A oração de Jonas
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Introdução
Introdução
Jonas profetizou durante o Reinado de Jeroboão II para a nação de Israel. Na época muitos ficavam ricos às custas da pobreza dos Israelitas. Nesse momento também estava acontecendo um período de paz e prosperidade, desse modo, o rei aproveitou para aumentar as fronteiras de Israel.
Além disso, a pobreza era muito grande em termos espirituais, pois, a religião era ritualista e a idolatria estava crescendo, a justiça era pervertida. A Assíria, cuja a capital era Nínive era uma nação inimiga de Israel, Jonas tinha a consciência de que essa nação era uma ameaça para Israel. Provavelmente é por isso que Jonas desejava a destruição de Nínive e não a salvação.
Na mensagem anterior vimos sobre “Jonas, o profeta procurado por Deus” (Jn 1.4-17). Vimos que a desobediência traz resultados negativos.
Ideia Central
Ideia Central
A oração é o caminho para o arrependimento do pecado.
Transição
Transição
Veremos dois aspectos da oração de Jonas.
Desenvolvimento
Desenvolvimento
1° A oração de angústia (v. 1-3)
1° A oração de angústia (v. 1-3)
Após Jonas desobedecer a Deus, ser descoberto pelos marinheiros e jogado ao mar, ele foi parar no ventre do grande peixe. Agora, Jonas não tem outra saída, a não ser de voltar os seus olhos para o Senhor. Diante disso, veremos três verdades sobre a oração de angústia:
1ª A angústia leva a oração (v. 1)
1ª A angústia leva a oração (v. 1)
1 Dentro do peixe, Jonas orou ao Senhor, o seu Deus.
Jonas estava “dentro do peixe”, isso mostra que ele estava em um lugar diferente, mas mesmo assim “orou ao Senhor, o seu Deus”.
Nesse momento Jonas estava diante da presença de Deus. O mesmo Jonas que tentou fugir da presença de Deus, agora não tem outra saída a não ser de se submeter a vontade de Deus. Então, a angústia de Jonas, levou ele a buscar a Deus em oração. Os ímpios se revoltam contra Deus durante a angústia, mas os salvos buscam a Deus em oração.
2ª Deus responde em meio a angústia (v. 2)
2ª Deus responde em meio a angústia (v. 2)
2 E disse: “Em meu desespero clamei ao Senhor, e ele me respondeu. Do ventre da morte gritei por socorro, e ouviste o meu clamor.
Jonas orou ao Senhor dizendo: “em meu desespero clamei ao Senhor, e ele me respondeu”. Jonas em seu desespero ele diz: “clamei ao Senhor”, a palavra “clamar”, significa “expressar-se pela fala”, isso quer dizer que ele suplicou ao Senhor e Deus “respondeu”.
Jonas afirma “Do ventre da morte gritei por socorro, e ouviste o meu clamor”. A palavra morte vem da palavra hebraica “sheol” que pode ser traduzida como “cova ou sepultura”. Porém, nesse contexto essa expressão não significa literalmente que Jonas morreu, mas nesse momento ele estava no ventre do peixe, então ele estava se sentindo a beira da morte. E nesse momento Deus ouviu o seu clamor e o seu grito de socorro.
3ª Deus traz ensinamentos em meio a angústia (v. 3)
3ª Deus traz ensinamentos em meio a angústia (v. 3)
3 Jogaste-me nas profundezas, no coração dos mares; correntezas formavam um turbilhão ao meu redor; todas as tuas ondas e vagas passaram sobre mim.
Jonas tentou fugir de Deus, mas se deu mal por isso, então no íntimo do seu ser, ele sabia que a aquela grande tempestade era Deus que tinha enviado para discipliná-lo, ou seja, fazer ele voltar para o centro da vontade de Deus.
Mas Deus exerceu a sua graça sobre Jonas e ele reconheceu isso dizendo: “jogaste-me nas profundezas, no coração dos mares; correntezas formavam um turbilhão ao meu redor; todas as tuas ondas e vagas passaram sobre mim”. Ele afirma que Deus o jogou nas profundezas, e o sentimento dele era que as ondas passaram por ele. Mas o fato de ter sido jogado no mar não era para Jonas morrer, mas foi o meio pelo qual Deus o disciplinou para restaurá-lo e cumprir o chamado. Também, ter tido o livramento de Deus ao ser engolido pelo grande peixe.
Então, em meio a angústia Jonas compreendeu que era tolice fugir de Deus e que deveria cumprir o chamado de Deus, pois a vontade soberana de Deus sempre irá prevalecer.
2° A oração de confissão (v. 4-10)
2° A oração de confissão (v. 4-10)
Após Jonas apresentar a sua angústia diante de Deus, ele reconhece e confessa o seu pecado. Além disso, ele vê a graça e a misericórdia de Deus sendo manifestada em sua vida. Perante isso, veremos quatro lições sobre a confissão de Jonas:
1ª A desobediência leva ao abismo profundo (v. 4-6)
1ª A desobediência leva ao abismo profundo (v. 4-6)
4 Eu disse: Fui expulso da tua presença; contudo, olharei de novo para o teu santo templo.
A desobediência de Jonas o levou a seguinte reflexão: “fui expulso da tua presença; contudo, olharei de novo para o teu santo templo”. Jonas se afastou da presença de Deus, consequentemente foi expulso da presença do Senhor. Jonas experimentou o quão é difícil ficar longe de Deus, mas o pecado faz com que nos afastemos de Deus.
O pecado é prejudicial para os cristãos. Ele traz propostas que no começo tem gosto de mel, porém no final tem um gosto azedo. A proposta do pecado é o afastamento da presença de Deus. Jonas percebeu que era algo terrível ser lançado fora da presença de Deus, no dia do juízo isso será horrível para aqueles que serão lançados fora da presença de Deus por toda eternidade.
Por isso, o pastor Hernandes Dias Lopes tem razão em dizer:
O pecado vai lhe custar um preço mais caro do que gostaria de pagar. O pecado vai levar você mais longe do que gostaria de ir. O pecado vai reter você mais tempo do que gostaria de ficar. O pecado é uma fraude.
Mas, Jonas tinha uma esperança “contudo, olharei de novo para o teu santo templo”, ele estava depositando a sua confiança em Deus de que um dia estaria diante da presença de Deus face a face.
5 As águas agitadas me envolveram, o abismo me cercou, as algas marinhas se enrolaram em minha cabeça.
6 Afundei até chegar aos fundamentos dos montes; à terra embaixo, cujas trancas me aprisionaram para sempre. Mas tu trouxeste a minha vida de volta da sepultura, ó Senhor meu Deus!
A desobediência de Jonas levou ele ao abismo profundo, por isso ele diz: “As águas agitadas me envolveram, o abismo me cercou, as algas marinhas se enrolaram em minha cabeça”. Aqui Jonas descreve a sua experiência aquática, mas ele ficou sem saída, pois ele estava tentando fugir de Deus no navio para Társis, depois se escondeu no porão do navio, mas Deus o cercou de todos os lados, porque é impossível fugir da presença de Deus.
Ele continua orando ao Deus: “afundei até chegar aos fundamentos dos montes; à terra embaixo, cujas trancas me aprisionaram para sempre. Mas tu trouxeste a minha vida de volta da sepultura, ó Senhor meu Deus!”. Jonas descreve o fundo do oceano, aqui ele usa a expressão “fundamentos dos montes”. Mas mesmo ele desobedecendo a Deus, o Senhor trouxe ele de volta do fundo do mar e exerceu a misericórdia dando uma segunda chance a Jonas.
2ª O desespero leva a lembrar de Deus (v. 7)
2ª O desespero leva a lembrar de Deus (v. 7)
7 “Quando a minha vida já se apagava, eu me lembrei de ti, Senhor, e a minha oração subiu a ti, ao teu santo templo.
Jonas reconhece que a vida dele estava difícil, por isso ele diz: “Quando a minha vida já se apagava, eu me lembrei de ti, Senhor”. Ele afirma que a “vida já se apagava”, ou seja, ele estava muito aflito e fraco fisicamente. Então, nesse momento ele se lembrou do Senhor. E a atitude dele foi de buscar ao Senhor, e ele teve um resultado extraordinário, pois ele diz: “e a minha oração subiu a ti, ao teu santo templo”, Deus ouviu a oração de Jonas, por ele estava abrindo o coração diante do Senhor.
Infelizmente existem pessoas que buscam a Deus somente nos momentos de desespero, ou seja, nas horas difíceis é que vão se lembrar de Deus. Jonas teve essa mesma atitude, porque quando estava tentando fugir de Deus ele não pensou que isso seria prejudicial para ele, mas quando ele não viu outra saída, se arrependeu e orou ao Senhor.
3ª A idolatria é uma atitude inútil (v. 8)
3ª A idolatria é uma atitude inútil (v. 8)
8 “Aqueles que acreditam em ídolos inúteis desprezam a misericórdia.
Jonas era um profeta, mas também era um pecador, consequentemente tinha ídolos em seu coração. Um deles podemos ver no capítulo quatro versículos dois:
2 Ele orou ao Senhor: “Senhor, não foi isso que eu disse quando ainda estava em casa? Foi por isso que me apressei em fugir para Társis. Eu sabia que tu és Deus misericordioso e compassivo, muito paciente, cheio de amor e que prometes castigar mas depois te arrependes.
O ídolo de Jonas era a pátria de Israel, ou seja, ele idolatrava Israel, ao ponto de não querer que os ninivitas fossem salvos, mas sim, recebessem o castigo de Deus, pois eram inimigos de Israel.
Mas ele reconheceu que a idolatria é algo inútil, por isso ele diz: “aqueles que acreditam em ídolos inúteis desprezam a misericórdia”.
4ª A comunhão com Deus é a melhor opção (v. 9-10)
4ª A comunhão com Deus é a melhor opção (v. 9-10)
9 Mas eu, com um cântico de gratidão, oferecerei sacrifício a ti. O que eu prometi cumprirei totalmente. A salvação vem do Senhor”.
Jonas reconhece a sua tolice de desobedecer a Deus e agora após abrir o seu coração diante de Deus, ele louva a Deus: “com um cântico de gratidão, oferecerei sacrifício a ti. O que eu prometi cumprirei totalmente. A salvação vem do Senhor”. Ele exalta a Deus oferecendo um culto ao Senhor e reconhece que a salvação vem de Deus, pois Deus o livrou das profundezas do mar.
10 E o Senhor deu ordens ao peixe, e ele vomitou Jonas em terra firme.
O capítulo 2 termina: “E o Senhor deu ordens ao peixe, e ele vomitou Jonas em terra firme”. Após Deus tratar com Jonas durante três dias e três noites no ventre do peixe, agora Deus o coloca na missão de ir para Nínive.
Conclusão
Conclusão
Para concluir, a oração é o caminho para o arrependimento e a confissão do pecado. Jonas orou ao Senhor no ventre do peixe e reconheceu que tinha cometido uma tolice ao fugir de Deus. Mas agora, Jonas foi tratado e restaurado por Deus.
Infelizmente muitos vivem suas vidas em desobediência ao Senhor, mas Deus por ser amoroso exerce a disciplina e a sua graça, a fim de conduzir a pessoa ao centro da vontade dele.
Portanto, que possamos buscar a Deus em oração e abrir o nosso coração diante de Deus.
Aplicações
Aplicações
Estejamos conscientes que o pecado nos afasta da presença de Deus.
Precisamos compreender que viver em comunhão com Deus é a melhor coisa que existe nessa vida.
Devemos entender que Deus disciplina os filhos desobedientes para levá-los ao arrependimento e a confissão do pecado.
