João agora vai apresentar uma forma inversa de compreendermos a relação que temos com Deus. Ele inicia seu argumento partindo da perspectiva de que nós amamos os filhos de Deus. Mas por que amamos os filhos de Deus? A resposta ele dá exatamente no ponto central desta segunda seção, desta perícope:
A nossa obediência a Deus (Ao nosso Pai). Aqui está o cerne da questão.
Uma devoção obediente ao Pai
1Pedro 1.14–15Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento,”
- Agora conhecemos a Deus. Compreendemos claramente que somos filhos daquele que sonda os corações e conhece a profundidade do nosso ser (Esse é o nosso Pai). A consequência dessa consciência é uma disposição de obediência fundamentada em devoção.
Essa devoção deve nos mover a:
Agradá-lo;
Honrá-lo com nossa vida;
Refleti-lo em nossa vida.
Uma obediência objetiva
- O maior exemplo dessa obediência devotada e incondicional é o nosso Senhor Jesus, que foi obediente em todas as situações de sua vida, levando essa obediência até a morte.
João 15.10Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço.”
Filipenses 2.8 “a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.”

2.2 - Os mandamentos de Deus são agradáveis

3 Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos,”
A natureza dos mandamentos para os filhos - (Ainda na obediência objetiva)
Mateus 22.37–40 “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.”
- Quando Deus estabeleceu a Lei, de maneira muito clara, podemos observar que ela revelava a necessidade de relacionamentos, tanto do indivíduo com Deus quanto do indivíduo com o próximo. A Lei estava fora; ela exigia que sua observância determinasse como o homem deveria agir em relação a Deus e ao outro. Podemos dizer que a Lei era a expressão do amor de Deus, porém, estava externa ao homem. Agora, a capacidade de cumprir a Lei de Deus está dentro de nós, fundamentada em um amor implantado em nosso coração. Assim, a natureza dos mandamentos para os filhos de Deus hoje é revestida de uma fluidez e naturalidade que no passado não existiam.
O novo prazer em “cumprir”
3 os seus mandamentos não são penosos,
João 15.11 “Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo.”
- Assim como Jesus, João também estabelece algo muito encorajador para nossas vidas: obedecer a Deus e cumprir Seus mandamentos não traz sofrimento, mas alegria. Talvez, em nossa condição ainda de pecadores, o processo de mortificar nossos membros para servir a Deus seja doloroso. Contudo, o resultado disso é gozo, alegria e paz.
- Com o amor implantado em nosso coração, por termos nascido de novo, amar a Deus e ao próximo torna-se uma tarefa prazerosa. Por isso, João afirma que os mandamentos de Deus não são penosos, especialmente por causa da nossa condição atual de filhos de Deus.

2.3 - Aplicações

Apl 1
Apl 2
Fazer a conexão com a fé vencedora ela é obediente

3 - A FÉ VENCEDORA VENCE O MUNDO

1João 5.4–5 “porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?”
Ilustração

3.1 - Vencendo o mundo por ser nova criatura (a)

“porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; (Fazer como pergunta)
Nascido não pela vontade da carne
João 1.13 “os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.”
- Deus cria novas criaturas para serem Seus filhos, os nascidos d’Ele, a fim de que sejam diferentes daquilo que Adão fez o homem se tornar.
A vontade de Deus é a base da vitória;
Deus permanece e o mundo é passageiro
1João 2.17 “Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.”
A fé no ser nova criatura
- Devemos crer. A fé é algo fundamental para a vitória do crente sobre o mundo. Devemos crer que somos novas criaturas e, à medida que cremos, nos apropriamos do poder dessa nova natureza — o revestimento de Deus que nos capacita a enfrentar qualquer situação neste mundo.
2Coríntios 5.17 “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.”

3.2 - Vencendo o mundo por crer em Jesus o filho de Deus

Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?”
Participantes da natureza de Jesus
2Pedro 1.4–5 “pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis coparticipantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo, por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento;”
A fé no ser um com Jesus
João 16.33 “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”
Gálatas 2.20 “logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.”

3.3 - Aplicações

Apl 1
Apl 2

4. CONCLUSÃO

Revisões das aplicações
Aplicações finais
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