Diante das Necessidades, Como Você Ora?
A oração que agrada a Deus (6.9–15)
Jesus ensina seus discípulos a orar. Essa não é uma oração para ser repetida como uma fórmula, mas para nos ensinar princípios acerca de quem é Deus e de quem somos nós.
Independente da Oração que Façamos, o Mestre Nos Ensina: um Conteúdo, uma Forma, uma Circunstância e um Objetivo, Ela Sempre Deve Ter
ὑποκριτής (hypokritēs), SUBS. hipócrita. Equivalente hebraico: חָנֵף (2).
Uso do Substantivo
1. hipócrita (ator) — uma pessoa que professa crenças e opiniões que ele ou ela não possui, a fim de ocultar seus verdadeiros sentimentos ou intenções. Tópico Relacionado: Hipócrita.
Em contraste, os discípulos devem alcançar uma justiça muito maior (
D. Oração na sinagoga. Ao destruir o templo, os babilônios ajudam a colocar forçosamente a oração no centro da piedade judaica. Apenas a oração regular pode substituir o culto regular. Isso pode tornar a oração superficial, mas as fórmulas são consideradas de menor valor pelos judeus do que pelos outros povos, e uma prática vigorosa flui por meio delas. Orar duas ou três vezes ao dia é necessário (cf.
φαίνω (phainō), VB. aparecer; brilhar. fut.ati. φαϛνέω; aor.ati. ἔφανα; perf.ati. πέφαγκα; aor.pass. ʼφάνην; perf.méd. πέφασμαι. Equivalente hebraico: אור (3), עַ֫יִן (2).
Uso do Verbo
5. ser revelado† — tornar-se visível. Tópico Relacionado: Revelação.
Um uso figurado pode ser visto em
apéchō. [...] O NT usa b. cinco vezes e c. seis vezes (também no médio seis vezes). [...] A ideia de recebimento pleno é importante em
μισθός -οῦ, ὁ; (misthos), SUBS. salário. Equivalente hebraico: שָׂכָר 1 (24).
Uso do Substantivo
2. recompensa ⇔ salário — um pagamento para atos dignos ou retribuição pelo delito; compreendido como um salário tangível. Tópicos Relacionados: Salário; Retribuição.
κρυπτός -οῦ, τό; (kryptos), ADJ. oculto. Equivalente hebraico: בָּקִיעַ (1), כסה (1).
Uso do Adjetivo
1. segredo (oculto) — ocultado da observação ou do conhecimento de todas as pessoas, com exceção do indivíduo ou dos indivíduos interessados. Ver também κρυφαῖος. Tópico Relacionado: Segredo messiânico.
Em contraste com os fariseus, para cuja exibição de piedade há muita evidência rabínica, eles dão, jejuam e oram em secreto, para que seu Pai, que vê em secreto, os recompense abertamente (
ἀποδίδωμι (apodidōmi), VB. devolver; retribuir. fut.ati. ἀποδώσω; aor.ati. ἀπέδωκα; perf.ati. ἀποδέδωκα; aor.pass. ἀπεδόθη; perf.méd. ἀποδέδοται. Equivalente hebraico: שׁוב (42), מכר (27), שׁלם (17), נתן (15).
Uso do Verbo
6. recompensar — recompensar ou punir (seja tangível ou intangível) baseado no que uma pessoa merece. Tópico Relacionado: Recompensa.
c. O conceito de recompensa é importante para Jesus. Contudo, Deus recompensa como um pai, não como um juiz (
A esmola, a oração e o jejum eram elementos centrais na religião judaica, e todos são considerados válidos para os discípulos de Jesus. A questão não é se você deve praticá-los, mas como e por quê. E o foco está na questão da recompensa; a recompensa pela religião ostentosa é o reconhecimento humano que ela busca; mas isso é tudo (eles já receberam sua recompensa integralmente). A religião secreta, por outro lado, que é feita para Deus e não para aprovação humana, pode esperar uma recompensa celestial. Observe que, como em 5:3–12, não há constrangimento em relação à ideia de recompensa.
βατταλογέω (battalogeō), VB. gaguejar. aor.ati. βατταλογήσητε.
Uso do Verbo
1. balbuciar† — proferir muitas palavras, e especialmente palavras inúteis e sem propósito.
battalogéō [tagarelar]
Usado apenas em
4. O único exemplo no NT está em
χρεία -ας, ἡ; (chreia), SUBS. necessidade. Equivalente hebraico: חפץ 1 (1). Equivalente aramaico: חַשְׁחוּ (1).
Uso do Substantivo
2. necessidade — qualquer coisa que seja necessário, mas falta. Tópicos Relacionados: Pobreza; Pobre.
Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome (v. 9). A frase inicial é uma adoração à pessoa de Deus. Destaca o seu caráter amoroso, pois o identifica como um pai. Um pai de muitos filhos. No Antigo Testamento Deus é chamado de Pai somente 11 vezes, mas no Novo Testamento, através de Jesus, isso acontece 115 vezes. Um pai que embora esteja nos céus, num lugar de honra e majestade, é um Deus presente, atento aos seus filhos e cujo nome deve ser adorado, santificado e reverenciado. Pai, faz valer o teu nome entre nós, valoriza o teu nome entre nós!
Voltando, pois, a este tema (v. 4–15), Jesus diz: 5. Igualmente, quando orardes, não sejais como os hipócritas, porque se deleitam em dizer suas orações em pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, com o fim de serem vistos pelo povo. A referência aqui é à oração em geral, inclusive ações de graças, louvor, adoração, confissão de pecados, petição pessoal, intercessão pelas necessidades de outros, etc. Entre os judeus, embora suas orações fossem sempre apropriadas, havia tempos estabelecidos para a oração, quando se esperava que os piedosos comparecessem às suas devoções. Assim, havia as orações matutinas, do meio-dia e vespertinas (
a teu Pai que está em secreto. A ideia não é que deve haver um cômodo separado para a oração. Como foi salientado anteriormente, as casas de muitos da audiência tinham apenas um cômodo. O sentido é o seguinte: se há um cômodo privativo,312 então usa-o para a tua oração particular; se não, escolhe um canto bem discreto. Não procures ser notado. Entretanto, a ênfase principal nem mesmo é o lugar de oração, e, sim, a atitude de mente e coração. O pensamento subjacente real não é o secreto, e, sim, a sinceridade. A razão de mencionar o lugar secreto é que o adorador sincero e humilde, alguém que não está interessado em mostrar-se publicamente com o fim de realçar o seu prestígio, encontrará um recanto isolado como o mais apropriado para suas devoções. Ali é onde ele pode deixar fora o mundo e estar sozinho com o seu Deus.
Aqui novamente é preciso acrescentar que o propósito de adentrar o lugar secreto e fechar a porta pode ser frustrado se aquele que o faz começa a publicar essa prática, como alguns ministros têm o hábito de fazer, quando, no início do serviço litúrgico – às vezes mesmo na oração pastoral –, declaram à congregação que antes de sentar-se para o preparo do sermão fecharam a porta de seu gabinete pastoral e passaram tantos e tantos minutos em oração fervorosa!
Mateus 6:5
εὐσχημόνως (euschēmonōs), ADV. decentemente.
Uso do Advérbio
1. decorosamente† — de uma forma caracterizada pelo decoro em boas maneiras e conduta. Tópico Relacionado: Forma.
τάξις -εως, ἡ; (taxis), SUBS. ordem; disposição fixa. Equivalente hebraico: קֵץ (2), דִּבְרָה (1), מַחֲנֶה (1), פֹּ֫עַל (1).
Uso do Substantivo
2. boa ordem† — uma condição de arranjo regular ou conveniente (sequencial).
ἀδιαλείπτως (adialeiptōs), ADV. incessantemente.
Uso do Advérbio
1. incessantemente† — com determinação incansável.
ἱκετηρία -ας, ἡ; (hiketēria), SUBS. súplica.
Uso do Substantivo
1. súplica† — um humilde pedido de ajuda ou misericórdia de alguém com autoridade. Tópico Relacionado: Fundamento.
δέησις -εως, ἡ; (deēsis), SUBS. oração; petição. Equivalente hebraico: תַּחֲנוּן (12), תְּחִנָּה 1 (11), רִנָּה 1 (9), תְּפִלָּה (6).
Uso do Substantivo
1. divina súplica — um pedido severo ou urgente (a Deus).
Destacamos a seguir algumas lições oportunas.
Em primeiro lugar, um cristão é alguém que ora (6.5). Jesus não diz “se orardes…”, mas: quando orardes. Não há cristianismo verdadeiro sem oração. Quem nasce de novo, clama: “Aba, Pai”.
Em segundo lugar, um cristão não ora para chamar a atenção para si (6.5). A oração ostentatória não é endereçada a Deus, mas é feita diante dos homens, para chamar a atenção dos homens, para receber recompensa apenas dos homens.
Em terceiro lugar, um cristão não é um ator no palco, mas um pecador quebrantado longe dos holofotes (6.6). O quarto aqui mencionado era o lugar onde se guardavam as provisões da casa, um cômodo sem janelas, absolutamente fechado aos olhos dos expectadores. Nessa mesma toada, Robert Mounce diz que a palavra grega tameion pode referir-se a uma “despensa”, o único quarto da casa que não tem porta e, por isso mesmo, passível de privacidade.9 O Pai vê em secreto e recompensa em secreto. Oração não é um discurso de ostentação diante dos homens, mas um derramar do coração diante de Deus. Tasker tem razão ao dizer que o contraste aqui não é entre o caráter secreto da visão do Pai e o caráter público da sua recompensa, mas entre a maravilhosa recompensa que o Pai dá e a recompensa relativamente miserável da aprovação humana.10
Em quarto lugar, um cristão não imita os hipócritas fazendo cócegas em sua vaidade espiritual, mas ele se deleita em Deus, seu Pai (6.6). A oração é uma conversa íntima com o Pai. Orar é deleitar-se em Deus, mais do que rogar as bênçãos de Deus. A dádiva, por mais excelente, não serve como substituto do doador. Deus é melhor do que suas bênçãos.
Em quinto lugar, um cristão não imita os pagãos multiplicando palavras em vãs repetições (6.7,8). Charles Spurgeon diz que as orações cristãs são medidas pela sinceridade, e não pela duração.11 Os pagãos repetiam palavras e mais palavras, com o fim de serem ouvidos por seus deuses, mas o cristão é alguém que está na presença daquele que sonda os corações e conhece as necessidades do cristão antes mesmo que este faça algum pedido. A expressão grega me battalogesete, traduzida por “vãs repetições”, traz a ideia de mero palavrório ou tagarelice, palavreado oco, conversa tola, repetição vazia. Traduz a expressão popular “blá-blá-blá”. Podemos ilustrar isso com a prática dos adoradores de Baal (
Não significa que fazer uma oração extensa é sempre errado. Uma posição assim condenaria de imediato as orações encontradas em
O que Cristo condena é o espírito de medo e desconfiança que faz com que os pagãos, que não reconhecem o Pai celestial, balbuciem mais e mais, na crença de que de outro modo seus deuses não estariam completamente informados nem suficientemente aplacados, e assim pudessem conceder o que seus adoradores lhes pediam.
Certamente que não é errôneo fazer frequente uso dessa oração se o adorador, ao proceder assim, é capaz de fazê-lo com o coração e a mente. Por outro lado, o uso por demais frequente poderia conduzir facilmente ao pecado do formalismo, o qual o Senhor tem estado a condenar. Além disso, é preciso ter em mente que Jesus disse: “Assim” ou “desta forma” ou “isto é como”. Ele não diz: “Usa exatamente estas palavras, e não outras”. Assim chamada “Oração do Senhor”, ela é realmente a oração modelo; significando: ela deve servir como parâmetro para as nossas devoções. Suas características devem também marcar as nossas orações. Algumas dessas qualidades serão agora mencionadas:
b. Sua concisão
A oração consiste de duas partes: uma invocação (“Pai nosso que estás no céu”) e seis petições; ou, três partes, caso a conclusão (“Porque teu é o reino, etc.”) seja considerada parte dela, com um total de aproximadamente setenta palavras.
c. Sua prioridade
Em harmonia com o fato de que, segundo o Antigo e o Novo Testamentos, a glória de Deus é importante acima de todas as demais coisas, as primeiras três petições têm referência ao nome, ao reino e à vontade do Pai. As necessidades humanas – pão, perdão dos pecados e vitória sobre o mal – assumem o segundo lugar.
A natureza universal ou abrangente dessas petições se depreende do fato de que elas têm referência não só à glória de Deus, etc. (primeiras três petições), mas também às nossas necessidades (as últimas três); não só às nossas necessidades atuais (quarta petição), mas também à nossa necessidade com referência ao passado (quinta), e ainda à nossa necessidade futura (sexta). Finalmente, nessa oração o adorador leva ao trono da graça as cargas que são não somente suas, mas também de seus irmãos (“nosso”, “nós”). Tudo está incluído nessas seis breves petições. Não há dúvida de que esse é o padrão perfeito para as nossas orações!
Independente de Circunstâncias Vísiveis, o Mestre nos Mostra o Invisível: Estamos num Reino em que Somos Filhos do Rei que Tem Todo Poder
6:13 E não nos deixes cair em tentação. Essa petição pode aparentemente entrar em contradição com
9b. Pai nosso que estás no céu. Salta imediatamente aos olhos que nem todos têm o privilégio de dirigir-se a Deus dessa maneira. Essa é a prerrogativa exclusiva daqueles que estão “em Cristo” (
O fato notável que jamais devemos perder de vista é que aquele que é o Rei do reino do céu é ao mesmo tempo o Pai de seus cidadãos. Os cidadãos são seus filhos. O reino é a família do Pai. Ver CNT sobre
Os discípulos de Cristo devem pedir pão, não luxos. “[…] não me dês nem a pobreza nem a riqueza: dá-me o pão que me for necessário; para não suceder que, estando eu farto, te negue e diga: Quem é o SENHOR? ou que, empobrecido, não venha a furtar, e profane o nome de Deus” (
Ainda exige-se d. humildade; daí, “Dá-nos […]”. Embora o suplicante esteja ganhando a vida com o suor de seu rosto e pagando os alimentos, ele deve aceitar o que está na mesa como uma dádiva de Deus, um produto da graça; isso não só pelo fato de Deus ser a fonte última de toda bênção (
Mateus 6:13
ἀφίημι (aphiēmi), VB. deixar; perdoar. fut.ati. ἀφήσω; aor.ati. ἀφήκαμεν; perf.ati. ἀφεῖκα; aor.pass. ἀφέθην; perf.méd. ἄπειμʼ. Equivalente hebraico: נוח 1 (10), נשׂא (8), נתן (7), סלח (5). Equivalente aramaico: שׁבק (2).
Uso do Verbo
4. perdoar — parar de culpar ou ter em conta uma ofensa. Tópicos Relacionados: Perdão; Misericórdia; Perdão; Lançamento.
C. O uso no NT
1. aphiénai significa “desistir”, “partir” (
ὀφείλημα (opheilēma), SUBS. dívida. Equivalente hebraico: מַשָּׁאָה (1), נשׁא 1 (1).
Uso do Substantivo
2. pecado ⇔ dívida† — pecado que tenha incorrido dívida com ou injúria contra Deus. Tópico Relacionado: Dívida.
Em
opheílēma
1. Essa palavra significa “dívida” e, num sentido mais amplo, “obrigação”. Ela ocorre na LXX para “dívida” em
6:8 Já que o Pai sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais, é razoável perguntarmos: “Por que então oramos?”. A razão é que, em oração, reconhecemos nossa necessidade e a nossa dependência dele. É a base da nossa comunicação com Deus. Além disso, Deus faz coisas em resposta às orações que, sem elas, ele não faria (
Então, por que orar? O propósito da oração não é informar a Deus ou mudar a sua vontade, mas, como diz Georgia Harkness, apropriar-se da sua disposição. Não é que Deus precise ser solicitado, mas que nós precisamos pedir. A oração é comunhão com Deus, na qual somos trazidos a novos relacionamentos e novas atitudes, abrindo assim o caminho para bênçãos que Deus já se propôs a conceder. A palavra portuguesa "oração" significa pedir, e reflete nossa infeliz tendência de reduzir a oração ao ato de pedir. A oração inclui o pedir, mas é muito mais. É mais como abrir-se a Deus em confiança e louvor, para que possamos receber livremente os seus dons e render-nos às suas exigências.
παράπτωμα -ατος, τό; (paraptōma), SUBS. pecado; transgressão. Equivalente hebraico: מַ֫עַל 1 (3), עָ֫וֶל (3), פֶּ֫שַׁע (3).
Uso do Substantivo
1. transgressão — a ação de ir além ou ultrapassar um limite moral ou limite. Tópicos Relacionados: Transgressão; Pecado.
2. O substantivo ocorre em
Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores (v. 12). É um pedido pela pureza pessoal, pois uma vez que fomos agraciados com o perdão de Deus, também devemos perdoar aqueles que nos ofendem. O súdito real está sempre em débito diante do seu Rei, pois continuamente necessita realizar toda a sua vontade. Mas diante do perdão e da graça divina, ele deve tratar dessa mesma maneira aqueles que discordam e até o hostilizam. O tempo do verbo é o perfeito, isto é, assim como temos perdoado, e implica que quem ainda não perdoou os outros não pode fazer essa oração.
Resposta: É verdade que a base de nosso perdão diário foi estabelecida uma vez por todas por meio da expiação de Cristo. Não é necessário e nem se pode acrescentar nada a isso. Porém, essa purificação total e objetiva precisa de aplicação diária pela simples razão que pecamos todo dia.
Não obstante, a nossa própria disposição em perdoar é muito importante. Realmente, sem ela nós mesmos não podemos ser perdoados. Porque ela é a condição indispensável para recebermos o perdão dos pecados. Esse fato é expresso de forma clara nos v. 14 e 15, que, juntamente com 18.21–35, é a melhor e mais simples explicação que alguém pode ter de 6.12. Assim é com o perdão e também com a salvação de forma geral. Não somos salvos sobre a base de nossa fé, como se a fé tivesse poder inerente de alcançar a salvação. Somos salvos pela graça (
Indepedente de Objetivo Menor, que é Nossa Necessidade, o Mestre nos Ordena: Objetivo Maior de Nossas Orações é Sempre Glorificar a Deus
Tiago ensina uma lição sobre a oração. Afirma que, mesmo quando oramos, não recebemos uma resposta. A causa disso não está em Deus, mas no ser humano. Quando o crente pede a Jesus qualquer coisa em seu nome, Jesus honra esse pedido (
Venha o teu reino (v. 10). É uma expressão de profundo desejo pela presença de Deus e do seu reino, isto é, o reinado divino sobre a vida dos seus filhos, dos seus súditos. Deve declarar nossa submissão ao senhorio do rei Jesus. O desejo é que o Pai traga até nós o seu reinado, que governe sobre nós!
Assim na terra como no céu. Essa frase modifica todas as três petições anteriores. Adorar a Deus, saber da regência soberana de Deus e do desempenho da sua vontade são, no todo, uma realidade do céu. A oração é que essas condições existam na terra como existem no céu.
‘El-Shaddai é Deus Todopoderoso, a fonte de salvação de seu povo (
Santificar o nome de Deus significa ter reverência por ele, por isso, reverenciar a Deus, honrá-lo, glorificá-lo e exaltá-lo. Para fazer isso, exige-se muito mais que um conhecimento meramente intelectual do significado dos nomes divinos. Certamente que implica humildade de espírito, gratidão de coração, ardoroso estudo das obras de Deus até que a observação se converta num transporte de assombro e adoração.
1. Somente quando o Pai celestial, sobre a base da expiação do Filho e da operação do Espírito Santo, reina no coração dos homens, é que se pode esperar um verdadeiro e permanente melhoramento no indivíduo, na família e nas condições sociais, nacionais e internacionais (
3. Até ao momento da segunda vinda [de Cristo] há necessidade dessa oração, porque, embora o reino já esteja aqui (
5. A oração pelo estabelecimento do reinado de Cristo nos corações humanos não exclui a necessidade de esforço. Tem de haver pregação, visitas aos lares, tradução e distribuição da Bíblia, obra de continuação persistente, etc. Cf.
10b. Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. A vontade de Deus, à qual se faz referência aqui, certamente é sua vontade “revelada”, expressa em sua lei. É a mesma vontade que é feita no céu, porém que ainda não é feita na terra de forma completa. Por outro lado, a vontade do “decreto de Deus” ou “plano eterno” está sempre sendo feita tanto no céu como na terra (
