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EBD IGREJA CATOLICA APOSTOLICA ROMANA
EBD IGREJA CATOLICA APOSTOLICA ROMANA
1º Concílio de Niceia 325
1º Concílio de Niceia 325
O Concílio de Niceia foi um marco temporal para a Igreja Cristã. Oficialmente e sob a permissão do Estado, reuniu-se mediante convocação do próprio imperador para deliberar sobre a maior questão doutrinária de sua história. O cerne do Cristianismo ficou claro e estabelecido em Niceia: “Jesus Cristo, o Filho de Deus, gerado do Pai, unigênito, isto é, da essência [substância] do Pai, Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, da mesma essência do Pai [...]”.
Eis que surge Atanásio
Eis que surge Atanásio
Foi neste cenário de divergências não apenas linguísticas, mas teológicas, que surgiu um dos maiores nomes da teologia cristã: Atanásio. Ele, que já no Concílio de Niceia, havia demonstrado eloquência e perspicácia teológica, quando ainda er a assistente de Alexandre, bispo de Alexandria, tornou-se bispo da mesma cidade quando seu antecessor morreu, antes disso o recomendando ao posto, em 328
Em suas diversas obras, defendeu a divindade do Filho como algo essencial para a salvação do homem. Segundo ele, era necessário que Deus fosse o responsável pela redenção da natureza humana, uma vez da incapacidade desta de se redimir
O credo niceno-constantinopolitano (381)
O credo niceno-constantinopolitano (381)
O maior produto do ensino dos Pais Capadócios com certeza foi o credo de NiceiaConstantinopla formulado em 381 pelo Concílio de Constantinopla, o segundo concílio ecumênico da Igreja. Construído com base no Credo de Niceia,2 ampliou o ensino com respeito à pessoa do Espírito Santo, uma clara evidência de que a defesa da posição de Niceia feita primeiramente por Atanásio3 e, depois, sustentada por Basilio, Gregório de Nissa e Gregório de Nazianzo, contra os arianos, teve grande efeito, sendo promulgada na capital oriental do império romano, território amplamente ariano. Neste concílio, foi afirmado o credo niceno e os bispos arianos foram expulsos da igreja
Como visto na aula 5, os Grandes Capadócios ou Pais Capadócios foram fonte de esperança em uma região dominada pelo pensamento ariano.1 Em especial, os três, Basilio de Cesareia, Gregório de Nissa e Gregório de Nazianzo sustentaram a consubstancialidade do Espírito Santo com o Pai e o Filho, ou seja, afirmaram a sua divindade. Seus ensinos e participação no Concílio de Constantinopla influenciaram fortemente o credo formulado em 381. Ainda na região oriental do império romano, João Crisóstomo destacou-se pela sua eloquente pregação, assegurando-lhe no futuro a posição de arcebispo da cidade de Constantinopla e o reconhecimento como um dos maiores pais da igreja.
Pessoas muito importantes: Ambrosio, Jeronimo, Agostinho
O Concílio de Éfeso 431
O Concílio de Éfeso 431
foi um concílio ecumênico que condenou o nestorianismo, a doutrina que afirmava a separação das naturezas divina e humana de Cristo em duas pessoas distintas. O concílio afirmou que Jesus Cristo é uma única pessoa com duas naturezas unidas (união hipostática), e declarou Maria como Theotokos (Mãe de Deus), uma decisão que visava combater a visão de Nestório
Convocação e Presidência: Foi convocado pelo imperador Teodósio II e presidido por São Cirilo de Alexandria.
Principais Doutrinas:
Condenação do Nestorianismo: A doutrina que propunha que as naturezas divina e humana de Cristo eram separadas em duas pessoas foi considerada heresia e Nestório foi deposto de sua posição.
Afirmação da União Hipostática: O concílio reafirmou a crença de que em Jesus há uma única pessoa divina que se manifesta em duas naturezas (divina e humana).
Definição de Maria como Theotokos: A Virgem Maria foi definida como Mãe de Deus (Theotokos), e não apenas como mãe de Cristo (Cristotocos).
O Concílio de Calcedônia 451
O Concílio de Calcedônia 451
Foi um concílio ecumênico da Igreja Cristã realizado em 451 d.C. em Calcedônia, atual Turquia, que definiu que Jesus Cristo possui duas naturezas (divina e humana) em uma única pessoa. Ele repudiou o monofisismo, a heresia de que Cristo tinha apenas uma natureza (divina), e condenou o nestorianismo, a crença de que as naturezas divina e humana de Cristo eram separadas
CRUZADAS
CRUZADAS
"As Cruzadas foram expedições religiosas e militares, ocorridas entre os séculos XI e XIII, cujo principal objetivo era resgatar a Terra Santa, que estava sob o domínio islâmico, para os cristãos. O termo “cruzada” se refere à cruz que os cavaleiros usavam em suas roupas quando estavam em marcha da Europa até o Oriente. Uma das principais consequências das Cruzadas foi a retomada do comércio entre os europeus e os orientais"
PRE REFORMA
PRE REFORMA
Crítica à corrupção e ao poder papal: Denunciaram os desvios morais, financeiros e a crescente influência política da Igreja da época.
Ênfase na Bíblia: Defenderam que a Bíblia deveria ser a autoridade final e que o povo deveria ter acesso direto aos seus ensinamentos
Figuras notáveis:
John Wycliffe (1328-1384): Um teólogo inglês que foi um dos precursores mais importantes, criticando o poder papal e a corrupção eclesiástica, e defendendo a tradução da Bíblia para o inglês.
Jan Hus (c. 1370-1415): Um pregador tcheco que foi fortemente influenciado por Wycliffe. Foi excomungado, preso e queimado vivo por suas críticas à igreja, mas suas ideias inspiraram muitos seguidores.
Pedro Bruys: Um reformador francês cujas pregações revoltaram o clero e o forçaram a viver fugindo para escapar da perseguição.
Outros: Aerius, Joviniano, Ratério, Arnaldo de Brescia, e Pedro Valdo também são mencionados como vozes importantes no movimento.
INDULGENCIAS E PURGATORIO
INDULGENCIAS E PURGATORIO
As indulgências começaram nos séculos X e XI, mas a sua forma moderna foi promovida por papas como URBANO II (que as concedeu para quem participasse nas Cruzadas em 1095) e CELESTINO V (que concedeu a primeira indulgência plenária universal em 1294)
JOHANN TETZEL
JOHANN TETZEL
foi um alemão católico romano, frade dominicano e pregador. Além disso, foi um Grande Inquisidor de Heresia na Polónia, e mais tarde tornou-se o Grande Comissário para indulgências na Alemanha. Tetzel ficou conhecido pela concessão de indulgências em troca de dinheiro, o que permite a remissão de pena temporal devida ao pecado, a culpa do que foi perdoado
SIMONIA , VENDA DE COISAS SAGRADAS, ETC
SIMONIA , VENDA DE COISAS SAGRADAS, ETC
CONTRA REFORMA E CONCILIO DE TRENTO
CONTRA REFORMA E CONCILIO DE TRENTO
O Concílio de Trento foi um concílio ecumênico da Igreja Católica realizado entre 1545 e 1563, convocado como resposta à Reforma Protestante. Ele reforçou a doutrina católica, reformou abusos dentro da Igreja e definiu dogmas que moldariam o catolicismo romano moderno, incluindo a reafirmação da autoridade papal e a importância dos santos e da Virgem Maria. O concílio também proibiu a venda de indulgências e estabeleceu o Cânon de Trento, oficializando a lista de livros bíblicos.
Principais características e decisões
Duração: Ocorreu em três fases entre 1545 e 1563, um período de 18 anos.
Objetivo: Reagir à Reforma Protestante, reafirmar doutrinas católicas e promover a reforma interna da Igreja.
Definições doutrinárias:
Reafirmou a autoridade do Papa.
Solidificou a importância da tradição da Igreja junto com as escrituras.
Definiu a importância dos santos e da Virgem Maria no culto católico.
Estabeleceu o cânon bíblico católico, incluindo os livros deuterocanônicos, em resposta à recusa protestante de incluí-los. (Tobias, Judite, 1 e 2 Macabeus, Sabedoria (de Salomão), Eclesiástico (ou Sirácida) e Baruque (incluindo a Epístola de Jeremias)
Reforma e disciplina:
Proibiu a venda de indulgências, mas confirmou o poder da Igreja de concedê-las.
Tomou medidas para melhorar a disciplina eclesiástica.
Criou o Catecismo Romano (publicado em 1566) e estabeleceu a forma da Missa Tridentina (a missa padrão da Igreja Católica até o século XX).
DOUTRINAS DOS LIVROS DEUTEROCANÔNICOS
DOUTRINAS DOS LIVROS DEUTEROCANÔNICOS
Oração pelos mortos: O livro de 2 Macabeus contém uma referência explícita à prática de oferecer orações e sacrifícios pelos mortos, para que sejam libertos de seus pecados. Este é um fundamento bíblico para a doutrina do purgatório na tradição católica.
A intercessão dos santos e anjos: O livro de Tobias apresenta o anjo Rafael, que oferece as orações de Tobias e Sara a Deus, apoiando a crença na intercessão dos anjos e, por extensão, dos santos.
Purgatório: Embora a palavra "purgatório" não esteja na Bíblia, a referência em 2 Macabeus a orações para que os mortos "sejam libertos de seus pecados" é interpretada pela Igreja Católica como uma base para a doutrina de um estado temporário de purificação após a morte (purgatório).
Justificação pela fé e obras: Embora a doutrina católica da justificação seja complexa, alguns deuterocanônicos, como o Eclesiástico (Sirac), enfatizam a importância das boas obras, da caridade e da penitência para a salvação, o que se alinha à teologia católica tradicional sobre a fé ativa e as obras, em contraste com a ênfase protestante exclusiva na "sola fide".
PRINCIPAIS DIFERENÇAS DOUTRINARIAS
PRINCIPAIS DIFERENÇAS DOUTRINARIAS
Autoridade religiosa
Catolicismo: A autoridade reside tanto na Bíblia quanto na Tradição da Igreja, com o Papa como autoridade máxima para a interpretação da fé.
Reforma Protestante: A autoridade máxima é a Bíblia, e a única autoridade para os cristãos é a Palavra de Deus escrita ("sola scriptura"). 2TM 3:15-17
Sacramentos
Catolicismo: Reconhece sete sacramentos: Batismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimônio.
Sacramentos de iniciação
Batismo: Purifica do pecado original e é o rito de entrada na comunidade cristã, marcando o início da vida em Cristo.
Confirmação (Crisma): Fortalece a graça do Batismo através do derramamento do Espírito Santo, que fortalece para o testemunho cristão.
Eucaristia: A recepção do corpo e sangue de Cristo na forma de pão e vinho, sendo a nutrição para a vida cristã.
Sacramentos de cura
Reconciliação (Confissão ou Penitência): A confissão dos pecados a um padre, com a graça da reconciliação com Deus.
Unção dos Enfermos: Fortalece a fé e a esperança dos doentes, tanto no corpo quanto no espírito.
Sacramentos de serviço
Ordem: O sacramento que confere a autoridade sacerdotal para o serviço e o desempenho das funções eclesiásticas.
Matrimônio: O compromisso entre um homem e uma mulher, que concede graça especial para o casal.
Reforma Protestante: Reconhece apenas dois sacramentos que estão explicitamente na Bíblia: o Batismo Mt28.19 At2.38 Jo3.5
e a Eucaristia ( Ceia do Senhor) Mt 26.26-28 1Co11.23-26
A palavra "Eucaristia" tem origem no grego eukharistía, que significa "ação de graças", "gratidão" ou "reconhecimento". Este termo é composto pela raiz eu- (bem) e kharistía (favor, graça, gratidão), indicando uma benção ou agradecimento bem-vindo. No cristianismo, a palavra refere-se ao rito de agradecimento pelo sacrifício de Jesus
Purgatório
Catolicismo: Acredita na existência do Purgatório como um estado intermediário de purificação após a morte antes de ir para o Céu.
Reforma Protestante: Não acredita na existência do Purgatório. 1Jo1.7 2Co5.21 Rm4.3
Papado
Catolicismo: Vê o Papa como o sucessor legítimo de São Pedro e o líder da Igreja na Terra, com autoridade infalível em assuntos de fé e moralidade.
Reforma Protestante: Não reconhece a autoridade do Papa, argumentando que ela não é sustentada pela Bíblia. 1Timóteo 2.5 “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem,”
Romanos 3.23 “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,”
Gálatas 2.11–14 “Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível. Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar-se, temendo os da circuncisão. E também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles. Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Cefas(pedro) , na presença de todos: se, sendo tu judeu, vives como gentio e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?”
Nesta passagem, o apóstolo Paulo confronta publicamente o apóstolo Pedro (que os católicos consideram o primeiro papa) por seu comportamento hipócrita em relação aos gentios-cristãos. Paulo escreve: "quando, porém, Cefas [Pedro] veio a Antioquia, resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível" (v. 11). Este evento é frequentemente citado para mostrar que e podia cometer erros graves de julgamento ou conduta, mesmo em questões práticas de como a fé deveria ser vivida na comunidade.
Mt16.18
Maria e os Santos
Catolicismo: Mantém a devoção a Maria e aos santos, acreditando que eles podem interceder junto a Deus.
Reforma Protestante: Rejeita a intercessão dos santos e Maria, considerando a prática como uma forma de idolatria.
1Tm 2.5 Fp4.6
Outras diferenças
Celibato Sacerdotal: O celibato é um requisito para o sacerdócio católico, enquanto muitas igrejas protestantes o rejeitam.
Salvação: Enquanto o catolicismo tradicional enfatiza a fé e as obras, algumas tradições protestantes enfatizam a salvação pela fé e a graça de Deus
Ef 2.8-9 Rm 3.28 Rm5.1-2
