Introdução ao aconselhamento bíblico - aula 2

Introdução ao aconselhamento Bíblico  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Introdução

Um resumo da aula passada
O Aconselhamento Bíblico é uma extensão do ministério particular da Palavra, mostrando que sua base está na História da Redenção então estamos percorrendo as histórias através de um panorama bíblico. Ao expor Gênesis 3, revela a estratégia satânica de lançar dúvidanegar substituir a verdade divina, produzindo vergonhamedo e hostilidade no coração humano.
Então a gente viu que a progressão da ruptura… do pecado — de Adão e Eva até Caim, Lameque e a corrupção de todo um povo até antes do dilúvio — e a necessidade urgente de um Redentor prometido nesse Prototipo do evangelho.
Em seguida, a gente viu a formação da fé de Abraão, moldada por revelações graduais que culminam em obediência madura. O texto destaca que o aconselhamento exige essa mesma fé madura, que age segundo a Palavra e não segundo experiências, evidenciando que Deus opera pela graça soberana ao escolher e transformar seu povo. 
e falamos sobre Isaque, como Deus prova a fé ... e chegamos terminamos antes de falar de Jacó .… Esse jacó desde o início ele dá pistas de que ele vai ser um TRAPACEIRO, e de fato ele é. Ele engana seu irmão, ele engana o seu pai, ele engana o seu sogro. Ele colhe o que plantou, ....… é enganado pelo sogro, ele sai, ele briga com Deus, e o Senhor o faz confessar: "Qual é o seu nome?" 
"Jacó, enganador". 
Ele confessa quem ele é, e a partir daí ele é um outro homem. 
Nesse ponto já existe uma confusão instaurada na sua família, uma verdadeira novela. 
Os filhos de Raquel, os filhos de Lia, os filhos de Bila, os filhos de Zilpa, o filho preferido, José, a sua túnica especial, mangas cumpridas, multi coloridas. 
 
José é o filho preferido, vendido pelos seus próprios irmãos, alguns inclusive queriam matá-lo, e José é enviado para o Egito. 
 
E ali nós vemos um outro padrão importante para entendermos o que nós temos em Cristo Jesus, até então estranho a nós o conceito do justo sofredor. José talvez tenha sido esse adolescente mimado, trazendo notícias ruins de seus irmãos, mas a partir dali, na chegada do Egito, o que nós vemos sobre José é a boa mão do Senhor e José sofrendo por ser justo - ISSO é estar pronto a confiar em Deus.. a ter uma fé madura..
 
Ele foi humilhado para então ser exaltado, uma lógica que nós precisamos compreender, uma lógica que nós precisamos aprender para interagir com o conteúdo da escritura e ter nossa mente aberta para entendermos a riqueza que temos em Cristo Jesus.
José então se torna o segundo maior governante do Egito, acho que podemos dizer do mundo da sua época, um homem extremamente poderoso, e que Deus o separou numa posição estratégica para preservar uma família de 70 pessoas, família da promessa, que diante de uma fome intensa agora precisa receber os mantimentos do Senhor.
Então José dá as boas-vindas aos seus irmãos, depois de um processo de sondagem do arrependimento dos seus irmãos, ele enxerga de fato de que aqueles que antes estavam dispostos a não só matar José, mas o venderam, agora estão prontos para substituir Benjamim. José vê arrependimento na vida dos seus irmãos, vê mudança e se revela: "Eu sou José", talvez uma das narrativas mais emocionantes da escritura, "Eu sou José, o irmão que vocês venderam no Egito". 
 
É uma mistura de medo, talvez de alegria, é uma mistura de ansiedade ou de antecipação com o que vai acontecer, mas o ponto é, nós vemos o justo sofredor num lugar estratégico para a salvação dos seus. 
 E agora José convida a sua família para morar no Egito. 
 E eles são colocados e separados numa terra específica, Gósen. E nessa terra específica chamada Gósen, é onde efetivamente eles se multiplicam, eles de 70 viram milhões  
E agora como milhões, eles começam a perturbar o faraó. 
 O faraó que conhecia José morreu. O faraó que nasceu na sequência ainda ouviu histórias de José, mas ele também morreu. E, na sequência, veio um faraó que não conhecia José, nem os seus feitos, e olhou obviamente para esse povo estrangeiro como uma ameaça e submeteu a intensa escravidão. 
 
Assim termina o livro de Genesis, assim termina esse período de benção sobre a vida de Israel e começa o livro de Êxodo. O povo de Israel agora são milhões e milhões debaixo do jugo da escravidão. 
E Deus escuta o clamor do seu povo. Talvez não porque o povo dominicalmente se reunia e clamava pedindo auxílio divino, mas Deus escutou o clamor e a dor daqueles que eram escravos e lembrou-se da sua aliança, da sua promessa. 
 Deus vai prover livramento. Porque assim é a natureza do nosso Deus. Deus é um Deus de salvação. 
 E nós temos visto padrões que nos ajudam a compreender a riqueza do que nós temos em Cristo Jesus, e como toda a história do Antigo Testamento aponta para o nosso redentor, na construção de uma convicção, de uma compreensão do ministério do aconselhamento bíblico. 
Bom, Êxodo capítulo 1, nós vemos sim esse povo escravo. Em Êxodo capítulo 3, nós vemos que Deus fala com Moisés, deixando para ele um sinal. Êxodo capítulo 3:12 diz: “Deus lhe respondeu: Eu serei contigo, e este será o sinal de que eu te enviei. Depois de haveres tirado o povo do Egito, servireis a Deus neste monte”
Que monte é esse? O monte Sinai. 
Quem é Deus? 
Eu sou o que sou. 
Deus tá se apresentando para Moisés, se apresentando ao povo. 
Bom, Êxodo capítulo 4, versículos 22 e 23, é curioso o que o Senhor diz para Moisés dizer a Faraó. Versículos 22 e 23 de Êxodo 4: “Dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu primogênito. Digo-te, pois: Deixa ir meu filho, para que me sirva. Mas, se recusares deixá-lo ir, eis que eu matarei teu filho, teu primogênito”. 
Bom, Moisés não está indo para tirar uma queda de braço com Faraó. Deus não está entrando com Faraó com a uma luta de 10 rounds. 
O Senhor vai se apresentar para o Faraó, que faz uma pergunta estúpida em Êxodo capítulo 5, versículo 2. Ao ouvir o recado de Moisés e Arão, Faraó diz o seguinte, no versículo 2: “Quem é o Senhor para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o Senhor, nem tão pouco deixarei ir a Israel”. Lembre-se, Israel é tido pelo Senhor como filho, primogênito. Deixa ir meu filho, para que me sirva. (Me adore em algumas versões)
Se não, vou matar o teu filho, Faraó, tido como uma divindade no Egito, e pergunta: “Quem é o Senhor??????”. 
Bom, Deus vai se apresentar ao Faraó. 
Ele tem 10 cartões de visita, de que ele é maior do que cada uma das divindades veneradas no Egito, de que ele é o Deus que liberta, ele é o Deus soberano. Faraó era tido como uma espécie de soberania divina do Egito, cuja vontade era a vontade do próprio de um próprio Deus. E o que nós lemos no livro de Êxodo é que Deus brinca com a vontade desse Faraó, endurecendo o seu coração. Por vezes Faraó endurece o seu coração, mas nós vemos a soberania divina atuando e se apresentando para o povo de Israel. 
As 10 pragas. Para cada uma das 10 pragas, cai uma divindade egípcia, e é Deus se apresentando para o povo. 
Depois de um certo momento, o Senhor começa a preservar inclusive o povo de Israel, deixando claro de que ele protege os seus. Então, Deus anuncia a décima praga, a morte dos primogênitos, cumprindo aquilo que ele havia dito para Moisés, de que ele haveria de matar o primogênito do Faraó. Nesse ponto, arrebentado, em meio de um caos, Faraó permite então que o povo de Israel vá, e o povo de Israel foi. No caminho, Faraó muda de ideia, ele persegue o povo de Israel, e diante do mar e protegidos por uma coluna de fogo, o Senhor abre o mar, o povo passa em terra seca, chão seco, glorificando a Deus!. Deus volta ao mar e cobre o exército do Egito. 
Agora o povo está celebrando. 
E chegou o momento em que Deus cumpre o sinal dado a Moisés em Êxodo capítulo 3, em Êxodo capítulo 19. 
É o encontro de Moisés com Deus no Sinai. 
 
Êxodo 19: “No terceiro mês da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia desse mês vieram ao deserto do Sinai. Tendo partido de Refidim, vieram ao deserto do Sinai, no qual se acamparam. Ali, pois, se acampou Israel em frente do monte. 
Subiu Moisés a Deus, e do monte o Senhor o chamou e lhe disse: Assim falarás à casa de Jacó e anunciarás aos filhos de Israel: Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim. 
Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. 
Vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. 
São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel”.
Note, o que que tá acontecendo aqui? 
O cenário é assustador, porque nós temos a glória de Deus no alto do monte Sinai, nós temos o povo de Israel no pé da montanha, nós temos Moisés esse mediador indo e voltando, indo e voltando, subindo e descendo. Esse mediador cumpre dois papéis básicos: trazendo a palavra de Deus, anunciando a palavra de Deus, e purificando o povo
 Esse é o trabalho desse mediador, desse sacerdote Moisés. 
 E agora Deus diz o seguinte, nos versículos 5 e 6: “Ora, se vocês ouvirem a minha voz, guardarem a minha aliança, ou seja, se vocês me obedecerem, se vocês obedecerem os meus mandamentos que expressam o meu caráter, vocês vão ser uma propriedade minha diante de todos os povos, porque toda a terra é minha. E vocês vão ser um reino de sacerdotes, vocês vão ser uma nação santa”. 
Eu pergunto para você: O que faz um sacerdote? O que que é um reino de sacerdote? Sacerdote é alguém que representa alguém diante de outro alguém. Isso é tudo que um sacerdote faz. 
Um reino de sacerdotes, propriedade peculiar do Senhor, representariam o Senhor diante de todos os povos. 
É isso que ele faria. Israel, se guardasse os mandamentos do Senhor que expressam o caráter de Deus, seriam esses representantes que mostrariam para o mundo que não conhecem a Deus quem é o Deus verdadeiro, criador dos céus e da terra.
Isso soa talvez um pouco familiar com nossa última aula, de que Israel seria, na Palestina, esse umbigo da idade antiga, onde todo o comércio passava por ali, representantes visíveis do Deus invisível
Se eles fizessem o quê? Se eles guardassem a minha aliança, se eles guardassem os meus mandamentos. 
O povo de Israel se entusiasma diante dessa possibilidade e diz: “Nós iremos obedecer. Nós iremos cumprir a lei de Deus”. 
 Talvez ainda tomados pelo entusiasmo de ver o mar se abrindo e se fechando sobre os egípcios, sem contar as 10 pragas, todos os atos milagrosos do Senhor, o povo tá entusiasmado. 
 Sim, nós vamos obedecer ao Senhor. Sim, nós vamos a a nós vamos simplesmente obedecer, guardar a aliança, e nós vamos representar Deus diante de todos os povos. 
Bom, talvez você seja familiarizado com a história, e sabe que depois de todo esse entusiasmo, quando Deus estava proferindo a lei, e chamou Moisés para pegar algumas outras instruções, inclusive sobre a construção do tabernáculo, em que representaria a presença do Senhor, a presença santa do Senhor no meio do povo, o povo olha para Arão e diz: “Onde tá Moisés? 
Por que que ele demora tanto? 
Pega aqui esse ouro, faça para nós um bezerro”, e atribuem ao bezerro de ouro a responsabilidade de ter nos livrado do Egito. 
O povo cai em idolatria. 
Uma idolatria que se torna paradigmática na história de Israel, juntamente com o pecado de Manassés, constantemente lembrado na história de Israel. Esse povo de dura cerviz, idólatra, não conseguiu guardar a aliança nem por questões de alguns dias, e já deixou de representar a Deus. Deixou de representar a Deus porque o povo queria ser Deus...... Bom, como que o povo queria ser Deus? 
Você já sabe disso. 
Em Gênesis capítulo 1, versículo 26, disse também Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”. Quem é que faz imagem e semelhança? É Deus quem faz imagem e semelhança. 
E agora quando o povo de Israel se reúne e atribui ao bezerro de ouro o poder de ter livrado do Egito, fazendo uma imagem, o povo está assumindo o lugar de Deus. O povo quer ser Deus. 
No centro da idolatria, quando fazemos imagem e atribuímos a elas qualquer que seja os poderes, nós estamos fazendo a seguinte inferência: “Eu sou Deus”. 
Bom, o povo de Israel falha. O povo de Israel falha miseravelmente. 
Essa é uma geração que não só cai em idolatria, mas também incredulidade de que Deus daria de fato a terra que ele prometeu a Abraão e que está prestes a cumprir. O resultado é que essa geração passa 40 anos no deserto, apenas com o tempo de que toda a geração fosse trocada, exceto dois nomes: Josué e Calebe. Quando toda essa geração é trocada, há necessidade então de que elas sejam lembradas dos atos do Senhor, entram então os sermões de Moisés em Deuteronômio, em que toda a lei é revisada, em que toda a lei é recapitulada, exposta mais uma vez, em que os ânimos então são colocados no lugar, agora é o momento de assumir a terra. Moisés, por razões já dadas no livro de Números, em que ele espanca a rocha, ele faz uma má representação de Deus diante do povo de Deus, é deixado de fora e Josué assume. 
Josué assume e assim termina o Pentateuco. 
Estamos entrando agora no livro de Josué. Josué assume e organiza o povo de Israel para a grande conquista. O livro de Josué é empolgante, intrigante. 
Aquilo dá um longa metragem, talvez a melhor série que pode ser ainda produzida cinematograficamente falando. Que história! 
Cenas de batalhas épicas, eventos, e Josué segue com coragem, e eles conquistam a terra prometida. 
Nos encontramos então em Josué capítulo 24. Josué capítulo 24, essa geração agora renovada, essa geração pronta agora para assumir a terra prometida, Josué reúne o povo e diz: “Olha, vocês precisam decidir a quem vocês vão servir”
Versículo 15: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. Eu e minha casa serviremos ao Senhor. 
E o povo diz o quê? 
Nós também serviremos. Nós vamos servir a Deus. 
E assim encerra o livro de Josué, extremamente empolgante, animados em servir ao Senhor, e então estamos em Juízes capítulo 1. Em Juízes capítulo 1, o que nós vemos é que nasceu uma geração, depois da morte de Josué, que não conheciam o Senhor, nem tão pouco as obras que fizeram a Israel. 
Juízes capítulo 2, versículo 10. 
Eu e minha casa serviremos ao Senhor, bastou uma geração para que o povo de Israel não conhecesse o Senhor, nem as obras que o Senhor fez. 
Tanto da conquista da terra quanto do livramento do Egito, deixaram de ser contadas. 
O vínculo foi quebrado, nasceu uma geração que não conhecia o Senhor. E como uma geração que não conhecia o Senhor, entregou-se aos pecados dos cananitas. 
E agora esse povo que deveria guardar a aliança para ser um reino de sacerdote, passa a se tornar parecido com esse povo cananeu. 
É assustador quando nós pensamos de que provavelmente nós estamos descrevendo uma cultura caracterizada pelos mandamentos expostos em Levítico 18. Nós estamos falando de uma cultura a cultura cananeia extremamente sexualizada, marcada por homossexualidade, bestialidade e assim por diante. 
E agora o povo de Israel se mistura, se esquece quem é o Senhor e assume as práticas do povo cananita. 
Bom, o que acontece então é que no ciclo de Juízes, depois do pecado, nós temos juízo. Deus levanta então nações que viriam a disciplinar - Filisteus... povos pagãos que viriam, e no meio do clamor do povo, Deus levanta juízes libertadores, estabelecendo para nós um padrão de que a sua misericórdia é a razão pela qual o povo de Deus existe. O povo insiste em pecar, e Deus tem um amor fiel e leal, levantando libertadores. Associar ao aconselhamento
A coisa vai descrevendo para nós um padrão espiritual aterrorizante, culminando em Juízes capítulo 19. Juízes capítulo 19, que é o episódio justamente do levita e sua concubina. 
O levita está peregrinando, passa numa região montanhosa de Efraim, tomou para si uma concubina de Belém de Judá, porém ela aborrecendo-se dele, deixo-o e voltou para casa do seu pai. Tem todo esse esquema do do levita, seu relacionamento conturbado com ela, ele sai da casa do seu sogro, segue viagem, e chegando numa região, ele é hospedado por um homem. . 
Cercam-se a casa desse homem, e diz: “Traga para fora, eles querem abusar do levita”. A concubina é colocada para fora, eles Abusam da concubina a noite toda”. 
 Ela amanhece, provavelmente morre na porta, beira da porta. 
 Não tem como ler Juízes 19 e não lembrar de Gênesis 19. Gênesis 19 é a descrição do episódio de Sodoma e Gomorra, de cercar uma casa, o abuso homossexual. E ao lermos Juízes 19, que descreve o povo de Deus, ao lermos Juízes 19, que descreve um povo que recebeu juízo de Deus, e não vemos nenhuma diferença, nós somos confrontados com a triste realidade que grita ao longo do livro de Juízes: “Não havia rei em Israel. Cada um fazia o que era reto aos seus próprios olhos”, e que quando somos desgovernados, não temos orientação, nós vivemos para um rei…
Nós somos igualzinhos ao povo nosso redor.
 Nós atingimos o fundo do poço. 
 Esse é o povo de Israel. 
 E assim termina o livro de Juízes, clamando por um rei. 
 Alguns dizem, teólogos defendem que trata-se de uma defesa da monarquia davídica. 
 E assim vem o livro de Primeiro Samuel, e de fato é estabelecido um rei, mas um rei de acordo com o coração do povo. E Samuel então unge Saul como rei. Um rei imponente, mais alto que a média dos homens de Israel, um rei que mostrava a sua coragem, um rei de acordo com o coração do povo. Um rei que pecou. Pecou e não cumpriu a palavra do Senhor. 
 Em dois momentos distintos ele desobedece ao Senhor, numa obediência parcial, que é a desobediência total. (ele faz o holocausto, ao invés do sacerdote Samuel)
 E é tirado dele o reino. 
 Primeiro Samuel capítulo 15. 
E Deus tranquiliza Samuel dizendo: “Olha, ah, eu eu já separei um novo homem. Eu já separei um rei”. 
 Nós ficamos entusiasmados porque esse rei segundo o coração do povo falhou, não esmagou a cabeça da serpente. Quem sabe um homem segundo o coração de Deus esmague a cabeça da serpente. 
 Davi prova a sua fé, Davi prova o seu valor, o valor dado - óbvio e exclusivamente pela graça de Deus, em que ele derrota Golias, descrito no texto hebraico com uma figura parecida com uma serpente, a sua armadura, o seu tamanho, blasfemando contra Deus. 
 E já dizia a lei: “Olha, aquele que blasfemava deveria ser apedrejado”. 
 Não é com uma espada que Davi vence Golias, não é com uma lança que ele vence Golias, mas são com pedras. 
Davi cumpre a lei. Davi cumpre a lei enquanto o povo amedrontado observa o campeão da causa. Eu e você, em nossas tendências pecaminosas nos identificamos com Davi, nos encorajamos com Davi, mas eu e você não somos, não nos identificamos com Davi, nós somos o povo com medo de cumprir a lei. Davi é o campeão da causa. 
Capacitado pela graça de Deus, ele cumpre a lei, ele mata Golias. 
E o rei segundo o coração do povo, escuta na boca do povo. 
 Saul matou milhares, Davi matou dez milhares. 
 Não arrependido do temor a homens, não arrependido da sua necessidade de reconhecimento e aprovação do reino. 
 Saul se transtorna, se torna extremamente invejoso, ciumento de Davi e passa a sua vida querendo matar Davi. 
 O homem segundo o coração de Deus. 
 Seu reino estabelecido, sete anos em Hebrom, o restante em Jerusalém. 
 Agora sim. 
 Talvez ele cumpra o Salmo 101 que ele mesmo compôs, o Salmo da coroação. 
 Cantarei a justiça e a bondade de Deus e assim ele faz nos seus primeiros anos de reinado. 
 Talvez com Davi um novo momento se inaugura, até o dia em que ele resolve caminhar na laje. Caminhando então na varanda do palácio, ele observa e coloca diante dos seus olhos aquilo que ele jurou que não colocaria. Ele traz para dentro de casa aquilo que ele disse que não poria. E ele mata aquele que ele disse que traria para perto de si, um homem justo, Urias. 
Davi peca, adultera e cobre o seu adultério com um homicídio. 
O homem segundo o coração de Deus falhou, não esmaga a cabeça da serpente, mas caiu nas ciladas preparadas por ela. 
Foi um tolo!
O que cria expectativa de que talvez eu e você precisamos de um rei sábio. 
Salomão. Salomão, um homem cuja sabedoria encantou toda, todo o mundo da sua época. 
Que a parte de Jesus Cristo, o homem mais sábio que já pisou na face da terra. Eu não sei onde isso me coloca ou lhe coloca, mas o homem que mais sábio que já pisou sobre a face da terra foi um tolo. 
Esqueceu das próprias coisas que escreveu. 
Se deixou levar por muitas mulheres e corrompeu o seu coração, sua adoração se tornou impura. 
Salomão falhou. 
Falhou e deixou um legado para o seu filho Roboão, o jovem arrogante que decide ouvir os conselhos dos seus amigos e não dos anciãos e divide o Reino de Israel, Reino do Norte e Reino do Sul. Reino do Norte é caracterizado por uma série, uma sequência de reinos perversos, de reis distantes do Senhor. Reino do Sul tem uma alternância de reinos bons, ruins, mais ou menos, mas ambos acabam em exílio. 
Porque eles não cumpriram a palavra do Senhor. 
Foram reis que resolveram reinar com seus próprios meios, vontades, foram ensinados. 
O povo de Israel agora está distante da presença abençoadora do Senhor, o templo está em terra estranha. 
A atividade profética exílica está trazendo julgamento, ao mesmo tempo que esperança. Onde está aquele que haveria de esmagar a cabeça da serpente e reverter tudo aquilo que nós estamos passando? 
O povo volta para Israel. 
Na liderança de Zorobabel, Esdras, Neemias, reconstróem o templo, reconstróem o povo, reconstróem os muros. 
Uma chama de esperança. E então o silêncio de 400 anos. 
É assim que encerra o Antigo Testamento. O Antigo Testamento encerra com uma série de dilemas. 
E um deles postado para nós em Êxodo 34.6–7 “6 O Senhor passou diante de Moisés e proclamou: — O Senhor! O Senhor Deus compassivo e bondoso, tardio em irar-se e grande em misericórdia e fidelidade; 7 que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a maldade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocente o culpado, ...”
Isso é o dilema do Antigo Testamento. 
 Ele perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado. Como que Deus irá perdoar a iniquidade, a transgressão e o pecado, ainda que não irá inocentar o culpado? 
 Assim encerra o Antigo Testamento. 
 Deixando para nós um dilema que precisa ser resolvido. 
 De que Deus, ele é gracioso, de que Deus é bom, Deus é longânimo, Deus compassivo, misericordioso. 
 Ele perdoa a iniquidade, a transgressão, o pecado, mas não inocenta o culpado. 
 Nós temos muito mais perguntas do que respostas nessa altura do campeonato.
Nós temos a tarefa de representarmos visivelmente o Deus invisível e vemos que sistematicamente a humanidade tem falhado no Antigo Testamento. Nós temos a tarefa agora de tentar resolver esse problema do caráter de Deus que perdoa a iniquidade, mas não inocenta o culpado.
Como assim que Deus vai me perdoar e ao mesmo tempo não pode me inocentar, eu que sou culpado? 
 Nós olhamos para todos os reis e nos perguntamos: “Da onde vai vir nossa esperança”? 
 E aí a atividade profética se cala por 400 anos. 
 Deixando o povo de Israel esperando, deixando a humanidade. 
 Padecendo aguardando uma resposta. 
 Até que ela vem. 
 O Verbo se fez carne. 
 
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