(1Co 13:12-13)

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1Coríntios 13.12 “Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.”
Devemos lembrar que o tema de Paulo aqui é os dons espirituais. Ele parou para focar no que que ele chama de o dom mais excelente - o amor. ele trata do amor em comparação a outros dons - dons extraordinários como línguas, profecia e mistério; e dons salvíficos, como fé e esperança.
Paulo defende a excelência do amor a partir da sua durabilidade - ele durará para sempre, enquanto dos os outros dons são temporários - alguns já cessaram, como os dons extraordinários; e outros ainda cessarão, como a fé e a esperança. Mas o amor permanecerá.
O amor é importante também porque ele está ligado à perfeição. Num estado imperfeito o amor é pouco visto, mas na perfeição o amor é ressaltado, ele é tudo. Por isso, no céu, no estado de perfeição da igreja, em que o Espírito Santo será encherá todas as coisas, o amor encherá todas as coisas. Porque o Espírito será dado profusamente a nós - o amor será aquele grande fruto do Espírito que tomará completamente nosso coração.
Jonathan Edwards: O céu é o universo do santo amor.
Ali, sim, no céu, habita o Deus de quem procede todo fluxo de santo amor; sim, toda gota de amor que existe, ou que já existiu. Ali habita Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito, unidos como um só Ser, em amor infinitamente terno, incompreensível, mútuo e eterno. Ali habita Deus Pai, que é o Pai de misericórdias; o Pai de amor, que amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito para morrer por ele. Ali habita Cristo, o Cordeiro de Deus, o Príncipe de paz e de amor, que amou o mundo de tal maneira que derramou seu sangue e derramou sua alma na morte pelos homens. Ali habita o grande Mediador, por meio de quem todo o amor divino é expresso em favor dos homens, e por meio de quem os frutos desse amor foram adquiridos, e através de quem são comunicados, e através de quem o amor é introduzido no coração de todo o povo de Deus. Ali habita Cristo em ambas as naturezas, a humana e a divina, assentado no mesmo trono com o Pai. E ali habita o Espírito Santo – o Espírito de divino amor, em quem a própria essência de Deus, por assim dizer, flui e é transmitida em amor e por cuja imediata influência todo o santo amor é amplamente derramado no coração de todos os santos, na terra e no céu. Ali, no céu, esta a infinita fonte de amor – este eterno Três em Um – jorra sem qualquer obstáculo que venha a impedir seu acesso, e flui para todo o sempre. Ali este glorioso Deus se manifesta, resplandece, em plena glória, em raios de amor. E ali este glorioso manancial flui para sempre em correntes, sim, em rios de amor e deleite, e esses rios se dilatam, por assim dizer, num oceano de amor, no qual as almas dos redimidos podem aspirar o mais suave desfrute, e os corações, por assim dizer, são inundados com amor!
Então aqui, Paulo explica, nossa vida presente é como uma pessoa que vê uma imagem vaga de si mesma no espelho. Um espelho no tempo de Paulo era um metal polido, com uma imagem distorcida. É assim nossa vida presente, que não enxerga tudo aquilo que será, que haveremos de ser. Isso se aplica de modo especial aos dons que Paulo já mencionou, que não manifestam bem aquilo que Deus é, e o que ele tem para nos revelar.
Aqui, irmãos, nós precisamos fazer um raciocínio importante, que cremos ser aquilo que Paulo quer nos ensinar. Vamos fazer uma comparação entre a Bíblia e o céu futuro. Porque assim como o céu é a perfeição e nos revelará Deus em abundância, a Bíblia também, hoje, nos revela, não completamente, mas de forma perfeita, inerrante, a verdade de Deus, melhor do que os dons extraordinários revelaram, porque eles foram revelações parciais, que falavam ao seu contexto, mas a Bíblia é a revelação final de Deus até que ele venha, e ela é terna, não precisa de atualização, e é a mesma Bíblia de 2 mil atrás, e continuará sendo até que Cristo volte. Então de certo modo, Paulo talvez em mente aqui o fechamento do cânon como uma revelação perfeita, completa, em comparação aos dons extraordinários, como línguas e profecias, que eram incompletos, que falavam à sua geração. A Bíblia, porém, não precisa de acréscimos, ela está fechada. Se nós a temos, não precisamos de novas revelações. Assim será o céu.
Uma maneira de enxergarmos isso, é perceber como o NT fala do AMOR. Como Jesus e os apóstolos, como Paulo e João por exemplo, enfatizam o amor como o cumprimento da Lei, como o maior dos mandamentos, como o caráter e a essência de Deus. Porque o NT tem essa ênfase?! Por ele é última parte da Escritura, o fechamento, a completude do cânon bíblico. Depois do NT não precisamos esperar outras revelações a não ser a Revelação final da vinda de Cristo. Por isso a ênfase neotestamentária sobre o amor. Porque após de Cristo entramos em nova era, em que o amor já é visto como a perfeição e essência da igreja.
Então aqui nós aplicar aquilo que Paulo parece dizer a respeito da vinda de Jesus, à Bíblia.
Quando Paulo, por exemplo, usa a expressão “Mas então veremos face a face...”. Ele usa essa expressão como sinônimo de revelação perfeita, em contraste com os dons. Ele diz aqui nós vemos como num metal polido, mas então veremos melhor, face a face. Ele se refere ao céu. Mas essa expressão vem do AT, da revelação que Moisés recebia do Senhor - porque Números diz que Deus falava face à face com Moisés. Então devemos imaginar que aquilo que Deus revelava à Moisés face a face quando conversava com ele na tenda do Encontro, foi aquilo que Moisés escreveu - a Bíblia.
Quando Moisés escreve seu último livro, Deuteronômio, ele começa dizendo o seguinte: Deuteronômio 4.1–2 “Agora, pois, ó Israel, ouve os estatutos e os juízos que eu vos ensino, para os cumprirdes, para que vivais, e entreis, e possuais a terra que o Senhor, Deus de vossos pais, vos dá. Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor, vosso Deus, que eu vos mando.”
Aquilo que Deus tinha a dizer àquela geração, e então foi escrito. Mas aí veio Josué, e os profetas, e Davi e os profetas escritores. E muitas coisas foram “acrescentadas” à Escrituras de Moisés. Na verdade, tudo aquilo que veio depois foi um aprofundamento, aplicação e interpretação perfeita de tudo o que Moisés disse, mas ligado a história do povo de Israel em cada geração. Então acaba o AT. Mas vem alguém maior do que Moisés - Jesus. Então uma Nova Relação deve ser escrita, não exatamente como um acréscimo, mas um aprofundamento das Escrituras, porque agora uma revelação maior apareceu, então quando o último apóstolo escreve o último livro, ele termina dizendo:
Apocalipse 22.18–19 “Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro.”
A pergunta é, agora que Cristo veio, o próprio Deus encarnado, pra onde Moisés os profetas apontavam, agora que ele veio e o NT que é sobre ele terminou de ser escrito, nós temos ainda alguma relação maior do que essa? Sim, o céu, quando veremos Cristo face à face. Mas até lá, não há nada maior, por isso, não devemos esperar nenhuma nova revelação até lá. Se não estaríamos dizendo que ainda há algo mais para ser escrito na Bíblia.
Mas, voltando ao nosso assunto inicial, o que exatamente trouxe essa importância e peso do NT pra que ele fosse o escrito final da última era? Foi exatamente uma relação mais profunda do amor de Deus! Foi uma manifestação mais concreta, mais clara, do amor perfeito de Deus. Que amor é esse?!
Romanos 5.6–8 “Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.”
1João 3.1 “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo.”
João 15.13 “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.”
Não houve e não haverá nada maior do que a primeira vinda de Cristo, a não ser a visão completa de Cristo no último dia, quando ele voltar, aí então termos novas relações, quando o veremos face à face. Então João continua dizendo assim:
1João 3.2–6 “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é. E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro. Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei. Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado. Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu.”
Vejam o que acontece quando vemos ao Senhor: nós nos tornamos semelhantes a ele. Quanto mais mais você vê o Senhor (ou mais o conhece, como João diz no final), mas você se parece com ele. A visão do última dia, então, será a visão que nos transformará totalmente e eternamente - esta visão é o que se chama na teologia de visão beatífica. Essa visão é a visão que teremos depois, na era por vir. A visão que temos agora, é por fé. Mas a fé um dia cessará, porque então veremos a Cristo, não por fé, mas por vista.
2Coríntios 5.7 “visto que andamos por fé e não pelo que vemos.”
Jesus, então, quer duas coisas de nós: que aqui andemos por fé, mas que no mundo vindouro possamos vê-lo face à face:
João 20.29 “Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram.”
João 17.24 “Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo.”
Aqui, irmãos, vivendo pela fé, lutamos sempre contra a incredulidade - incredulidade é a falta de fé - que significa, de certo modo como estamos aprendendo - deixar de enxergar Cristo. Parar de olhar para Cristo. Como olhamos para Cristo nesta vida? Na sua Palavra! Enquanto não temos acesso imediato a Cristo, nós O vemos nas Escrituras. Elas são, aqui nesse mundo, a face de Cristo. À medida que conhecemos e entendemos mais a Palavra escrita, que fala dele (Lc 24:44), passamos a conhecer mais Jesus como a Palavra encarnada.
Mark Jones: O conhecimento é totalmente transformador. Paulo fala sobre como os cristãos, com “o rosto desvendado”, contemplam a glória de Cristo e, por consequência, são “transformados, de glória em glória, na sua própria imagem” (2Co 3.18). À medida que somos transformados no homem interior, nossa “transfiguração” (i.e., ser conformado à imagem de Cristo) acontece pelo poder do Espírito de Cristo. Quem deseja ver Cristo face a face na vida futura precisa, neste mundo, vê-lo pela fé. Cremos agora no que não vemos (1Pe 1.8); mas precisamos crer, do contrário nunca veremos. Pois, como John Owen solenemente escreveu: “No futuro, nenhum homem contemplará a glória de Cristo por vista se não o contemplar neste mundo, em certa medida, pela fé”. Ele adiciona que, assim como a graça nos prepara para a glória, a fé nos prepara para a vista. Com isso em mente, tomamos as palavras de Samuel Rutherford como nossas: “Ó meu Senhor Jesus Cristo, se eu pudesse estar no céu sem ti, o céu seria o inferno; e se eu pudesse estar no inferno, mas ter a ti comigo, o inferno seria o céu para mim”. Afinal, “estar com Cristo” é infinitamente melhor que qualquer outra coisa (Fp 1.23). Assim, nosso coração deveria, pela fé, agora estar no céu, onde Jesus, nosso maior tesouro, reside (Lc 12.34; 2Co 4.18; Cl 3.1,2). Isso destaca outro ponto: o desejo do céu — que todos admitiremos ser melhor que o inferno — precisa ser o desejo de Cristo no céu. Até o ladrão moribundo na cruz pediu: “Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino” (Lc 23.42). Pela fé, um ato extraordinário nessa circunstância, o criminoso desejava estar no reino de Cristo, não só em um lugar melhor. Jesus respondeu: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43). Jesus lhe concedeu o pedido e reafirmou que a alegria real do paraíso seria estar com o Salvador. Não é sem motivo que a Bíblia termina com Cristo, o centro do céu (Ap 21–22). O Senhor do céu está assentado no trono, seu lugar por direito.
A visão que teremos de Cristo no céu será imediata. Em outras palavras, não haverá nada entre nós e ele a não ser o Espírito nos vivificando o corpo e a alma para nos capacitar a contemplar a glória de Cristo. Nossa visão também será direta. Ele, em sua glória, aparecerá diante de nós: “Haveremos de vê-lo como ele é” (1Jo 3.2). Ensina-se corretamente aos cristãos que eles não pecarão no céu. Mas isso não decorre de sermos santos ao extremo, e sim porque não conseguiremos tirar os olhos de Jesus. Recebemos a ordem de fixar os olhos em Jesus nesta vida (Hb 12.2) porque viveremos assim na eternidade. Quando olhamos para ele, não pecamos; quando olhamos para longe dele, colocamo-nos em grave perigo. No céu, a visão perpétua dele removerá esse perigo para sempre.
1Coríntios 13.13 “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.”
Paulo termina como uma tríade preciosa. Essas três virtudes são conhecidas na teologia como as virtudes teologais - são as três irmãs divinas.
Mark Jones: Gosto de imaginá-las como as três belas irmãs filhas de Jó a dançar juntas, de mãos dadas, em volta de um círculo. Mas tarde, uma das irmãs, o amor, se separa da fé e da esperança e dança sozinha para sempre, enquanto a fé e a esperança somem de cena. A fé e a esperança se encontravam ali para ajudar o amor em seu trajeto até ela estar Madura o suficiente para permanecer sozinha, pois ela existe como a maior das irmãs e merece a preeminência, da mesma forma que Cristo permanece o maior dos filhos dos homens e merece o mesmo.
Toda a vida cristã procede da fé, da esperança e do amor. Tudo o que fazemos como cristãos se relacionado com essas três virtudes. Essa tríade aparece o tempo várias vezes no NT:
1Tessalonicenses 1.3 “recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa , da abnegação do vosso amor e da firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo,”
1Tessalonicenses 5.8 “Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos da couraça da e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação;”
Gálatas 5.5–6 “Porque nós, pelo Espírito, aguardamos a esperança da justiça que provém da . Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a que atua pelo amor.”
Colossenses 1.4–5 “desde que ouvimos da vossa em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos os santos; por causa da esperança que vos está preservada nos céus, da qual antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho,”
Hebreus 6.10–12 “Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos. Desejamos, porém, continue cada um de vós mostrando, até ao fim, a mesma diligência para a plena certeza da esperança; para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela e pela longanimidade, herdam as promessas.”
1Pedro 1.3–8 “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a , para a salvação preparada para revelar-se no último tempo. Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa , muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória,”
É interessante que talvez Paulo esteja fazendo um paralelo entre esses três dons salvíficos - fé esperança e amor - e os três dons extraordinários - línguas, profecia e mistério. Parece que Paulo está dizendo as línguas, profecia e mistério cessaram ou cessariam no tempo dele, mas a fé , esperança e amor continuariam. Mas aí Paulo acrescenta um detalhe importante que ele não mencionou em outros lugares - que destes últimos 3, o amor é o maior deles. Por quê? Porque ele permanece para sempre. Enquanto a fé e a esperança se consumam na vinda de Cristo, o amor permanecerá eternamente.
O que devemos aprender com Paulo é isto: sua vida só será eterna e abundante se você foi alcançado pelo amor de Deus, e se você o ama com todas as suas forças, alma, entendimento e coração. A pergunta que eu faço a você hoje e que você deve se fazer todos os dias, não a respeito dos dons extraordinários, não é se você fala em línguas, não se você sonhos e visões, mas é: o quanto você ama ao SENHOR? O quanto você crê nele, e o quanto você deseja a sua vinda? Você ama o Senhor Jesus com tudo o que você é, com tudo o que você tem? Você quer estar com ele, viver para ele, falar com ele, falar dele, ser parecido com ele; você quer promovê-lo, torná-lo famoso, visto; você quer Jesus mais hoje do que ontem? Talvez você não se sinta amado por algum motivo, mas crente, saiba que Cristo ama você, ele se entregou por você. O amor de Cristo é eterno, ele não é maior hoje do que foi ontem. Ele não deixa de me amar por causa dos meus erros, ele me ama do mesmo jeito, do início ao fim, e seu amor nunca falhará. Ele assim ele quer que sejamos, com um amor sincero, duradouro e transformador, para sempre. Esse é o céu que aguardamos.
Jonathan Edwards: O amor santos será sem quaisquer resquícios de qualquer princípio contrário, não havendo orgulho ou egoísmo a interrompê-lo ou a obstruir seu exercício. O coração deles estará saturado de amor. Aquilo que ocupava o coração aqui na terra, como um mero grão de mostarda, no céu será como uma imensa árvore. A alma que neste mundo possuía em si apenas uma pequena fagulha de amor divino, no céu ela se transformará, por assim dizer, numa radiante e ardente chama, como o sol em seu brilho mais pleno, quando nenhuma mancha o empana. No céu não haverá qualquer resquício de inimizade, ou aversão, ou indiferença, ou apatia no coração para com Deus e Cristo.[...] No céu não haverá muro de separação para manter os santos afastados, nem serão impedidos, pela distância residencial, do pleno e completo desfrute do amor recíproco; pois todos estarão juntos, como uma família, na casa celestial de seu Pai. Nem haverá qualquer falta de plena familiaridade a obstruir a maior intimidade possível; e muito menos haverá entre eles qualquer desentendimento, ou má interpretação de coisas ditas ou feitas entre si. Não haverá desu nião em razão da diferença de temperamento, ou de costumes, ou de circunstâncias, ou de opiniões diversas, ou de interesses, ou de sentimentos, ou de afinidades; mas todos viverão unidos nos mesmos interesses, e todos igualmente aliados ao mesmo Salvador, e todos envolvidos numa só atividade, servindo e glorificando ao mesmo Deus.
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