O Custo de Amar o que Deus Ama

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Discipulado como Imitação de Cristo e a Força do Hábito

I. Introdução: O Desafio do Coração

A. Abertura e Conexão
2Timóteo 3.16–17 NVI
16 Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, 17 para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.
Conexão ao Tema do Retiro: Somos "Homens Guiados pela Palavra". A Palavra de Deus é útil para nos tornar "aptos e plenamente preparados para toda boa obra".
O Grande Dilema: Como passamos do saber ao ser?
B. A Raiz do Problema
No Evangelho de João, é a primeira pergunta que Jesus faz àqueles que viriam a segui-lo. Quando dois futuros discípulos, arrebatados pelo entusiasmo de João Batista, começam a segui-lo, Jesus se volta rapidamente e pergunta de forma incisiva: "... Que desejais?..." (João 1.38 “38 Voltando-se e vendo Jesus que os dois o seguiam, perguntou-lhes: “O que vocês querem?” Eles disseram: “Rabi” (que significa “Mestre”), “onde estás hospedado?”” ).
A Pergunta de Jesus: Ele não pergunta o que você sabe, mas: "Que desejais?". A essência da nossa identidade está nos nossos anseios.
Evangelho de João DISCÍPULOS DE JOÃO TORNAM-SE SEGUIDORES DE JESUS – João 1:35–42

Será que vocês realmente já sabem o que querem? Vocês sabem o que estão buscando junto de mim e o que pode ser achado em mim?

O Erro Comum: Vivemos no paradigma de que somos apenas "coisas pensantes" ("Você é aquilo que pensa"). Acreditamos que conhecimento e decisão resolvem tudo.
A Verdade Bíblica: Provérbios 4.23 “23 Acima de tudo, guarde o seu coração , pois dele depende toda a sua vida.”
O problema é que subestimamos o poder do hábito.
C. O Paradigma da Transformação (2 min)
Tese 1: Você é aquilo que ama, e o amor é um hábito.
Desejo e Destino: O coração é uma bússola. Mas as nossas bússolas estão defeituosas, apontando para ídolos.
Discipulado: É a recalibração dos nossos amores para o amor de Cristo.
Se pudemos usar o exemplo de exercícios, a repetição fortalece, modifica nosso corpo para ficar mais forte. Muda nossa mente, que pelo “encantamento” do que vemos, somos estimulados a continuar.

II. O Alerta: O Custo do Discipulado (10 minutos)

Lucas 14.25–26 “25 Uma grande multidão ia acompanhando Jesus; este, voltando-se para ela, disse: 26 “Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo.”
A. Sair do Anonimato (2 min)
O Anonimato: Jesus confronta a "grande multidão" que O seguia anonimamente e sem compromisso. O discipulado exige sair do anonimato.
O Discipulado de Baixo Custo: O "discipulado de baixo custo" é o sal sem essência (sal insípido), inútil para o Reino.
B. O Cálculo do Custo (7 min)
A Sabedoria: Jesus diz: "Qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro para calcular as despesas...?". Seguir Jesus é uma decisão de alto custo.
Mexe com nossos pecados, nos chama ao arrependimento e a práticas que Ele nos orienta
Custo do Amor (v. 26):
Texto: Lucas 14.26 “26 “Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo.” .
Primazia: Jesus exige ser amado com primazia, acima da família e de si mesmo. O que amamos mais do que Ele se torna nosso ídolo.
Custo do Sofrimento (v. 27):
Texto: Lucas 14.27 “27 E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo.” .
A Cruz: Não é qualquer sofrimento, mas o que decorre da obediência a Jesus. É o caminho que nos é preparado "contra a tua escolha, contra teu pensamento e desejo". É a cruz de Jesus, e não a que forjamos, que humilha o nosso amor-próprio.
Custo do Desapego (v. 33):
Texto: Lucas 14.33 “33 Da mesma forma, qualquer de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.” .
Renúncia Total: É o desapego de tudo o que nos prende ao mundo , inclusive o nosso "eu". O objetivo é perder a nossa vontade de domínio para achar a vida n'Ele.

III. O Caminho: Imitação e Disciplinas (15 minutos)

A. O Modelo da Imitação (4 min)
A Essência do Discipulado: A doutrina da Imitatio Christi (Imitação de Cristo).
O Erro da Autenticidade: A Mentira Romântica (3 min)
A cultura nos ensina a ser "autênticos" e "originais". A ideia é que você deve olhar para dentro, ignorar os modelos e "descobrir o seu verdadeiro eu". Isso é a Mentira Romântica.
A Verdade Inegável: O filósofo René Girard nos ensinou que o desejo é mimético. Ele nunca é original. Nós sempre desejamos o que alguém (o Modelo ou mediador) nos ensinou a desejar.
A Armadilha: Quando você rejeita o Modelo de Cristo para tentar ser "original", você não para de imitar; você apenas troca de modelo. Você adota, inconscientemente, os modelos seculares que competem com Cristo: o CEO de sucesso, o homem idealizado pela mídia, o macho alfa. Você adota uma "beleza falsificada".
O Resgate da Identidade (2 min)
O "verdadeiro eu" não surge quando você o busca no seu interior, mas quando você entrega o seu falso eu e fixa seus olhos no Modelo Perfeito: Jesus Cristo.
O Objetivo: Não é a originalidade (que é impossível), mas a conformidade a Cristo.
O Chamado Apostólico: Não imitamos virtudes especulativas, mas a atitude de autossacrifício de Cristo (a Cruz). "Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo".
B. O Ginásio do Espírito: As Disciplinas (11 min)
Definição: As Disciplinas são um meio de graça que nos coloca onde Deus pode operar. Elas são a Contraliturgia do Reino.
Disciplinas da Palavra (Interior):
Meditação e Estudo: Não é acumular, mas internar e personalizar a Palavra. A repetição é crucial para formar hábitos de pensamento.
Texto: Salmo 1.2–3 “2 Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite. 3 É como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera!”
(O homem que medita na lei do Senhor dia e noite é estável e frutífero).
Disciplinas do Desejo (Oração e Jejum):
Oração (4 min): É a via central para a transformação: "Orar é mudar". O Senhor nos deu a oração para que Ele seja glorificado e Ele nos transforme.
Jejum (4 min): O Alarme da Alma e o Luto Pela Ausência.
Motivo de Jesus: Jesus previu que Seu povo jejuaria, conectando-o ao luto por Sua ausência.
Texto: Mateus 9.15 “15 Jesus respondeu: “Como podem os convidados do noivo ficar de luto enquanto o noivo está com eles? Virão dias quando o noivo lhes será tirado; então jejuarão.”
Declaração: Jejuamos como uma declaração de luto , expressando o desejo profundo (dor de Davi) de que Jesus esteja novamente na terra.
Batalha da Beleza: O mundo nos cerca com "beleza falsificada" e "fascinação" que superestimulam nossos apetites para que nunca tenhamos fome da verdadeira beleza.
A Prática: O jejum nos ajuda a encontrar a fome e quebrar as garras da falsa fascinação. Se recusarmos a falsa beleza, desenvolvemos um apetite pela verdadeira beleza divina.
Disciplinas do Relacionamento (Exterior/Comunitária):
Serviço e Simplicidade:
Serviço: O símbolo da toalha. O Serviço anônimo é a prática que crucifica o nosso orgulho.
Simplicidade: É a liberdade de viver sem ansiedade e ter o que possuímos disponível aos outros.
Confissão: Disciplina comunitária e curadora. É pela voz de um irmão que a palavra de perdão pode criar raiz em nós.

IV. Conclusão: Desaparecer para que Ele Cresça (5 minutos)

A. A Realidade Inseparável (2 min)
A Rosa e a Cor: O ato de seguir Jesus é inseparável do ato de ajudar a seguir.
Distinto, mas Inseparável: É impossível separar uma rosa vermelha da sua cor. Você pode distinguir conceitualmente a rosa da sua cor, mas não pode separá-las no mundo real.
A Cor Dá o Tom: O ato de "seguir Jesus" (a cor) deve dar o tom do "ato de ajudar pessoas a seguirem Jesus" (a rosa).Em resumo, a analogia reforça a ideia de que o discipulado não se resume ao ensino de conteúdo; ele é um modo de vida que deve ser encarnado. Para ajudar alguém a seguir Jesus, é preciso, antes, pagar o preço de imitá-Lo.
O Caminho: O discipulado começa com a contemplação , que leva à transformação , que leva à adoração.
B. Chamado Final à Prática (3 min)
A Arte do Desaparecimento: O objetivo não é o reconhecimento , mas que Cristo cresça e que você diminua.
Seja o Lírio do Campo: Aceite o custo do discipulado e viva na dependência de Deus, com a certeza de que "os lírios crescem a despeito de serem notados".
O ego é igual aos dedos dos pés.
Os dedos dos pés simplesmente exercem sua função e não imploram por atenção.
O ego da pessoa humilde deve simplesmente trabalhar, e o indivíduo pensa menos em si mesmo.
A humildade do evangelho não significa odiar-se ou amar-se, mas sim o autoesquecimento. O verdadeiro discípulo deve focar menos em si e mais em Cristo, permitindo que o ego cumpra sua função sem buscar a autoafirmação.
Comprometa-se com a Repetição e o Foco: Use o Plano de Leitura Diária (o hábito que forma o desejo) e inicie as Disciplinas Espirituais (o caminho da graça).
Oração Final: Que o Espírito Santo nos torne homens que, com alegria e humildade, amam o que Deus ama.
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