Salmos

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Aula 12 — Salmos
Textos-base sugeridos para leitura em sala: Sl 1; Sl 23; Sl 110; Sl 120–134 (ascensão); Sl 113–118 (Hallel); Sl 150
Objetivo da aula
Apresentar o Saltério como livro da adoração e teologia da aliança, identificando autores e períodos, classificar os tipos principais de salmos (incluindo salmos de ascenção e Hallel), explicar a divisão em cinco livros e mostrar como tudo aponta para Cristo.
2 — Autores e períodos
O Saltério é coleção plurigeracional:
Davi — autor tradicional de grande parte (aprox. 1.000 a.C.). Exemplos: muitos salmos titulados “De Davi” (Sl 3; 23; 51; 110).
Asafe — líder do grupo de coristas/levitas (séculos X a.C.). Exemplos: Salmos de Asafe (Sl 73–83).
Filhos de Corá — família de cantores/levitas; vários salmos (Sl 42–49; 84–85; 87–88).
Salomão — atribuídos: Sl 72; 127 (ligados a sabedoria e rei).
Moisés — antigo, autor atribuído de Sl 90 (o mais antigo tradicionalmente).
Hemã, Etã — sábios/letrados, atribuídos em raros salmos (ex.: Sl 88 / 89 tem notações; Sl 89 tem título “de Etã, o ezraíta” em algumas tradições).
Autoria anônima — muitos salmos sem título final.
Período de composição
Início: tradições muito antigas (Moisés) → canção litúrgica oral já no êxodo/templo primitivo.
Principal florescimento: época de Davi e Salomão (c. 1000–900 a.C.) — grande núcleo de composição.
Períodos posteriores: profetas, exílio e pós-exílio (alguns salmos ou edições finais até c. 400 a.C.). Sl 137
Observação: o Saltério chegou a nós como uma coleção editada — reflexo de longa vida litúrgica e teológica.
3 — Divisão em cinco livros / “cinco rolos”
Divisão e sua analogia com a Torá (cinco livros):
Livro I: Salmos 1–41 — encerra com doxologia (Sl 41:13).
Livro II: Salmos 42–72 — encerra com doxologia (Sl 72:18–19).
Livro III: Salmos 73–89 — encerra com doxologia (Sl 89:52).
Livro IV: Salmos 90–106 — encerra com doxologia (Sl 106:48).
Livro V: Salmos 107–150 — termina com o grande doxológico final (Sl 150).
Significado:a divisão sugere que o livro foi organizado deliberadamente para formar um “Pentateuco da adoração”, ligando Torah (Lei) e culto. Cada seção tem ênfases e tonalidades próprias (lamentações, confiança, louvor histórico, sabedoria, grande Hallel final).
4 — Tipos de salmos
A. Salmos de Lamento (públicos e individuais)
Função: clamor por livramento; descrevem aflição; terminam com confiança/pedido.
Exemplos: Sl 13; Sl 22 (público; messiânico); Sl 42–43 (filhos de Corá).
Leitura/uso: forma de ensinar o povo a orar honestamente.
B. Salmos de Louvor / Hinos
Função: exaltar as obras e atributos de Deus, chamado à adoração da comunidade.
Exemplos: Sl 100; Sl 145; Sl 150.
Hallel :
Hallel “regular” usado nas festas: Salmos 113–118 (o Hallel pascal — recitado no Pessach e em celebrações).
Uso no NT: Jesus e os discípulos cantaram o Hallel após a Última Ceia (Mt 26:30; Mc 14:26) — ligação direta com Páscoa.
C. Salmos de Sabedoria
Função: instrução moral/teológica; contraste entre caminho do justo e do ímpio.
Exemplos: Sl 1 (modelo), Sl 37, Sl 119 (grande poema sobre a lei).
Relação com a Torá: ensino prático da vida de aliança.
D. Salmos Reais / Messiânicos
Função: louvor e oráculo sobre o rei davídico; incluem promessas dinásticas.
Exemplos: Sl 2; Sl 72; Sl 110 (importante para NT: sacerdócio e reinado).
Conexão messiânica: apontam para o Rei eterno (cumprimento em Cristo).
E. Salmos de Ação de Graças
Função: resposta à salvação/livreto; reconhecimento público de livramento.
Exemplos: Sl 30; Sl 116; Sl 118.
F. Salmos de Confissão/Arrependimento
Função: expressar pecado e pedir perdão (modelo de penitência).
Exemplos: Sl 51 (Davi/ Natã), Sl 32.
G. Salmos de Ascensão
Definição/uso: chamados “Salmos de Ascenção” ou “cânticos das subidas” — Sl 120–134.
Contexto litúrgico: recitados pelos peregrinos subindo a Jerusalém para as grandes festas (Pessach, Shavuot, Sucot).
Características: peregrinação, confiança em Deus, desejo pela paz de Jerusalém (Salmo 122).
Exemplos notáveis: Sl 122 (Vamos à Casa do Senhor), Sl 121 (Elevo os olhos para os montes).
H. Hallel (Salmos de louvor festivo)
Hallel (Pessach): Salmos 113–118 — recitados na Páscoa e em ocasiões de ação de graças nacional.
Relação NT: o Hallel é cantado por Jesus e discípulos; cristologia do louvor.
5 — Cristo nos Salmos
Salmos messiânicos:
O Servo sofredor / Paixão: Sl 22 — Cristo cita na cruz (Mt 27:46); elementos do sofrimento são cumpridos.
Ressurreição/vida: Sl 16:10 citado em At 2:25–31 por Pedro sobre a ressurreição de Cristo.
Reinado e sacerdócio: Sl 2 e Sl 110 — usados por NT para demonstrar que Jesus é o Rei e Sacerdote (At 2; Hb 1–7).
A pedra rejeitada: Sl 118:22 — citada por Jesus e pelos Evangelhos (Mt 21:42).
A adoração final: Salmos 145–150 expressam a adoração universal do Reino que se cumpre em Cristo.
(Leitura: Sl 110 em voz alta; comente Hb 7:17 e como o NT liga salmo a Melquisedeque.)
6 — Leituras em sala e atividades práticas
Leitura interativa (divida a turma ou peça leitores):
Leitor 1: Salmo 1 — discutir a categoria “sabedoria/torá” (2 min leitura + 2 min comentários).
Leitor 2: Salmo 23 — pastor e cuidado; link com João 10 (2 min leitura + 2 min comentários).
Leitor 3: Salmo 113–118 (Hallel) — leiam versículos chaves (p. ex. 118:1, 5–9, 22–24) e comentem o uso pascal; relacione com Mt 26:30.
Leitor 4 (opcional): Salmo 120 ou 121 (ascensão) — pense em peregrinação espiritual.
Perguntas de aplicação:
Como os salmos treinam o povo a orar em dor, alegria e arrependimento?
Onde você encontra o “Hallel” ou canção de ação de graças na liturgia cristã?
Que salmo você usaria para formar uma liturgia de Páscoa?
Leituras
Obrigatórias: Sl 1; Sl 23; Sl 110; Sl 113–118; Sl 120–134.
Opcional aprofundamento: Sl 51; Sl 119; Sl 22; Sl 145–150.
Reflexão escrita (1 parágrafo): Escolha um salmo de ascenção e diga como ele fala a quem “sobe” para o culto hoje (igreja, comunhão).
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