A Promessa do Espírito Santo

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Texto: Joel 2.28–32

28 - “E acontecerá, depois disso, que derramarei o meu Espírito sobre toda a humanidade. Os filhos e as filhas de vocês profetizarão, os seus velhos sonharão, e os seus jovens terão visões.
29 - Até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias.
30 - Mostrarei prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e colunas de fumaça.
31 - O sol se transformará em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR.”
32 - E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo. Porque, no monte Sião e em Jerusalém, estarão os que forem salvos, como o SENHOR prometeu; e, entre os sobreviventes, aqueles que o SENHOR chamar.

Introdução – O “depois” de Deus

Joel profetiza a um povo que estava em ruínas. Os campos haviam sido destruídos, a alegria havia desaparecido, e o culto havia virado formalidade.
Mas Deus não se cala diante de um povo desvastado — Ele fala. E a palavra dEle começa com uma condição:
“Convertei-vos a mim de todo o vosso coração…” (2.12)
Antes de qualquer promessa, Deus chama à restauração do coração.
E então, depois de falar sobre a volta da chuva, da colheita e da alegria, Ele diz algo ainda maior:
“E acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda carne…”
Esse “depois” não é sobre tempo — é sobre o postura e posicionamento.
Não há derramamento do Espírito sem retorno a Deus.
Esperar o Espírito sem quebrantamento é desejar poder sem presença.
Mas quando o povo se volta, Deus não apenas restaura o passado — Ele inaugura um novo tempo.

O derramamento do Espírito é a resposta de Deus a um povo que volta para Ele

O texto começa dizendo:
“E acontecerá depois que derramarei o meu Espírito…”
Esse derramamento não é obra humana.
Não é programa de igreja, nem emoção coletiva.
É uma promessa soberana de um Deus que cumpre o que diz.
Joel faz um paralelo bonito entre a chuva que descia sobre a terra e o Espírito que desce sobre o coração.
Assim como a chuva regenera o solo seco, o Espírito regenera a alma cansada.
Ele vem sobre o povo como torrente, não como filete.
Deus não dá o Seu Espírito por medida — Ele derrama.
E o mais belo é que essa promessa não ficou presa em Joel.
Pedro a cita em Atos 2, dizendo:
“Nos últimos dias, diz o Senhor, derramarei do meu Espírito sobre toda carne.”
Ou seja: o “depois” de Joel começou em Pentecostes, e continua em cada geração que se volta para Deus.
Ainda há mais do Espírito para quem tem sede. Ainda há uma medida de graça para quem não se acomoda.
O problema da igreja nunca foi falta de influência externa, mas falta de poder interno.
Quando o Espírito é derramado, o medo se transforma em coragem, a apatia em missão, e o desânimo em propósito.

O Espírito restaura gerações e devolve visão ao futuro

“Vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões…”
Esse é o retrato de uma sociedade espiritual saudável.
Onde há Espírito, há continuidade.
Onde o Espírito age, o legado não morre — ele se renova.
Os velhos sonham de novo. Deus devolve futuro a quem achava que só tinha passado.Ele cura a nostalgia e desperta novos sonhos.
Os jovens têm visões. O Espírito dá discernimento e propósito à nova geração, para que caminhe com sabedoria, não apenas com força.
Os filhos e filhas profetizam. O futuro não será moldado por vozes estranhas, mas por corações ensináveis, cheios da Palavra e do Espírito.
Quando o Espírito é derramado, o abismo entre gerações é fechado.
Velhos e jovens não competem — cooperam.
Filhos não se perdem — são discipulados.
E a fé deixa de ser lembrança e se torna legado.
Esse é o verdadeiro avivamento: quando o Espírito reconstrói pontes e realinha gerações para um mesmo propósito.
O que Deus começa num pai, Ele continua num filho. E o que o Espírito acende numa geração, Ele não deixa apagar na próxima.

O Espírito quebra barreiras e torna o povo inteiro participante da obra

“Até sobre servos e servas derramarei o meu Espírito…”
Joel está dizendo que não há casta espiritual. O Espírito de Deus não é elitista.
Ele não escolhe com base em status, gênero ou idade.
Ele sopra sobre quem tem o coração voltado para Deus.
Quando o Espírito é derramado:
O invisível ganha voz.
O simples se torna instrumento.
O improvável vira testemunha.
Esse é o milagre da graça: Deus não apenas visita os altares — Ele visita as cozinhas, os hospitais, os bastidores, os lugares silenciosos.
Ele unge quem ninguém esperava.
Porque onde há entrega, há derramamento.

O Espírito traz consciência de eternidade

“Mostrarei prodígios no céu e na terra… antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor.”
Joel une graça e juízo, porque o mesmo Espírito que consola também desperta.
O derramamento não é apenas um convite à experiência, mas um alerta de eternidade.
Pedro cita essas palavras em Atos 2 para mostrar que o tempo final já começou.
Vivemos “nos últimos dias”, o tempo entre o derramar e o retorno de Cristo.
Por isso, uma igreja cheia do Espírito não vive distraída. Ela ora, serve, se santifica e permanece fiel.
Avivamento não é agitação — é alinhamento.
É o Espírito nos preparando para o encontro com o Senhor.

O Espírito abre o caminho da salvação

“E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.”
Essa é a grande conclusão da profecia. A salvação é universal no alcance, mas pessoal na resposta.
“Todo aquele” — ninguém está excluído. Mas também: “os que o Senhor chamar” — ninguém vem senão pela graça.
A restauração espiritual não termina em nós.
O mesmo Espírito que nos cura, nos envia.
O mesmo fogo que nos consome, nos comissiona.
O mesmo derramar que nos renova, nos move em missão.
Um povo cheio do Espírito é um povo que clama, que intercede, que chama outros para o mesmo arrependimento que experimentou.

Conclusão – O futuro começa quando o Espírito é bem-vindo

Joel fala de um tempo em que o povo voltaria a florescer — não porque as circunstâncias mudaram, mas porque o Espírito de Deus foi derramado sobre eles.
O que antes era deserto se tornaria campo fértil.
O que antes era vergonha se tornaria testemunho.
O que antes era silêncio se tornaria canção
Quando o Espírito é bem-vindo:
o arrependimento limpa o caminho,
a fé reacende o coração,
as gerações se unem,
e o povo volta a enxergar o amanhã
“O derramamento do Espírito é o sopro de Deus devolvendo fôlego a um povo que havia parado de sonhar.”

Apelo pastoral:

Senhor, derrama o Teu Espírito sobre nós outra vez.
Não apenas para nos consolar, mas para nos alinhar.
Não apenas para nos emocionar, mas para nos transformar.
Que cada geração nesta casa volte a sonhar.
Que cada família volte a Te invocar.
E que o Teu povo volte a viver com os olhos no futuro e o coração no céu.
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