Um outro evangelho

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A mensagem

Galatians 1:6–10 NAA
Estou muito surpreso em ver que vocês estão passando tão depressa daquele que os chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual, na verdade, não é outro. Porém, há alguns que estão perturbando vocês e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu pregue a vocês um evangelho diferente daquele que temos pregado, que esse seja anátema. Como já dissemos, e agora repito, se alguém está pregando a vocês um evangelho diferente daquele que já receberam, que esse seja anátema. Por acaso eu procuro, agora, o favor das pessoas ou o favor de Deus? Ou procuro agradar pessoas? Se ainda estivesse procurando agradar pessoas, eu não seria servo de Cristo.
Topicos para desenvolver:
O crédito dos crentes a falsos ensinos
Os outros evangelhos
As misturas dentro da igreja que diminuem o poder da graça
Os “evangelhos” que prometem salvação sem Jesus
A maldição do falso evangelho
A simplicidade e o poder da mensagem
Agradar a Deus é mais importante que agradar pessoas

Pano de fundo:

Paulo, apostolo de Jesus escreve para a igreja da Gálacia, uma provincia romanda, com um objetivo muito claro: Corrigir e alertar sobre o rumo que aqueles irmãos estavam indo.
Essa era uma igreja composta por judeus que tinham se convertido, mas na sua maioria por gentios.
Nós vamos ver que essa igreja que foi fundada por Paulo estava recebendo algumas pessoas que estavam pregando uma mensagem diferente da que Paulo estava pregando. Judeus estavam questionando se o evanglho pregado por Paulo era verdadeiro e estavam induzindo os novos cristãos a se tornarem na verdade judeus, assumindo os rituais e práticas judaicas como requisito para entrar na familia de Deus.
A carta de Paulo é uma grande defesa da graça de Deus e um alerta ao perigo das mensagens falsas.

Introdução:

Quero começar com uma historia comum no meio artistico. Que se repetiu muitas vezes ao longo da historia da música:
Nos anos 80, um grande artista da música lançou um álbum incrível, mas depois, na busca pelo sucesso, mudou completamente seu estilo. Os fãs ficaram confusos e decepcionados, pois perderam o que amavam. Quando abandonamos a graça de Cristo em busca de um 'novo' evangelho, corremos o risco de perder a essência do que nos trouxe alegria e paz. Mantenha-se fiel ao que é verdadeiro!
Desde o tempo que Paulo escreveu essa carta corremos o risco de mudar algo que é perfeito. Qualquer um de nós concordaria que o evangelho de Jesus não precisa e nem deve ser mudado. Nenhum cristão em sá consciencia ousaria mudar o evangelho
Afinal, sabemos que ele é o poder de Deus.
Romans 1:16 NAA
Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.
Mas então, porque Paulo diz que estão pregando um “outro evangelho” por aí? Porque aquela igreja deu crédito a isso e nos nossos dias isso ainda acontece?

O crédito a falsos ensinos - A idolatria

A resposta direta: Nós queremos manter nossos idolos!
Nosso coração é idolatra. Calvino disso, a varios séculos que nosso coração é uma fabrica de idolos.
Keller vai mais afundo e deixa isso mais claro.
“O problema do coração humano não é apenas fazer coisas erradas, mas amar as coisas certas de forma errada.” 📖 Contexto: Capítulo 2 – O deus do amor romântico. 💬 Comentário: Keller mostra que idolatria não é amar o que é mau, mas amar de maneira desordenada. Quando algo bom (como o amor, a família, o trabalho) se torna o centro da vida, ele se transforma em um deus falso. O ponto é que a idolatria é uma desordem afetiva — um desvio do amor.
Nós facilmente tornamos coisas boas em idolos e passamos então a ver o mundo com a lente do nosso idolo. Nós então misturamos isso com o evangelho. Tantamos de alguma forma acomodar esse idolo na mensagem do evangelho para tentar de alguma forma não abandonar nosso idolo e ficar com a parte boa do evangelho.
Veja como Paulo fala disso um pouco a frente.
Galatians 4:8–11 NAA
Mas, no passado, quando não conheciam a Deus, vocês eram escravos de deuses que, por natureza, não são deuses. Mas agora que vocês conhecem a Deus, ou melhor, agora que vocês são conhecidos por Deus, como é que estão voltando outra vez aos rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo querem servir como escravos? Vocês guardam dias, meses, tempos e anos. Receio que o meu trabalho por vocês tenha sido em vão.
Não é uma questão de praticar idolatria, mas de amar a coisa errada. De ter uma desordaem afetiva.
Exemplo de coisas boas que colocamos em primeiro lugar e misturamos com o evangelho:
Familia
Dinheiro e trabalho
Relacionamentos amorosos
Então nós caimos em falsas mensagens porque queremos continuar ou voltar aos nossos antigos idolos.

Os outros evangelhos

Entendendo que existem “outros evangelhos” que estão motivados por corações idolatras. Quais são eles? Do que extamente estamos falando.
Identificando evangelho falsos:
Toda prática ou mensagem que diminui a importancia de Jesus e do seu sangue;
Toda prática ou mensagem que coloca condições para salvação além da fé em Jesus;
Toda prática ou mensagem que dá enfase a apenas uma parte do evangelho;
Exemplos de como Jesus e as escrituras tratam algum dessas misturas:

Mensagem com enfase no ganho financeiro e no conforto pessoal

Exemplos de falsas mensagens misturadas no evangelho:
Maldição por não da dizimo
barganha para conseguir algo de Deus
Riqueza como sinal do favor de Deus
Vá a Cristo que sua vida vai melhorar
Evangelho coach
Matthew 6:24 NAA
— Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou irá odiar um e amar o outro, ou irá se dedicar a um e desprezar o outro. Vocês não podem servir a Deus e às riquezas.

Mensagem com enfase exagerada no cuidado dos seus familiares

Exemplos de falsas mensagens misturadas no evangelho:
Vá para Jesus que ele vai salvar sua familia
Se você é um marido ou esposa isso é tudo de que você precisa fazer para agradar a Deus
Matthew 10:37–38 NAA
— Quem ama o seu pai ou a sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama o seu filho ou a sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim.

Mensagem com enfase em encontrar o par romantico

Exemplos de falsas mensagens misturadas no evangelho:
Se você se converter Deus vai ter dar um casamento feliz (fale isso para Paulo)
Só não pode tranzar, mas busque o teu par.
2 Timothy 2:22 NAA
Fuja das paixões da mocidade. Siga a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor.

A maldição do falso evangelho

A palavra anatema, usado por Paulo, quer dizer maldito, ou seja, amaldiçoado por Deus.
Comentário Bíblico Popular: Novo Testamento A. O Propósito de Paulo ao Escrever (1:1–10)

Por duas vezes, Paulo profere uma solene maldição da parte de Deus sobre qualquer pessoa que anunciar outro evangelho. Deus tem apenas uma mensagem para os pecadores condenados. Ele oferece a salvação pela graça, mediante a fé, totalmente à parte das obras da lei. Quem proclama outro meio de salvação forçosamente será condenado. Como é sério pregar uma mensagem que resulta na perdição eterna das almas! Paulo não tolerava esses falsos mestres. Nós também não devemos tolerá-los.

John Stott adverte:

Não devemos nos deixar deslumbrar, como muitos, pela pessoa, pelos dons ou pela posição dos mestres na igreja. Podem apresentar-se com grande dignidade, autoridade e muita erudição. Podem ser bispos ou arcebispos, professores universitários ou até o próprio papa. Mas, se trouxerem outro evangelho qualquer que não seja o evangelho pregado pelos apóstolos e lavrado no Novo Testamento, devem ser rejeitados. Eles devem ser julgados pelo evangelho, e não o evangelho julgado por eles. Como diz o dr. Alan Cole: “A aparência exterior do mensageiro em nada valida sua mensagem; antes, é o caráter da mensagem que legitima o mensageiro”.

Observemos que o apóstolo diz um anjo vindo do céu, e não “um anjo de Deus”. É concebível que um anjo do céu pudesse trazer uma mensagem falsa, mas não um anjo procedente de Deus. Não há linguagem que possa expressar com mais clareza a singularidade do evangelho. É o único meio de salvação. Esforços próprios ou méritos humanos não têm participação. Somente o evangelho oferece a salvação sem dinheiro e sem preço. Enquanto a lei traz maldição para quem não guardá-la, o evangelho traz maldição aos que tentam alterá-lo.

Enquanto a lei traz maldição para quem não guarda-la, o evangelho traz maldição aos que tentam alterálo

O evangelho é completo

Nós não precisamos de outro evangelho. Nós precisamos do evangelho completo! Ele é completo.

🩸 1. Evangelho da Graça — Como Deus salva

Este eixo trata da dinâmica da salvação — a iniciativa de Deus, a incapacidade humana e o papel da graça redentora.
A condição humana: o ser humano está separado de Deus por causa do pecado e não tem em si mesmo capacidade de reconciliação.
A iniciativa divina: é Deus quem toma a primeira atitude; Ele vem ao encontro do homem caído. A salvação é um ato de misericórdia soberana, não uma conquista moral.
A obra de Cristo: Jesus encarna, vive em perfeita obediência, morre e ressuscita como substituto. Tudo o que é necessário à reconciliação é realizado por Ele.
A fé e o arrependimento: são respostas humanas capacitadas pela graça — não méritos, mas frutos da ação do Espírito.
Implicação prática: esse Evangelho humilha o orgulho humano, desarma a autopiedade e coloca o cristão numa postura de dependência e gratidão contínua.
👉 Em síntese: o Evangelho da Graça responde como Deus salva: pela Sua iniciativa, mediante Cristo, por meio da fé, sustentado pelo Espírito.
Ontem focamos nesse prisma. O evangelho da graça é a aliança que o Senhor faz conosco.

👑 2. Evangelho do Reino — Por que Ele salva

Aqui o foco se desloca da experiência individual da salvação para o propósito divino: o Reino de Deus e sua manifestação no mundo.
O Reino como propósito: Deus não salva apenas indivíduos; Ele restaura um domínio. O Evangelho é a boa notícia de que o Reino foi inaugurado em Cristo.
A missão de Deus: a salvação visa reconciliar toda a criação, restaurando justiça, verdade e paz — shalom — sob o senhorio de Cristo.
O papel da Igreja: a comunidade dos salvos é instrumento do Reino, chamada a encarnar seus valores — justiça, serviço, amor, reconciliação.
Transformação cultural: o Evangelho do Reino desafia sistemas de poder, idolatrias e ideologias, chamando o cristão a viver uma fé pública e atuante.
Implicação prática: viver o Evangelho é participar da missão do Reino — não apenas “crer para ir ao céu”, mas manifestar o governo de Deus no aqui e agora.
👉 Em síntese: o Evangelho do Reino responde por que Deus salva: para que Seu governo justo e amoroso seja restaurado em toda a criação.
Um entendimento fraco desse aspecto é que nos torna vulneraveis a falsas mensagens. Nós perdemos facilmente a perspectiva da missão de Deus e de como fomos salvos para isso.

🌌 3. Evangelho Eterno — O que salva

Este eixo trata da essência e plenitude da salvação, mostrando que o Evangelho é eterno porque expressa a natureza imutável de Deus e o plano redentor desde antes da criação.
A obra consumada: Cristo é o Cordeiro morto desde a fundação do mundo; Sua cruz revela o caráter eterno de Deus — justo, amoroso e soberano.
A abrangência cósmica: o Evangelho não é apenas remédio para o pecado humano, mas a reconciliação de todas as coisas (Colossenses 1:20).
A soberania e eternidade: o que salva é a própria vida divina comunicada ao ser humano — a participação na natureza eterna de Deus.
A nova criação: a salvação culmina na restauração plena — novos céus e nova terra, onde o Reino é total e a graça, consumada.
Implicação prática: o cristão vive entre o “já” e o “ainda não” — salvo agora, aguardando a plenitude final. Vive com esperança escatológica e fidelidade presente.
👉 Em síntese: o Evangelho Eterno responde o que salva: a própria vida de Deus em Cristo, aplicada e sustentada pelo Espírito, culminando na eternidade restaurada.
Mas não fomos chamados apenas para viver aqui. Fomos salvos para uma realidade eterna e de restituição final total.
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