1 Samuel 8-13 - Estudo

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1 Samuel 8-13 - Estudo

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8. Um rei que nos governe

Os filhos de Samuel

Samuel instituiu seus filhos como juízes, o texto não fala se foi Deus que constituiu mas que partiu do próprio Samuel;
Aplicação, não é porque sou pastor que meu filho também deverá ser.
Samuel cria dentro da sua própria casa a liderança hereditária, sucessão familiar.
O texto também não diz em nenhum momento que houve culpa sobre Samuel pelas ações malignas de seus filhos;
Joel significa “O Senhor é Deus” e Abias significa “O Senhor é pai”; Infelizmente eles não corresponderam à esperança que seus nomes expressavam.
Pais bons podem ter filhos maus.

Os anciões vêm a Samuel

Os anciões não vem para pedir conselho ou uma solução, mas para fazerem reivindicações.
Um rei que nos Governe: Israel não estava rejeitando apenas a Samuel, mas a Deus. Não queriam mais estar sobre o governo do Senhor mas preferiam ser escravos de um homem.
Samuel fica desagradado com a solicitação
Então ele corretamente vai orar. Em vez de ficar remoendo sua dor, orou.
Samuel entendia que aquilo era um sinal de decadência espiritual e por isso buscou ao Senhor.

A resposta do Senhor

O Senhor não pareceu tão indignado como o profeta, Samuel.
1. ministrou a Samuel, garantindo que o erro não estava nele;
2. Atendeu ao pedido, mas não era um sinal de benção mas de castigo;
3. Deu uma ordem a Samuel para advertir o povo sobre o preço de ter um rei.
Deus prometeu a Abraão, Sara e Jacó que haveria reis em sua Descendência:
GN 17.6,Gênesis 17.17 “Então, caiu Abraão sobre o seu rosto, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? E conceberá Sara na idade de noventa anos?” ;
Gênesis 35.11 “Disse-lhe mais Deus: Eu sou o Deus Todo-poderoso;frutifica e multiplica-te; uma nação e multidão de nações sairão de ti, e reis procederão de ti.”
Jacó havia chamado de Judá de tribo real:
Gênesis 49.10 “O cetro não se arredará de Judá,nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló;e a ele se congregarão os povos.”
Moisés preparou a nação para um rei, quando falou à nova geração:
Deuteronômio 17.14–20 “Quando entrares na terra que te dá o Senhor, teu Deus, e a possuíres, e nela habitares, e disseres: Porei sobre mim um rei, assim como têm todas as nações que estão em redor de mim, porás, certamente, sobre ti como rei aquele que escolher o Senhor, teu Deus; dentre teus irmãos porás rei sobre ti; não poderás pôr homem estranho sobre ti, que não seja de teus irmãos. Porém não multiplicará para si cavalos, nem fará voltar o povo ao Egito,para multiplicar cavalos; pois o Senhor vos tem dito: Nunca mais voltareis por este caminho. Tampouco para si multiplicará mulheres, para que o seu coração se não desvie; nem prata nem ouro multiplicará muito para si. Será também que, quando se assentar sobre o trono do seu reino, então, escreverá para si um traslado desta lei num livro,do que está diante dos sacerdotes levitas. E o terá consigo e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao Senhor, seu Deus,para guardar todas as palavras desta lei e estes estatutos, para fazê-los. Para que o seu coração não se levante sobre os seus irmãos e não se aparte do mandamento, nem para a direita nem para a esquerda; para que prolongue os dias no seu reino, ele e seus filhos no meio de Israel.”

9. Saul: um rei segundo os olhos do povo

A busca pelas jumentas — Deus age no comum

A busca pelas jumentas parece trivial, mas Deus dirige tudo. Aplicação: Deus age na rotina comum. Paralelos:
José indo visitar os irmãos antes de ser vendido (Gn 37.12-17) — Deus guiando através de eventos simples.
Rute “por acaso” caiu no campo de Boaz (Rt 2.3).
“O coração do homem planeja… mas o Senhor dirige” (Pv 16.9).

A aparência de Saul — O perigo de escolher pela visão humana

Saul tinha porte real, mas faltava espiritualidade. Aplicação: Não escolha líderes pela aparência. Paralelos:
Deus rejeita a aparência dos filhos de Jessé (1Sm 16.7).
Jesus condena julgamentos superficiais (João 7.24 “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça.” ).
O servo do Senhor é escolhido pelo coração (Sl 78.70–72).

A unção de Saul — Deus pode conceder, mesmo sem aprovar

Samuel unge Saul porque Deus ordena — não porque Saul era ideal. Aplicação: Deus às vezes concede pedidos para ensinar lições. Paralelos:
O salmista lamenta: “Deu-lhes o que pediram, mas enviou magreza à alma” (Sl 106.15).
Israel pediu carne insistentemente, mas isso se tornou disciplina (Nm 11.18–20,33).
A parábola do Filho Pródigo: o pai permite a decisão do filho (Lc 15.12).

Os sinais confirmados — Sinais não são aprovação moral

Saul teve sinais, mas isso não significava maturidade espiritual. Aplicação: Sinais indicam propósito, não caráter. Paralelos:
Judas fez milagres, mas era perdido (Mt 10.1,4; Jo 6.70).
Balaão recebeu revelações, mas era corrupto (Nm 22–24; 2 Pe 2.15).
“Muitos me dirão… em teu nome expulsamos demônios…” (Mt 7.22–23).
CUIDADO: Ficar dependente de sinais e milagres pode ser uma doença espiritual. Mateus 24.24 “porque surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.”

10. A apresentação pública do rei

Saul escondido entre a bagagem — Imaturidade e medo

Saul tem vergonha de sua missão. Aplicação: Fugir do chamado revela falta de preparo espiritual. Paralelos:
Moisés se sente incapaz (Êx 3.11; 4.10).
Jeremias se sente jovem demais (Jr 1.6).
Gideão também se esconde (Jz 6.15). Mas ao contrário deles, Saul não amadurece espiritualmente.

Reação dividida do povo — Unanimidade não existe

Alguns desprezaram Saul, outros o seguiram. Aplicação: Nenhuma liderança agrada 100%. Paralelos:
O povo murmura contra Moisés frequentemente (Êx 15.24; Nm 14.2).
Corá se rebela (Nm 16).
Até Jesus foi rejeitado por muitos (Jo 6.66; Lc 4.28–29).

Samuel estabelece os direitos do rei — A autoridade está debaixo da lei de Deus

O rei devia obedecer à lei, não ser absoluto. Aplicação: Autoridade verdadeira é exercida sob submissão. Paralelos:
O rei deve copiar a Lei e obedecê-la (Dt 17.18–20).
Davi é confrontado por Natã (2Sm 12.1–7) — até o rei responde à Palavra.
Pedro diz: “Importa obedecer a Deus, e não aos homens” (At 5.29).

11. Saul e Naás — A graça de Deus apesar do rei

A crise desperta dependência

O ataque amonita expõe a fraqueza de Israel. Aplicação: Deus usa crises para nos trazer de volta. Paralelos:
O Senhor permite Midian oprimir Israel para despertá-los (Jz 6.1–6).
O filho pródigo “cai em si” depois da crise (Lc 15.14–17).
“Na aflição eles me buscarão” (Os 5.15).

O Espírito do Senhor capacita Saul — graça imerecida

Mesmo um rei problemático é usado por Deus. Aplicação: Deus usa líderes imperfeitos por amor ao povo. Paralelos:
O Espírito vem sobre Sansão apesar de sua imoralidade (Jz 14.6; 15.14).
Deus usa Ciro, um pagão, para abençoar Israel (Is 45.1–4).
Deus usa até o sumo sacerdote Caifás (Jo 11.49–51).

A vitória leva à renovação da aliança

Depois da vitória, o povo renova o pacto com Deus, não com Saul. Aplicação: Vitórias só são úteis quando nos levam à fidelidade. Paralelos:
Josias celebra a Páscoa e renova a aliança (2 Rs 23.21–23).
Esdras conduz o povo à renovação após restauração (Ne 8–10).
Paulo diz que a bondade de Deus nos conduz ao arrependimento (Rm 2.4).

12. O último discurso de Samuel

Integridade comprovada — um líder sem manchas

Samuel pede que provem algum erro — e não encontram. Aplicação: Integridade protege o ministério. Paralelos:
Paulo defende seu ministério irrepreensível (2Co 1.12; 1Ts 2.3–10).
Jó é íntegro diante dos homens e de Deus (Jó 1.1).
“É necessário que o bispo seja irrepreensível” (1Tm 3.2).

Recordar a fidelidade divina

Samuel relembra a história da salvação. Aplicação: Lembrar evita a ingratidão. Paralelos:
O Salmo 78 narra toda a história para ensinar a futura geração.
Deus manda Israel lembrar o Êxodo repetidamente (Dt 5.15; 7.18).
A Ceia é memorial da obra de Cristo (Lc 22.19).

O pecado de pedir um rei e o trovão em plena colheita

O sinal comprova que o pedido foi pecado. Aplicação: Deus disciplina para restaurar, não destruir. Paralelos:
A praga de Araúna para corrigir Davi (2Sm 24.15–17).
Elias anuncia seca para chamar Israel ao arrependimento (1Rs 17.1).
“Eu repreendo e disciplino a quantos amo” (Ap 3.19).

A última exortação de Samuel — fidelidade contínua

Apesar do erro, Samuel os chama a seguir o Senhor. Aplicação: Deus perdoa, mas chama à permanência. Paralelos:
“Se andarmos na luz… o sangue de Jesus nos purifica” (1João 1.7 “7Este veio para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.h” ).
Josué: “Escolhei hoje a quem servis” (Josué 24.14–15 “14Agora, pois, temeirao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade, e deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do rio e no Egito,se servi ao Senhor. 15Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolheithoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus,uem cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.” ).
Jesus: “Permanecei em mim” (João 15.4–6 “4Estai em mim, e eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. 5Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer.d 6Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.e” ).
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