Filipenses 3:7-

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Versículos a recordar

Filipenses 1.6 “6 Estou plenamente certo de que aquele que c_____________ boa obra em vós há de c_____________ até ao Dia de Cristo Jesus.”
Filipenses 1.21 “21 Porquanto, para mim, o _____________ é Cristo, e o morrer é l_____________.”
Filipenses 2.5–7 “5 Tende em vós o mesmo s_____________ que houve também em Cristo Jesus, 6 pois ele, s____________ em f_____________ de Deus, não julgou como u_____________ o ser igual a Deus; 7 antes, a si mesmo se e_____________, assumindo a forma de s_____, tornando-se em semelhança de h_____________; e, reconhecido em f_______ h________,”
Filipenses 2.13 “13 porque Deus é quem e_____________ em vós tanto o q______ como o r__________, segundo a sua boa v__________.”
Filipenses 4.4 “4 A________ s___________ no S________; outra vez digo: a_____________.”
Filipenses 4.6–7 “6 Não andeis a_____________ de coisa alguma; em tudo, porém, sejam c_________, diante de Deus, as vossas p_____________, pela o_______ e pela s_____________, com ações de g________. 7 E a p______ de Deus, que excede todo o e_____________, guardará o vosso c_________ e a vossa m_________ em Cristo Jesus.”
Filipenses 4.8 “8 Finalmente, irmãos, tudo o que é v_____________, tudo o que é r__________, tudo o que é j______, tudo o que é p______, tudo o que é a________, tudo o que é de boa f______, se alguma v_____________ há e se algum l______ existe, seja isso o que ocupe o vosso p_____________.”
Ler a partir do 1 ao 11
Filipenses 3.7–11 (ARA)
7Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. 
8Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo 
9e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; 
10para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; 
11para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos.
📖 7Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. 
Após Paulo enumerar sete motivos de orgulho religioso como resultado do seu zelo e empenho, Paulo entra agora numa contabilidade estranha pois, ele tinha duas colunas, a do lucro e a das perdas, agora, ele pega em tudo o que tinha na coluna do lucro e coloca na coluna das perdas. Isto acontece de tal forma que Paulo em vez de numerar uma a uma as suas vantagens religiosas, ele agora mete tudo no mesmo saco passando de plural para singular (…o que era lucro…)
“…era lucro…” :
De notar que, estamos habituados a que as pessoas se convertam dos seus pecados tantas vezes associado a más obras, violência, prazeres carnais, etc… no entando, Paulo vem de uma vida religiosa onde se destacava pela sua devoção e zelo religioso. Ou seja, a vida passada de Paulo não era uma vida de droga, prazeres ou maus hábitos, mas de uma devoção religiosa “a Deus”!!
Isto não significa que Paulo era menos pecador do que uma prostituta, mas realça ainda mais o facto de ele considerar tudo isso como perda pois, todas estas conquistas e feitos religiosos eram um empecilho que o separava da salvação pela graça pois ele pensava que era salvo pelas suas obras.
Pergunta❓: Que coisas hoje em dia podem ser consideradas humanamente ou religiosamente corretas, mas que são um empecilho á salvação das almas? Porque é que são um empecilho?
R:.Tudo aquilo em que confiamos mais do que em Cristo: orgulho pessoal, posição social, ministério, talentos, reputação ou até a própria religiosidade.
“…isto considerei perda…”
Lembremos que havia judaizantes que estavam a entrar na igreja e a querer que os cristãos também cumprissem com as obras da lei, circuncisão, rituais, etc… Tentem imaginar, as caras de alguns deles ao ver Paulo a descrever sete coisas que ele tinha alcançado como poucos conseguiram, e agora a dizer que considerava tudo isso como perda.
“…por causa de Cristo…”
Esta mudança drástica de lucro para perda, não é o foco de Paulo, o foco de Paulo é Cristo. Cristo é tão importante que, tudo aquilo que turve a comunhão com Ele, é lixo e perda. Notem que Paulo não acrescentou Cristo ao que já tinha, Paulo depositou toda a sua confiança em Cristo e nada mais.
Há um filme que não me deixa esquecer de uma cena, a Múmia, creio que foi o primeiro, quando a múmia sai do sarcófago e vai matando os exploradores, a certa altura chega a um que fica entre ela e uma parede, então ele, que tinha imensos amuletos ao pescoço, começa um a um a fazer rezas para ver qual deles funciona na múmia, prá aí no terceiro ou quarto a múmia reage positivamente ao ouvir uma reza na sua língua passada.
Pergunta❓: Qual o problema de Paulo acrescentar a tudo aquilo que havia conquistado religiosamente, Cristo? Não poderiam as duas bagagens coexistir?
Aquilo que Paulo estava a ensinar aos filipenses, ele estava-o a viver na prática da sua vida. Paulo estava a combater o sincretismo, ou seja, a fusão de doutrinas de diferentes religiões.
Com este combate, Paulo não transmite apenas que Cristo deve ser o foco mais importante do nosso “lucro”, mas sim, o único foco de lucro da nossa vida - “…por causa de Cristo…”
O coração humano deseja mérito e controlo. Cristo basta, não precisa de ajudas nem de melhorias, Ele é perfeito!
📖 8Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo 
Agora, neste versículo, deparei-me com uma dificuldade que queria abordar aqui
“… deveras considero tudo como perda” - Paulo reforça a idéia do verso anterior ao adicionar a palavra “tudo”, traz para o discurso de Paulo não só as “vantagens” religiosas que ele acabou de mencionar, mas também, todo o seu ministério e tudo o que fez na vida.
“…as considero como refugo…” - Refugo poderia indicar dois significados, desde o lixo deitado aos cães selvagens até ao excremento.
Pergunta❓: Estará Paulo a chamar as viagens missionárias que fez, as igrejas que fundou, todo o ministério que executou, etc.. de excremento?
Não é que o “tudo” seja imoral ou errado, mas que diante da glória e do valor de Cristo, até as melhores coisas não servem para o propósito da salvação — são, portanto, “refugo” se alguém tentar ganhar Cristo por meio delas.
Em outras palavras: - “Não posso confiar no meu currículo religioso — mas também não posso confiar no meu ministério atual — como base da minha salvação diante de Deus.”
Mesmo as boas obras de Paulo não acrescentam nada à sua posição em Cristo; o ganho é somente Cristo.
Paulo não deprecia o ministério, mas relativiza-o em relação ao evangelho:
Se o ministério servir para conhecer mais Cristo (…sublimidade do conhecimento de Cristo…) e torná-lo conhecido, ele é ganho.
Se se tornar motivo de orgulho, identidade ou segurança, ele é refugo.
Assim como o nascer do sol apaga a luz das estrelas, e assim como a presença de uma pérola de grande valor apaga o brilho das demais gemas, assim também a comunhão com Cristo eclipsa o brilho de todas as coisas
📖 9e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; 
“…para ganhar a Cristo e ser achado Nele…”:
Paulo está com isto a dizer que não conseguimos ter a salvação pelos méritos humanos e pelos méritos de Cristo no mesmo barco. Eu preciso de deixar de confiar nas minhas obras, nos meus esforços, nas minhas conquistas, para então, poder confiar em Cristo, ganhar a Cristo e ser achado nele.
Antes de entrarmos na outra parte deste versículo, precisámos de trazer para a mesa algo que é óbvio segundo a bíblia mas, com a secularização, parece que é questionável. Precisámos de trazer á memória que Deus está irado connosco:
Somos pecadores, por natureza e por prática;
Estamos condenados, como um ladrão apanhado pela polícia em pleno crime;
Deus é Santo, por isso não aceita pecado na Sua presença;
Deus é justo, Ele não passa a mão por cima do nosso pecado.
O salário do pecado é a morte
Resumindo, todos nós estamos condenados diante de Deus ao inferno, porque Ele é santo e nós somos pecadores, não há cunhas nem atalhos para Deus, merecemos a morte eterna! Como sabemos isto? Paulo continua…
“…não tendo justiça própria, que procede da lei…”
Aqui, Paulo afirma que a sua justiça própria procede da lei, ele cumpria a lei mosaica como poucos o conseguiam fazer, mas ainda assim, ele sabia que não a conseguia cumprir perfeitamente, falhando num pequeno ponto, falha em toda a lei. Isso quer dizer que a lei é má? Não, a lei é boa e serve para cada um de nós ver como não a consegue cumprir. Por mais que nos esforcemos para a cumprir, sempre vamos falhar. É claro que merecemos a morte, não conseguimos ser justos perante a lei, Paulo, por isso, abdicou dela, por outra:
“se não a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé…”
Paulo sabe que é justificado diante de Deus porque é o próprio Deus quem o justifica. Como? Através de Cristo.
Cristo nasceu neste mundo como nós mas, sem pecado
Cristo cumpriu a lei que eu e tu não conseguíamos;
Cristo morreu na cruz como todo o pecador merecia;
Cristo ressuscitou ao terceiro dia como prova de que tudo o que prometeu ele cumprirá!
Ele prometeu salvar todo aquele que nele crer!
Pergunta❓: Como é que Deus sendo justo e santo, justifica pecadores?
R:. Por meio da imputação ————EU-CRISTO
Por meio de Cristo Jesus, os nossos pecados foram imputados a Cristo quando Ele morreu na cruz, e assim a justiça de Deus foi satisfeita, mas isso é só metade do caminho, e agora limpos do pecado, qual o passo seguinte?
A justiça que estava em Cristo por causa da sua vida perfeita, é imputada a cada um de nós. Se cremos nisto, então temos fé no Senhor Jesus.
Nós não podemos ser salvos sem ser justificados!
📖 10para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; 
“…para o conhecer…” - Agora justificado, Paulo tem um propósito apenas.Conhecer a Cristo!
Intelectualmente - Os seus ensinos, a sua doutrina, os seus conselhos, a sua vida, a sua autoridade, etc…
Vivencialmente - ou seja, praticando os seus ensinos, vivendo segundo os seus conselhos, reconhecendo a sua autoridade, etc…
“…e o poder da sua ressurreição…” - o conhecimento que Paulo quer ter de Cristo, assim como o conhecimento de todos nós de Cristo, é potenciado ao entender o que aconteceu quando Cristo ressuscitou dos mortos:
Deus, ao ressuscitar Cristo dentre os mortos, estava a fazer muito mais do que dar uma nova vida a Cristo depois da morte, foi o efeito do poder de Deus no cabeça da igreja em prol de todo o corpo que somos nós! E não só isso mas, foi o início da renovação de toda a criação!
Sempre que vemos viciados a terem vidas transformadas é o poder da sua ressurreição a operar!
Sempre que vemos vidas com hábitos pecaminosos a mudarem, é o poder da sua ressurreição a operar!
Sempre que vemos uma pessoa a ser curada, é o poder da sua ressurreição a operar!
Sempre que vemos cristãos a serem perseguidos na Nigéria mas a não negarem a sua fé, é o poder da sua ressurreição a operar.
O poder, que operou a ressurreição de Cristo, é o mesmo poder que atua nas nossas lutas contra o pecado, nos nossos enfrentamentos contra o mundo e também quando somos alvo de satanás.
“…e a comunhão dos seus sofrimentos…” - Paulo não quer somente conhecer a Cristo e o seu tremendo poder, ele quer também conhecer a Cristo nas suas dores:
Não que tenha faltado a Cristo algum sofrimento para que fôssemos salvos, mas Paulo ao ser perseguido, açoitado, preso, etc.. NÃO PEDE PARA QUE O SENHOR O LIVRE DELES MAS SIM PARA QUE CONHEÇA MAIS A CRISTO ATRAVÉS DELE! Sim porque, quem se envolve na obra de Cristo:
Vai sofrer perseguição como Cristo;
Vai sofrer abandono como Cristo;
Vai sofrer calúnias como Cristo;
Paulo olha para o sofrimento por causa do evangelho, não como algo a evitar, mas como algo que o ajuda a identificar-se com Cristo!
Pergunta❓: Como é que os sofrimentos podem aproximar-nos mais de Cristo em vez de nos afastarem?
R:. Porque nos fazem depender mais d’Ele e experimentar a Sua presença de modo mais íntimo. O sofrimento é o contexto onde o amor e a fidelidade de Cristo se tornam mais reais e preciosos.
“…conformando-me com ele na sua morte…” - conformar-se significa no original, “ter a mesma forma” ou “ser moldado segundo”
Paulo está a dizer: “Quero viver de tal forma unido a Cristo, que a minha antiga vida — dominada pelo pecado e pela confiança em mim mesmo — esteja realmente crucificada com Ele.”
É a mesma ideia de Gálatas 2:20: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.”
Portanto, “conformar-se com Ele na morte” é participar espiritualmente na morte de Cristo, de modo que o nosso velho eu morra diariamente e uma nova vida surja pelo Espírito.
Paulo quer que cada área da sua vida seja progressivamente moldada pela cruz. Isso significa:
Morrer ao orgulho, escolhendo humildade.
Morrer à vontade própria, submetendo-se à vontade de Deus.
Morrer ao pecado, escolhendo santidade.
Morrer ao amor pelo mundo, escolhendo os valores eternos.
É como se dissesse: “Quero que a cruz molde as minhas atitudes, decisões e reações.”
📖 11para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos.
Com esta expressão, Paulo não está a lançar a dúvida sobre a sua salvação, várias vezes ele já demonstrou nas suas cartas que tinha a certeza. Paulo está a humilhar-se ao falar assim, abdicando de qualquer reivindicação pois a sua ressurreição virá pela graça somente.
O cristianismo não é simplesmente um religião, é uma relação. Paulo disse que a sua meta era conhecer a Cristo nas mais diversas áreas. Todas as coisas religiosas cristãs que se fazem, só são válidas se a meta é conhecer a Cristo
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