Rm 9.1-13 (25) A soberania de Deus
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Rm 9.1-13
Introdução
1 Talvez este seja o capítulo que muitos gostariam que não existisse, embora ele apenas reprise as experiências da vida de Abraão e Sara e toda a descendência destes.
2. Não é tão simples analisar e falar sobre a soberania de Deus, e sobre a escolha e a rejeição. Mas, também não devemos ignorar que Deus é soberano em todas as prerrogativas tanto quanto a escolha e rejeição.
3. Também não devemos ignorar que Deus é AMOR SANTO, e JUSTIÇA SANTA. Esses dois atributos são reprisados pelos seres humanos criados a sua imagem e semelhança, porém de forma bem deformada, isso porque o ódio do homem é maligno, enquanto o ódio de Deus é SANTO.
4. Deus não tem prazer na morte do perverso (Ez 18.23; 33.11; 18.32 não tenho prazer na morte do perverso, não tenho prazer na morte de ninguém, eu quero que se convertam e vivam.
5. Por outro lado Deus revela prazer naqueles que fazem a sua vontade. Especialmente Deus se apraz com a vida do seu Filho, e daqueles que o temem (Sl 103.13 como um pai se compadece ...Sl 103.17,18 a misericór.. de etern/sobre os que o temem, sua justiça sobre filhos dos filhos, para c os q guardam sua aliança e se lembram dos seu preceitos e os cumprem).
I - Nada poderá nos separar de Cristo (v.1)
6. Você percebe a continuidade do verso anterior? - agora, Paulo revela o amor aos seus irmãos israelitas, que se fosse possível seria capaz de ficar separado de Cristo, por amor a eles. Por quê? Amor aos seus como família, como cultura religiosa, amigos de profissão (fariseus). Enquanto Paulo não teve encontro com Jesus, de fato estava separado e separando os seus compatriotas do próprio Deus, os quais eles “diziam obedecer”. Ao se rendido à Cristo, teve sua percepção, sua consciência esclarecida, em contraste com o que havia aprendido dos fariseus.
7. Paulo fala, em Cristo por estar unido à Cristo, e no Espírito porque estava recebendo toda a verdade de Deus. Também a consciência é descrita, porque é por meio dela que provamos ou reprovamos nossas atitudes e pensamentos. Então Paulo está dizendo o que Deus fez em seu coração. O foco é o amor que ele tinha aos seus irmãos. Para os judeus parecia que Paulo estava seguindo um charlatão, blasfemo, embusteiro, impostor e havia se tornado inimigo da nação. Mas, a verdade é que agora que ele havia aprendido amar. Ele descreve Jesus como o próprio Deus, que fazia parte das promessas a esse povo. E Paulo agora, sabia porque Deus havia dado a lei e toda estrutura do culto. Agora ele sabia que a lei não tinha poder de salvação aos (seus compatriotas). Os líderes religiosos que eram do mesmo segmento de Paulo, agora estavam separados, mas Paulo não era inimigo, ele de fato, amava seu povo, e sabia que eles estavam condenados à perdição, por falta de submissão à Deus, e orgulho de terem sido escolhidos.
8. A tristeza e dor no coração - O que Paulo quer dizer com, eu desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos? Ele não está dizendo que quer ser amaldiçoado por Cristo. A maldição que Cristo recebeu é o que transparece. Em outras palavras - se a salvação de meus irmãos dependesse da minha condenação, ele estaria disposto a ser condenado por eles. Ele segue o mesmo amor de Cristo, que foi amaldiçoado em favor de pecadores. A palavra ANÁTEMA significa maldito, ou amaldiçoado por Deus.
9. V.4-5 - O apego de Paulo aos seus compatriotas estava ligado, não só pelos laços genéticos, mas também por causa da história da revelação de Deus à esse povo. Veja que a revelação de Deus não foi dada a outro, senão ao patriarca Abraão, pai deles, e toda vontade e caráter de Deus foi concedido a seus irmãos segundo a carne. Mas, não podemos esquecer que primazia da escolha tinha um fim específico - o nascimento do Salvador.
II - As promessas para o Israel espiritual (v.6-13)
10. V.6 - É possível alguém questionar as promessas reveladas nas Escrituras, e se isso for possível, então, temos um grande problema sobre a revelação de Deus para conosco. Por isso, Paulo está afirmando - “não pensemos que a palavra de Deus haja falhado”.
¹Por mais que o Apóstolo sofra por amor aos seus irmãos, ele não pode mudar aquilo que Deus já decretou. Deus já havia prometido a Abraão - Gn 15.13 - a tua posteridade peregrinará em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos, depois sairão com grandes riquezas. 16 Na quarta geração, tornarão para aqui; Gênesis 18.19 “ Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito.” Gn 22.1 Deus pôs Abraão à prova. Depois que Deus pede o sacrifício de seu único filho (Isaque), disse o Anjo do Senhor no v.16 - porquanto não negaste o teu filho, 17 por isso, te abençoarei, e certamente multiplicarei a tua descendência.
11. Alguém pode pensar que a escolha de Israel deveria salvar todos, por ser a promessa dada à descendência de Abraão. No entanto, a palavra de Deus já havia estabelecido que a promessa era para os que Deus haveria de escolher para desfrutar das promessas. E Paulo cita Isaque como o filho da promessa, embora Ismael fosse seu irmão, por parte de Abraão (Gn 21.12; Gl 4.21-23) (conf. o v.7b).
12. V.8 - Filhos de Deus são os da promessa e não da carne - essa verdade é espiritual, que Paulo faz uma comparação com a promessa feita à Abraão e Sara. Embora Ismael tenha sido irmão de Isaque, filho de Abraão, mas não foi o filho prometido por Deus. Ismael é chamado o filho da carne, porque Abrão e Sara duvidaram da promessa e Sara fez a escrava egípcia conceber.
