A Conversão de Paulo

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O sermão sobre a conversão de Paulo (Atos 26) aborda a transição do "zelo cego" — o esforço autodestrutivo da autossuficiência humana, que o pregador compara ao "desespero inflexível" do ceticismo de Bertrand Russell — para a verdadeira liberdade. A "luz de Cristo" atua como uma "interrupção soberana", quebra a "ilusão do mundo" (como a busca por ambientes "instagramáveis" de autojustificação) e revela nossa pecaminosidade, ao mesmo tempo que entrega o perdão total. Esse encontro pessoal com o Cristo ressurreto confere ao crente uma nova identidade, o "jugo suave" e um propósito missionário, garantindo um "destino de amor sem fim" que torna a "momentânea tribulação" (2 Coríntios 4:17) incomparável à glória eterna. O cerne da mensagem é que a obediência surge da liberdade conquistada pela graça, e não do medo ou do esforço próprio.

Notes
Transcript

Introdução: O Preço do propósito

Na semana passada, vimos que a coragem de Paulo para enfrentar a prisão e o adiamento era ancorada em uma promessa que o fez descansar.
Nesses últimos capítulos de atos, fala de Paulo preso.
A pessoas não entendiam, por que deixou para trás uma vida segura e estável.
Sua mudança, de perseguidor para servo, veio com um encontro pessoal com Jesus.
Essa experiência concedeu-lhe liberdade, perdão e um futuro.
Hoje vamos falar sobre mais uma vez sobre um momento que ele dá seu testemunho, agora perante o Rei Agripa.
Não é uma defesa jurídica, mas a história de como ele descobriu a verdadeira liberdade.

Contexto

Acusação falsa de ter profanado o Templo, causando o tumulto em Jerusalém.
Governador Félix adiou o julgamento esperando um suborno
Félix é substituído por Pórcio Festo.
Festo tinha dificuldade em entender as acusações, que eram sobre a ressurreição de Jesus.
Rei Agripa II e Berenice chegam a Cesareia, e Agripa é especialista em costumes judaicos.
Festo queria que Paulo fosse ouvido por Agripa para esclarecer as acusações para o relatório a César.
Acts 26:2–23 NVI
2 “Rei Agripa, considero-me feliz por poder estar hoje em tua presença, para fazer a minha defesa contra todas as acusações dos judeus, 3 e especialmente porque estás bem familiarizado com todos os costumes e controvérsias deles. Portanto, peço que me ouças pacientemente. 4 “Todos os judeus sabem como tenho vivido desde pequeno, tanto em minha terra natal como em Jerusalém. 5 Eles me conhecem há muito tempo e podem testemunhar, se quiserem, que, como fariseu, vivi de acordo com a seita mais severa da nossa religião. 6 Agora, estou sendo julgado por causa da minha esperança no que Deus prometeu aos nossos antepassados. 7 Esta é a promessa que as nossas doze tribos esperam que se cumpra, cultuando a Deus com fervor, dia e noite. É por causa desta esperança, ó rei, que estou sendo acusado pelos judeus. 8 Por que os senhores acham impossível que Deus ressuscite os mortos? 9 “Eu também estava convencido de que deveria fazer todo o possível para me opor ao nome de Jesus, o Nazareno. 10 E foi exatamente isso que fiz em Jerusalém. Com autorização dos chefes dos sacerdotes lancei muitos santos na prisão, e quando eles eram condenados à morte eu dava o meu voto contra eles. 11 Muitas vezes ia de uma sinagoga para outra a fim de castigá-los, e tentava forçá-los a blasfemar. Em minha fúria contra eles, cheguei a ir a cidades estrangeiras para persegui-los. 12 “Numa dessas viagens eu estava indo para Damasco, com autorização e permissão dos chefes dos sacerdotes. 13 Por volta do meio-dia, ó rei, estando eu a caminho, vi uma luz do céu, mais resplandecente que o sol, brilhando ao meu redor e ao redor dos que iam comigo. 14 Todos caímos por terra. Então ouvi uma voz que me dizia em aramaico: ‘Saulo, Saulo, por que você está me perseguindo? Resistir ao aguilhão só lhe trará dor!’ 15 “Então perguntei: Quem és tu, Senhor? “Respondeu o Senhor: ‘Sou Jesus, a quem você está perseguindo. 16 Agora, levante-se, fique em pé. Eu lhe apareci para constituí-lo servo e testemunha do que você viu a meu respeito e do que lhe mostrarei. 17 Eu o livrarei do seu próprio povo e dos gentios, aos quais eu o envio 18 para abrir-lhes os olhos e convertê-los das trevas para a luz, e do poder de Satanás para Deus, a fim de que recebam o perdão dos pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim’. 19 “Assim, rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial. 20 Preguei em primeiro lugar aos que estavam em Damasco, depois aos que estavam em Jerusalém e em toda a Judéia, e também aos gentios, dizendo que se arrependessem e se voltassem para Deus, praticando obras que mostrassem o seu arrependimento. 21 Por isso os judeus me prenderam no pátio do templo e tentaram matar-me. 22 Mas tenho contado com a ajuda de Deus até o dia de hoje, e, por este motivo, estou aqui e dou testemunho tanto a gente simples como a gente importante. Não estou dizendo nada além do que os profetas e Moisés disseram que haveria de acontecer: 23 que o Cristo haveria de sofrer e, sendo o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, proclamaria luz para o seu próprio povo e para os gentios”.

Ponto 1: A Descoberta da Verdadeira Liberdade

Saulo mais uma vez estava usando o palco de suas acusações para testemunhar de Cristo
Naquele tempo, o Cristianismo (os do caminho) era uma seita judaica. As pessoas não entendiam que caminho era esse.
Principalmente não entendiam como Saulo, um homem culto, fariseu, com cidadania Romana, mestre, reconhecido pelos seus pares, tinha tomada a decisão de abandonar tudo para seguir um homem que foi crucificado e derrotado pelo império.
A cada oportunidade que Paulo tinha, era como se ele tivesse que explicar por que ele era cristão.
Essa pergunta nos ronda, porque somos cristãos?

I. Procura de propósito (Atos 26:9-11)

Todos nos procuramos ou deveríamos tentar encontrar um propósito pelo qual viver.
Para fugir de um vazio existencial, porque é desesperador encarar uma realidade onde nossa vida parecer não ter sentido.
Alice: "Você poderia me dizer, por favor, qual caminho devo tomar para sair daqui?"
Gato: "Isso depende muito de para onde você quer ir."
Alice: "Eu não me importo muito para onde..."
Gato: "Então não importa qual caminho você tome."
 Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland)
Encontrar um propósito nos dá um norte.
Paulo não era diferente, enquanto fariseu ele tinha encontrado um propósito e andava por ele com toda sua força! A gente se agarra a qualquer coisa que nos dá sentido.
O problema é, qual o verdadeiro propósito da vida?
Atos dos Apóstolos 26.9–11 “9 “Eu também estava convencido de que deveria fazer todo o possível para me opor ao nome de Jesus, o Nazareno. 10 E foi exatamente isso que fiz em Jerusalém. Com autorização dos chefes dos sacerdotes lancei muitos santos na prisão, e quando eles eram condenados à morte eu dava o meu voto contra eles. 11 Muitas vezes ia de uma sinagoga para outra a fim de castigá-los, e tentava forçá-los a blasfemar. Em minha fúria contra eles, cheguei a ir a cidades estrangeiras para persegui-los.”
A Fuga do Vazio: Apesar de ter tudo (segurança, estabilidade, erudição), Saulo estava profundamente inquieto (furioso).
Ele se dedicava exaustivamente à perseguição, pois buscava a certeza do propósito no desempenho.
Quando de verdade encontramos um caminho seguro, nos temos paz. Paulo parece que com toda força ainda estava tentando se convencer que tinha o que era verdade.
Ele estava "convencido de que eu deveria fazer tudo o que fosse possível para se opor ao nome de Jesus de Nazaré", perseguindo crentes e votando por sua morte.
Mas não resolve: Continuamos achando que falta algo, que não é suficiente, por isso queremos mais.
O Preço da Autossuficiência: O resultado desse esforço era a autodestruição. Jesus o confronta:
Acts 26:2–23 NVI
14 Todos caímos por terra. Então ouvi uma voz que me dizia em aramaico: ‘Saulo, Saulo, por que você está me perseguindo? Resistir ao aguilhão só lhe trará dor!’
Agulhão era uma vara pontuda usada para guiar os animais no caminho certo.
"É difícil para você chutar contra os aguilhões". Jesus estava dizendo a Paulo que Ele o estava indicando um caminho e ele estava lutando contra, esse zelo de Saulo era, provavelmente, uma fuga desesperada da consciência de que ele estava errado.
Nós quando paramos para pensar sobre a vida, coisa rara por tanta informação que temos o tempo todo, sentimos que falta algo, que a vida não pode ser só isso, os problemas que enfrentamos, as alegrias que passam rápido.
Então, se Paulo estava em um caminho errado, é porque existe um certo.
Descobrir o caminho certo, nos torna LIVRES

II. O Mito da Liberdade Cética (A Ilusão da Anarquia)

A Proposta do Mundo: O mundo, propõe que a liberdade é a anarquia moral: qualquer caminho serve
abrir mão da moralidade, assumindo que "não há Deus, não há verdade".
A única construção da alma seria na base de um "desespero, viver para sim mesmo, aproveitar tudo.
Mas existe uma verdade...
A Realidade Inflexível: Essa visão falha porque ignora a realidade lógica deste mundo.
Se você toma remédio para dor de cabeça, seu braço não cai.
baixar o ar condicionado faz frio
Se alguém lhe prometer fazer algo e não fizer, ele está errado aqui ou na china
Se você pula de uma ponte, a realidade da gravidade o fará cair. por mais que você creia que vai voar, você não vai!
O mundo se movimenta em torno de verdades
A mesma lógica se aplica ao nosso interior: temos uma lógica de como viver
não somos livres para ser diferentes da nossa essência (o design divino) sem sofrer as consequências.
É um peixe que para ter liberdade o tiramos da água
Liberdade é saber qual nossa essência, do que somos feitos, e tem a realidade interior não é essa anarquia que se propõe.

III. Cristo: O Redirecionamento da Essência

A Descoberta da Essência: A única maneira de ser livre é descobrindo a essência de quem você é nesse mundo real.
Essa essência é Cristo, pois Ele é o propósito e o centro da nossa criação.
Foi isso que Paulo viu na luz que brilhou. Por que sou Cristão, porque a luz de Cristo me mostrou minha essência, meu mundo real
Por isso que nossa vida muda quando encontramos Cristo, passamos a deixar de fugir e passamos a entender de que somos feitos e por quem somos feitos
Escutamos sua palavras que abrem nossos olhos: Já diz o salmista, tua palavra é luz para meu caminho...
A Lei como Cuidado: O Evangelho transforma a obrigação da Lei na proteção do Cuidado.
A verdadeira liberdade não é o poder de fazer tudo, mas sim viver de acordo com quem somos, andando com o jugo suave de Cristo. Por isso não é lutando contra a moral cristã que tenho liberdade.
Quando minha filhas eram pequenas e iam para piscina, a liberdade que dávamos a elas era controlada pelo nosso cuidado delas não se afogarem, por mais que o desejo delas fossem se soltar e ir, a gente que é mais sábio que elas, colocava limites.
As leis de Deus são o Seu cuidado e zelo verdadeiro. Elas não nos aprisionam, mas nos libertam porque nos protegem para viver a vida real que Ele tem para nós.
A Batalha Final: Assim como você segura a mão de sua filha para que ela não caia na piscina porque ela não sobreviveria sozinha, precisamos viver em comunidade para sermos lembrados de que não fomos feitos para sermos autossuficientes.
Sem entender isso, ficamos chutando contra os aguilhões (dando murro em ponta de faca), teimando em ser diferentes de quem fomos criados para ser.
A coragem de Saulo era cegueira alimentada pelo medo do vazio. O Evangelho não elogia sua coragem; ele interrompe sua corrida autodestrutiva com um toque soberano que resolve o problema do desespero e do propósito.

Ponto 2: A Interrupção Soberana – O Perdão que Nos Ilumina (Atos 26:15-16)

15 “Então perguntei: Quem és tu, Senhor? “Respondeu o Senhor: ‘Sou Jesus, a quem você está perseguindo. 16 Agora, levante-se, fique em pé. Eu lhe apareci para constituí-lo servo e testemunha do que você viu a meu respeito e do que lhe mostrarei.
Só que encontrar a verdade, nos torna livres mas começamos a nos ver como somos de verdade

I. A Luz de Cristo e a Realidade da Vida

O Fim da Ilusão (O Ambiente Instagramável): Nossa tendência humana é criar luzes artificiais, maquiagens e filtros para esconder nossas imperfeições.
Porque nos queremos controlar o que os outros veem, como nos percebem.
Vi essa semana alguém famoso fazendo uma festa de aniversário pequena e só para os seus. E a reportagem destacou que ela estava sem maquiagem
Paulo ao ser iluminado por Cristo ficou sem máscaras, sem filtros, sem comparações, a única comparação era ele e o Senhor que falava com ele
O Confronto com a Essência: Quando somos atingidos pela luz de Cristo, essa ilusão é aniquilada.
Vemos nosso rosto sem maquiagem. Quem somos quando ninguém está vendo?
“Achei coisas ridículas e terríveis sobre meu próprio caráter… Um em cada três pensamentos que eu observava surgir era um pensamento de auto-admiração. Descobri que passava, por assim dizer, o dia inteiro posando diante de um espelho. Fingia estar pensando cuidadosamente no que dizer ao meu próximo aluno (para o bem dele, é claro), e então, de repente, percebia que, na verdade, estava pensando em como eu seria terrivelmente inteligente.”
(C.S. Lewis, Surpreendido pela Alegria)
Uma consciência intensa da própria pecaminosidade, como alguém finalmente visto por completo.
A percepção de que Cristo não era mais um conceito, mas uma realidade pessoal diante da qual ele estava exposto.
Mas quando nos vemos não há nada bom de verdade, quando nos vemos não há tanta beleza quando queremos que os outros percebam
Quem nos aceitará como somos de verdade?
Mas Deus nos vê assim, e mesmo assim nos ama e nos perdoa. Foi esse perdão e amor que Paulo encontrou e falou sobre isso mais a frente
Romanos 8.38–39 “38 Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, 39 nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.”
A liberdade que Cristo nos dá não esconde nossos erros, mas nos libertam de escondê-los Dele. E ele deixa a sua palavra como Guia.

II. A Palavra de Deus: O Guia que Nos Liberta

O Cuidado do Pai: O fim da ilusão nos mostra a Palavra de Deus e como Ele nos orienta a viver. Assim como um pai que segura seu filho para não se machucar, Deus nos deixou Sua Palavra como um guia.
Paulo foi instruído na palavra após esse encontro, ele foi acompanhado por Ananias. Ananias lhe explicou a lei a luz de Cristo.
O Propósito da Lei: O que Deus coloca em Sua Palavra não é prisão, é o amor de um pai que deixou Sua lei para nos fazer andar de acordo com quem somos.
O Conflito Interno: É por isso que nos incomodamos ao lidar com os pecados
a ética sexual, nos incomoda, mas é o guia que Deus nos deixou para vivermos em nossa essência
a ética financeira, nos incomoda, mas é o guia que Deus nos deixou para vivermos em nossa essência
abandonar nossos vícios, nos incomoda, mas é o guia que Deus nos deixou para vivermos em nossa essência
abandonar nossos egoísmos, nos incomoda, mas é o guia que Deus nos deixou para vivermos em nossa essência
O pecado não quer viver sob essa verdade.
A Mentira da Serpente: O cerne do nosso conflito é o que a serpente disse a Eva: "Vocês serão Deus". Esse é o zelo cego de Saulo — a ilusão de que podemos nos guiar à parte de Cristo.
PORQUE SOU CRISTÃO, PORQUE NÃO QUERO E NÃO POSSO SER DEUS, QUERO VIVER NA VERDADE, AMAR E OBEDECER, CUIDAR E SER CUIDADO POR ESSE DEUS
A Rendição: Precisamos permitir que a Palavra de Deus quebre a ilusão que o mundo e nós mesmos criamos de achar que podemos viver à parte de Cristo. Paulo sabia disso, e essa rendição à verdade o libertou.

III. A Liberdade e o Amor Eterno

O Perdão em Meio à Falha: Cristo nos aceita e nos transforma mesmo sabendo de toda a nossa falha. O sangue de Jesus e Seu sacrifício purificam o pecador, garantindo um amor eterno, do qual nada pode nos separar.
A Nova Identidade: O perdão nos liberta para ver a verdade e entender que fomos adotados filhos de Deus, podendo viver sem medo e com um futuro garantido.

Ponto 3: O Novo Telos – Identidade, Destino e Missão (Atos 26:16-18)

A PARTIR DA LIBERDADE E PERDÃO, PAULO TEM SUA VIDA REORIENTADA, NÓS TEMOS A NOSSA VIDA REORIENTADA

I. A Nova Identidade: Livre para Obedecer

O Julgo Suave: A rendição à luz de Cristo confere a Paulo o jugo suave de Cristo. Ele se enxerga pecador, mas totalmente perdoado.
Essa liberdade não é a anarquia cética; ela nos confere uma nova identidade que nos permite obedecer por entender que em Cristo somos livres.
O zelo cego era um esforço para ganhar a aceitação; a nova identidade é a obediência que flui da aceitação já garantida.
A Redefinição Pessoal: A conversão é o momento em que Jesus "desbloqueou minha humanidade".
Aquele que era prisioneiro de seu próprio zelo agora é liberto para ser quem ele realmente foi criado para ser.
A Garantia Final: O resultado dessa liberdade é o destino final. O testemunho de Paulo é que, ao se render a Cristo, Ele [Jesus] "garantiu para mim um destino de amor sem fim".
O ceticismo e o desespero são esmagados por esta única promessa: nosso futuro é amor eterno.
Essa é a razão pela qual Paulo, nas cadeias, podia falar sem medo: nada pode nos separar do amor de Cristo.

II. O Poder do Encontro com o Cristo Ressurreto

O Solo da Fé: O que cremos é que Cristo ressuscitou. Foi o Cristo ressurreto quem Paulo encontrou no caminho de Damasco, e é o Cristo ressurreto quem estamos encontrando hoje.
A história que cremos não foi uma história nos dada para nos introduzir conceitos morais
Cristo ressuscitou dos mortos, essa é a verdade que muda tudo.
É esse encontro pessoal com Jesus que nos dá a liberdade e a certeza. Ele está vivo, Ele falou que estaria conosco e que iria preparar um lugar.
É nesse solo que andamos.
O Destino Inabalável: O nosso destino é determinado por Aquele que venceu a morte. Por isso, a momentânea tribulação não se compara à glória eterna.
2Coríntios 4.17 “17 pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles.”
Essa certeza destrói o desespero e garante um destino de amor sem fim.

III. A Missão: De Defesa a Proclamação (v. 16-18)

O Propósito para a Nova Identidade: O encontro com o Cristo vivo nos dá uma nova identidade e propósito. Paulo não estava se defendendo diante de Agripa; ele estava falando de Cristo.
A Missão de Paulo e a Nossa: Ele recebeu uma missão de Cristo, como nós também temos uma missão. Essa missão é simples:
O Conteúdo da Missão (v. 18): O propósito de Paulo é levar os outros a experimentarem a mesma transição que ele viveu:
Abrir os olhos (da cegueira da ilusão).
Tirá-los da escuridão para a luz (do zelo cego para a realidade).
Do poder de Satanás para Deus (da autonomia para a rendição).
Para que recebam o perdão dos pecados e "um lugar entre os que são santificados pela fé em mim".
O Fruto da Missão: A missão é simplesmente a extensão do perdão que recebemos. O perdão nos tira do tribunal do nosso próprio ego e nos coloca no ministério da reconciliação (2 Coríntios 5:18).

Conclusão: De Saulo a Paulo – O Novo Veredicto

Chegamos ao fim da jornada de Paulo. Ele não está mais se defendendo; ele está nos dando o propósito inabalável que sustenta um homem na prisão.
O Evangelho não nos dá um propósito melhor; ele nos dá o único propósito que existe de verdade e que vence o desespero e a morte.
Paulo não estava pregando a si mesmo, ele estava falando do Cristo ressurreto que ele encontrou na estrada. Esse encontro lhe deu um destino de amor sem fim.
E é por isso que posso responder, porque sou Cristão?
0. Sou cristão porque creio que Cristo ressuscitou dos mortos, porque existe uma verdade no mundo e a luz dele me iluminou.
1. Sou cristão porque fui libertado da ilusão do mundo. Não preciso mais viver no andaime do "desespero" de de uma vida sem sentido, nem no "ambiente instagramável" de autopromoção. Eu parei de chutar contra os aguilhões da Lei e do Amor de Deus.
2. Sou cristão porque a luz de Cristo me mostrou como sou de verdade. A luz forte de Jesus aniquilou meus filtros e minha maquiagem, e eu pude ver meu rosto pecador. A verdade me libertou do fardo de ter que fingir.
3. Sou cristão porque mesmo como sou, sou amado e perdoado. Fui adotado filho de Deus, e o sangue de Jesus e Seu sacrifício me purificaram.
4. Sou cristão porque tenho uma nova identidade. Jesus "desbloqueou minha humanidade", e agora vivo sob o Seu "jugo suave", sendo livre para obedecer.
5. Sou cristão porque tenho algo para viver que é mais forte que a morte. Minha vida é uma missão que visa o resgate do coração de Deus, e não um um processo sem sentido.
6. Sou cristão porque sei que ressurreto estarei com Ele ao final. O Senhor "garantiu para mim um destino de amor sem fim", e por isso, nada pode me separar do amor de Cristo.

O Chamado: Renda-se ao Toque Soberano

Se você está cansado de chutar contra os aguilhões, cansado de viver no esforço e no medo de que a verdade sobre você seja revelada, saiba:
O Cristo que você está fugindo é o mesmo que está dizendo: "Quem é você?" Ele não está perguntando para te condenar, mas para te dar a única resposta que liberta.
Renda-se ao toque soberano e Ele lhe dará uma nova identidade, um destino de amor sem fim e a liberdade de ser, finalmente, quem você foi criado para ser.
Receba o veredito do Tribunal do Céu: Culpado, mas perdoado e totalmente livre.
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