Josué 20
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Título: A JUSTIÇA DE DEUS É PERFEITA
Título: A JUSTIÇA DE DEUS É PERFEITA
Texto bíblico: Josué 20
Texto bíblico: Josué 20
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Introdução
Conta-se que, em uma pequena cidade, havia uma mercearia muito conhecida. Onde os moradores faziam suas compras. Em determinado momento, os moradores começaram a desconfiar que algo estava errado: sempre que compravam um quilo de farinha, arroz ou açúcar, a quantidade parecia menor do que o esperado.
Certo dia, um deles decidiu testar. Levou uma balança de casa, colocou o pacote recém-comprado e descobriu que o “quilo” da mercearia tinha apenas 850 gramas. A notícia se espalhou rapidamente.
Aconteceu então que, o dono da mercearia ao ser confrontado, respondeu:
“A culpa não é minha. A balança é velha, deve estar desregulada.”
Mas a verdade era que ele mantinha aquela balança assim porque o beneficiava. A justiça dele se ajustava conforme sua conveniência.
Bom, se observarmos bem perceberemos que a justiça dos homens é assim. Do menos ao mais abastado, isso não muda, pois eles tem corrupção em seu coração. São passionais de alguma maneira ou proporção.
Mas a lei de Deus é magnífica. Ela sim nos apresenta o padrão e caminho que os homens devem seguir para promoverem a verdadeira justiça no mundo. Como está escrito: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça,” (2Timóteo 3.16).
No nosso texto de hoje, as tribos estavam estabelecidas na parte do território que cabia para si. Agora, precisavam fundamentar o regimento social. Mas eles já possuíam. A saber: a Lei do Senhor. Se eles já possuíam, por que reforçar para os filhos de Israel um fundamento de sua lei?
Resposta: Porque ainda existiam cananeus morando entre eles, quer fossem por experimentar a redenção do Senhor, por intermédio de sua providência, como foram com os gibeonitas. Ou, quer estivessem ali como fruto da desobediência dos filhos de Israel a ordem do Senhor.
Deus ao dar ordem para Josué, visava estender sua misericórdia sobre os filhos de Israel. Pois a justiça do Senhor é diferente da justiça dos homens. Ele não favorece a impunidade, muito menos o vingador de sangue, pois:
Proposição:
A JUSTIÇA DE DEUS É PERFEITA (2x)
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Transição
Sim, a justiça de Deus é perfeita, e a maneira como ela é manifestada no texto nos apresenta três verdades que a acompanham, sendo a primeira delas:
1ª VERDADE: E O SENHOR INSTITUI O REFÚGIO
A JUSTIÇA DE DEUS É PERFEITA E O SENHOR INSTITUIU O REFÚGIO
Do v.1-3 está escrito:
“Disse o SENHOR a Josué: “Diga aos israelitas que designem as cidades de refúgio, como lhes ordenei por meio de Moisés, para que todo aquele que matar alguém sem intenção e acidentalmente possa fugir para lá e proteger-se do vingador da vítima.”
Veja como o Senhor age em dois aspectos aqui:
A) Deus fala! Sem pedir consulta a qualquer homem, o Senhor falou a seu servo Josué: “Diga aos israelitas que...”, dando ordens ao povo que separem entre si cidades de refugio.
B) Deus institui o refúgio. Para aqueles que matassem alguém sem intenção e acidentalmente pudessem fugir e protegerem-se do vingador do sangue. Que poderia ser um familiar, alguém que sentiria que deveria vingar aquele que foi vítima do homicídio.
A justiça do Senhor é perfeita e percebemos isso nesta primeira verdade que a acompanha. Como o texto bíblico e a história nos apresenta, Deus faz esse movimento em favor do homens. Não por ouvir os homens que são injustos e vingativos por natureza, mas por graça.
A Escritura nos mostra como o nosso Deus é rico em misericórdia, pois ele concede refúgio para aqueles que são homicidas. Estes não deixam de ser homicidas, claro que não de forma dolosa, que é caracterizado pela intenção de matar, mas de forma culposa, como o próprio texto explicita: aquele que “matar alguém sem a intenção e acidental”.
Aplicações:
Nós diante de Deus somos pecadores. Como diz o apóstolo em Romanos 3.23 “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,”. Todos pecamos. Todos quebramos a lei do Senhor.
Tiago, na epístola nos instrui: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos. Porquanto, aquele que disse: Não adulterarás também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém matas, vens a ser transgressor da lei.” (Tiago 2.10–11).
Trago estas verdades teológicas para esclarecer para os irmãos que não existem nenhum inocente entre nós. Não importa a qualidade de homicida que você seja, ainda assim você é este diante do Senhor.
Mas, aprouve ao Senhor compadecer-se de você, de nós pecadores. Assim ele institui o refúgio. E o que mais fica como destaque para nós nesta primeira verdade é o movimento que o Senhor faz em direção a nós pecadores.
Nós só estamos seguros porque o próprio Deus institui o refugio, o que não é algo produzido por nossas próprias mãos.
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Transição:
O Senhor instituiu o refúgio. Somente ele poderia fazê-lo, ninguém mais. Mas, seguindo na segunda verdade, Deus também:
2ª VERDADE: E O SENHOR PROVEU O REFÚGIO
A JUSTIÇA DE DEUS É PERFEITA E O SENHOR PROVEU O REFÚGIO
Do v.4-6 está escrito:
“Quando o homicida involuntário fugir para uma dessas cidades, terá que colocar-se junto à porta da cidade e expor o caso às autoridades daquela cidade. Eles o receberão e lhe darão um local para morar entre eles. Caso o vingador da vítima o persiga, eles não o entregarão, pois matou seu próximo acidentalmente, sem maldade e sem premeditação. Todavia, ele terá que permanecer naquela cidade até comparecer a julgamento perante a comunidade e até morrer o sumo sacerdote que estiver servindo naquele período. Então poderá voltar para a sua própria casa, à cidade de onde fugiu”.
O Senhor não somente instituiu, mas proveu (fez acontecer) o refúgio.
O Senhor proveu o refúgio justo com a intenção do julgamento justo. Sem parcialidade, diferente do que poderia acontecer caso um amigo fosse o juiz ou o familiar da vítima ser o promotor de justiça.
Queridos, para o Senhor a intenção conta. A moralidade é levada a sério. Houve intenção de matar? Não!? De todo modo, a cidade de refúgio serviria para o homicida esperar seu julgamento pelos juízes/autoridades da cidade.
O refúgio (A Cidade de Refúgio) instituído pelo Senhor, visava o julgamento após constatação de que realmente o homicídio foi culposo. A pessoa que cometeu o crime, iria perante a cidade e seria julgada pelos ancião/juízes.
Mas como vimos no texto. Haveria possibilidade de absolvição. A possibilidade de pagar a pena. Havia duas formas dos acusados serem “perdoados” do homicídio culposo. O texto nos mostra:
A) Ele terá que permanecer naquela cidade v6a: “até comparecer a julgamento perante a comunidade”;
B) Ou, v.6b: “até morrer o sumo sacerdote que estiver servindo naquele período”,.
Desse modo, o acusado deverá se dar por satisfeito, pois permaneceria ali por um tempo, caso fosse julgado culpado sem a intenção de matar. E o vingador de sangue também deveria se dar por satisfeito, pois o homicida fora julgado.
Aplicações:
Você percebe como o Senhor proveu refúgio justo para os seus servos?
Do modo como o homicida culposo necessita do sumo sacerdote para ser perdoado. Para seu pecado ser pago, nós também. Lembram-se do que está escrito em Hebreus 4.14? Assim diz a Palavra do Senhor:
“Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão.”
Os filhos de Israel tem Jesus Cristo, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote. Nós, que somos homicidas perdoados, devemos manter firme esta confissão. Ele é o nosso sumo sacerdote. Tanto como afirma o texto:
“Ora, aqueles são feitos sacerdotes em maior número, porque são impedidos pela morte de continuar; este, no entanto, porque continua para sempre, tem o seu sacerdócio imutável. Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus, que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu.” (Hebreus 7.23–27).
Realmente ele fez. E Deus-Pai participou disso. Como afirma Paulo:
Romanos 5.6–8 “Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.”
Há como negar que Deus proveu para nós refúgio justo?
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Transição:
Ele proveu refúgio justo, com um alcance universal. Observaremos agora a terceira e última verdade. Pois a justiça de Deus é perfeito, tanto que ele instituiu o refúgio para os pecadores, não somente entre os judeus à época de Josué, mas:
3ª VERDADE: O SENHOR ESTABELECEU SEU ALCANCE
Do v.7-9 está escrito:
“Assim eles separaram Quedes, na Galiléia, nos montes de Naftali, Siquém, nos montes de Efraim, e Quiriate-Arba, que é Hebrom, nos montes de Judá. No lado leste do Jordão, perto de Jericó, designaram Bezer, no planalto desértico da tribo de Rúben; Ramote, em Gileade, na tribo de Gade; e Golã, em Basã, na tribo de Manassés. Qualquer israelita ou estrangeiro residente que matasse alguém sem intenção, poderia fugir para qualquer dessas cidades para isso designadas e escapar do vingador da vítima, antes de comparecer a julgamento perante a comunidade.”
Observe como o Senhor distribuiu as cidades: através da escolha das cidades, por intermédio do povo, percebemos que eles fizeram a divisão estrategicamente para servir a todos. De maneira justa, as cidades estavam espalhadas mas próximas as tribos, conforme fora determinado pelo Senhor.
Mas não somente isso, como o próprio alcance étnico. No v.9a está escrito: “Qualquer israelita ou estrangeiro residente...”. Perceba o alcance da misericórdia do Senhor se estendendo até aos estrangeiros que ali residiam.
Veja como as dádivas pactuais abençoam outros povos. Para além do contexto histórico de Josué. Essa extensão chega até nós. Em Cristo Jesus, o pacto e a misericórdia do Senhor cumprem-se perfeitamente, visando abençoar os eleitos, principalmente os na presente dispensação: gentios.
No caso, nós e tantos outros.
Aplicações:
Como disse D. L. Moody:
“As cidades de refúgio simbolizam Cristo, e a raiz dos nomes das cidades tem relação importante com este fato”. Vejamos os nomes e significado das raízes:
A oeste do Jordão
Quedes: santidade
Siquém: força
Quiriate-Arba (ou Hebrom): comunhão
A leste do Jordão
Ramote-Gileade: edificante
Golã: alegria
Bezer: segurança
Santidade, força, comunhão, edificação, alegria e segurança. Tudo isso encontraremos se estivermos em Cristo Jesus. O Senhor estabeleceu seu alcance. Nós não precisamos fazer uma viagem longe, cruzando os oceanos. Ele nos alcança. Como? Através de Cristo Jesus. Do sangue do Cordeiro. Como está escrito:
“Digno és [ó Cordeiro] de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação” (Ap 5.9).
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Conclusão:
Observe a analogia entre a salvação temporária oferecida ao homicida nas cidades de refúgio e a salvação eterna oferecida ao pecador por meio de Cristo. As estradas de acesso à cidade de refúgio eram bem demarcadas, exatamente como o caminho da salvação, a fim de que ninguém se enganasse e perdesse sua vida.
Essas cidades estavam espalhadas pelo território e eram acessíveis a todos, da mesma forma que Cristo está acessível a todos. As pessoas corriam às cidades de refúgio em momentos de crise, e muitas vezes é necessário uma crise para levar as pessoas a Jesus Cristo em busca de refúgio.
Não havia território neutro para o culpado: ou este corria para a cidade de refúgio, ou caía nas mãos do vingador de sangue. Da mesma forma, cada ser humano tem duas opções: permanecer seguro em Cristo ou sofrer o julgamento de Deus.
Como está escrito em João 3.36:
“Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.”
Esta será uma ótima placa para os peregrinos cristãos, tanto para os que vagueiam sem rumo pelas estradas da vida.
