ORAÇÃO SINCERA
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Ideia da série: Coragem para Viver
Ideia da série: Coragem para Viver
Como a fé em Jesus nos dá força necessária para viver com coragem mesmo quando o mundo ao nosso redor é incerto e cheio de desafios. A carta de 1 João nos mostra que, apesar das dúvidas, medos e pressões, podemos confiar em Deus, Orar com sinceridade e encontrar paz verdadeira. Essa série é um convite para descobrir que a fé não é apenas acreditar, mas viver com firmeza e esperança.
Ideia Principal:
Ideia Principal:
A confiança que podemos ter ao nos achegarmos a Deus por meio da Oração
Introdução:
Introdução:
ssssssss
Transição: ssssssss
Texto Base: 1João 5:13-17
Texto Base: 1João 5:13-17
Contexto: Combate contra o Gnosticismo
Contexto: Combate contra o Gnosticismo
A gente tem falado alguns domingos aqui que um dos grandes problemas que João tem combatido nessa carta é o gnisticismo. Um crença que dizia que as pessoas deveriam ter um conhecimento secreto e oculto para poderem realmente conhecer as verdades de Deus e serem salvas.
Os ensinamentos desses falsos mestres certamente acabaria por lançar dúvidas e questionamentos nas mentes dos crentes que o ouvissem, trazendo insegurança e incerteza. Por que se eu preciso ter esse conhecimento secreto para ser conhecer a Deus, será que eu realmente o conheço ou sou Salvo?
I - Ponto: A oração nasce da certeza da salvação (v. 13)
I - Ponto: A oração nasce da certeza da salvação (v. 13)
João esta encerrando sua carta mostrando o motivo pelo qual ele a escreveu. Curiosamente, é o mesmo motivo descrito em seu evangelho João 20.31: Para que seus leitores saibam que têm a vida eterna. Apesar de parecidos os dois objetivos, os leitores de João parecem estar em dois estágios diferentes. Enquanto que no seu evangelho, o apostolo diz que escreveu para que eles creiam e crendo, tenham a vida eterna; na sua carta ele diz que os seus leitores já criam, por isso já tinha a vida eterna.
Parece sutil a diferença, mas isso nos mostra que o evangelho não é um cavalo de troia, no qual pregamos que as pessoas serão salvas por crer em Cristo e quando eles chegam na igreja, se abre e precisa cumprir uma serie de mandamentos para entrar no céu. João é enfático: vocês que crêem no Filho e Deus têm a vida eterna. Verbo no presente, não no futuro.
Ou seja, o apostolo quer deixar claro que eles podem ter a certeza da sua salvação. Essa salvação não estava ligada a nenhum conhecimento sevreto, mas sim fundamenta na crença no Senhor Jesus Cristo. Por isso, poderiam ter a convicção ou a segurança que eles era salvos, pois ela é procedente da nossa fé em Cristo e não dos nossos méritos ou obras.
Mas o que a convicção de que somos salvos tem a ver com a Oração?
João estrutura essa frase para ela servir como base para nossas orações. João nos mostra que a verdadeira vida cristã se manifesta na liberdade de conversar com Deus. Ou seja, o fato de sabermos que estamos conectados a Deus nos dá confiança para nos achegarmos a Deus.
Em Mateus 7.9–11 diz: “9 Ou quem de vocês, se o filho pedir pão, lhe dará uma pedra? 10 Ou, se pedir um peixe, lhe dará uma cobra? 11 Ora, se vocês, que são maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem?”
Jesus faz uma ligação muito importante aqui. Ele coloca a certeza de sermos ouvidos pelo fato de termos um Deus que possui uma relação de Pai com seus filhos. Ou seja, a certeza da nossa comunhão com o Nosso Pai serve como a base para as nossas orações. É por que Deus é um Pai bondoso que podemos nos achegar a Ele em oração, sabendo que nos ouve.
Agora, eu sei que por mais que saibamos, ou deveriamo saber, que nossa salvação não depende de nós mesmos e que temos a segurança da nossa salvação em Cristo, as vezes, essa segurança é abalada. Nos perguntamos se realmente somos salvos. Esse diagnosico está conectado ao fato de cometermos coisas que desagradam a Deus e que nos faz questionar se realmente somos salvos.
John Bunyan, gigante da fé e autor de O Peregrino, em sua autobiografia, disse: “Fui profundamente afligido com pensamentos de que eu não era salvo.” Nem sempre temos a certeza da salvação. Até gigantes da fé já lutaram com isso. E joão escreve para pessoas, como Bunyam, que lutavam contra esse sentimento. Podemos encontrar a segurança da nossa salvação em Deus. Podemos descansar em Deus, pois Ele é que garante a nossa vitória final.
Transição: É por essa relação entre nós e nosso Pai nos céus que podemos confiar na vontade de Deus.
II - Ponto: A oração confia na vontade de Deus (v. 14-15)
II - Ponto: A oração confia na vontade de Deus (v. 14-15)
No v. 14, João diz: Esta é a confiança que temos ao nos aproximar de Deus: se pedimos alguma coisa de acordo com a vontade dEle, Ele nos ouve.
A certeza de que temos a vida eterna dada por Deus, por sua vez, traz confiança em oração. Ser ouvido por Deus significa ser ouvido favoravelmente, isto é, ter os pedidos atendidos. A base para essa confiança é o fato de termos já recebido a vida eterna em Cristo Jesus. Se Deus nos deu a vida eterna em seu Filho, “… porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Rm 8.32).
Porém, João condiciona a atenção favorável de Deus à sua vontade. Deus é fiel a sua vontade. A oração não é sobre impor nossa vontade a Deus, mas alinhar nossa vontade à dEle. Nós não mudamos a vontade de Deus com nossas orações.
Jesus no Getsêmani, apesar de toda a sua aflição, orou pedindo a Deus que passasse o cálice, porém também orou dizendo: “não se faça a minha vontade, mas a tua”. Ele está replicando exatamente aquilo que disse na oração do Pai Nosso: “Seja a tua vontade”.E podemos confiar na vontade de Deus, por ele sabe realmente o que precisamos mais no que nós mesmos.
Ilustração: Eu lembro que na minha infância eu pedi para minha mãe, um mês inteiro, a toca do Gugu. Ela disse que iria me dar, mas eu deveria esperar. Certo dia, fomos jantar fora. Fui brincar na praça e tinha aqueles vendedores ambulantes. Até que eu vi um elefante inflável. Fui correndo até minha mãe e pedi o elefante. Ela disse que não me daria, porém eu insisti. Ai ela me falou: “Então escolha entre o Elefante e a Toca do Gugu”. A Toca do gugu tava demorando, o elefante estava ali na minha frente, palpavel, lindinho. Fui seco nele. Compramos! Fiquei todo feliz durante 1 hora e meia. Até que o arrependimento começou a bater.
Então comecei a negociação com minha mãe. Porém eu tinha feito a minha escolha. Nessa história minha mãe me disse algo que não esquecia mais: “Eu sei mais da sua vontade do que você mesmo”. Nunca ganhei a toca do Gugu. Mas aprendi uma lição valiosa.
Deus sempre sabe o que é melhor pra gente do que nós mesmos. Por isso, nossas orações não mudam sua vontade, mas sim nos moldam a Sua. Lógico que assim como eu queria aquele elefante inflavel por conta das situaçoes do momento e por conta da nossa falta de paciencia, somos levados a vontades momentaneas. Deus, entretanto, nos atende quando as nossas petições estão de acordo com sua vontade.
É se sabemos que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradevel, surge o desafio de confiarmos nessa vontade. E confiança é um entrega total que é deposita em Deus. E não tentarmos resolver as coisas da nossa maneira. As vezes nos precipitamos, resolvemos as coisas do nosso jeito, e ainda temos a cara de pau de agradecer a Deus por isso, como se ansiedade de resolver uma siituação fosse a forma que Deus lidaria com a situação. Isso não é confiança! isso é necessidade de controle. Mas as coisas não estão no nosso controle e sim na de Deus. Por isso, o desafio que nos cerca é de confiarmos na vontade de Deus.
No v.15, João diz: “E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito.”
Temos a convicção que Deus nos atende a tudo que pedimos, quando pedimos de acordo com sua vontade. E isso traz consigo uma resposta favorável de Deus. Exemplo: É da vontade de Deus que eu ame ao meu irmão; se eu peço a Deus mais amor pelo meu próximo eu posso ter a convicção de que irei receber de Deus.
Transição: E é por isso que João vai falar para seus leitores intercederem pelos seus irmãos.
III - Ponto: A oração intercede com compaixão pelos irmãos (v. 16-17)
III - Ponto: A oração intercede com compaixão pelos irmãos (v. 16-17)
Nos v.16 e 17 João diz: “Se alguém vê o seu irmão cometer pecado que não leva à morte, pedirá, e Deus dará vida a esse irmão. Isso aos que cometem pecados que não levam à morte. Há pecado que leva à morte, e por esse não digo que se deva pedir. Toda injustiça é pecado, e há pecado que não leva à morte.”
João reforça a ideia anterior que pedirmos a Deus aquilo que é de sua vontade. Na lógica do apostolo devemos interceder pelas irmãos que cometeram pecados que não são para a morte, pois a esses é da vontade de Deus, restaura-los. Tanto é que João diz a expressão: “Deus dará vida”. E da mesma forma ele diz que não devemos interceder por aqueles que pecaram para a morte, pois é da vontade de Deus que eles recebam a justiça do seu ato. Ou seja, se não é da vontade de Deus restaura-los, não adianta pedirmos por eles, pois nossas orações são atendidas de acordo com sua vontade.
Mas a grande pergunta que você deve está se fazendo agora é: O que é o pecado que levam à morte?
Ao longo da história da igeja, essa expressão foi entendida de algumas maneiras. Alguns entendiam que João se referia a morte física. Dessa forma, esse pecado era algo que era punido com a pena de morte, algo parecedio o que ocorria no Antigo Testamento. E a ideia é que não adiantaria orar por essas pessoas, pois elas já estavam condenadas pelas autoridaades civis. Outros ainda defendendo que a eraa uma espécie de morte física, diziam que eram pecados que o próprio Deus punia a pessoa com a morte em Terraa. Como aconteceu com os Filhos de Eli e com Ananias e Safira. Na idade Média a Igreja Católica fez a clasificação de pecados veniais e mortais apoiado nesse tipo de interpretação. Foi quando surgiu os famosos sete pecados capitais.
Entretanto, a morte que João se refere aqui não é a morte física, mas sim a espiritual, no qual resulta a condenação final, eterna e irrevogável determinada por Deus. Ou seja, de modo bem direto, esse pecado era um que não pode ser perdoado por Deus. Então qual é esse pecado?
Seria muito natural pra gente entender esse pecado com aa blasfêmia contra o Espirito Santo que o próprio Jesus havia dito que não seria perdoado. Porém, apesar desse também ser um pecado sem perdão, João não aparenta estar falando desse pecado, mas sim de algo que ele já estava falando na sua carta: a apostasia.
Conforme disse o Rev. Augustus Nicodemus: “A interpretação que nos parece mais correta é que João está se referindo à apostasia, que no contexto de seus leitores significaria abandonar a doutrina apostólica que tinham ouvido e recebido e seguir o ensinamento dos falsos mestres, que negava a encarnação e a divindade do Senhor Jesus.”
A apostasia, então, é o abandono premeditado da fé cristã e das doutrinas apostólicas, na qual resulta em negação total contra Deus e contra tudo que a pessoa já tinha ouvido, experimentado e vivido.
É curioso notarmos que os apostolos tinham um visão bem formada sobre esse assunto. Um outro exemplo é um texto que consideraamos bem díficil do livro de Hebreus 6.4–6 “4 É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, provaram o dom celestial, se tornaram participantes do Espírito Santo, 5 provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro 6 e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à zombaria.” E um dos grandes problemas que o escritor de Hebreus esta enfrentando é a apostasia.
Mas, talvez você tenha pessoas dentro da sua família que estão afastadas de Deus e da fé cristã e esteja se perguntando se essas pessoas poderão ter ou não o perdão de Deus. Quero, então, aqui te explicar melhor sobre isso. Essa apostasia, que João está tratando, estava em um sentido muito mais agravado do que um simples afastamento da igreja ou uma queda por conta da quebra de um mandamento. Estava relacionado ao alienamento ou abandono completo de Deus. E esse pecado tem, em certo sentido, o mesmo modo operantis da blasfêmia contra o Espirito Santo, pois se trata de algo cometido de forma voluntária e totalmente consciente.
Então o que fazemos com isso? Oramos ou não pelas pessoas que estão afastadas? Novamente quero recorrer aqui ao Rev. Augustus Nicodemus, quando diz: “O pecado para morte não é tão facilmente identificável, pois só Deus conhece plenamente os corações. Quando ficar claro que alguém realmente o cometeu, nem precisamos orar. Na dúvida, intercedamos por todos, pois o amor e a misericórdia de Deus são geralmente maiores e mais amplos do que imaginamos.” E este é o ponto forte do argumento de João aqui, nossa intercessão a Deus pelas pessoas, pois Deus age com amor e misericórdia com eles.
Então, ao vermos pessoas cometendo alguma coisa errada, ao invés de falarmos para todo mundo o que ela fez, devemos interceder a Deus, sabemos que Ele pode restaura-la.
Mas você deve estar se perguntando, se Deus não muda sua vontade quando eu oro, por que devo interceder pelas pessoas, se Ele irá fazer aquilo que for da sua vontade?
Por que essa foi a forma que Deus quis que ele agisse. Apesar de não mudarmos a sua vontade, Deus age através das nossas orações. É o mesmo princípio de pregarmos para outras pessoas. Deus é quem convence o homem do seu pecado, mas ele escolheu fazer isso através da nossa pregação. Então, Deus é quem restaura-la a vida aos pecados, mas Ele escolheu fazer isso através das nossas orações.
Conclusão:
Conclusão:
E aqui vai um lição preciosa pra gente que eu tenho repetido algumas vezes noss encontros dos jovens: o poder da oração não está na boca de quem a faz, mas sim nos ouvidos de quem a ouve. Não precisamos buscar as pessoas “mais espirituais” para orarem, crendo que eles serão atendidas por conta disso. Podemos ser nós, o instrumento pelo qual Deus dá vida e arrependimento para as outras pessoas. Pois se temos em nossos corações a certeza e a segurança da nossa salvação, a confiança de sermos ouvidos por Deus, podemos ter Orações verdadeiramente sinceras com Ele.
