A PENEIRA, A ESPADA E O JARDIM.

Evangelho de Lucas  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Lucas 22.31-71
No último sermão, falamos sobre a disputa dos discípulos sobre aquele que seria o maior ou mais importantes entre eles. Após o anúncio do traidor, os discípulos iniciam uma discussão sobre importância e popularidade, o que leva a Jesus a ensiná-los sobre o Reino dos Céus, mostrando-os o verdadeiro lugar de grandeza, que está no serviço.
Terminamos o sermão tratando sobre a provação de Pedro, ou a “peneira do diabo” e seus ardis.
Quero começar o sermão de hoje recitando algumas palavras do último sermão para nos fazer lembrar sobre a astúcia do diabo e suas armadilhas.
Irmãos, não ignore os ardis de satanás, não menospreze seu poder e estratégia. Lewis, em “Cartas de um diabo ao seu aprendiz” no prefácio da obre ele escreve:
“Nossa raça pode cair em dois erros igualmente graves, mas diametralmente opostos, quanto aos demônios. O primeiro é não acreditar na existência deles. O outro é acreditar que eles existem e sentir um interesse excessivo e doentio por eles. Os demônios ficam igualmente satisfeitos com ambos os erros e saúdam um materialista ou um bruxo com o mesmo prazer”.
O cristão genuíno não teme o diabo, não se amedronta, mas também não o admira nem tão pouco o ignora ou subestima. Ao contrário, ele o reconhece ou sabe reconhecer seus truques, suas tramas e ardis.
A Bíblia nos recomenda em diversas parte para não sermos ingênuos ou tolos quanto as artimanhas de satanás. Por exemplo em Efésios ouvimos:
“Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”. (Efésios 6.10-12)
Ou mesmo, o próprio Pedro em carta nos adverte:
“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo”. (1 Pedro 5.8-9)
Com essa consideração inicial, podemos nos voltar ao texto.
v.31-34 “31 Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! 32 Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos. 33 Ele, porém, respondeu: Senhor, estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão como para a morte. 34 Mas Jesus lhe disse: Afirmo-te, Pedro, que, hoje, três vezes negarás que me conheces, antes que o galo cante”. [1]
- Jesus ao referir a seu discípulo que será provado, não refere-se a ele pelo nome que lhe deu “Pedro”, masculino de “Pedra”, que significa rocha. Mas, refere-se a ele chamando “Simão, Simão...”
- Alguns comentaristas chegam a dizer que com isso, Jesus desejava ressaltar o seu caráter natural. Ou seja, Jesus estaria demonstrando que ainda há aspectos de “Simão” em Pedro, que o impede de ser essa “rocha”.
- Penso que Jesus buscava chamar a atenção de Pedro para a seriedade de suas palavras, chamá-lo “Simão, Simão”, talvez possa significar, como os comentaristas afirmam, que Jesus quisesse ressaltar o seu caráter natural ou carnal. Mas acredito que Jesus simplesmente chama-o a considerar a seriedade de suas palavras. É muito natural que nós façamos isso, por exemplo: Eu na maior parte do tempo me refiro as minhas filhas chamando-as de “Filhotas ou Filhas”. Daí, dependendo da situação chamarei: “Sarah Deeeborah ou Isabeeela”.
- Quando minha mãe fazia isso, eu sabia que vinha uma coisa séria pela frente, um pedido ou repreensão.
- As palavras de Jesus, me parecem carregar esse sentido, por isso chamá-lo “Simão, Simão”.
- O que Jesus apresenta a Simão é sério, muito sério. Afinal, o que temos nestes versículos, muito se parece com aquele episódio de Jó 1, quando satanás se apresenta entre os filhos de Deus para reprovar a justa conduta de Jó, procurando oportunidade de peneirá-lo.
- Satanás vem a Jesus pedindo para por Pedro à prova, pedindo para moe-lo. Agora, considere essa situação! Há pouco, satanás acabou de entrar em Judas, manifestando-o como traidor, agora ele pede para peneirar a Pedro. Temos que considerar que ação de satanás não se encerra em Pedro, afinal esse é o tempo das trevas, todos os discípulos deixarão Jesus, inclusive João, que esteve presente na crucificação, não aparece nos relatos de sepultamento.
- Jesus deixa Pedro avisado sobre a ação de satanás, e não apenas isso, mas oferece o imenso consolo a Pedro:
“Eu, porém, roquei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (v.32).
- A resposta de Pedro é de alguém que parece não levar a sério as palavras de seu próprio mestre, ele diz: “Ele, porém, respondeu: Senhor, estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão como para a morte”.[2]
- Claro que nós consideramos que essa é uma característica bem típica de Pedro, essa espontaneidade, essa forma imediata de responder a qualquer situação.
As palavras de Deus podem ser traduzidas como: “Quem eu? De jeito nenhum eu vou passar isso!” – “Falas comigo Senhor? Talvez tenha se referido a pessoa errada!” – “Ele talvez, eu, de jeito nenhum, estou pronto para qualquer situação”.
- O que observamos é que há uma grande autoconfiança em Pedro, ele se vê como alguém forte e preparado.
- Eu também chamaria isso de autonegação, esse é um mecanismo de defesa, quando confrontado profundamente com uma verdade que lhe fere, que lhe machuca, que muitas vezes te desmoraliza, a reação a isso é a negação imediata, um mecanismo de defesa psicológico.
- Aquele homem espontâneo, imediato, que protagonizou diversos episódios ao lado de Jesus, seu Mestre, não se vê intimidado com o aviso de Jesus, está tão cheio de si mesmo que não enxerga suas fraquezas, sua própria humanidade.
- Suas palavras retratam muito bem o episódio anterior, onde os discípulos estão discutindo sobre que é o maior ou mais importante entre eles. Talvez, o próprio Pedro tenha chegado à conclusão de que ele era o maior, e tenha se avantajado entre os demais.
- Jesus então diz à Pedro: “Afirmo-te, Pedro, que, hoje, três vezes negarás que me conheces, antes que o galo cante”. [3]
- Simão, deixe-me te dizer uma coisa: Você será peneirado será moído e triturado, e tem mais, isso será imediatamente, “três vezes negarás que me conheces...”.
- Aquele que disse que estava pronto para ser preso ou morrer, é confrontado com algo que ele mesmo desconhece sobre si mesmo, que é sua própria covardia.
- Pedro está enrolado na armadilha da autoconfiança. Irmãos, não se enganem, a própria Escritura nos adverte:
“Aquele, pois, que cuida estar em pé, veja que não caia.” (1 Coríntios 10:12)
- Não podemos ignorar a Escritura, a autoconfiança é um sério problema e certamente nos encaminhará para a ideia de autossuficiência, o que eu sou, o que eu tenho, o que eu faço ou realizo vem de mim mesmo, é fruto do meu braço.
- Ou mesmo aquela ideia Arminiana (desgraçada) que diz: Bem o Senhor fez, mas se eu não tivesse ido atrás.... É verdade Deus me abençoou porque eu corri, eu me empenhei, eu me dediquei, eu busquei.
- Isso é vanglória! Deus não divide sua glória com ninguém, lembre-se disso!
v.35-38 “35 A seguir, Jesus lhes perguntou: Quando vos mandei sem bolsa, sem alforje e sem sandálias, faltou-vos, porventura, alguma coisa? Nada, disseram eles. 36 Então, lhes disse: Agora, porém, quem tem bolsa, tome-a, como também o alforje; e o que não tem espada, venda a sua capa e compre uma. 37 Pois vos digo que importa que se cumpra em mim o que está escrito:  Ele foi contado com os malfeitores. Porque o que a mim se refere está sendo cumprido. 38 Então, lhe disseram: Senhor, eis aqui duas espadas! Respondeu-lhes: Basta! [4]
- A princípio esse texto tem o objetivo de encorajar os discípulos para aquilo que estava para acontecer. Então Jesus recorre à memória das missões passadas, e os leva a reconhecer o cuidado e provisão de Deus sobre tudo o que eles precisavam. Deus é Deus de providência, Deus de preservação.
- Até aqui conseguimos entender tranquilamente, se outrora vocês foram sem nada, agora as circunstâncias serão completamente diferentes.
- Aquilo que está para começar é muito sério. A situação é desesperadora o suficiente para que Jesus esteja mudando suas instruções anteriores (22.36, 37).
- “Mas agora” enfatiza a mudança da situação quando os métodos anteriores não serão mais suficientes. Não haverá ninguém para cuidar deles, e eles estão por conta própria. Agora eles precisam levar uma bolsa e um saco com eles, para cuidar de si mesmos em um ambiente hostil. Antigamente, as forças contra eles eram ocasionais, mas agora eles estão organizados e obcecados em destruí-los. Os seguidores de Jesus precisarão de toda a ajuda que puderem obter.[5]
- O que pega neste texto é a questão deste texto: “36 Então, lhes disse: Agora, porém, quem tem bolsa, tome-a, como também o alforje; e o que não tem espada, venda a sua capa e compre uma”. Esse versículo 36 gera muita polêmica e controvérsia, sobre o fato de Jesus está falando de forma literal ou figurada.
- E aí, quero dizer que boa parte dos comentadores, ao menos todos os que tive acesso comentando esse versículo, afirmam que Jesus está fazendo uso figurado, a fim de apontar a dimensão da crise que está para começar e que durará até a sua segunda vinda.
- Quero deixar a minha impressão sobre texto. Eu discordo de qualquer comentador que insiste em afirmar que a expressão é figurada. Isso muito se parece com aqueles que afirmam que o vinho não era vinho, era apenas suco de uva.
- Eu não poderia considerar todo o texto como uma instrução literal, e depois tomar apenas uma palavra no meio dele e considerar como figurada.
- Contudo, os comentadores tendem a tomar o final do texto, quando os discípulos apresentam as duas espadas, ou quando Pedro (sempre ele) saca a espada cortando a orelha de Malco, como um sinal de advertência.
- Neste caso, os dois episódios não tornam esse texto figurado, ao contrário, dão maior evidência de sua literalidade, neste aqui, precisamos considerar que os discípulos que apresentam as duas espada, o fazem durante a última refeição, lá está entre eles, duas espadas.
-  Os progressistas e não armamentistas tendem a criar um espantalho quanto ao uso de qualquer tipo de arma. Afirmando que nós não precisamos dela, e se dizendo cristão menos ainda.
- Jesus não está dizendo que devemos usá-la, nem tão pouco matar alguém. Ninguém tem direito a tirar a vida de ninguém.
- Esses homens estarão em rota de salteadores, de assaltantes, estarão a todo tempo correndo perigo. Nesse caso, assim como Jesus lhe manda levar bolsa e provisão, também os orienta a levarem consigo espada para sua proteção.
- Jesus não é um pacifista!
v.39-46 “39 E, saindo, foi, como de costume, para o monte das Oliveiras; e os discípulos o acompanharam. 40 Chegando ao lugar escolhido, Jesus lhes disse: Orai, para que não entreis em tentação. 41 Ele, por sua vez, se afastou, cerca de um tiro de pedra, e, de joelhos, orava, 42 dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua. 43 [Então, lhe apareceu um anjo do céu que o confortava. 44 E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.] 45 Levantando-se da oração, foi ter com os discípulos, e os achou dormindo de tristeza, 46 e disse-lhes: Por que estais dormindo? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação”. [6]
Quando acaba a refeição, Jesus e os discípulos saíram da cidade para o Monte das Oliveiras. O fato de que eles “saíram como de costume” significa que eles faziam isso todas as noites e passavam a noite dormindo na casa de Lázaro em Betânia ou no olival. Como foi dito em 21.37, ele e seu grupo passavam a noite lá com frequência. Jesus passava noites inteiras em oração ali.
Exortação a oração (22.39–40)
Em Marcos 14.34 a oração de Jesus aparece primeiro; aqui suas instruções para os discípulos é que aparecem primeiro. Como na oração do Senhor (11.4), eles devem orar por força sobre a tentação: “Ore para que não caia em tentação” (22.40).
- Isso será repetido no versículo 46 e assim é a ênfase principal na versão de Lucas. Há também um jogo de palavras, pois peirasmos significa “provação, prova”, e a tentação que vem com isso (veJA Tg 1.3–5 [provação] e 13–15 [tentação]).
- A principal preocupação de Jesus não é a sua própria provação, mas a deles. A frase que ele usa é “cair em tentação” e também foi o assunto nos capítulos 8 (v. 13) e 11 (v. 4). A oração é o antídoto que transforma a tentação de um julgamento em uma prova, em outras palavras, que fornece a força para ser vitorioso quando Satanás está tentando “peneirar a todos vocês como trigo”. Isto também paralelo ao capítulo 21 (v. 36): “Orai para que possais escapar de tudo o que está prestes a acontecer”.
- Com a oração, estamos enraizados em Deus e encontramos a força para suportar os difíceis testes aos quais nos submeteremos.
A oração pessoal de Jesus (22.41,42)
- Jesus se distancia um pouco dos outros para ficar sozinho e se ajoelha no chão (os outros “caindo no chão”) com humildade perante seu Pai. Sua abertura, “Pai, se queres” reconhece que aquilo que importa não são seus desejos, mas a vontade de seu Pai, e ele está se submetendo a ela.
- Se Jesus, o Filho de Deus, assim se rende à vontade predestinada de seu Pai, quanto mais devemos nós. Esta é uma das maiores lições de oração da Escritura. Perceba o incrível contraste com a imprudência de Pedro, “Eu estou pronto” (22.33).
- O desejo pessoal de Jesus (como não poderia ser?) é que o Senhor “afaste de mim este cálice”.
- No Antigo Testamento, o cálice frequentemente se referia à ira de Deus e mais tarde se tornou um eufemismo para o sofrimento.
- Alguns dizem que isso demonstra um medo da dor física da cruz, mas isso não é tão provável como um retrocesso da alienação de Deus devido ao fato de ele se tornar pecado por nós. Isso poderia estar relacionado com o grito de abandono, “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste” (Mc 15.4) e com “desprezar sua vergonha” em Hebreus 12.2. Ele preferiria humanamente não ter que se submeter a esta prova suprema. “Todavia” (plēn; NVI: “contudo”) é um termo importante aqui. Apesar do desejo humano de Jesus, ele se rende à vontade superior de Deus.
- Cada um de nós deve fazer regularmente o que chamo de “oração do Getsêmani”: “Não seja feita a minha vontade, mas a tua”. A submissão à grande sabedoria e à vontade de Deus está no cerne do compromisso espiritual. Nossa vida de oração deve ser sempre honesta, mas devemos estar sempre conscientes de que enquanto Deus escuta nossos pedidos honestos, ele sempre faz o que é melhor para nós (Rm 8.28), e devemos de modo mais profundo desejar isso mais do que nossos desejos pessoais. Esta é uma oração modelo que se encontra no mesmo nível da Oração do Senhor no capítulo 11 (vv. 2–4).
Fortalecido pelo céu (22.43,44)
- Há uma grande questão crítica do texto com o capítulo 22 (vv. 43, 44), já que um grande número de manuscritos antigos omitiu esta parte (𝔓75 1א1אB A T W e vários outros), com o resultado de que muitos rejeitam estes versos como sendo a leitura mais curta e menos provável. Entretanto, א*D K L Byz e outros os incluem, acrescentando ainda uma mescla de grupos de texto, que se encaixam bem no estilo de Lucas. Concordo com aqueles que os aceitam cautelosamente e procederão com base nisso.
- Assim, o de Lucas é o Evangelho que nos diz que um anjo veio a Jesus em sua angústia e “o fortaleceu”. Isso é profundamente significativo, pois enquanto Jesus ora por seus seguidores e os fortalece (22.32), um anjo veio para fortalecê-lo em seu momento de necessidade. Este é claramente um ponto de virada na história da paixão, e todos os poderes do céu estão dispostos em torno dele, com Satanás e seus servos muito ativos (compare com Jo 12.31; 14.30, 31; 16.11), e eles são combatidos por Deus e seus anjos. Mais uma vez, Jesus é o modelo para nós. Se ele precisava de um fortalecimento celestial, quanto mais nós precisamos?
- Agora vemos sua agonia de alma (22.44). Apesar da presença do anjo, ele está “angustiado” e ora “com mais intensidade, e seu suor era como gotas de sangue que caíam no chão”. Quanto mais intensa a prova, mais intensa deveria ser a oração, depositando tudo nas mãos de Deus. A ansiedade de Jesus (em agōnia) foi por vezes interpretada como medo, mas isso é pouco provável à luz dos versículos 42 e 43. Esta é uma ansiedade em meio a uma provação séria. Isso ilustra seu intenso esforço na oração, uma forte metáfora para a ansiedade profundamente enraizada. Seu suor é como gotas de sangue, portanto isso não indica literalmente algo como uma hematidrose (o nome para a condição em que o sangue exala através dos poros da pele). Poderia haver uma metáfora adicional apontando para o derramamento de seu sangue na cruz, mas isso nunca poderá ser conhecido de modo certeiro.
Outro aviso para que orem (22.45,46)
Na mesma área que Cristo lhes ensinou no Getsêmani sobre a oração perseverante — os discípulos tinham falhado. Jesus, depois de conquistar a vitória para si mesmo, retornou para onde estavam, apenas para encontrá-los adormecidos, “dominados pela tristeza”. Em Mateus 26.40 ele pergunta: “Não poderiam vocês, homens, vigiar comigo por uma hora?” É Lucas que nos diz que foi a tristeza que os havia exaurido. O impacto da própria agonia do coração de Jesus fora transmitido a eles, e embora eles somente se dessem conta de todas as implicações de maneira vaga e parcial, eles sabiam que ele logo seria preso. A extensão total dessa compreensão estava começando a desgastá-los. Como veremos em breve, esta era uma tristeza misturada com temor por sua própria segurança.
Conclusão
Jesus conclui repetindo o tema principal, “orem para que vocês não caiam em tentação”. Sem a oração, não há possibilidade de força espiritual suficiente para superar as pressões e ansiedades da vida. Os discípulos o constatarão na próxima cena. Fugir do julgamento, como eles tentarão fazer, não é a resposta, pois isso é uma derrota em si mesma. Ao invés disso, devemos enfrentar nossas dificuldades de forma direta e perseverante, devido à presença fortalecedora de Cristo e do Espírito em nossa vida, e isso vem somente através da oração contínua.[7]
[1] Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Lc 22.31–34.
[2] Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Lc 22.33.
[3] Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Lc 22.34.
[4]Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Lc 22.35–38.
[5] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trad. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 525.
[6] Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Lc 22.39–46.
[7] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trad. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 527–530.
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