A HUMANIDADE DE CRISTO
Exposição do livro de Hebreus • Sermon • Submitted • Presented
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Transcript
CAPTAÇÃO:
Você já percebeu que muitas histórias de heróis seguem um padrão? A necessidade que os homens têm de um Salvador.
O Superman é Um personagem que, em sua origem e propósito, ecoa algo maior:
Esse heroi, Kal-El, é enviado por seu pai ao mundo: “Deus enviou seu Filho ao mundo…” (João 3:17);
Ele escolhe viver entre os humanos e proteger os mais fracos;
Ele usa seu poder não para dominar, mas para servir.
Lembra alguém? Pois é!
Superman não substitui Jesus. Mas sua história revela a sede humana por redenção, esperança e um Salvador.
Essas coisas podemos encontrar só em Jesus que se tornou homem para nos salvar. Para isso gostaria refletissemos sobre: A humanidade de Cristo!
CONTEXTO:
Autor: Desconhecido
Data: 61-63 d.C.
Destinatário: Cristãos Judeus
Circunstância da Escrita: A carta aos Hebreus foi escrita para cristãos judeus que enfrentavam perseguições e eram tentados a abandonar a fé cristã para retornar ao judaísmo. Alguns estavam dispostos a morrer pelo Evangelho, mas, em todos as épocas, há aqueles mais sensíveis à pressão e tentados a negar a Jesus para evitar o sofrimento e voltar à vida anterior.
Propósito da carta: A cartar foi escrita para Encorajar esses cristãos hebreus à perseverança fiel em meio à perseguição, demostrando a superioridade de Cristo. O argumento principal do autor é mostrar que Cristo é superior a todas instituições e personagens do judaísmo.
Nos dois primeiros capítulos, o autor se dedica a mostrar que Cristo é superior aos anjos:
Ele herdou um nome mais excelente (1.4);
Sua relaçao com o Deus é superior (1.5-14)
- Cristo é Filho; os anjos são servos
- Cristo herda o reino do Pai; os anjos são ministros
- Cristo é eterno (Ele é o próprio Deus); os anjos são apenas mensageiros
Hebreus 2.5–18, o autor continua argumentando a superioridade de Cristo sobre os anjos, mostrando que Deus sujeitou a Cristo todas as coisas, tanto do mundo presente quanto do mundo vindouro.
Grande Ideia: Jesus tornou-se homem para restaurar o plano de Deus para a humanidade, tornando-se nosso Salvador, Libertador e Sumo Sacerdote fiel e misericordioso.
Pergunta norteadora: Por que foi necessário que Jesus se tornasse homem?
1. RESTAURAR O PROPÓSITO ORIGINAL DE DEUS (Hb 2.5-9)
5Pois não foi a anjos que Deus sujeitou o mundo que há de vir, sobre o qual estamos falando. 6Pelo contrário, alguém, em certo lugar, deu testemunho, dizendo: “Que é o homem, que dele te lembres? Ou o filho do homem, que o visites? 7 Fizeste-o, por um pouco, menor do que os anjos e de glória e de honra o coroaste.
8 Todas as coisas sujeitaste debaixo dos seus pés.” Ora, ao lhe sujeitar todas as coisas, nada deixou fora do seu domínio. Neste momento, porém, ainda não vemos todas as coisas a ele sujeitas. 9Vemos, porém, aquele que, por um pouco, foi feito menor do que os anjos, Jesus, que, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos.
a) Deus sujeitou o mundo futuro ao Homem — Cristo (v. 5): O verso 5 mostra que “não foi a anjos que Deus sujeitou o mundo que há de vir”, isto é, o mundo futuro que esperamos. Esse mundo foi entregue ao homem. Desde de Gênesis 1.26-27, o plano de Deus sempre foi que o homem governasse sobre a criação. Quando o autor diz: “sobre o qual estamos falando”, refere-se a Cristo como Senhor desse mundo vindouro – essa é a nossa esperança.
b) O plano de Deus é que o homem governe sobre a criação (vs. 6–8): Embora esse propósito tenha sido prejudicado pelo pecado. O autor diz: “alguém, em certo lugar, deu testemunho”. Esta é uma citação do salmo 8 que foi escrito por Davi. Esse salmo exalta a majestade de Deus e reconhece a insignificância do homem diante da criação. O salmo diz “Fizeste-o, por um pouco, menor do que Deus, e aqui o autor escreveu “menor do que os anjos”. Isso não seria contradição, pois “Elohim” pode também se referir a seres angelicais. O ponto é mostrar que esse “homem” — Cristo —, mesmo sendo feito inferior por um tempo, “de glória e de honra o coroaste” (v.7), recebendo autoridade sobre todas as coisas: “Todas as coisas sujeitaste debaixo dos seus pés” (v.8). O autor mostra que esse governo já é presente “ainda não vemos todas as coisas a ele sujeitas” (v.8). Ainda que nem tudo pareça sujeito a Ele, pois ainda existe o pecado no mundo, as pessoas se rebelam uma com as outras; essa autoridade já foi estabelecida — vivemos entre o “já” e o “ainda não”.
c) Cristo, o verdadeiro Homem, que restaura o plano de Deus (v. 9): Cristo foi feito menor que os anjos “por causa do sofrimento da morte”. Ele assumiu a forma humana inferior à natureza angelical. Os anjos são mais forte, imortais, tem determinados poderes. Na forma humana, Cristo enfrentou as limitações e dores da humanidade. Mas foi justamente por meio desse sofrimento que Ele (Cristo), “foi coroado de glória e de honra”..
O que podemos aprender com isso?
· Em Cristo, sabemos quem realmente somos. Mesmo em um mundo marcado pela queda, é possível viver com propósito, refletindo a glória de Deus em cada aspecto da nossa vida.
2. TORNAR-SE O AUTOR DA SALVAÇÃO (vs. 10-13)
10Porque convinha que Deus, por causa de quem e por meio de quem todas as coisas existem, conduzindo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse, por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles.
11Pois, tanto o que santifica como os que são santificados, todos vêm de um só. É por isso que Jesus não se envergonha de chamá-los de irmãos, 12dizendo: “A meus irmãos declararei o teu nome, no meio da congregação eu te louvarei.” 13E, outra vez: “Eu porei nele a minha confiança.” E, ainda: “Eis aqui estou eu e os filhos que Deus me deu.”
a) Era apropriado que Cristo fosse aperfeiçoado por meio do sofrimento (v. 10): Foi agrado de Deus que a salvação viesse por meio do sofrimento de Jesus. Cristo precisou sofrer. Para isso Ele precisou se encarnar se tornando igual a nós. Ao fazer isso, Cristo aprendeu a sofrer, o que é ser tentado, rejeitado, traido. Ele experimentou a nossa realidade, tornando-se o Autor da nossa salvação. Isso mostra que a mortenão foi um acidente, mas fazia parte da obra redentora.
b) Ao se tornar homem, Cristo se torna nosso Irmão e Representante (vs. 11–13): A humanidade de Cristo permitiu que Ele se unisse totalmente aos homens, tornando-se nosso irmão. Porque “tanto o que santifica como os que são santificados, todos vêm de um só (Deus). Por isso que Jesus não se envergonha de chamá-los de irmãos (v.11). No verso 12, o autor cita duas passagens do A.T., o salmo 22 que aquele salmo que diz: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste” e no verso 22 diz: “A meus irmãos declararei o teu nome” (v.12), esse é um salmo messianico que mostra que são irmaos aqueles em que Cristo veio salvar. Ele também cita uma passagem em Isaias 8.17-18, ao dizer: “Eis aqui estou eu e os filhos que Deus me deu” (v.13).
O que podemos aprender com isso?
· Cristo nos salvou ao se identificar conosco em nossa humanidade. Por isso, devemos confiar plenamente em sua graça e, em resposta à sua obra, viver uma vida de santidade
3. LIBERTAR O MUNDO DO DIABO E DA MORTE (vs. 14-16)
14Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, também Jesus, igualmente, participou dessas coisas, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, 15e livrasse todos os que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.
16Pois ele, evidentemente, não socorre anjos, mas socorre a descendência de Abraão.
a) Ao se tornar carne e sangue, Cristo destruiu o diabo, que tinha o poder da morte (v.14): Jesus entrou na realidade humana para destruir, com sua própria morte, aquele que tinha o poder da morte — o diabo.
14Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, também Jesus, igualmente, participou dessas coisas, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo,
b) Com sua morte, Cristo libertou os que viviam escravizados pelo medo da morte (vs. 15-16): Através da cruz, Jesus quebrou as correntes do medo da morte que escravizavam a humanidade. Agora, em Cristo, podemos viver livres e seguros na esperança da ressurreição.
15e livrasse todos os que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida. 16Pois ele, evidentemente, não socorre anjos, mas socorre a descendência de Abraão.
O que podemos aprender com isso?
· Cristo venceu a morte. Por isso, não precisamos mais viver com medo. Agora temos liberdade e esperança para enfrentar cada dia com coragem, firmes na vitória que Cristo conquistou.
4. SER O SUMO SACERDOTE PERFEITO (vs. 17-18)
17Por isso mesmo, era necessário que, em todas as coisas, ele se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo.
18Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, quando foi tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados.
a) Cristo ofereceu sacrifício pelos pecados do povo — propiciação (v. 17): Para representar os homens diante de Deus, Jesus precisava ser semelhante a nós. Como verdadeiro homem, Ele fez expiação pelos pecados, reconciliando-nos com o Pai.
17Por isso mesmo, era necessário que, em todas as coisas, ele se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo.
b) Como homem tentado, Cristo é capaz de socorrer aqueles que também são tentados (v. 18): Tendo sido tentado como nós, Ele é capaz de nos ajudar em nossas lutas. Seu sacerdócio é marcado pela empatia, fidelidade e socorro eficaz em tempos de fraqueza.
18Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, quando foi tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados.
O que podemos aprender com isso?
· Cristo conhece nossas lutas. Por isso, podemos buscá-lo com confiança, certos de que Ele nos fortalece diariamente e nos conduz com segurança em meio às tentações.
Conclusão
A admiração que as pessoas têm por heróis como o Super-Homem é só um reflexo do seu anseio pelo verdadeiro Herói. Então, diferente do Superman:
➡️ Cristo não fingiu ser humano — Ele se tornou humano de verdade.
➡️ Cristo não só viveu entre nós, mas sofreu, sentiu dor e foi até a morte.
➡️ Tudo que Cristo fez não foi só para nos proteger por um momento, mas foi para nos salvar para sempre.
Lembre-se! Cristo não é só um herói poderoso — é o Salvador perfeito, que entrou no nosso mundo para restaurar o que estava quebrado pelo pecado.
A humanidade de Cristo faz parte do plano perfeito de Deus para nos salvar e restaurar o nosso relacionamento com Ele.
Ele é o Salvador que sofreu por nós, o Irmão que venceu, o Sacerdote que socorre e o Rei que nos conduz à glória.
Como você pode viver isso?
· Confie em Cristo como seu Salvador e Restaurador. Ele veio para restaurar o plano de Deus em sua vida — renda-se ao governo do verdadeiro Homem exaltado.
· Viva com coragem e esperança. A morte foi vencida, e o medo já não deve escravizar aqueles que estão em Cristo.
· Aproxime-se de Cristo em suas lutas. Ele conhece sua dor e sua tentação, e está pronto para socorrer você como seu Sumo Sacerdote fiel.
