Gálatas 5:1-12
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INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
Bom dia irmãos. É um gosto trazer-vos a Palavra do Senhor esta manhã. Vamos dar continuidade ao livro de Gálatas pelo qual o Levi nos tem conduzido.
Mas antes de tudo, precisamos da ajuda do Senhor para entender a Sua Palavra. Por isso, curvemos as nossas cabeças para orarmos.
ORAR
LER PASSAGEM
Amados, o que é preciso para sermos salvos? O que é preciso para podermos dizer que fazemos parte do povo de Deus? Que somos aceites por Ele?
Antes de Cristo me chamar, estava certo de que precisava de fazer a coisa certa para Deus me aceitar. Para eu poder pertencer.
E irmãos, deixem-me dizer que não estava sozinho a pensar assim.
Ouçam um dos documentos oficiais da Igreja Católica Romana. Diz o seguinte:
“Se alguém disser que é somente pela fé que um pecador é justificado (ou seja, salvo), de forma a dizer que nada mais é necessário para cooperar de forma a obter a graça da justificação, que seja ANÁTEMA.”
E a palavra anátema quer basicamente dizer “Que seja condenado ao inferno.” É uma expressão forte! Não há uma mais forte até do que esta.
Mas a posição é clara, não é? Para a Igreja Católica Romana, não basta ter fé em Jesus para sermos salvos. Para sermos aceites por Deus.
Jesus não é suficiente. Precisamos também de fazer a coisa certa. Precisamos de boas obras.
E acredito que todos nós aqui rejeitemos isso. Somos evangélicos, não é? É claro que rejeitamos isso! A salvação é somente pela fé em Jesus!
Mas a verdade é que às vezes adicionamos pequenas coisas…
Pergunto-vos: como é que acabariam a seguinte frase?
“Eu só sou um Cristão verdadeiro se…”
Amados, a verdade é que nós também temos esta tendência para acrescentar pequenas coisas a Jesus.
E era exactamente isso que os Gálatas estavam a correr o risco de fazer.
Lembrem-se de como haviam pessoas na Galácia a ensinar que era preciso ser-se circuncidado e obedecer à Lei de Moisés para se ser salvo. A ensinar que Jesus não é suficiente.
E o que é que Paulo várias vezes diz? Por exemplo, capítulo 2 versículo 16.
sabemos, contudo, que o homem não é justificado pelas obras da lei
Os Gálatas, tal como nós, também estavam a correr o risco de acrescentar coisas a Jesus.
E esta passagem mostra o quão perigoso isso é. Não, mais do que perigoso.
Esta passagem mostra que fazer isso significa perdermos Jesus. Não só um bocado. Significa perder Jesus por completo.
Vamos debruçar-nos sobre o texto e ver como isso é verdade, começando pelo nosso primeiro ponto:
1 - Acrescentar a Jesus é perder Jesus (1-6)
1 - Acrescentar a Jesus é perder Jesus (1-6)
Paulo abre com uma afirmação do que Jesus fez pelos Gálatas e por nós.
Versículo 1:
Para a liberdade foi que Cristo nos libertou.
E no contexto de Gálatas, Paulo não está a falar de que Jesus nos libertou do pecado, se bem que isso é verdade. Vemos isso, por exemplo, na carta aos Romanos.
Não, aqui o contexto mostra que Paulo está a falar de que Cristo nos libertou da Lei. A questão é: o que é que isso quer dizer?
Será que Jesus nos libertou da Lei e agora podemos fazer tudo o que quisermos? Não pode ser porque o resto das Escrituras deixam claro que temos de viver uma vida de obediência. Inclusivé o próprio Paulo escreve isso em Romanos.
Cristo libertou-nos da escravidão ao pecado e fez de nós seus escravos, seus servos.
Mas Cristo libertou-nos da Lei no sentido em que Ele libertou a nossa consciência.
Por causa do nosso pecado, nós desobedecemos à Lei. E isso leva a nossa consciência a ficar dominada por culpa.
Mesmo antes de eu crer em Cristo, esse era o meu problema. Eu vivia consumido por culpa. Porque sabia que não era a pessoa que eu devia ser. Que eu fazia erros e não conseguia mudar.
O que é que tentamos fazer para lidar com esta culpa?
Há pessoas que simplesmente parecem desligar as suas consciências. Nem sequer pensam nisso para não sentir culpa. Na minha experiência pessoal, fazer isto só resulta durante algum tempo. A culpa vai acabar por nos bater à porta mais cedo ou mais tarde.
Eu penso que a maioria de nós, o que tenta fazer para lidar com a culpa, é tentar fazer coisas boas para compensar.
Eu errei com um amigo do trabalho ou da escola. O que faço é tratá-lo extra bem para compensar.
No que toca à Lei de Deus e ao pecado, o que fazemos é tentamos obedecer à Lei - fazer coisas boas - para compensar.
Tentamos equilibrar a balança com o pecado ao tentar fazer boas obras. Para ver se a coisa se endireita.
Ao fazermos isso, o que estamos a fazer é tentar salvar-nos a nós próprios.
Mas Cristo libertou-nos disso! Jesus deu-nos liberdade dessa culpa, dessa escravidão à Lei!
E é porque Cristo fez isso que Paulo comanda os Gálatas - comanda-nos a nós…
Versículo 1 novamente:
Portanto, permanecei firmes e não vos sujeiteis novamente a um jugo de escravidão.
Por outras palavras, não voltem para trás! Não voltem a tentar ser salvos e aceites por Deus pela obediência à Lei!
E é aqui que vem o porquê. Reparem no quão sério Paulo é.
Versículos 2 a 4…
Eu, Paulo, vos declaro que Cristo de nada vos servirá, se vos deixardes circuncidar.
E outra vez declaro solenemente a todo homem que se deixa circuncidar que ele fica obrigado a cumprir toda a lei.
Vós, que vos justificais pela lei, estais separados de Cristo; caístes da graça.
Queridos amigos, acrescentar a Jesus é perder Jesus.
Tentar equilibrar Jesus e boas obras para sermos salvos é impossível.
Porque se fizermos isso, estamos a dizer que Jesus não é suficiente.
E se Jesus não é suficiente, então precisamos de, como Paulo diz, cumprir toda a Lei.
A Lei de Deus não é como um buffet. Não sei quanto a vocês mas, quando vou a um buffet, eu só escolho o que gosto e o que quero comer.
Mas não podemos fazer isso com a Lei de Deus. Não podemos escolher o que gostamos e mandar fora o que é difícil.
Paulo diz: quem quer acrescentar boas obras a Jesus vai ter de cumprir TODA a lei.
E deixem-me que vos diga: isso é impossível.
Em toda a história do mundo, só houve UMA pessoa que cumpriu toda a lei.
Não foi Abraão.
Não foi Moisés.
Nem sequer foi Davi.
O único que cumpriu toda a Lei foi Jesus Cristo. Mais ninguém.
Desenganemo-nos se achamos que vamos conseguir onde só o Filho de Deus teve sucesso.
Mas esperem lá - Paulo circuncidou Timóteo. E Paulo está a dizer que quem for circuncidado perdeu Jesus. Estamos a dizer que Timóteo perdeu Jesus porque foi circuncidado?
Entendamos qual é o problema aqui.
Não há nada de errado com circuncisão. Até pode ser necessária por motivos de saúde.
Não, vejam novamente no versículo 4. Paulo está a falar da circuncisão como exemplo de nos tentarmos salvar pelas boas obras!
E Paulo é muito claro: toda a gente que tentar acrescentar boas obras a Jesus para ser salvo perdeu Jesus. Versículo 4 - está SEPARADO de Cristo. CAIU da graça.
Por outras palavras, está condenado.
Mas, versículo 5, nós, que sabemos que somos incapazes de nos salvar pelas obras, nós sim temos uma justiça à nossa espera.
A justiça que pertence a Jesus porque Ele viveu uma vida perfeita. A justiça que Ele morreu para nos dar!
Paulo diz que nós temos essa justiça. Que vai chegar o dia em que Deus vai olhar para nós. E em vez de dizer “Culpado!” -que é o que merecemos - Ele vai olhar para nós e vai ver o Seu Filho.
E vai dizer “Inocente.”
Não porque fizemos boas obras. Não porque equilibrámos os pratos da balança. Não, meus amados. Versículo 5 - é pela FÉ.
Todas as religiões, de uma maneira ou de outra, dizem “Faz isto! Só depois serás salvo.”
O Cristianismo é a única religião que diz “Deus fez isto! Estás salvo!”
A primeira é uma mensagem de desespero. A segunda são boas notícias. A segunda é o evangelho.
E o desafio para nós é saber esperar. É saber confiar de que Deus vai cumprir a Sua promessa. Confiar que Ele nos vai declarar inocentes!
Porque sem essa confiança, sem essa certeza, então vamos gastar-nos e seremos consumidos por tentar fazer boas obras. E, como já vimos, isso é dizer que Jesus não é suficiente. Isso é perder Jesus. Não seremos salvos.
Porque como Paulo diz, com Jesus, ser circuncidado ou não não importa para nada. Não nos aproxima mais de Deus. Não faz com que sejamos mais aceites por Ele.
O que conta é viver com uma fé, uma confiança genuína em Jesus. E como sabemos que temos uma fé e confiança genuínas?
Se tivermos, versículo 6, uma fé que atua pelo amor. Se amarmos Deus. Se nos amarmos uns aos outros. Se amarmos os que estão lá fora.
O que significa, irmãos, que a forma como vivemos importa.
Talvez já tenham ouvido a crítica de que, se dissermos que somos salvos somente pela fé, então isso significa que podemos fazer tudo o que quisermos.
Não, não é isso que acreditamos! Não é isso que a Bíblia diz!
Como Paulo e Tiago dizem, as boas obras importam! Porque elas mostram que temos uma fé verdadeira!
As boas obras são o FRUTO, não são a RAIZ, da salvação.
Mas talvez estejamos a pensar “Rui, eu já sei isto. Eu não acredito que as boas obras contem para sermos salvos. Por isso isto não é para mim. Vai ali pregar numa igreja católica, talvez seja melhor.”
Irmãos, permitam-me que seja franco convosco.
Como eu disse ao início, nós também temos a tendência de acrescentar pequenas coisas a Jesus.
“Eu só sou um verdadeiro Cristão e membro da Rocha Nova se…”
Vier às reuniões de oração? Vier aos estudos bíblicos às quintas? Dar o dízimo? Vier aos lanches ao quarto domingo?
Ler a minha Bíblia todos os dias? Orar todos os dias?
Todas essas coisas são boas e quero encorajar-nos a fazê-las!
É claro que Deus quer que passemos tempo na Sua Palavra. Que venhamos a Sua casa e estejamos com o Seu povo tantas vezes quanto possível!
Mas é tão fácil, pelo menos no meu coração, começar a achar que, se não fizer essas coisas, não sou um Cristão a sério. Que não pertenço a Deus.
Achar que, sem essas coisas, Deus não me quer. Que Ele não me aceita.
Irmãos, tudo isso é mentira que o diabo adora contar. Ele adora que nós duvidemos do amor de Deus e da nossa salvação!
Mas Paulo diz “Se temos fé em Jesus, já temos tudo o que precisamos!”
Por isso, não confundamos o “Eu devo” com o “Eu PRECISO”.
Eu devo vir aos lanches. Eu devo dar o dízimo.
Mas eu PRECISO de confiar em Jesus. Porque Ele é suficiente.
É só dessa forma, é só através dEle que eu sou salvo. As outras coisas eu faço porque Cristo já me salvou, não para ser salvo!
Por isso, amados, lutemos contra qualquer tendência de considerar outros crentes inferiores a nós só porque não vêm a tudo o que nós vamos. Ou só porque não fazem tudo o que nós fazemos.
Lutemos contra estes ses que estamos tentados a adicionar a Jesus. Tenhamos confiança de que Jesus é suficiente!
Porque acrescentar a Jesus é perder Jesus.
Mas o aviso de Paulo não pára aqui. Até agora, ele tem falado de pessoas que acreditem que é preciso acrescentar a Jesus.
Mas a partir do versículo 7, Paulo volta-se para aqueles que ENSINAM que é preciso acrescentar a Jesus. E como vamos ver, o desfecho é igualmente assustador…
Ponto 2:
2 - Todos os que ensinarem isto serão condenados (7-12)
2 - Todos os que ensinarem isto serão condenados (7-12)
Penso que todos conhecemos aquele ditado que diz “Tanto é culpado o ladrão como aquele que fica à porta.”
Aqui talvez se possa dizer “Tanto está condenado quem acrescenta a Jesus como aquele que ensina a acrescentar a Jesus.”
Mas porquê? Porque é que Paulo é tão duro com aqueles que ensinam erro?
Porque, versículo 9…
Com um pouco de fermento toda a massa fica fermentada.
Para quem não sabe, eu e a Raquel gostamos de fazer iorgute em casa. Para isso, é preciso leite e é preciso culturas, bicharada que vai fermentar o leite e produzir iogurte.
Ora, não é preciso pôr a mesma quantidade de bicharada e de leite. É preciso muito menos bicharada. Porquê? Porque com um pouco de fermento toda a massa fica fermentada.
É o mesmo com falsos ensinos. Basta alguém começar a ensinar este erro e a convencer alguns para de repente o erro se alastrar para todo o lado. E antes que demos por ela, está toda a gente a acreditar no erro.
Vemos isso acontecer ao longo da história da Igreja!
Amigos, o falso ensino é como um fogo que arde, espalha-se e consome tudo.
E reparem no que está em causa aqui.
Versículo 7 - os Gálatas estavam no bom caminho! Mas chegaram pessoas que, ao dizer “É preciso circuncisão e obedecer à Lei para serem salvos”, começaram a impedir os Gálatas de seguir o evangelho dos apóstolos.
O evangelho da graça. O evangelho que diz que Jesus é suficiente.
E Paulo diz que quem fez isto aos Gálatas - quem ensinou estas coisas aos Gálatas - não veio da parte de quem chamou os Gálatas.
Porque reparem em como os Gálatas - como nós também fomos chamados.
Capítulo 1 versículo 6.
Estou admirado de que estejais vos desviando tão depressa daquele que vos chamou pela graça de Cristo
Deus chamou os Gálatas pela GRAÇA. Estes falsos mestres estão a chamá-los pelas OBRAS. Ou seja, eles não vêm da parte de Deus.
E se não vêm da parte de Deus, só podem vir da parte do maligno.
E no meio disto tudo, seria normal pensar que Paulo está pessimista em relação aos Gálatas. Se calhar estamos à espera de ouvir Paulo dizer “Já vi que vocês se vão deixar levar por isso e vão cair.”
Na carta, ele até parece quase dizer que os Gálatas já se deixaram levar pelo erro. Mas olhem para o versículo 10.
Quanto a vós, confio no Senhor que não pensareis de outra forma.
De onde vem esta confiança de Paulo? Não vem da capacidade dos Gálatas. Ele sabe que eles são falíveis.
Mas Jesus Cristo é INfalível. E Ele prometeu cuidar da Sua Igreja. Paulo tem confiança de que os Gálatas vão resistir ao erro porque ele sabe que Jesus está a cuidar deles!
Mas Paulo também está confiante em relação a estes falsos mestres.
Versículo 10 - ele sabe que eles vão ser condenados.
Ensinar que é preciso acrescentar boas obras a Jesus para sermos salvos leva a condenação. Irmãos, isto é mesmo muito sério. Ensinar coisas erradas é uma questão de vida ou morte.
É tão sério até que Paulo deseja, versículo 12, que estes falsos mestres fossem castrados!
E precisamos de esclarecer o que Paulo quer dizer aqui.
Paulo não está a falar literalmente. Ele não está a defender qualquer tipo de auto-flagelação.
A Bíblia é muito clara que tentarmos causar danos a nós mesmos traz desonra a Deus.
Isto é uma forma de ele dizer que ele deseja que os falsos mestres não tenham mais filhos espirituais. Ou seja, que o seu ensino errado pare e não convença mais ninguém.
Mas reparem também que ensinar este tipo de erro é tão sério que Paulo faz uma escolha que muitos podem achar tola. Paulo escolhe pregar a verdadeira mensagem - a mensagem da cruz - e sofrer perseguição do que pregar este erro e evitar sofrimento.
Talvez os falsos mestres estivessem a dizer aos Gálatas “Olhem que até Paulo ensina o que nós ensinamos!” Talvez para ver se convenciam os Gálatas a ouvi-los.
Mas Paulo diz no versículo 11 que, se isso fosse verdade, ele não estaria a sofrer perseguição. E nós sabemos que ele sofreu imensa perseguição! Até por parte destes falsos mestres!
Porquê? Porque a mensagem da cruz é escandalosa. Porque é uma mensagem que nos deixa humildes. Que tira o poder das nossas mãos.
Nós não queremos ouvir que precisamos de ser salvos do nosso próprio pecado. Muito menos queremos ouvir que precisamos de depender de alguém e não de nós próprios para sermos salvos.
A verdade é que nós gostamos de pensar que somos os heróis da nossa história. Quando vemos um filme, nós imaginamos que somos o protagonista.
Nós somos o Superhomem ou o Capitão América. Nós somos o Tom Cruise na Missão Impossível. Nós somos o Kristoff e a Anna no Frozen.
Mas a mensagem do evangelho é escandalosa porque nos diz que NÓS somos o vilão. Nós não viemos salvar ninguém. Nós é que precisamos de ser salvos!
E as boas novas do evangelho é que Deus enviou Jesus para nos salvar, apesar de nós sermos o vilão! Apesar de nós merecermos que Ele nos condenasse!
A salvação só é possível através de Jesus e apenas Jesus. Aquele que foi enviado pelo nosso Deus porque Ele soube que não seríamos capazes de nos salvarmos a nós mesmos.
E tudo isto, queridos amigos, é pela graça. Não é pelas nossas obras. Não é pelo nosso mérito.
Então se fomos salvos pela graça, não nos deixemos levar pela tentação de acrescentar coisas a Jesus. Não nos deixemos levar pela tentação de acrescentar reuniões de oração, estudos bíblicos, devocionais, dízimos a Jesus, por muito boas que essas coisas sejam!
Não achemos que é preciso tudo isso para sermos salvos ou aceites por Deus. Não, Jesus é suficiente!
Acrescentar a Jesus significa perder Jesus. E qualquer pessoa que fizer isso ou ensinar isso, Paulo diz que será condenado.
Portanto, meus amados, permaneçamos firmes no evangelho da graça que ouvimos. Porque qualquer outro “evangelho” não é evangelho algum.
Tendo começado pela graça, terminemos pela graça.
Jesus disse “Está consumado!” Com Jesus, temos tudo o que precisamos.
Temos salvação! Nós somos aceites por Deus! Não é preciso mais nada. Basta confiarmos em Jesus e vivermos essa confiança através do amor.
Por isso, confiemos em Jesus e só em Jesus. Façamos boas obras e amemos a Deus, uns aos outros e aos que estão lá fora.
Não para sermos salvos. Mas porque SOMOS salvos.
E amados irmãos, vivamos com esta convicção que Paulo também tinha: a mensagem do evangelho vai sempre atrair perseguição.
Vemos isso desde o início da Igreja em Atos. Vemos isso ao longo dos séculos.
Vemos isso aqui em Coimbra. A igreja na Rocha Nova, em Eiras, no Tovim, em todo o lado, foi construída pelo sacrifício e dor de muitos que foram perseguidos antes de nós.
Por isso, não desonremos a memória destas irmãs e irmãos. Não fujamos da perseguição e do escândalo da cruz. Aceitemo-los.
Como Paulo, preguemos e ensinemos este evangelho que escandaliza. Este evangelho que nos deixa sem mérito algum.
Como um teólogo uma vez disse, “Não contribuímos NADA para a nossa salvação, exceto o pecado que fez dela necessária.”
Essa é a nossa mensagem. O nosso evangelho. O evangelho verdadeiro. O evangelho que o mundo precisa de ouvir para ser salvo.
O evangelho que nos lembra que acrescentar a Jesus é perder Jesus.
Oremos para que o Senhor nos livre de fazer tal coisa. E para que nos ajude a proclamar esta mensagem.
ORAR
