O Dom Precioso do Medo Santo
O que Jesus espera de nós • Sermon • Submitted • Presented
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O DOM PRECIOSO DO MEDO SANTO (40 Minutos)
O DOM PRECIOSO DO MEDO SANTO (40 Minutos)
Texto-Base: Mateus 10.28 (NAA)
"Não temam os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, temam aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo."
I. Introdução (5 minutos)
I. Introdução (5 minutos)
A. O Mandamento Inesperado
A. O Mandamento Inesperado
Muitos esperam que Jesus, o Bom Pastor, o Amigo dos pecadores, ordene paz e conforto. No entanto, este 11º mandamento nos choca. Jesus nos confronta com uma exigência radical e inesperada: ter medo.
B. A Premência da Escolha
B. A Premência da Escolha
Jesus nos apresenta duas opções de medo:
O temor daquilo que é temporal ("os que matam o corpo").
O temor dAquele que é eterno (Deus, o Juiz).
O que está em jogo é o céu e o inferno. Se não nos arrependermos, a advertência permanece:
"todos vocês também perecerão" (Lucas 13.3, NAA).
Ilustração: O Alarme de Fumaça. Ninguém gosta do som alto e estridente de um alarme de fumaça. É irritante, mas o verdadeiro "dom precioso" não é o silêncio, mas o aviso. O alarme está ali não para nos estressar, mas para nos salvar de um desastre ardente. O 11º Mandamento de Jesus é o nosso alarme de fumaça espiritual. Ele nos ama demais para nos deixar queimar.
C. Tese do Sermão
C. Tese do Sermão
Este mandamento não tem como objetivo nos gerar ansiedade, mas sim nos presentear com um "dom precioso". O temor de Deus, quando entendido corretamente, é a cerca que nos protege, o despertar que nos leva a Jesus e a chave para a verdadeira liberdade.
II. A Autoridade do Juiz e a Natureza do Castigo (25 minutos)
II. A Autoridade do Juiz e a Natureza do Castigo (25 minutos)
A. O Objeto do Nosso Temor: O Único com Autoridade Suprema
A. O Objeto do Nosso Temor: O Único com Autoridade Suprema
O mandamento de Jesus é claro: devemos temer a "Aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo."
Não é o medo dos homens: Não devemos temer "os que matam o corpo". O pior que pode acontecer a um seguidor de Jesus é a morte, e Jesus já venceu a morte.
É o medo de Deus como Juiz Santo: O medo que Jesus ordena é o de um juiz santo que condena os pecadores ao inferno.
A Punição da Ira, não a Consequência Natural: O inferno não é simplesmente a consequência natural da rejeição a Deus, mas sim o "castigo" da Sua justa ira.
Texto Bíblico: Jesus usou a parábola do servo infiel para ilustrar a ira legítima e santa acompanhada de punição:
"O senhor daquele servo... o castigará severamente e lhe dará um lugar juntamente com os hipócritas" (Mateus 24.51, NAA).
Ilustração: A Ponte Danificada. Um engenheiro civil é contratado para inspecionar uma ponte antiga. Após a inspeção, ele declara com veemência: "A ponte está comprometida. Se você a atravessar, o dano natural será a sua queda." No entanto, ele também tem a autoridade legal de colocar uma barreira policial e uma multa pesada para quem tentar passar, aplicando uma punição legal. Deus, como Criador, não apenas nos avisa do perigo natural do pecado, mas também exerce Sua autoridade legal e santa como Juiz para punir a rebelião.
B. As Imagens Chocantes do Castigo Eterno
B. As Imagens Chocantes do Castigo Eterno
Jesus fala do inferno mais que qualquer outra pessoa na Bíblia. Suas descrições são terríveis:
Trevas e Sofrimento: "trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes" (Mateus 8.12, NAA).
Fogo Inextinguível: Referências ao "fogo do inferno" (Mateus 5.22, NAA), "fornalha acesa" (Mateus 13.42, NAA) e "o fogo eterno" (Mateus 25.41, NAA).
Castigo Infinito: Jesus o contrasta com a vida eterna:
"E estes irão para o castigo eterno, mas os justos, para a vida eterna" (Mateus 25.46, NAA).
Assim como a vida eterna será uma experiência infinita de prazer e alegria na presença de Deus, o castigo eterno será uma experiência "infinita de sofrimento debaixo da ira de Deus." O temor é apropriado.
C. O Paradoxo Resolvido: Temor e Confiança
C. O Paradoxo Resolvido: Temor e Confiança
Afinal, este mandamento levaria a uma "existência de ansiedade" se fosse a única verdade. Mas Jesus imediatamente equilibra o temor com a promessa de cuidado.
A Provisão Paternal:
"Não se vendem dois pardais por uma moeda? No entanto, nenhum deles cairá por terra sem a permissão do Pai de vocês" (Mateus 10.29, NAA).
Jesus afirma que Seu cuidado paternal tudo provê. Ele conclui:
"Portanto, não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais!" (Mateus 10.31, NAA).
A Resolução Pela Cruz: Tememos a Deus porque Ele é o Juiz, mas confiamos Nele porque Ele removeu Sua ira de nós. Deus enviou Jesus para "morrer em nosso lugar" e tomar sobre Si a condenação.
A Condição de Fé: A ira de Deus é retirada de todo aquele que crê em Jesus.
“Quem crê tem a vida eterna, mas quem rejeita o Filho "não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele" (João 3.36, NAA).
Ilustração: O Cão de Guarda da Família. Imagine um cão de guarda da família, imponente e assustador, treinado para proteger a casa e, acima de tudo, o filho do dono. A criança que brinca no jardim não tem medo do cão; ela o acaricia. O cão é uma ameaça terrível apenas para o intruso, para quem tenta fazer mal à família. Deus é o nosso Pai amoroso e protetor, mas o Seu "cão de guarda" — a Sua ira justa — está ativo contra todos os intrusos: aqueles que não querem a Sua proteção e se recusam a entrar pela fé no Seu Filho. O temor nos diz para entrar na casa de Cristo.
III. Aplicação: O Fruto do Temor de Deus
III. Aplicação: O Fruto do Temor de Deus
O temor de Deus, santificado pela fé em Cristo, não nos paralisa, mas nos liberta e nos direciona.
A. O Despertar para a Missão
A. O Despertar para a Missão
O medo santo nos desperta para a nossa "necessidade de ajuda" e nos aponta para o Redentor suficiente em tudo, Jesus. Não se trata de lutar para conseguir a graça divina, mas sim de lutar com a graça da ajuda de Deus.
B. A Coexistência de Temor e Paz
B. A Coexistência de Temor e Paz
Devemos viver com a "alegria da fé" na obra completa de Jesus e no "cuidado soberano de nosso Pai". Nos momentos de falta de fé, o medo santo se levanta para avisar-nos de que estamos cometendo uma tolice em não confiar. Ele nos impulsiona de volta para a segurança dos braços de Deus.
C. A Obediência Radical
C. A Obediência Radical
Este temor nos capacita para a obediência radical, pois nos livra do amor ao dinheiro, à segurança e às honras terrenas. Não nos preocupamos com as ameaças do homem, pois nosso destino eterno está seguro em Deus.
Ilustração: O Caminho no Precipício. Duas pessoas precisam andar em uma trilha estreita à beira de um grande precipício. Uma está distraída, olhando o celular e rindo com amigos, sem se importar com o risco. A outra está tensa, mas completamente focada em cada passo, olhando onde pisa e movendo-se com extrema precisão e cautela. Qual das duas está mais livre do perigo? A que tem um temor saudável. O temor de Deus nos faz focar em Cristo para dar cada passo da vida com cuidado e obediência.
IV. Conclusão (3 minutos)
IV. Conclusão (3 minutos)
O Temor Santo é um ato de suprema misericórdia de Jesus. Ele não quer que ignoremos a ira vindoura; Ele quer que a usemos como um catalisador para a fé.
A luta da nossa vida diz respeito a gostar do que temos em Jesus, não a conquistar o que não temos. Esforçamo-nos para entrar pela porta estreita "cheios de alegria" porque já recebemos o Reino, a vida eterna e o perdão de pecados por meio de Jesus.
O temor de Deus é o respeito que garante que jamais fugiremos do nosso Pai. E Jesus nos dá esta promessa final de encorajamento:
"Não tenham medo, pequeno rebanho, porque o Pai de vocês se agradou em dar-lhes o Reino" (Lucas 12.32, NAA).
Ele é digno de todo o nosso temor e toda a nossa confiança.
