O Deus que cumpre suas promessas - Parte 2

Cristiano Gaspar
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Introdução - Cristo é o Clímax da Promessa

Atos dos Apóstolos 13.26–37 NAA
26 — Irmãos, descendência de Abraão e todos vocês que temem a Deus, a nós foi enviada a palavra desta salvação. 27 Pois os moradores e as autoridades de Jerusalém, não conhecendo Jesus nem as palavras dos profetas que são lidas todos os sábados, cumpriram as profecias, quando condenaram Jesus. 28 E, embora não achassem nenhuma causa de morte, pediram a Pilatos que ele fosse morto. 29 Depois de cumprirem tudo o que estava escrito a respeito dele, tirando-o do madeiro, puseram-no em um túmulo. 30 Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos, 31 e durante muitos dias ele foi visto pelos que o tinham acompanhado da Galileia para Jerusalém, os quais são agora as suas testemunhas diante do povo. 32 E nós anunciamos a vocês o evangelho da promessa feita aos nossos pais, 33 como Deus a cumpriu plenamente a nós, seus filhos, ressuscitando Jesus, como também está escrito no Salmo número dois: “Você é meu Filho; hoje eu gerei você.” 34 — E quanto ao fato de que o ressuscitaria dentre os mortos para que jamais voltasse à corrupção, Deus o expressou desta maneira: “E cumprirei a favor de vocês as santas e fiéis promessas feitas a Davi.” 35 — Por isso, também diz em outro Salmo: “Não permitirás que o teu Santo veja corrupção.” 36 — Porque tendo Davi, no seu tempo, servido conforme o plano de Deus, morreu, foi sepultado ao lado de seus pais e viu corrupção. 37 Porém aquele a quem Deus ressuscitou não viu corrupção.
Imagine um grande enredo sendo tecido ao longo dos séculos. Cada geração contribui com um fio, mas a trama completa só se revela no final. Foi assim com a história da redenção: Deus vinha, geração após geração, preparando o cenário para o momento em que todas as promessas se encontrariam em um único ponto: Cristo.
Paulo está na sinagoga de Antioquia da Pisídia e, depois de revisitar toda a história de Israel (vv.16–25), ele chega agora ao clímax do seu sermão. Ele mostra que o Deus que agiu no passado: escolhendo, libertando, suportando e conduzindo Seu povo e finalmente cumpriu Suas promessas ao enviar o Salvador.
O versículo 26 é o divisor de águas: “A nós foi enviada a palavra desta salvação.”
É como se Paulo dissesse: “Tudo o que vocês ouviram sobre Abraão, Moisés e Davi apontava para este momento. A promessa não está mais pendente. Ela se cumpriu. O Salvador veio.”
Paulo quer que a sinagoga entenda que o evangelho não é algo novo, mas a realização do antigo plano de Deus. O Deus da história agora se revelou em Cristo.
É um sermão sobre continuidade e cumprimento. O evangelho não rompe com o Antigo Testamento, ele o conclui. A cruz não é um erro trágico, é a execução perfeita do plano eterno. A ressurreição não é uma lenda, é a confirmação pública da fidelidade divina.
A partir desse ponto, Paulo mostrará três grandes verdades:
A promessa feita agora se cumpre (vv.26–27)
A cruz é o plano de Deus se cumprindo (vv.28–29)
A ressurreição é o selo da promessa (vv.30–37)
Esses três movimentos formam o coração da pregação apostólica, uma exposição da fidelidade de Deus revelada em Cristo. E a pergunta que paira sobre o texto é a mesma que precisamos fazer hoje: Se Deus cumpriu Suas promessas na cruz e na ressurreição, por que ainda duvidamos de Sua fidelidade em nossas próprias histórias?

1. A promessa feita agora se cumpre (vv.26–27)

Paulo começa a segunda parte do seu sermão com um anúncio: a promessa de Deus chegou. A espera terminou. O que os patriarcas ansiavam, o que os profetas previram, o que as gerações aguardaram, agora se cumpre.
Ele se dirige à plateia com ternura e inclusão: “Irmãos, filhos de Abraão, e também vocês que temem a Deus.” Essa expressão mostra o coração pastoral do apóstolo. Ele fala tanto aos judeus quanto aos gentios tementes a Deus que frequentavam a sinagoga. O evangelho é para todos, é o mesmo Deus da história abrindo os braços para um novo povo.
Mas Paulo também apresenta uma tragédia espiritual: os que mais conheciam as Escrituras foram os que menos reconheceram o Messias. Eles “não reconheceram a Jesus nem as palavras dos profetas” e, paradoxalmente, as cumpriram ao condená-lo.
Tony Merida chama isso de “a ironia dolorosa da incredulidade religiosa”: “Eles conheciam a Palavra de Deus, mas não reconheceram o Deus da Palavra.”
Os líderes de Jerusalém liam as profecias todos os sábados, mas não perceberam que Aquele sobre quem liam estava entre eles. Eles se tornaram personagens involuntários da própria Escritura que recitavam. Cumpriram as profecias sem compreendê-las.
Aplicação: Essa é uma advertência necessária também à igreja. Podemos ser profundamente religiosos e, ainda assim, espiritualmente cegos. Podemos citar textos bíblicos e, mesmo assim, perder o Cristo das Escrituras. O perigo da religiosidade é transformar a Palavra em rotina e o evangelho em ruído.
Quantas vezes participamos do culto, ouvimos sermões, cantamos sobre a cruz, mas sem deixar que o Cristo ressurreto confronte o coração? Podemos estar tão acostumados à forma que deixamos de ouvir a voz.
Paulo está dizendo: “Vocês esperavam um Salvador e Ele veio, mas muitos não o reconheceram.” E é isso que transforma esse versículo em apelo: o evangelho exige mais do que informação; exige reconhecimento. Não basta saber que Deus cumpre promessas; é preciso ver Cristo como o cumprimento delas.
Tim Keller comenta algo semelhante sobre o evangelho: “A incredulidade não é falta de informação, mas resistência do coração àquilo que Deus revela.”
A incredulidade não se revela só no ceticismo, mas também em uma religiosidade vazia de piedade, as vezes encharcada apenas de moralismo. A fé verdadeira é encarnacional.*
Aqueles que rejeitaram Jesus não o fizeram por falta de dados, mas por orgulho. Não é a toa que a Deus trata com tanta ceveriade esse pecado, a ponto de se opor aos orgulhosos. Eles queriam um Messias moldado à sua expectativa, um libertador político, não um Cordeiro sofredor. E é aqui que o texto nos alcança: toda vez que tentamos adaptar Jesus às nossas agendas, repetimos o erro deles.
A verdadeira fé começa quando paramos de projetar em Deus o Messias que queremos e passamos a adorar o Messias que Ele enviou.
Paulo abre o ponto central do seu sermão com esse contraste: os religiosos cumpriram as Escrituras, mas perderam o Cristo. Agora ele nos convida a olhar para a cruz, o lugar onde essa ironia se torna redenção: o plano de Deus se cumprindo por meio da incredulidade humana.

2. A cruz: o plano de Deus se cumprindo (vv.28–29)

“E, se bem que não acharam nele motivo algum de morte, pediram a Pilatos que o matasse. E, depois de cumprirem tudo o que dele estava escrito, tirando-o do madeiro, o puseram em um túmulo.” (Atos 13:28–29)
Paulo segue avançando no relato e chega ao ponto mais doloroso da história, a cruz. Mas, diferente do olhar humano, ele não a apresenta como uma tragédia a ser lamentada, e sim como a execução perfeita do plano eterno de Deus.
Observe novamente o verbo que domina esse trecho: “cumpriram”. Os homens agiram movidos por ódio e injustiça, mas, sem perceber, estavam cumprindo as Escrituras. A cruz, aos olhos humanos, é a derrota do justo; aos olhos de Deus, é o triunfo da graça.
Paulo não descreve a crucificação como um acidente divino, mas como a concretização do propósito divino. Nada na morte de Cristo foi improviso. O sofrimento não pegou Deus de surpresa, estava previsto, planejado e prometido.
Isaías já havia dito: “Todavia, ao Senhor agradou esmagá-lo, fazendo-o sofrer…” Isaías 53.10 E o próprio Jesus afirmou: “O Filho do Homem será entregue nas mãos dos pecadores...” (Lc 24.7).
Ou seja, a cruz estava no centro da história antes que a história começasse. Paulo não suaviza o papel da humanidade, os líderes pediram sua morte, Pilatos consentiu, e os soldados o crucificaram, mas, ao mesmo tempo, ele mostra que nenhum deles saiu do controle soberano de Deus. Os homens foram responsáveis, mas Deus foi o autor do enredo.
Tim Keller explica isso de modo brilhante: “A cruz é o ponto onde o pior mal humano e o maior amor divino se encontram sem se anularem.”
A injustiça humana não anulou o amor de Deus; foi o palco em que ele brilhou com mais força. Enquanto os homens tramavam a morte do Filho, o Pai planejava a salvação dos filhos.
Aplicação: A cruz redefine nossa visão de sofrimento e controle. Se até o maior mal da história, a crucificação do Filho de Deus, aconteceu dentro do plano soberano do Pai, então nenhum sofrimento nosso está fora desse mesmo cuidado. O Calvário prova que Deus não apenas permite o mal, mas o transforma em parte do Seu propósito redentor.
Você já percebeu que a cruz é o maior testemunho de que Deus está no controle mesmo quando tudo parece fora do controle? Naquele dia, os discípulos fugiram, o céu escureceu, o corpo foi sepultado, parecia o fim. Mas, para Deus, era o começo da restauração.
A fé madura reconhece isso: a cruz não é o ponto final da história, é o ponto de virada. A salvação não brota da ausência de dor, mas da dor redimida. O túmulo que os homens lacraram, Deus o transformou em porta aberta.
Assim, quando Paulo menciona o madeiro e o sepultamento, ele está mostrando que Deus escreveu a linha mais brilhante da Sua fidelidade no momento mais escuro da humanidade.
A cruz é a prova eterna de que o amor de Deus não é apenas declarado, é demonstrado, planejado e cumprido. E o túmulo que Paulo cita prepara o terreno para o próximo movimento: se a cruz mostra o amor planejado, a ressurreição mostrará o amor comprovado.

3. A ressurreição: o selo da promessa (vv.30–37)

O “mas” do versículo 30 é uma das viradas mais poderosas da história da redenção. Tudo parecia terminado: o Filho de Deus havia sido executado, o corpo colocado em um túmulo, o céu escurecido. Mas, Deus o ressuscitou.
Essas quatro palavras mudam tudo. Elas transformam tragédia em triunfo, desespero em esperança, fim em começo. A ressurreição é o selo da fidelidade divina, a prova final de que Deus cumpre tudo o que promete.
Tony Merida diz: “Se a cruz é o clímax do amor de Deus, a ressurreição é o clímax do poder de Deus. Ambas são inseparáveis: o amor que se entregou é o mesmo poder que venceu.”
Paulo apresenta três linhas de evidência da ressurreição: histórica, bíblica e teológica. Todas entrelaçadas para mostrar que a fé cristã está enraizada em fatos, não em sentimentos.
A. A evidência histórica: testemunhas oculares
“Foi visto por muitos dias pelos que com ele subiram da Galileia a Jerusalém...”
Paulo começa pelo fato: Jesus ressuscitado foi visto, não por uma pessoa isolada ou visionária, mas por um grupo de discípulos que conviveram com Ele. Eles comeram com Ele, tocaram Nele, ouviram Sua voz. Essas testemunhas, agora apóstolos, anunciaram o que viram e estiveram dispostas a morrer por isso. A ressurreição não nasceu de uma imaginação coletiva, mas de um encontro real. O túmulo vazio foi o início de uma nova criação.
Aplicação: A fé cristã é racional, mas não é fria; ela é histórica e viva. Você não crê em uma ideia bonita, mas em um fato poderoso. O Cristo ressuscitado não é símbolo, é pessoa, e está vivo.
B. A evidência bíblica: o cumprimento das Escrituras
Paulo cita três textos do Antigo Testamento: Salmo 2, Isaías 55 e Salmo 16; e mostra como cada um deles apontava para a ressurreição.
Salmo 2:7 — “Tu és meu Filho; hoje te gerei.” Essa não é uma declaração sobre o nascimento de Jesus, mas sobre Sua entronização como Rei. A ressurreição é o momento em que o Pai o declara publicamente como o Filho exaltado. O “hoje” do Salmo é o dia em que a morte foi vencida.
Isaías 55.3 “… Porque farei uma aliança eterna com vocês, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi.” As promessas da aliança davídica: um trono eterno, um reino incorruptível; só poderiam se cumprir em alguém que não fosse vencido pela morte. A ressurreição é a confirmação de que Jesus é o herdeiro eterno de Davi.
Salmo 16:10 — “Não permitirás que o teu Santo veja corrupção.” Davi morreu e seu corpo se decompôs. Mas o Santo de Deus (Cristo) não viu corrupção. Ele saiu do túmulo intacto, vitorioso e glorificado.
Essas citações não são aleatórias. Paulo está dizendo: “A ressurreição não foi um improviso de Deus, mas o cumprimento daquilo que Ele mesmo havia prometido séculos antes.”
Aplicação: Quantas vezes duvidamos da fidelidade de Deus porque olhamos apenas para o momento? Mas a ressurreição prova que Deus sempre cumpre Sua palavra, ainda que demore séculos. Ele não esquece Suas promessas, Ele as ressuscita no tempo certo.
C. A evidência teológica: Davi apontava para Cristo
“Davi... serviu ao propósito de Deus em sua geração, adormeceu... e viu corrupção; mas aquele a quem Deus ressuscitou não viu corrupção.”
Paulo encerra sua argumentação com um contraste belíssimo: Davi foi servo fiel, mas mortal. Cristo é o Rei eterno, incorruptível. Davi serviu à sua geração; Cristo serve a todas as gerações.
O reinado de Davi terminou em um túmulo; o reinado de Cristo começou em um túmulo vazio.
A diferença entre Davi e Cristo é a diferença entre esperança temporária e esperança eterna. Todos os reis de Israel apontavam para um trono maior. Todos os sacrifícios do templo apontavam para um sacrifício definitivo. Todas as promessas do Antigo Testamento convergem em Jesus.

Aplicação:

Todo sistema humano, por mais grandioso que pareça, tem prazo de validade. Impérios caem, economias mudam, ideologias se contradizem, líderes são esquecidos. Mas o Reino de Cristo não tem data de expiração. A ressurreição é o lembrete de que todas as esperanças humanas são perecíveis, enquanto a esperança cristã é incorruptível.
Grande parte da nossa ansiedade nasce dessa inversão: esperamos demais daquilo que nunca prometeu nos salvar. Depositamos um tipo de “fé messiânica” em sistemas, partidos, governos ou causas; esperando que a política, a ciência ou o progresso resolvam o que apenas o evangelho pode redimir. E, quando essas esperanças terrenas falham (como sempre falharão), o coração se torna cínico e exausto. A alma, que deveria repousar na fidelidade de Deus, se torna refém de ciclos de medo e euforia.
Tony Merida observa que “a ressurreição muda o modo como esperamos: o cristão não vive debaixo da incerteza, mas debaixo da vitória já conquistada.” O poder que ressuscitou Cristo é o mesmo que hoje atua em nós (Ef 1.19–20). Isso significa que a esperança cristã não depende de reformas terrenas, mas de uma realidade celestial já iniciada, um Reino que não pode ser abalado.
Tim Keller costumava dizer que “o evangelho destrói tanto o pessimismo quanto o otimismo ingênuo”. Ele destrói o pessimismo porque Cristo ressuscitou. E destrói o otimismo ingênuo porque, apesar disso, o mundo ainda geme sob o pecado. A esperança cristã vive entre esses dois extremos: com os pés na terra, mas o coração no céu.
Imagine alguém preso em um elevador entre andares. Ele pode discutir política, estrutura, ventilação, mas nada disso o tira dali. O problema não é horizontal; é vertical. A libertação precisa vir de cima. Essa é a lógica do evangelho: nenhum sistema humano conserta o elevador. Precisamos de um Deus que desça, e Ele desceu, e venceu a morte.
A ressurreição é o fim de todo “messianismo político”. Ela afirma que o verdadeiro Rei já chegou, e Seu Reino já está sendo estabelecido, não por força ou voto, mas pelo poder de um trono vazio e de um túmulo vazio. Quando esquecemos isso, nossa alma se agita: tememos o futuro, idolatramos líderes, depositamos em causas passageiras o peso de uma eternidade que só Deus pode carregar. Mas quando lembramos disso, encontramos paz: podemos agir no mundo sem fazer dele o nosso deus. Podemos trabalhar, votar, lutar por justiça, sem perder o descanso em Cristo.
A esperança cristã não nos afasta do mundo; ela nos livra da ilusão de que o mundo pode nos salvar. E é por isso que o túmulo vazio garante mais do que vida depois da morte, ele garante vida antes da morte. Podemos viver com coragem e serenidade, porque a pior coisa que poderia nos acontecer, que é morrer, já foi vencida por Jesus. Por isso, nenhuma perda é o fim, nenhum fracasso é definitivo, e nenhuma morte é irreversível para quem está em Cristo.
A cruz mostra o amor planejado de Deus; a ressurreição mostra o poder cumprido de Deus. E juntos, ambos nos libertam da escravidão das esperanças frágeis.
Se Deus cumpriu Sua maior promessa, vencer a morte, então podemos descansar: Ele também cumprirá as menores. A ressurreição é a assinatura divina embaixo de cada palavra prometida. Ela nos recorda que o verdadeiro Rei já reina, e que nossa esperança nunca mais será provisória.

Conclusão — O Deus que cumpre o que promete

A ressurreição nos ensina a viver com esperança em meio ao transitório. O túmulo vazio é a prova de que tudo o que o homem constrói se desgasta, mas o que Deus cumpre permanece. Reinos caem, economias mudam, mas a fidelidade de Deus não expira. E é por isso que a fé cristã é mais do que crença, é descanso.
Se o Cristo ressuscitou, então nada está realmente perdido. Nenhum fracasso é final, nenhuma perda é definitiva, nenhuma lágrima é desperdiçada. A ressurreição é o lembrete de que a fidelidade de Deus sempre vence o tempo, o pecado e a morte.
Por isso, vivemos e servimos com um coração livre da ansiedade que vem de esperar demais deste mundo. Nós trabalhamos, contribuímos e servimos, não para tentar garantir o futuro, mas porque já o temos garantido em Cristo.
O mesmo Deus que cumpriu Sua promessa em Jesus continua cumprindo a Sua obra em nós. E isso nos chama a viver em gratidão, generosidade e comunhão, sinais visíveis de um coração que confia no Deus que cumpre o que promete.

Transição para o Momento de Dízimos e Ofertas

Quando Paulo fala da fidelidade de Deus, ele está falando de um Deus que dá, o Deus que entrega o Filho, o Deus que supre, o Deus que não retém nada do que é necessário para nos salvar. E quando adoramos com nossas ofertas, fazemos isso em resposta à generosidade dEle.
Dízimos e ofertas não são pagamento por bênçãos recebidas; são expressão de gratidão pela promessa cumprida. É o reconhecimento de que o mesmo Deus que ressuscitou Jesus é o Deus que cuida do nosso sustento diário. Por isso, damos com alegria, porque quem crê na fidelidade de Deus não vive com medo de faltar, mas com confiança de que Ele sempre proverá.

Transição para a Ceia do Senhor

E, logo após lembrar da generosidade de Deus, somos conduzidos ao maior símbolo dela: a Ceia do Senhor. Aqui, diante da mesa, vemos de forma concreta o que acabamos de ouvir em Atos 13: o Deus que prometeu, cumpriu; o Cristo que morreu, ressuscitou; a graça que foi anunciada, agora é partilhada.
O pão e o cálice nos lembram que a promessa da salvação foi selada não com ouro, mas com sangue. Cada vez que comemos e bebemos, proclamamos:
“O Senhor é fiel, e cumpriu o que prometeu.”
A Ceia é o encontro entre história e esperança, o memorial da cruz e o prenúncio da eternidade. Ela nos faz olhar para trás com gratidão e para frente com confiança, certos de que o mesmo Cristo que um dia morreu por nós voltará para nos buscar.
Síntese final para fechar o momento:
Hoje, diante da Palavra, da generosidade e da mesa, somos lembrados de uma só verdade: O Deus que cumpre o que promete é digno de toda confiança. Ele é fiel ontem, hoje e para sempre.
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