Introdução ao aconselhamento bíblico - aula 1

Introdução ao aconselhamento Bíblico  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Apresentação

Esse nosso estudo faz parte de 3 aulas introdutórias ao aconselhamento Bíblico segundo o estudo realizado pelo pastor Alexandre Mendes - Sasha.
Temos o objetivo de olhar para a palavra de Deus e desenvolver convicções acerca do aconselhamento bíblico.
Que não se trata de um aditivo conservador ao ministério de aconselhamento que nós como presbíteros e pastores damos, nem técnicas de resolução de conflitos. Trata-se do ministério particular da palavra de Deus. Que desde a compreensão da história da redenção, tem uma importância única em criar e desenvolver no povo de Deus a imagem e o caráter de Cristo Jesus. Então essa série de 3 aulas vai auxiliar um pouco mais a manejar a palavra de Deus a fim de ministrar no povo de Deus o Salvador em Cristo Jesus. 
 
Fomos criados à imagem e semelhança de Deus, para sermos representantes visíveis do Deus invisível. 
Gênesis, capítulo 1 e 2, conta para nós a história, a origem de todas as coisas.
Gênesis, capítulo 3, nos aponta como o pecado distorce todas essas coisas. 
 Lançando para nós a compreensão de um padrão que se estabelece em Gênesis 3 e é verdade até os dias de hoje. 
 
A forma como Satanás, o diabo, ainda engana o povo de Deus, engana o povo, pessoas, homens e mulheres em geral. 
 
Gênesis 3.1-5 Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: 'Não comereis de toda a árvore do jardim?'" Respondeu-lhe a mulher: "Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: 'Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais.'" Então, a serpente disse à mulher: "É certo que não morrereis, porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos, e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal." 
A grosso modo, o que Satanás faz aqui é trabalhando num processo de três passos para tentar, para seduzir Eva a desobedecer a Deus. 
 No versículo 1 do capítulo 3, o que nós vemos é que o conselho satânico põe dúvidas acerca do conselho divino. Logo no início, nós vemos sistemas de aconselhamento paralelos, nós vemos sistemas de aconselhamento contraditórios. 
Você tem a instrução do Senhor, que era boa, que era amorosa, que era para o bem de Adão, que é para o bem de Eva, e para que eles representassem a Deus de forma visível. Deus invisível de forma visível
Mas aqui, no capítulo 3, versículo 1, Satanás lança dúvidas, faz perguntas, fazendo leves distorções, estabelecendo um padrão que funciona até os dias de hoje. 
É assim que Deus disse: "Não comereis de toda a árvore do jardim? ", já implicitando de que Deus queria a infelicidade de Adão e Eva, colocando-os no meio desse jardim, cujo nome, inclusive, significava o prazer, essa essa presença prazerosa do Senhor, para simplesmente contemplar árvore após árvore, fruto após fruto e não comer de nada. 
 É isso que Deus quer para você? 
 Lançando dúvidas. 
 Note a estratégia satânica presente que existe e é a mesma na eternidade. 
É impressionante que quando conversamos com as pessoas durante o aconselhamento - elas têm dúvidas acerca da bondade do plano de Deus, da sabedoria do plano de Deus. Confrontando suas experiências, confrontando os desejos do seu coração, eles querem algo, eles querem algo diferente, mas são confrontados com a realidade do seu coração, são confrontados com a palavra de Deus e questionam-se se de fato Deus sabe, se é amoroso, se a providência divina é acertada. 
Bom, respondeu-lhe a mulher: "Do fruto das árvores do jardim podemos comer." 
 ....
A mulher responde, interage, talvez tomando elementos que não estavam no conselho original divino. 
E aí, o segundo passo de Satanás, depois de lançar dúvida, é NEGAR a palavra de Deus. 
 
Então, a serpente disse à mulher: "É certo que não morrereis." - NÃO NAQUELA HORA!!!
 
ENTÃO, Satanás lança dúvida acerca da palavra de Deus e depois nega a palavra de Deus. 
 
"Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos, e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal." 
 
Depois de lançar dúvida, depois de negar a palavra de Deus, Satanás apresenta um substituto ao conselho divino. 
 
"Comam! Comam do fruto! 
 
Vocês não vão representar a Deus, vocês vão ser como Deus."  Exemplo da Laura pequena
 No coração do pecado, no centro de nossas obstinações, de nossa rebeldia, está o desejo de ser como Deus, senhor do meu destino. 
 Não venha e faça a tua vontade, eu quero a minha vontade. 
 Não seja o teu reino, mas o meu reino. Não seja a glória dada ao Senhor, mas a mim. 
É isso que o pecado grita e é isso que ele faz em Gênesis, capítulo 3, em suma, em Gênesis. 
A estratégia satânica continua a mesma. 
Lançando dúvida, negando e lançando um substituto. 
É assim mesmo que foi criado apenas dois gêneros? Não existem dois gêneros? 
Você pode ser o que você quiser e existem inúmeras possibilidades, basta seguir o seu coração. Você percebe que a estratégia continua lá? É isso que Deus quer mesmo para você? Que você fique preso nisso que você chama de casamento? 
Não, Deus quer a sua felicidade. E para conquistar a sua felicidade, você vai precisar sair desse casamento. 
Ele lança dúvidas, ele nega, ele lança um substituto. 
Isso forma, no contexto de Eva e no coração humano, a junção de três aspectos da tentação: a concupiscência da carne. Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, concupiscência da carne. 
 
Impressionante como muitos dos que aconselhamos, disciplinamos estão presos às sensações da carne. Todo e qualquer pecado ligado às sensações da carne são facilmente praticados. 
 
Agradável aos olhos, a concupiscência dos olhos, árvore desejável para dar entendimento, a soberba da vida. 
 
Esses três se unem de tal forma que compõem uma tentação irresistível para Eva. 
Então, ela tomou do fruto, comeu e deu também ao marido, e ele comeu. 
então vs 7 
"Abriram-se, então, os olhos de ambos, e perceberam que estavam nus; coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si." 
 
Vergonha. Pessoas hoje passam por uma porção de problemas cuja raiz é a vergonha. O medo de que as pessoas descubram quem de fato elas são. 
 
Elas vestem máscaras, temem homens. 
 
Pessoas passam a fazer coisas que normalmente não fariam, pessoas deixam de fazer coisas que normalmente fariam por medo do que as outras pessoas vão achar delas, vão pensar delas. 
 
Porque abriram-se os olhos, perceberam que estavam nus - Vergonha. 
 
Logo, no versículo 8, culminando no versículo 10, nós temos uma segunda reação que desencadeia pela presença agora do pecado e quando olhamos para o aconselhamento bíblico. "Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim." "E chamou o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: 'Onde estás?'" 
 "Ele respondeu: 'Ouvi a tua voz no jardim e, porque estava nu, tive medo e me escondi.'" 
 Não só vergonha, mas medo.
 Medo que foi dado por Deus para nossa proteção, mas AGORA distorcido pelo pecado nos leva à escravidão. 
 Homem e mulher antes desfrutavam de um relacionamento harmonioso com o Senhor, de intimidade com o Senhor. Agora, eles têm medo do Senhor. 
 
E no versículo 11, quando Deus faz uma pergunta, e aqui já estabelecendo para nós um padrão da forma amorosa como o Senhor se relaciona com os seus filhos, com as suas criaturas, quando Deus faz pergunta, ele não está atrás de informação. 
 O Deus que sabe todas as coisas sabe também as respostas. 
 "Perguntou-lhe Deus: 'Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?'" 
 As duas perguntas, o Senhor já tem a resposta, ele já sabe. 
Nem toda pergunta tem como objetivo saber e coletar informações. 
Mas o que o Senhor faz é amorosamente confrontar o coração de Adão e Eva, dando a eles a oportunidade de enxergar seu próprio pecado, conduzindo-os amorosamente à convicção do pecado. E a resposta, então, que o homem dá não é de arrependimento, mas é de mais uma marca que o pecado trouxe, distorcendo o relacionamento. 
Como é aquela frase máxima dos dias de hoje - A CULPA É MINHA E EU PONHO EM QUEM EU QUISER!!!
Não é só vergonha, não é só medo, mas aquela harmonia agora é trocada pela hostilidade. 
"A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi." 
Os irmãos percebem como Adão é extremamente hostil para com a sua esposa Eva, e implicitamente de que a culpa sequer é de Eva, é do próprio Deus. 
Foi a mulher que o senhor me deu. Se o senhor tivesse me dado uma esposa diferente, imune ao erro e mais obediente, isso não teria acontecido. 
Culpa última de quem? 
Do Senhor. E não é assim que nós operamos diante do nosso pecado? 
Quando aconselhados culpam suas circunstâncias, culpam pessoas, sem reconhecer de que o Deus soberano está por trás de suas circunstâncias, das pessoas envolvidas em seus relacionamentos, e jogando a culpa para quem? Para Deus. 
Bom, a mulher não fica muito distante disso. 
Disse o Senhor Deus à mulher: "Que é isso que fizeste?" 
Respondeu a mulher: "A serpente me enganou, e eu comi." 
Então, o Senhor disse para a serpente disse: "Porque fizeste isso, maldita és entre todos os animais domésticos." 
Etc. etc. 
Quais são os padrões que nós enxergamos aqui? 
 
Nós enxergamos o padrão da estratégia satânica de lançar dúvida, de negar a palavra de Deus, de lançar um substituto à palavra de Deus. Estratégia que Satanás usa até os dias de hoje, e pessoas começam a colher resultados iguais ao pecado original em Gênesis, capítulo 3: vergonha, medo, hostilidade, ira. 
 
Tudo começa a girar em torno desses três elementos e mostrar para nós que nós temos a necessidade de um redentor. Gênesis, capítulo 3, versículo 15, lança para nós o primeiro vislumbre da esperança daquele que viria para reverter o que o pecado trouxe. 
Versículo 15: "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar." 
 
Adão e Eva, o que vocês fizeram foi terrível, mas alguém vai vir, descendente da mulher, para reverter o que o pecado trouxe. Aqui nós devemos aguardar agora, a partir do versículo 15, que de Eva viria alguém, que de Eva viria um descendente que esmagaria a cabeça da serpente. 
 
A partir do versículo 16, são as consequências do pecado, tanto para a mulher quanto para o homem. 
E agora nós aguardamos essa esperança. 
Adão e Eva são expulsos do jardim. 
Gênesis, capítulo 4: "Coabitou o homem com Eva, sua mulher; esta concebeu e deu à luz a Caim; então, disse: 'Adquiri um varão com o auxílio do Senhor.'" 
"Depois, deu à luz a Abel, seu irmão. 
Abel foi pastor de ovelhas, e Caim, lavrador." 
Nossa expectativa como leitores é: quem será esse descendente da mulher que vai esmagar a cabeça da serpente? 
Será Caim? Será Abel?
Bom, nós conhecemos a história, ou deve se familiarizar com a história. 
Não foi nem Caim nem Abel. Abel morreu e quem matou foi Caim. 
E, de fato, o que nós vemos é a presença da morte de uma de uma maneira gritante na história de Adão e Eva. 
Antes mesmo que eles a experimentassem, eles viram seu filho morto. 
Sim, Deus estava certo. 
A morte entrou na história da humanidade - A palavra de DEUS é correta e para o aconselhamento bíblico, quando somos abordados é a INFALIBILIDADE DA PALAVRA DE DEUS
Então Acontece o primeiro homicídio e a descendência, então, de Caim só ajuda a provar o ponto de que aqueles que foram criados à imagem e semelhança de Deus, que tinham a bênção de Deus de se multiplicar, de serem fecundos e espalhar representantes visíveis do Deus invisível na Terra, enchendo a Terra com a glória de Deus. 
Lembra qual era a principal tarefa do homem? 
De glorificar a Deus, de gozá-lo para sempre. 
Como isso aconteceria? 
Bom, Adão e Eva teriam filhos. Adão e Eva, imagem e semelhança de Deus, teriam filhos à imagem e semelhança de Deus. Mas Gênesis 3 nos diz que Adão e Eva não perderam os aspectos completos da imagem de Deus, mas ela foi distorcida, e que Caim e Abel saíram à imagem de Adão, e, por serem imagens distorcidas de Deus, por vezes não querem representar a Deus, também querem ser igual a Deus. Caim se recusa a ouvir as instruções de Deus. 
Ele não quer agora ouvir o que Deus está dizendo para ele fazer para o eu seu sacrifício ser aceitável. Então, o que que é mais fácil para Caim? 
Matar Abel. Eu vou matar aquele que aponta constantemente de que o meu sacrifício é errado. 
Ele mata Abel. 
O homem continua ainda sendo essa imagem distorcida, refletindo tudo e qualquer coisa … menos o próprio Deus. 
Imagens visíveis do Deus invisível, mas agora distorcido pelo pecado
E isso se passa também na descendência de Caim, em que Lameque diz às suas esposas, no versículo 23: "Ada e Zilá, ouvi-me, vós, mulheres de Lameque, escutai o que passo a dizer-vos: matei um homem porque ele me feriu e um rapaz porque me pisou. Sete vezes se tomará vingança de Caim; de Lameque, porém, setenta vezes sete." 
Agora se mata simplesmente porque alguém pisou no meu pé. 
Então, essa impiedade ganha força. 
E nascem, então, essas duas descendências: a descendência daqueles que passaram a invocar o nome do Senhor de Sete e Caim. 
O capítulo 5 de Gênesis nos prova um ponto: a morte entrou na história da humanidade definitivamente. 
Não sei quem viveu não sei quantos anos, gerou filhos e filhas e morreu, e morreu, e morreu. Você vê inúmeras vezes: e morreu. 
A morte entrou. 
No capítulo 6, nós vemos em Gênesis de que a toda essa impiedade se espalhou na Terra a tal ponto de que Deus resolveu trazer juízo. E ao mesmo tempo em que Deus ministra juízo, ele traz e vislumbra esperança, de que ele iria ligar, então, no meio desse juízo a figura, ah, de um salvador, de um evento de salvação. 
 
E Deus escolhe Noé. 
 
Será esse que irá reverter o que o pecado distorceu? Será esse que irá esmagar a cabeça da serpente? 
 
O justo Noé. Por 100 anos, Noé constrói uma arca enquanto prega um juízo vindouro. 
 
Ele é debochado, ele é zombado, escarnecido. 
 
Deus traz os animais, a família de Noé entra dentro da arca, fecha a arca e vem juízo. Chuvas e chuvas e água, 40 dias e 40 noites, alguns meses dentro da arca. 
Deus dizima a humanidade, exceto a família de Noé. Então deve ser Noé. 
Abre-se a arca. 
Noé vai sair, vai povoar a Terra, a bênção é repetida. Vai, enche a Terra. 
Agora, com Noé, um homem temente ao Senhor, tudo vai dar certo. 
Então, Noé planta uma vinha. 
E do fruto da vinha, ele faz vinho. E do vinho, ele se embriaga. 
O justo Noé. 
É, não é bem ele. 
 
Então, nós temos as descendências, os descendentes de Noé, e os descendentes de Noé são justamente aqueles que resolvem olhar para o mandamento do Senhor de ir e de apovoar a Terra, de se multiplicar, de encher a Terra. 
 Só que eles falam para si
Nós não vamos encher a Terra, nós não vamos nos espalhar. Nós vamos ficar juntinhos e nós vamos construir uma torre, uma torre tão grande que vai tornar o nosso nome conhecido. 
 
Não queremos fazer o nome de Deus conhecido, não queremos representar o Deus invisível, nós queremos ser conhecidos. E nós vemos esse padrão ao longo da história da humanidade, essa resistência de viver representando visivelmente o Deus invisível. 
 
Gênesis, capítulo 11, versículo 4, disseram: "Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo topp chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra." Então, desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam. Era uma torre tão grande, tão imponente que o Senhor teve que descer para ver. 
 
Eu creio que existe até uma certa ironia no texto bíblico, mostrando a insuficiência das nossas obras e quão tolas elas são. E o ponto que é claro no texto é que a descendência de Noé também não quer cumprir o papel que lhe foi dado de representante visível do Deus invisível. Bom, Gênesis, capítulo 12, parece que a história muda. 
 
Por iniciativa divina, ora, disse o Senhor a Abrão: "Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei." 
 
"De ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome; sê tu uma bênção." "Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão serão benditas todas as famílias da Terra.” 
 
Deus escolhe um indivíduo, Abraão, provavelmente um idólatra, provavelmente um homem que adorava os astros do céu. O verdadeiro Deus, criador dos astros do céu, aparece a Abraão e o chama. 
 
Eu vou fazer de você uma grande nação. Eu vou engrandecer o teu nome. Ao contrário de Gênesis 11, na Torre de Babel, que estava, que eram homens buscando engrandecer o seu próprio nome, aqui nós vemos, claramente que é o Senhor que engrandece o nome. 
 
E o Senhor toma a iniciativa e na sua soberania chama Abraão e diz: "Eu vou fazer de você uma grande nação, e em ti serão benditas todas as famílias da Terra. Em ti virá alguém, de ti virá um descendente, descendente da mulher, agora tem um povo específico, será esse povo de Abraão". Só tem um problema. Abraão não tem filhos. Para se tornar uma grande nação, Abraão precisa ter filhos.
E agora o que Deus faz com Abraão, o pai da fé, é forjar a maturidade da sua fé. Já estabelecendo para nós, irmãos, um padrão de como Deus forja a fé. 
 
Em sua caminhada cristã, no seu ministério de aconselhamento bíblico, você vai ver que fé cresce em maturidade no exercício de acordo com as informações que são passadas. O que eu quero dizer com isso? 
 
Abraão recebeu apenas um pedaço de informação aqui
Eu vou fazer de você uma grande nação, vai para a terra que eu vou te mostrar, sai da tua parentela. 
E o que Abraão faz? 
 
Ele sai da tua parentela, ele vai segue ao Senhor em direção à terra que ele vai mostrar, ele creu. 
 
Abraão está próximo, está pronto para o próximo passo. 
E ao olhar ao redor e se perguntar de onde virá esse descendente, ele chega a uma conclusão: "Deus vai me dar uma grande nação, eu preciso de um descendente, não tenho filhos, logo, meu servo Eliezer será o meu descendente". 
Foi assim que Abraão creu.
Deus dá mais um pedaço de informação que Abraão precisava. 
Abraão, não é por meio do seu servo, é uma semente tua, Abraão. 
É alguém que vai vir de você. 
Abraão creu...
Mas ele olhou ao redor, ele não tinha filhos. 
Bom, Sara, Sara teve uma ideia. 
Por que que você não pega a minha serva Hagar? Eu não estou justificando o que Abraão está fazendo, mas eu estou dizendo que ali tem um homem que cria nas promessas do Senhor. 
E a equação para ele era muito simples. 
Eu preciso ter um filho porque eu vou ser uma grande nação, eu vou ter um filho e vai ser com Hagar, nasce Ismael, e Deus categoricamente diz: "Esse não é o filho da promessa". 
 
Mais um pedaço de informação que Abraão precisava e diz o seguinte para ele: "Olha, é uma semente tua com Sara". 
Sara riu. Ela riu. Ela riu em seu coração, como que assim eu vou ter filhos? 
Ninguém escutou, mas Deus ouviu. 
E disse: "Daqui um ano você vai ter um bebê no colo". Depois de um ano, Sara tem um bebê no colo. 
Este é o filho da promessa, Isaque. Uma semente tua, Abraão, com Sara, Isaque é o filho da promessa. 
E agora nós estamos nos aproximando de Gênesis, capítulo 22, onde a fé de Abraão é forjada. Nós estamos vendo padrões como Deus forja e caminha a fé de cada um de nós. Em Gênesis, capítulo 22, que nós encontramos é o pedido de Deus a Abraão: "Vai e sacrifica o teu filho, qual você ama".
Abraão agora começa a fazer contas e diz: "Poxa, ele me chamou para ser uma grande nação, disse que eu ia ter um filho, disse que ia ser um filho meu com Sara, Deus cumpriu sua promessa, disse: 'Esse é o filho da promessa', e agora ele pede para que eu o sacrifique".
E de acordo com Hebreus, capítulo 11, nós somos informados de que Abraão não só creu, mas ele creu naquilo que sequer ele conhecia que era possível, de que Deus haveria de ressuscitar Isaque. Se ele pediu então para ser sacrificado, é porque Deus tem um plano de sacrificar Isaque. 
Abraão creu. 
Ele não creu mais no que ele enxergava, ele cria agora no que a palavra de Deus diz. 
Isso é uma fé madura. E quando nós somos atacados na estratégia satânica de lançar dúvida, negar, lançar um substituto, nós PRECISAMOS dessa fé madura. 
 
Essa fé madura que escuta a palavra de Deus e diz: "Apesar do que diz a minha experiência e o que eu acho possível, eu vou crer". Você percebe como essas são convicções importantes para forjarmos em um aconselhamento bíblico, de que muitos que se propõem a abrir a palavra de Deus ainda não creem de fato no que diz a palavra de Deus, ainda não creem de que perseverar no seu casamento é a vontade de Deus, ainda não creem de que continuar orando, perseverando na oração pelo seu filho é a vontade de Deus, de que resolver conflitos, se humilhar diante daquele que você ofendeu é a vontade de Deus. Elas ainda estão acreditando nas suas próprias experiências, elas ainda estão ouvindo os ruídos ao seu redor, mas elas não estão ouvindo o que diz a palavra de Deus.
Uma fé madura ouve a palavra de Deus e age em cima do que diz a palavra de Deus. E Deus está forjando a fé de Abraão, e de Abraão nasce Isaque, de Isaque, Esaú e Jacó. São outras lições importantes, porque nós vemos Esaú e Jacó, e obviamente, Esaú, como primogênito, como toda essa configuração de masculinidade,.... de liderança,.... um caçador, ....de coragem,.... é óbvio que é Esaú o filho da promessa. É óbvio que é Esaú o herdeiro. Mas Deus nos ensina mais um aspecto mais um pedaço de que não são em méritos pessoais, mas é de acordo com sua graça, de que é assim que funciona na economia divina. É baseado única e exclusivamente na graça de Deus, não em méritos pessoais. 
 
Jacó não era o primogênito. Jacó não era o preferido. Jacó não tinha as virtudes que nós esperávamos de um grande líder, mas o Senhor escolheu Jacó, cujo nome era enganador. E Jacó tem lições para aprender. 
 
Porque desde o início ele dá pistas de que ele vai ser um TRAPACEIRO, e de fato ele é. Ele engana seu irmão, ele engana o seu pai, ele engana o seu sogro. Ele colhe o que plantou, ....… é enganado pelo sogro, ele sai, ele briga com Deus, e o Senhor o faz confessar: "Qual é o seu nome?" 
"Jacó, enganador". 
Ele confessa quem ele é, e a partir daí ele é um outro homem. 
Nesse ponto já existe uma confusão instaurada na sua família, uma verdadeira novela. 
Os filhos de Raquel, os filhos de Lia, os filhos de Bila, os filhos de Zilpa, o filho preferido, José, a sua túnica especial, mangas cumpridas, muito coloridas. 
 
José é o filho preferido, vendido pelos seus próprios irmãos, alguns inclusive queriam matá-lo, e José é enviado para o Egito. 
 
E ali nós vemos um outro padrão importante para entendermos o que nós temos em Cristo Jesus, até então estranho a nós o conceito do justo sofredor. José talvez tenha sido esse adolescente mimado, trazendo notícias ruins de seus irmãos, mas a partir dali, na chegada do Egito, o que nós vemos sobre José é a boa mão do Senhor e José sofrendo por ser justo. 
 
Ele foi humilhado para então ser exaltado, uma lógica que nós precisamos compreender, uma lógica que nós precisamos aprender para interagir com o conteúdo da escritura e ter nossa mente aberta para entendermos a riqueza que temos em Cristo Jesus.
José então se torna o segundo maior governante do Egito, acho que podemos dizer do mundo da sua época, um homem extremamente poderoso, e que Deus o separou numa posição estratégica para preservar uma família de 70 pessoas, família da promessa, que diante de uma fome intensa agora precisa receber os mantimentos do Senhor.
Então José dá as boas-vindas aos seus irmãos, depois de um processo de sondagem do arrependimento dos seus irmãos, ele enxerga de fato de que aqueles que antes estavam dispostos a não só matar José, mas o venderam, agora estão prontos para substituir Benjamim. José vê arrependimento na vida dos seus irmãos, vê mudança e se revela: "Eu sou José", talvez uma das narrativas mais emocionantes da escritura, "Eu sou José, o irmão que vocês venderam no Egito". 
 
É uma mistura de medo, é uma mistura de talvez alegria, é uma mistura de ansiedade ou de antecipação com o que vai acontecer, mas o ponto é, nós vemos o justo sofredor num lugar estratégico para a salvação dos seus. 
 
E agora José convida a sua família para morar no Egito. 
 
E eles são colocados e separados numa terra específica, Gósen. E nessa terra específica chamada Gósen, é onde efetivamente eles se multiplicam, eles de 70 viram milhões  
E agora como milhões, eles começam a perturbar o faraó. 
 
O faraó que conhecia José morreu. O faraó que nasceu na sequência ainda ouviu histórias de José, mas ele também morreu. E, na sequência, veio um faraó que não conhecia José, nem os seus feitos, e olhou obviamente para esse povo estrangeiro como uma ameaça e submeteu a intensa escravidão. 
 
Assim termina o livro, assim termina esse período de benção sobre a vida de Israel e começa o livro de Êxodo. O povo de Israel agora são milhões e milhões debaixo do jugo da escravidão. 
 
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