A PUREZA QUE DEUS EXIGE

COM TODA PUREZA  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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PALESTRA 2

Quando falamos da pureza que Deus exige, nos referimos a vida cristã, obviamente. Vida que se inicia com a realidade de “quem Deus é”. E nós já compreendemos que a natureza da santidade vem d’Ele. Desse modo, se Ele é santo — totalmente separado, perfeito e majestoso — então o que ele exigiria de seu povo?
Ele exige pureza de Seu povo. E a pureza cristã não é moralismo, o que se manifesta como uma das facetas do legalismo. Não mesmo! A pureza cristã é a resposta que um servo do Senhor dá à santidade de Deus. Não fugindo ou se escondendo.
Parafraseando Sproul: “A santidade de Deus revela quem somos.” E ao revelar quem nós somos, aponta para nós o que o Senhor espera de nós.
O que nos conduz à busca da seguinte necessidade: Precisamos encontrar o que Deus exige em termos de pureza e como isto se torna possível, para vivermos de acordo com o que o Senhor espera de nós.
Para tanto, precisamos observar alguns tópicos dentro do assunto:
A BASE DA PUREZA: O CARÁTER DE DEUS;
A PUREZA QUE DEUS EXIGE DE SEU POVO;
A IMPUREZA HUMANA;
A PUREZA E A OBRA DE CRISTO;
A PUREZA COMO ESTILO DE VIDA.
1. A BASE DA PUREZA: O CARÁTER DE DEUS
1.1. A pureza começa em Deus, não em nós.
Na cosmovisão reformada, a ética flui da natureza divina (que encontramos na revelação geral e especial). Deus não ordena pureza arbitrariamente. Ele não é moralista, do tipo: “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço.” Ele é Santo e Puro! Tudo que se afasta desse padrão é impuro ou maculado. E o padrão do Senhor é objetivamente encontrado nas Escrituras Sagradas. Não é fluido ou relativo, como alguns cristãos secularizados ensinam.
Alguém já disse: “Deus é o padrão absoluto de pureza.” (Parafraseando, Sproul).
1.2. A pureza divina é absoluta.
Diferente das nossas perspectivas, que às vezes são fragmentadas, Deus não possui heterogeneidade ou fluidez moral. Isso fundamenta todo chamado bíblico à santidade. O chamado é absoluto, único e total. Não há como ser chamado para ser santo somente quando você estiver na igreja.
1.3. Pureza como integridade perfeita.
Pureza não é apenas ausência de pecado, mas coerência perfeita entre caráter, vontade e ação — algo que só Deus possui plenamente. O caráter de Deus, sua vontade e ações são perfeitas. Tudo o que Ele faz é bom, sua vontade é boa, perfeita e agradável como nos diz as Escrituras Sagradas e o testemunho que vemos nos mostra o compromisso do Senhor com a verdade.
E assim como o Eterno ele, ele espera que seu povo seja:
2. A PUREZA QUE DEUS EXIGE DO SEU POVO
2.1. “Sede santos, porque eu sou santo”.
Tanto em Levítico 19.2 tanto como em 1Pedro 1.16, o Senhor fala com o seu povo, no decorrer das eras (vide Antiga e Nova Aliança) para que este povo, que lhe pertence, mantenham-se com a marca que lhes cabe: a santidade! O chamado à pureza não é opcional. É parte da identidade como povo de Deus. Paulo disse à Igreja em Corinto: “à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para serem santos…” (1Co 1.2a).
Por isso, na cosmovisão reformada há a ênfase na seguinte premissa: Deus exige o coração, não apenas comportamentos. Tanto como nos instrui as Escrituras: “Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta.” (Tg 2.17). Não apenas comportamento, mas a fé verdadeira, para então testemunhar a santidade verdadeira.
2.2. Pureza moral.
Pois Deus espera que seu povo tenha pureza moral, que inclui: a) vida sexual ordenada à vontade de Deus; b) honestidade; c) justiça; d) retidão nas intenções e e) afastamento de práticas que corrompem o coração (amizades etc.).
2.3. Pureza espiritual.
Tanto como, pureza espiritual. Relacionada ao culto, que inclui: a) adorar somente a Deus; b) abandonar os ídolos e c) guardar o coração da adoração misturada.
Sproul observa que: “O pecado é a profanação do que é santo.”
2.4. Pureza interna.
O Senhor tanto exige pureza interna. Jesus muitas vezes confrontou a religiosidade externa. Vide o Sermão da Montanha (Mt 5.13-48) A pureza que Deus exige não é como um cosmético, como uma maquiagem, ou uma pureza meramente dramatúrgica, como se este cristão precisasse usar uma máscara para atuar. A pureza é profunda. Como disse o Senhor: “Bem-aventurados os puros de coração.” (Mt 5.8).
Por isso Nosso Senhor disse: “E, tendo convocado a multidão, lhes disse: Ouvi e entendei: não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem. Então, aproximando-se dele os discípulos, disseram: Sabes que os fariseus, ouvindo a tua palavra, se escandalizaram?” (Mt 15.10–12).
Mas, o que pode afastar um cristão daquilo que Deus exige de seus servos?
3. A IMPUREZA HUMANA
3.1. A realidade da corrupção.
A doutrina reformada da depravação total afirma que o pecado afeta todas as esferas da vida: raciocínio, emoções, desejos e ações. Sproul sintetiza essa ideia ao afirmar que: “O pecado mancha tudo o que tocamos.”
3.2. Por que não conseguimos ser puros por nós mesmos?
A pureza exigida é perfeita — o que torna impossível alcançá-la pelos próprios méritos. A Lei expõe nossa falha; ela não produz pureza por si mesma, ela revela sua ausência em nossas vidas. O que na vida de um regenerado é diferente, pois “a lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices.” (Sl 19.7).
3.3. Impureza como alienação.
O grande problema é que: a impureza não é apenas falha moral; ela mantem o homem a distância de Deus. O que torna o homem alienado em meio a criação. O homem impuro não consegue permanecer diante do Deus santo — e sabe disso.
Como então, viver esta pureza?
4. A PUREZA E A OBRA DE CRISTO
4.1. Cristo como nossa pureza perfeita.
A pureza que Deus exige foi cumprida plenamente por Cristo. Ele é o único Homem perfeitamente puro. Sobre isso Sproul destaca: “A santidade de Cristo é nossa esperança.” É a esperança de que logo que nossa peregrinação findar desfrutaremos de pureza plena.
4.2. A pureza imputada.
Na visão reformada, a justificação é forense: a justiça (pureza) de Cristo é creditada ao pecador. Assim, Deus pode declarar puro quem não é — porque está unido a Cristo.
4.3. A purificação pelo sangue.
A cruz não apenas remove culpa; remove a mancha. “Se confessarmos nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar e purificar de toda injustiça.” (1Jo 1.9).
A purificação acontece como um ato, na salvação. Quando o pecador é declarado salvo e santo. Mas exige-se que este salvo desenvolva uma pureza contínua.
4.4. A purificação contínua: santificação.
O Espírito Santo aplica a obra de Cristo, moldando gradualmente nossa moralidade, desejos, hábitos e afeições. Certa vez um teólogo reformado disse: “A graça que salva também transforma.”
5. A PUREZA COMO ESTILO DE VIDA
5.1. Pureza prática.
Ela envolve: a) vigilância contra tentações; b) disciplina espiritual; c) comunhão com a igreja; d) confissão regular do pecado e, e) amor sacrificial.
5.2. Pureza de motivação.
Pureza não é só o que fazemos, mas por que fazemos. Aprendemos isto a partir do Sermão da Montanha, onde o Senhor nos ensina sobre a realidade da vida cristã interior, não somente a exterior, que pode ser emulada.
Desse modo, olhe para aqu’Ele que lhe motiva: Cristo Jesus. Como diz o Senhor Deus através das Escrituras:
“Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma.” (Hb 12.1–3).
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