Preservando a nossa identidade
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Texto Base
Neemias 13.23–24
23 Vi também, naqueles dias, que judeus haviam casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas. 24 E seus filhos falavam metade das palavras na língua de Asdode ou na língua de seu respectivo povo, mas não sabiam falar a língua dos judeus.
Introdução
Introdução
O texto que lemos, é um texto que ocorre pós exilio Babilonico. Nesse período chamado pós-exílico, Deus levanta Ciro para redigir um decreto permitindo o retorno do Povo de Israel para Jerusalém. O templo estava destruido, os muros derrubados e Deus levantou Zorobabel, Esdras para reconstrução do Segundo templo de Israel e furamente levantou Neemias para ser aquele que lideraria a reconstrução dos muros de Jerusalém.
O cativeiro Babilónico não tirou apenas a esperança do Povo de Israel. Tiberius Rata (comentarista Bíblico) vai dizer que “a perda que os judeus experimentaram com o cativeiro foi, simultaniamente, emocional, nacional e epiritual”.
Emocional - Viram seus filhos, familias, serem arrancados para viverem de baixo de um regime de exilio.
Nacional - O cativeiro não permitia uma dupla cidania; eles eram exilados, pois perderam a sua patria.
Espiritual - Perderam o direito ao culto ao Deus vivo.
O salmo 137 registra um pouco sobre esse momento de tristeza
Junto aos rios da Babilônia nos assentamos e choramos, lembrando-nos de Sião.
O Deus que permitiu o cativeiro para curar a idolatria do povo, é o mesmo Deus que havia prometido restauração.
A analise de Neemias
A analise de Neemias
No capitulo 13 de Neemias, o contexto além de ser pós-exílico, é um contexto pós reconstrução do templo e dos muros de Jerusalém. Neemias retorna de Susã e começa a fazer algumas observações sobre o povo e a cidade e no verso que lemos, Neemias faz uma observação sobre alguns judeus que haviam retornado e seus filhos não sabiam falar o Hebraico, que era a lingua de Judá.
Eu entendo que durante o cativeiro, existiram muitos que não abandonaram a sua fé. Muitos que estavam esperançosos com a restauração de Israel. Porém muitos também foram corrompidos e perderam alguns aspectos da identidade de um Judeu.
E baseado nesse texto, o Senhor me levou a uma reflexão sobre a perca da nossa identidade em meio ao contexto que vivemos.
A capacidade do contexto que vivemos
A capacidade do contexto que vivemos
O contexto que vivemos é um mundo que segundo escreve joão, jaz no maligno (1Jo 5.19) e aquilo que chamamos de secular, aquilo que não é sagrado tenta de todas as formas entrar e corromper a identidade da igreja, nos deixando cada vez mais parecidos com o mundo.
Os judeus exilados, foram levados para um mundo secular, e a forma como eles viveriam lá definiriam a identidade deles.
O cativeiro tem a capacidade de corromper a identidade de uma igreja que não entende qual é sua real nacionalidade.
Daniel viveu no cativeiro, mas não teve a sua Identidade de Servo corrompida pela Babilonia
Como Nação Eleita, os Judeus exilados não poderiam viver na terra do exilio sem se esquecerem de sua real nacionalidade.
Como Judeus eles tiham uma identidade de um povo exclussivo de Deus. Como Povo exclussivo, eles não poderiam viver no cativeiro sem honrar os princípios de uma nação que é guiada pelo verdadeiro Deus.
Nós como servos de Deus, não podemos vivermos no presente tempo sem nos lembrarmos da nossa nacionalidade celestial.
Qual a nossa identidade?
Qual a nossa identidade?
Mas qual é a nossa identidade? Qual é a nossa real nacionalidade?
Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;
A nossa nacionalidade não é daqui. Somos uma geração eleita, somos um povo adquirido, pertencemos a uma Nação Santa de sacerdotes.
No verso de numero 11 Pedro ainda vai dizer que Somos Peregrinos e Forasteiros (1 Pd 2.11)
Peregrino (paroikos no grego) é aquele que reside em terra estranha.
Forasteiro (parepidemos no grego) se refere àquele que se encontra temporariamente em um lugar.
Paulo ele também vai escrever aos filipenses
Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,
O problema de não preservarmos a identidade
O problema de não preservarmos a identidade
Muitos que viveram no cativeiro perderam a identidade por falta de reconhecerem sua real nacionalidade.
A falta do reconhecimento da real nacionalidade do povo de Israel, fez com a lingua (parte da identidade deles), fosse pertida.
Olha o texto:
23 Vi também, naqueles dias, judeus que tinham casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas. 24 E seus filhos falavam meio asdodita e não podiam falar judaico, senão segundo a língua de cada povo.
Não foi o cativeiro que fez com que os filhos dos judeus exilados perdessem a linguagem de Judá, mas os casamentos (alianças) que eles firmaram no cativeiro.
Eles estavam exilados, mas tinham uma identidade. Eles estavam exilados mas tinham uma nacionalidade, mas por conta das alianças que eles firmaram, eles perderam aquilo que era o simbolo primario da sua real nacionalidade, a linguagem.
Perder a linguagem do seu pais, acarreta alguns problemas:
Problemas sociais: Perca do vinculo com os irmãos por não entender a linguagem
Problemas espirituais: Perca da capacidade de entendimento da Palavra, visto que ela é escrita no idioma que se perdeu.
Problemas de identidade: Já se perde o sentido de quem é e de que Pátria pertence.
Jovens, o mundo tenta corromper a nossa identidade, entrando de maneiras sutis, fazendo com que firmemos alianças que sem nós perceber nos afasta do Centro da vontade de Deus.
O perigo da similariedade da lingua
O perigo da similariedade da lingua
O texto vai dizer no verso 24, que os filhos dos judeus falavam, um pouco Asdodita ou outras linguas dos povos que eles haviam firmado alianças. E aqui há o perigo da similariedade da lingua.
As linguas faladas pelos povos de Moabe, Amom, Asdode eram similares, semelhantes ao Hebraico falado pelos Judeus por serem todas parte do grupo de linguas semiticas.
A estratégia do inimico é sutil. É mudar elementos simples do aspécto da linguagem do culto, mudar a caracteristica de como enchergamos um milagre (fazendo com que o milagre seja explicado de maneira natural), fazendo com que duvidemos dos dons Espirituais, até que não consigamos mais entender a linguagem do povo de Deus. É introduzir-se de maneira sutil.
Conclusão - Restaurando a identidade
Conclusão - Restaurando a identidade
A nossa identidade em Cristo Jesus, não pode ser corrempita pelas vans filosofias humanas. A linguagem de um povo Salvo, Eleito, separado do mundo não pode ser aniquilada pelas similaridades de falsas adoração e falsos mestres e doutores.
A nossa linguagem celestial, as caracteristicas da nossa identidade não pode ser influenciada por ambientes escolares, por ambientes profissionais, por circulos de amizades, por influencies da falsa religião.
Deus te levanta em uma Babilonia curvada a idolatria para ser luz e influenciar uma geração a preservar a identidade de Eleita; Deus te levanta em uma Assiria que adora outros deuses para ser a influência da linguagem do céu no seu trabalho; Deus te levanda como uma voz de encorajamento para a sociedade.
Nas esferas públicas, Deus levantará homens e mulheres que saiba falar a linguagem de um povo eleito; nas esferas juridicas, Deus levantará doutores, juizes que saibam falar a linguagem do Justo Juiz (Jesus o dono da igreja), nas escolas, Deus levantará professores que não tenham a linguagem corrompita pelo mundo, mas que são fieis a Deus.
