OS MANSOS
Pastor Maycson Rodrigues
O SERMÃO DO MONTE • Sermon • Submitted • Presented
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Os Mansos
Os Mansos
⁵ — Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. (Mateus 5:5)
INTRODUÇÃO
Até aqui, a gente pensou em si. Para nos tornarmos pobres em espírito, nós mesmos assumimos que nada somos sem Deus. Para chorar os nossos pecados e os pecados do mundo, a gente precisa decidir se arrepender. Agora, para sermos mansos, precisamos aceitar que outros pensem, sintam e falem coisas a nosso respeito. Agora, não é só a gente que se auto examina, mas agora também seremos examinados pelos outros. Antes, talvez a gente dizia ‘sou pecador’ para nos preservarmos de alguém afirmar isso sobre nós. Agora, somos desafiados a ouvir de outros que somos pecadores e o quanto somos pecadores. Será que estamos prontos para isso?
EXEMPLOS DE MANSIDÃO NA BÍBLIA (por Martin Lloyd Jones)
EXEMPLOS DE MANSIDÃO NA BÍBLIA (por Martin Lloyd Jones)
Abraão: permitiu ao homem mais jovem fazer a escolha, sem reclamar com qualquer murmuração ou queixa.
Moisés: reconhecido na Bíblia como o homem mais manso que passou pela terra, ele poderia ter sido um grande príncipe do Egito, mas preferiu a humilhação de si mesmo ao se submeter totalmente à vontade de Deus para sua vida.
Davi: mesmo já ungido como o próximo monarca da nação de Israel, quanta coisa ele suportou do rei Saul, que o tratava áspera e injustamente!
Jeremias: sofreu muito permitindo que coisas ofensivas fossem ditas acerca de sua pessoa, às suas costas, mas como mesmo assim ele continuou anunciando a sua mensagem. Esse foi um grandioso exemplo de mansidão.
Estevão: sofreu injustamente também e não procurou se vingar.
Paulo: um poderoso homem de Deus que sofreu nas mãos da igreja de Corinto, que desprezou o seu apostolado entre outras maldades, e ainda sofreu fisicamente nas mãos de seus compatriotas judeus.
O Senhor Jesus: o supremo exemplo de mansidão! Vemos essa virtude na vida inteira de Jesus. Vemos em Sua reação para com outras pessoas, especialmente na maneira como Ele sofreu perseguições e escárnios, sarcasmo e menosprezo. Com razão foi dito a respeito dEle: “Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega” (Isaías 42:3). A atitude de Cristo para com os Seus inimigos, mas talvez ainda mais a Sua completa submissão ao Pai, demonstram a Sua mansidão. Jesus declarou: “As palavras que eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras” (João 14:10). Voltemos, pois, os olhos para Cristo, no jardim do Getsêmani. Consideremos o Seu retrato falado, em Filipenses 2, onde Paulo nos diz que Jesus não considerou Sua igualdade com o Pai como uma prerrogativa à qual deveria aferrar-se a todo custo. Não, mas Ele resolveu viver como homem, e assim o fez. Humilhou-se a Si mesmo e Se tornou servo, tendo-se sujeitado à própria morte, e morte por crucificação. Ora, isso é mansidão; isso é humildade, a verdadeira humildade; essa é a qualidade que o próprio Cristo nos ensinava, a esta altura do Sermão do Monte.
O QUE É A MANSIDÃO?
O QUE É A MANSIDÃO?
Em primeiro lugar, não é algo que pertence ao nosso temperamento ou à nossa personalidade, ou seja, não é algo que adquirimos de modo natural. Jeremias e Paulo tinham suas personalidades fortes, mas alcançaram grande medida de mansidão porque o Espírito Santo é quem realiza isso no crente.
Em segundo lugar, ser manso não é ser frouxo, inerte, lerdo ou molenga. Tem gente que age com tolerância e passividade, e acham que essa pessoa é mansa, mas não é. Isso se chama fraqueza de caráter. Também não é gentileza, pois muita gente naturalmente pode ser gentil (e até alguns animais, como alguns cachorros). Não é sobre “querer ter paz a qualquer preço”. A frase “prefiro ter paz a ter razão” cabe em muitas situações, mas não em todas.
Deixa eu citar para vocês o que Martin Lloyd Jones tem a dizer sobre isso:
“Não, não é nada disso. A mansidão é compatível com grande força de caráter. A mansidão é compatível com grande autoridade e poder. Aquelas personagens bíblicas que mencionamos acima foram grandes defensoras da verdade. O homem manso é alguém que acredita em defender com tal empenho a verdade que se dispõe até a morrer por ela, se for necessário. Os mártires foram pessoas mansas, mas jamais foram débeis. Foram homens fortes, e, contudo, mansos. Que Deus nos livre de alguma vez confundirmos essa nobre qualidade, uma das mais nobres dentre todas as virtudes, com algo meramente animal, físico ou natural.”
Em último lugar para definirmos o que é mansidão, não é uma disposição exterior, mas interior do cristão (estou partindo do ponto que só pelo Espírito isso é possível; logo, só cristãos nascidos de novo podem ser mansos como Jesus diz nas bem-aventuranças). Está muito ligado ao fruto do Espírito que é “domínio próprio”. Aqui vale dizer que o fruto é único. Cada virtude listada por Paulo em Gálatas 5 quando falou sobre o Fruto do Espírito deve ser praticada para que, de fato, se expresse na vida como sendo cheio do Espírito e da presença de Deus. Não somos cheios do Espírito quando sentimos arrepios e passamos por experiências de catarse; somos cheios do Espírito quando somos mansos e isso significa controlar a ira e a vontade de dizer uma série de coisas que a carne clama para que digamos.
Então, como podemos definir resumidamente a mansidão? Podemos dizer que a mansidão é uma maneira de ver a si mesmo, considerar sua batalha pessoal para não ser quem Deus não nos chamou para ser, e isso resulta num modo de lidar com os outros. Então é como eu me relaciono comigo mesmo e com o meu próximo. Lloyd Jones nos ajuda a compreender melhor:
“Percebe-se, pois, quão inevitavelmente a mansidão deriva-se das qualidades de “humildade de espírito” e de “lamentação”. Ninguém é capaz de ser manso, a menos que também seja humilde de espírito. E ninguém pode ser manso exceto se já se viu como um vil pecador. Essas outras características necessariamente surgem primeiro. Entretanto, se eu já percebi o que realmente sou, em termos de humildade de espírito e de atitude lamentosa, em vista de minha pecaminosidade, então sou levado a ver que é necessário que em mim não se manifeste o orgulho. O indivíduo manso não se orgulha de si mesmo; não se vangloria a seu próprio respeito sob hipótese alguma. Pois sente que em si mesmo coisa alguma existe de que ele possa gabar-se. E também deve-se entender que ele não faz valer seu direito. Como você deve estar percebendo, isso é uma negação daquela psicologia popular de nossos dias que nos recomenda “impor-nos aos outros” e “expressarmos a nossa personalidade”. Aquele que é manso não quer fazer essas coisas; antes, envergonha-se delas. Por semelhante modo, o indivíduo que é manso não exige coisa alguma para si mesmo. Não considera todos os seus legítimos direitos como algo a ser exigido. Não faz exigências quanto à sua posição, aos seus privilégios, às suas possessões e à sua situação na vida. Não, mas assemelha-se ao homem retratado pelo apóstolo Paulo em Filipenses 2. “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Filipenses 2:5). Cristo não asseverou o Seu direito de igualdade com Deus; deliberadamente Ele não o fez. E você e eu temos que chegar a este ponto.”
Porém, Jones vai além:
“Permita-me ir um pouco mais adiante. O homem manso nem ao menos se sensibiliza consigo mesmo. Não vive cuidando de si próprio ou dos seus interesses pessoais. Não permanece em atitude defensiva. Todos nós sabemos como essas coisas são, não é verdade? Não é essa uma das piores maldições resultantes da queda no pecado – essa sensibilidade excessiva acerca de nós mesmos? Passamos a vida inteira cuidando de nós mesmos. Entretanto, quando a pessoa adquire a mansidão, cessa tal atitude; e, daí por diante, não mais se preocupa consigo mesma e nem com o que os outros digam a seu respeito. Ser verdadeiramente manso significa que não mais ficamos a proteger-nos, porquanto já teremos compreendido que nada existe a ser defendido. Por essa razão, não vivemos na defensiva; tudo isso ficou relegado ao passado. O homem que é realmente manso não tem pena de si mesmo, e nunca se lamenta por si mesmo. Jamais fala consigo mesmo, dizendo: “Você está enfrentando tempos difíceis; e como aquelas pessoas mostram-se ásperas, ao não lhe compreenderem!” E também jamais pensa: “Quão maravilhoso eu seria, se ao menos as outras pessoas me dessem alguma oportunidade!” Autocomiseração! Quantas horas e quantos anos desperdiçamos lamentando-nos! Todavia, o homem que se tornou manso pôs um ponto final em tudo isso. Em outras palavras, ser manso significa que o indivíduo se anulou completamente, como se não tivesse direitos e nem merecimentos seja no que for. Tal indivíduo já percebeu que ninguém poderá causar-lhe qualquer dano. John Bunyan expressou admiravelmente bem a situação, quando escreveu: “Aquele que já está caído, não precisa temer a queda”. Quando alguém vê verdadeiramente a si mesmo, sabe que ninguém pode dizer algo a seu respeito que seja exageradamente mau. Não precisa preocupar-se com o que outros homens digam ou façam; porque sabe que merece tudo isso, e mais ainda. Uma vez mais, por conseguinte, desejo definir a mansidão nos seguintes termos. O indivíduo que é verdadeiramente manso é aquele que se admira de que Deus e os homens possam pensar dele tão bem quanto pensam, tratando-o tão bem quanto o tratam. Isso, ao que me parece, é a qualidade essencial do indivíduo que é manso.”
CONCLUSÃO - HERDARÃO A TERRA
CONCLUSÃO - HERDARÃO A TERRA
Para finalizar, eu digo que o manso é uma pessoa de atitudes suaves e meigas, sim. É uma pessoa acessível, como Jesus era a todos. O cristão bem-aventurado (aprovado por Deus) porque é manso, é alguém que não devolve a ofensa que recebeu, não revida o mal que praticaram contra ele, age com paciência, especialmente quando sofre de maneira injusta. O apóstolo Pedro vai dizer em sua primeira carta:
²² Ele não cometeu pecado, nem foi encontrado engano em sua boca.
²³ Pois ele, quando insultado, não revidava com insultos; quando maltratado, não fazia ameaças, mas se entregava àquele que julga retamente,
1 Pedro 2:22,23
Ser manso é usar de paciência e longanimidade, mesmo quando sofremos injustamente.
Mas, além disso, ser manso significa que estamos dispostos a ouvir e a aprender; que temos uma visão tão pequena de nós mesmos e de nossas capacidades que estamos prontos a ouvir o que outras pessoas têm a dizer sobre nós porque queremos aprender com elas e sermos melhores a partir da correção que elas podem impor sobre nós. E, acima de tudo, devemos estar prontos a sermos ensinados pelo Espírito, e guiados como ovelhas pelo Sumo Pastor, o nosso Senhor Jesus Cristo. A mansidão sempre implica em um espírito que se deixa ensinar. É novamente o caso que pode ser visto na experiência do próprio Senhor Jesus. Embora Ele fosse a Segunda Pessoa da bendita Trindade Santa, Ele se tornou homem, se humilhando deliberadamente até ao ponto de ter de depender inteiramente do que Deus lhe desse, do que Deus lhe ensinasse e do que Deus lhe dissesse para fazer. Cristo se humilhou a fim de chegar a esse ponto, e é isso que se deve entender por mansidão. Precisamos estar preparados para aprender a escutar, e, sobretudo, devemos nos render à orientação do Espírito Santo.
Portanto, o que eu quero dizer a você é que, é necessário que a gente deixe tudo - nós mesmos, os nossos direitos, a nossa causa, todo o nosso futuro - tudo isso nas mãos de Deus e, de maneira especial, quando a gente sentir ou perceber que estamos sofrendo injustamente. A gente precisa aprender com o apóstolo Paulo, que o nosso padrão de atitude na vida tem que ser o seguinte: “Meus amados, não façam justiça com as próprias mãos, mas deem lugar à ira de Deus, pois está escrito: "A mim pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor." (Romanos 12:19). Não precisamos nos vingar; apenas temos que entregar as nossas causas aos cuidados de Deus. Ele é quem vai nos vingar; Ele é quem vai retribuir com justiça. Não precisamos fazer absolutamente nada. Lloyd Jones vai dizer: “Deixemos com Deus a nós mesmos e nossas causas, nossos direitos e tudo mais ao Seu encargo, em atitude de paz na mente e no coração. Ora, tudo isso, conforme veremos mais adiante, é algo abundantemente ilustrado nos vários ensinamentos detalhados deste Sermão do Monte.”
O que acontece com quem pratica essa qualidade na própria espiritualidade? ⁵ — Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. (Mateus 5:5). A pessoa mansa é abençoada e aprovada por Deus e isso lhe traz a felicidade verdadeira. Quem é manso já se encontra feliz, satisfeito e em paz. O coração transborda de alegria e gratidão. Como Paulo vai dizer em 2 Coríntios 6.10b: “nada tendo, mas possuindo tudo”. Paulo vai dizer aos Filipenses no final de sua carta que ele agradece o cuidado dos irmãos com ele em forma de generosas ofertas, mas o seu maior interesse estava no “fruto que aumenta o crédito na conta deles” (Fp 4.17b). Ele ainda diz que já tinha tudo o que necessitava e até de sobra (Fp 4.18a). Antes, no próprio contexto disse:
¹⁰ Fiquei muito alegre no Senhor porque, agora, uma vez mais, renasceu o cuidado que vocês têm por mim. Na verdade, vocês já tinham esse cuidado antes, só que lhes faltava oportunidade.
¹¹ Digo isto, não porque esteja necessitado, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação.
¹² Sei o que é passar necessidade e sei também o que é ter em abundância; aprendi o segredo de toda e qualquer circunstância, tanto de estar alimentado como de ter fome, tanto de ter em abundância como de passar necessidade.
¹³ Tudo posso naquele que me fortalece.
Filipenses 4:10-13
O mesmo pensamento podemos ver em 1 Coríntios 3, quando o apóstolo dos não judeus (ou seja, os gentios) vai dizer:
²¹ Portanto, ninguém se glorie nos homens. Porque tudo é de vocês:
²² seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas, seja o mundo, seja a vida, seja a morte, sejam as coisas presentes, sejam as futuras, tudo é de vocês,
²³ e vocês são de Cristo, e Cristo é de Deus.
1 Coríntios 3:21-23
Sim, tudo é nosso, se é que somos mansos, se somos discípulos verdadeiros de Cristo; e, nesse caso, já somos herdeiros da terra.
Mas também há uma referência a uma realidade futura. Paulo ainda aos Coríntios em sua primeira carta vai dizer no capítulo 6:
² Ou vocês não sabem que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vocês, será que vocês não são competentes para julgar as coisas mínimas?
1 Coríntios 6:2
Se vamos julgar o mundo, é porque também já teremos herdado a terra.
Me permita citar o nosso querido pastor Jones:
“Em Romanos 8:17, Paulo coloca a questão nestes termos. Somos filhos de Deus, e, por esse motivo, “... somos também herdeiros, herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo”. Em outras palavras, haveremos de herdar a terra. E o apóstolo explana a Timóteo esse envolvimento: “... se perseveramos, também com ele reinaremos...” (II Timóteo 2:12). Ou, em outras palavras: “Timóteo, não fique demasiadamente preocupado com seus sofrimentos. Antes, mostre-se manso e capaz de sofrer, e então você reinará juntamente com Cristo. Você haverá de herdar a terra na companhia dele”. Sem embargo, penso que tudo foi mui aptamente expresso por aquelas palavras de nosso Senhor, em Lucas 14:11: “Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado”.”
Não é novidade para vocês eu dizer que só é possível ser manso pelo poder do Espírito Santo. É o Espírito Santo que quebra o nosso orgulho e nos torna totalmente humildes ao ponto de dependermos de Deus para tudo em nossas vidas; é o mesmo Espírito que nos convence do pecado, nos dá o arrependimento genuíno que vem carregado com consciência ou convicção do pecado, lágrimas reais de quem deseja odiar e abandonar o pecado e ações concretas de luta contra o pecado com renúncias sinceras e abandono efetivo da prática do mal contra Deus. Esse Espírito ainda nos leva a chorar pelos pecados de outras pessoas, da família, parentela, dos amigos, dos que dizem ser e pertencer a igreja, dos colegas da escola, faculdade ou curso, da vizinhança, do bairro, da cidade, do estado, do país, do continente e de todo o mundo. Isso só é possível quando se tem a mente de Cristo. E é o Espírito Santo que também nos fazer crescer na prática da mansidão.
Se somos cristãos verdadeiros, lavados e remidos pelo sangue puro e santo de Jesus Cristo, não temos desculpa para não praticarmos a mansidão porque os que são de Cristo possuem a presença e a liderança do Espírito Santo em seus corações. A gente não pode jamais praticar nenhuma bem-aventurança - nem crescer na fé em termos gerais - por nossa conta ou pelos nossos esforços morais. Essas bem-aventuranças são qualidades espirituais que formam o caráter de quem nasceu de novo e tais beatitudes são produzidas pelo Espírito de Deus. É o bendito e santo fruto do Espírito.
O que nos resta fazer? Temos que deixar a Palavra nos ferir. Temos que meditar sobre essas ricas e desafiadoras verdades das Escrituras, olhar a mansidão na vida de tantas personagens e, de maneira especial e definitiva, olhar para a vida e obra de Jesus Cristo. Por fim, temos que nos humilhar e confessar o nosso fracasso em obedecer e reconhecer a nossa pequena estatura de fé como fidelidade a Deus e a nossa espiritualidade tão imatura e infrutífera. Por último, temos que dar um basta no nosso “eu” que se ama tanto e exige tanta perfeição - dos outros - esse eu que é a causa das nossas dificuldades e fracassos com o objetivo de que Cristo Jesus, que nos comprou com um preço tão alto, possa vir pelo seu Espírito e nos dominar por completo.
