As provações de Paulo (ídolo do controle)

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Introdução: Do Púlpito à Prisão

(As Provações de Paulo) é a continuação perfeita e mais profunda da série. Saímos da narrativa do conflito externo (Éfeso) e do conflito interno (conversão em Atos 22) para o conflito persistente (prisões e adiamentos).
Relembrando a Coragem: (Retomada dos episódios anteriores)
Em Atos 19, Paulo enfrentou o tumulto e o ídolo do ganho.
Em Atos 22, ele testemunhou a Graça Irresistível que quebrou seu orgulho religioso (justiça própria).
Em Atos 21/22, ele foi preso por sua obediência.
Paulo não está mais no fervor da missão, mas no tédio e na injustiça da prisão.
A vida em alguns momentos parece isso, lutamos contra nossos conflitos internos, passamos por vários conflitos externos, quando dizemos, aprendi, existe um conflito ou outro que não passa, é permanente na nossa vida, parece não fazer sentido. PERDEMOS O CONTROLE!
As provações (injustiça, adiamento, sofrimento) não são interrupções do Evangelho; são o palco onde o Evangelho é revelado como nossa única âncora. A fé verdadeira destrona o ídolo do Controle e encontra coragem na promessa soberana de Deus.
âncora de convicção é o que mantém nosso barco firme em meio às tempestades e destrona o ídolo.
Atos dos Apóstolos 23.11 NVI
11 Na noite seguinte o Senhor, pondo-se ao lado dele, disse: “Coragem! Assim como você testemunhou a meu respeito em Jerusalém, deverá testemunhar também em Roma”.

Ponto 1: A Fonte da Coragem: O Veredito no Tribunal do Céu (Atos 23:11)

Nos versículos que precedem o encontro com Jesus (Atos 23:1-10), Paulo sofreu um dia de derrota total e humilhante no tribunal judaico (o Sinédrio):
Injustiça e Humilhação: Sua tentativa de defesa pacífica e com "boa consciência" (v. 1) foi interrompida pelo Sumo Sacerdote, que ordenou que batessem em Paulo na boca (v. 2), uma completa quebra da lei e da civilidade.
Fracasso Estratégico: Sua manobra de explorar a divisão doutrinária entre Fariseus e Saduceus resultou em um caos tão violento (v. 10) que o comandante romano teve que ordenar aos soldados que o retirassem à força, temendo que Paulo fosse "despedaçado" pelos líderes religiosos.
Isolamento: Paulo chega ao versículo 11 sozinho, esgotado, humilhado e isolado na prisão da fortaleza romana. Suas estratégias e sua força humana falharam por completo.
Quantas vezes estamos exaustos de lutar, cansados de tentar.
Enquanto Deia e Eu estávamos tentando engravidar, a exaustão e o cansaço bateram a porta. Ficamos sozinhos em nossos sentimentos, não porque não tivéssemos amigos de jornada, mas porque a noite, na cama, quando a menstruação descia, eram apenas nós dois.
A gente tinha tentando todas as coisas, como Paulo tentou sua defesa, nós estávamos defendendo nosso sonho de sermos pais. Mas na cama, sentados, a escuridão foi muito grande.
Quantos momentos de escuridão passamos, quantos momentos de desespero e exaustão por não saber onde tudo isso vai para, desespero porque perdemos o controle.
É neste momento de máximo fracasso e vulnerabilidade, quando a voz da acusação da Terra (o Sinédrio) e da opinião pública (a multidão) é a única coisa que ele ouve, que a voz da Graça entra:
É na solidão da cela, na escuridão de seu fracasso e isolamento, que o Senhor aparece ao seu lado (v. 11). A palavra "Coragem!" (Tharsei!) é a Provisão Soberana de Cristo ao servo exausto.
A coragem de Paulo é reabastecida porque seu foco é movido do fracasso da Terra para a promessa do Céu.
O Abastecimento na Escuridão: Jesus aparece a Paulo na cela, no ápice de sua vulnerabilidade e isolamento (v. 11). A palavra "Coragem!" (Tharsei!) é uma provisão soberana, não uma qualidade humana inata.
"A psicologia nos ensina que a ansiedade é alimentada pela Ilusão de Controle – a crença irracional de que podemos manipular eventos incontroláveis para nossa segurança. Essa é a essência do Ídolo do Controle. O apóstolo Paulo foi derrubado na prisão porque seu ídolo foi quebrado: ele não conseguia controlar o juízo humano. Mas a Provisão Soberana de Cristo chega em Atos 23:11 para nos dizer: 'O seu destino não está nas mãos de Félix ou nas suas. Está em Minhas mãos.'
A Coragem nasce quando o Evangelho nos liberta da tirania de ter que controlar o nosso próprio futuro."
Ela aparece quando nos entregamos a Ele, Paulo tinha entregue sua vida a Cristo, e nessa intensa conexão Paulo ouve Cristo, o vê, o sente, o percebe.
As vezes queremos ouvir a voz de Deus sem com ele nos relacionarmos, sem entendermos como é viver a vida com seu olhar.
O ídolo do controle só é destruído quando confiamos o controle da nossa vida para as mãos daquele que controla a vida.
O Destino Garantido: Jesus não promete a liberdade imediata, mas garante o propósito final: "Assim como você testemunhou a meu respeito em Jerusalém, é necessário que também o faça em Roma."
João 16.33 “33 “Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”.”
3. A Solução para a Ansiedade (O Veredito do Céu):
A paz de Paulo é resolvida não pelo tribunal, mas pelo Tribunal do Céu.
A coragem de Paulo não é que ele ganhou o controle, ele continuou preso, mas que o Controle foi entregue a Cristo.
O Evangelho nos diz que você já foi declarado culpado, E ainda perdoado e total e completamente livre pelo Juiz Supremo.
A certeza da justificação e do nosso futuro seguro, anula o poder de todos os outros julgamentos, a autovalidação, as noites escuras. É essa liberdade de acusação que abastece Paulo com a coragem para continuar.

Ponto 2: A Prova da Coragem: A Paciência que Destrona o Tempo (Atos 24:10–26)

Atos dos Apóstolos 24.10–26 NVI
10 Quando o governador lhe deu sinal para que falasse, Paulo declarou: “Sei que há muitos anos tens sido juiz nesta nação; por isso, de bom grado faço minha defesa. 11 Facilmente poderás verificar que há menos de doze dias subi a Jerusalém para adorar a Deus. 12 Meus acusadores não me encontraram discutindo com ninguém no templo, nem incitando uma multidão nas sinagogas ou em qualquer outro lugar da cidade. 13 Nem tampouco podem provar-te as acusações que agora estão levantando contra mim. 14 Confesso-te, porém, que adoro o Deus dos nossos antepassados como seguidor do Caminho, a que chamam seita. Creio em tudo o que concorda com a Lei e no que está escrito nos Profetas, 15 e tenho em Deus a mesma esperança desses homens: de que haverá ressurreição tanto de justos como de injustos. 16 Por isso procuro sempre conservar minha consciência limpa diante de Deus e dos homens. 17 “Depois de estar ausente por vários anos, vim a Jerusalém para trazer esmolas ao meu povo e apresentar ofertas. 18 Enquanto fazia isso, já cerimonialmente puro, encontraram-me no templo, sem envolver-me em nenhum ajuntamento ou tumulto. 19 Mas há alguns judeus da província da Ásia que deveriam estar aqui diante de ti e apresentar acusações, se é que têm algo contra mim. 20 Ou os que aqui se acham deveriam declarar que crime encontraram em mim quando fui levado perante o Sinédrio, 21 a não ser que tenha sido este: quando me apresentei a eles, bradei: Por causa da ressurreição dos mortos estou sendo julgado hoje diante de vocês”. 22 Então Félix, que tinha bom conhecimento do Caminho, adiou a causa e disse: “Quando chegar o comandante Lísias, decidirei o caso de vocês”. 23 E ordenou ao centurião que mantivesse Paulo sob custódia, mas que lhe desse certa liberdade e permitisse que os seus amigos o servissem. 24 Vários dias depois, Félix veio com Drusila, sua mulher, que era judia, mandou chamar Paulo e o ouviu falar sobre a fé em Cristo Jesus. 25 Quando Paulo se pôs a discorrer acerca da justiça, do domínio próprio e do juízo vindouro, Félix teve medo e disse: “Basta, por enquanto! Pode sair. Quando achar conveniente, mandarei chamá-lo de novo”. 26 Ao mesmo tempo esperava que Paulo lhe oferecesse algum dinheiro, pelo que mandava buscá-lo freqüentemente e conversava com ele.
A coragem é testada por dois anos de injustiça e espera. A paciência é o fruto prático da fé no Veredito do Céu.
O Juiz Corrupto e o Adiamento: Paulo se defende com serenidade diante de Félix:, um homem corrupto que esperava suborno (v. 26). Félix, interessado na pregação, adia a decisão: "espero um tempo mais conveniente."
A Injustiça como Prova: A prova da coragem não é apenas a perseguição, mas o tédio e a injustiça do adiamento (dois anos de prisão, v. 27). O ídolo do Tempo e da Produtividade é confrontado, eles são parceiros do ídolo do controle.
A Pregação na Espera: Paulo não se deprime ou desiste. Ele usa a prisão para pregar a Justiça, o Domínio Próprio e o Juízo Vindouro (v. 25).
O Evangelho Não Para: A paciência de Paulo por dois anos é o seu testemunho silencioso mais poderoso. A missão não depende de liberdade ou cronogramas humanos.
Salmo 40.1–3 “1 Coloquei toda minha esperança no Senhor; ele se inclinou para mim e ouviu o meu grito de socorro. 2 Ele me tirou de um poço de destruição, de um atoleiro de lama; pôs os meus pés sobre uma rocha e firmou-me num local seguro. 3 Pôs um novo cântico na minha boca, um hino de louvor ao nosso Deus. Muitos verão isso e temerão, e confiarão no Senhor.”
Quando minha esposa orou dizendo Senhor, quero ser mãe, mas seja feita a tua vontade. Naquela noite, fomos visitados pela convicção de Saber que o Amor nos conduziria, e posso afirmar que estávamos preparados para qualquer coisa que Deus fizesse, mesmo sinceros com nossa tristeza, mas abastecidos de convicção que ele cuida, ama, porque sua palavra diz.
Tudo isso para nessa noite nós dois podermos dizer a você, descanse no Senhor! Ele fará a sua vontade, a nossa esperança passou do resultado para quem nos salvou e caminha conosco. Ele fez mais do que pedimos e imaginamos, e esse a mais tem nome, Valentina e Luísa.
A Paz do Veredito (O Antídoto à Culpa): Félix sente medo (v. 25) porque sua consciência o acusa. Paulo é sereno porque sua consciência foi resolvida.
A paciência de Paulo é sustentada porque ele "ouviu o veredito do tribunal do céu" . A certeza de que ele foi declarado culpado, e ainda perdoado e total e completamente livre por Cristo, o liberta da necessidade de se justificar para Félix. O Veredito do Céu anula o poder das provações e do medo.’
Se o mundo parece um caos e a vida é "nada mais do que um processo de combustão muito longo" , a Ressurreição é a pista de que há um Significado (M maiúsculo) que vale a pena sacrificar a felicidade e o conforto pessoal.
Romanos 8.28 “28 Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.”

Ponto 3: O Fruto da Coragem: A Convicção Inabalável na Missão (Conclusão)

A paciência e a coragem de Paulo culminam na convicção de que o Evangelho o torna livre e o move.
A Convicção: Paulo não tem mais um ego para proteger (Keller) ou um medo a esconder. Sua convicção é baseada na Alegria de sua salvação.
C. S. Lewis (Alegria e Medo): A convicção final é que a alegria da redenção é maior do que o medo da perseguição (a experiência deste mundo). A esperança do nosso telos (o "outro mundo") torna a prisão secundária.
Paulo está disposto a sacrificar sua vida e conforto porque sua coragem é sustentada pela certeza de que a vida não é apenas um processo de combustão. Ela é um drama com propósito conduzido por Deus, que culmina na Ressurreição e na vida eterna.
2. O Testemunho Final: A história de Paulo é a garantia de que as provações não são falhas, mas são o meio pelo qual o Evangelho revela a coragem de Cristo em nós.
O Chamado à Reconciliação (A Ponte): Nossa coragem é o testemunho vivo de que a reconciliação (2 Coríntios 5:18) é real e que o Veredito do Céu é final. Isso nos liberta para testemunhar e para esperar.
Desafio: Qual é o seu "adiamento de dois anos" ou o seu "Félix" hoje? Onde o Ídolo do Controle está te causando ansiedade e roubando sua paciência?
"A sua coragem será ancorada na certeza de que o Veredito do Céu já te declarou perdoado. Descanse nessa Verdade, e a coragem de Cristo sustentará a sua paciência na espera."
1Pedro 5.7 “7 Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês.”
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