Jonas na cidade de Nínive
Notes
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Introdução
Introdução
Jonas profetizou durante o Reinado de Jeroboão II para a nação de Israel. Na época muitos ficavam ricos às custas da pobreza dos Israelitas. Nesse momento também estava acontecendo um período de paz e prosperidade, desse modo, o rei aproveitou para aumentar as fronteiras de Israel.
Além disso, a pobreza era muito grande em termos espirituais, pois, a religião era ritualista e a idolatria estava crescendo, a justiça era pervertida. A Assíria, cuja a capital era Nínive era uma nação inimiga de Israel, Jonas tinha a consciência de que essa nação era uma ameaça para Israel. Provavelmente é por isso que Jonas desejava a destruição de Nínive e não a salvação.
Na mensagem anterior vimos sobre “A oração de Jonas” (Jn 2.1-10). Vimos que a oração é o caminho para o arrependimento do pecado.
Ideia Central
Ideia Central
Deus exerce a sua misericórdia perante o arrependimento do pecado.
Transição
Transição
Veremos três acontecimentos relatados no texto bíblico.
Desenvolvimento
Desenvolvimento
1° O chamado de Deus a Jonas (v. 1-4)
1° O chamado de Deus a Jonas (v. 1-4)
Deus havia chamado Jonas para ir a cidade de Nínive, porém, ele rejeita esse chamado e tenta fugir de Deus. Após ser tratado por Deus, Jonas recebe pela segunda vez o chamado de Deus. Diante disso, veremos três verdades sobre o chamado de Jonas:
1ª Deus é misericordioso (v. 1)
1ª Deus é misericordioso (v. 1)
1 A palavra do Senhor veio a Jonas pela segunda vez com esta ordem:
Deus havia chamado Jonas pela primeira vez, porém, ele se recusou e fugiu da presença. Agora Deus chamou ele novamente como diz o texto “a palavra do Senhor veio a Jonas pela segunda vez com esta ordem”. Deus foi misericordioso com Jonas dando uma segunda chance para ele cumprir a vontade soberana de Deus.
2ª O pregador não é o dono da mensagem (v. 2)
2ª O pregador não é o dono da mensagem (v. 2)
2 “Vá à grande cidade de Nínive e pregue contra ela a mensagem que eu lhe darei”.
A ordem de Deus para Jonas é “Vá à grande cidade de Nínive e pregue contra ela”. Deus deixou claro para Jonas o que ele deveria fazer, que era ir até a cidade de Nínive e pregar contra ela. A palavra “pregar” significa “anunciar algo formalmente e com autoridade”, isso mostra que a pregação da Palavra de Deus tem poder e Deus concede autoridade ao pregador para transmitir a mensagem.
Jonas deveria transmitir a mensagem dada por Deus conforme o texto diz “a mensagem que eu lhe darei”, isso quer dizer que Jonas não é do dono da mensagem, mas sim Deus. O pregador não deve mudar a mensagem. O pregador não prega aquilo que ele deseja, mas sim o que Deus deseja. O pregador não cria a mensagem, ele apenas transmite.
Um pregador que prega para agradar as pessoas, ele está desqualificado. Pois, o dever é pregar a palavra de Deus, em tempo e fora de tempo, ou seja, em todos os momentos.
O pregador é como o garçom que tem a função apenas de servir. O garçom não tem autonomia para mudar a receita da comida, pois quem faz isso é o cozinheiro. Da mesma forma é o pregador, que não muda a mensagem, pois ela pertence a Deus (Pr. Samuel Campos).
APLICAÇÃO
APLICAÇÃO
Por isso irmãos, que eu busco pregar a Palavra de Deus fielmente. Eu não estou preocupado em agradar os irmãos com a pregação, mas sim de expor o que o texto está ensinando.
3ª O pregador deve obedecer a Deus (v. 3-4)
3ª O pregador deve obedecer a Deus (v. 3-4)
3 Jonas obedeceu à palavra do Senhor e foi para Nínive. Era uma cidade muito grande; sendo necessários três dias para percorrê-la.
A primeira vez Jonas fugiu, mas dessa vez a atitude dele foi diferente, pois o texto diz que “Jonas obedeceu à palavra do Senhor e foi a Nínive”. Dessa vez Jonas obedecer a ordem de Deus de forma imediata. Essa deve ser a postura do cristão quando recebe uma ordem de Deus. Especialmente quando Deus manda transmitir uma mensagem.
O texto descreve o tamanho da cidade “Era uma cidade muito grande; sendo necessários três dias para percorrê-la”. A cidade de Nínive era muito grande, tanto geograficamente, alguns estudiosos afirmam que Nínive tinha entre 30 a 54 quilômetros de comprimento e entre 16 a 18 quilômetros de largura. Para andar pela cidade era necessário três dias de caminhada. Além disso, ela tinha uma população grande conforme diz a Bíblia:
11 Contudo, Nínive tem mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem nem distinguir a mão direita da esquerda, além de muitos rebanhos. Não deveria eu ter pena dessa grande cidade?”
4 Jonas entrou na cidade e a percorreu durante um dia, proclamando: “Daqui a quarenta dias Nínive será destruída”.
Jonas então entrou na cidade de Nínive e “percorreu durante um dia”, Jonas andou um dia inteiro na cidade e começou a proclamar a mensagem de Deus. Jonas não perdeu tempo e imediatamente executou a sua tarefa. Mas Jonas não andou na cidade toda, pois o texto afirma que é necessário três dias.
A mensagem que Jonas pregou foi “daqui a quarenta dias Nínive será destruída”. A pregação de Jonas foi simples e sem rodeios, pois ele anunciou o que Deus tinha ordenado a ele. Deus estipulou o tempo para Nínive, isso mostra que Deus é tardio em se irar, mas ele também é justo, então se o povo não se arrepender Deus iria cumprir a sua palavra. O conteúdo da pregação de Jonas foi de juízo, pois o texto afirma que Nínive “será destruída”, ou seja, ela será derrubada e ir a queda, como foi Sodoma e Gomorra, porque o pecado havia chegado até Deus.
2° O arrependimento dos Ninivitas (v. 5-9)
2° O arrependimento dos Ninivitas (v. 5-9)
Após Jonas pregar contra a cidade de Nínive conforme a palavra de Deus, algo impressionante acontece, pois o povo de Nínive se arrependeram de seus pecados. Em razão disso, veremos três evidências do arrependimento:
1ª A confiança em Deus (v. 5 a)
1ª A confiança em Deus (v. 5 a)
5 Os ninivitas creram em Deus.
Ao ouvirem a mensagem de Deus por meio de Jonas, os ninivitas “creram em Deus”. A palavra “crer” significa “ter fé; colocar a confiança em algo”, isso mostra que o povo depositaram a fé em Deus de forma verdadeira.
Então, a evidência de que alguém se arrependeu de verdade, é depositar a confiança somente em Deus. O pecador passa a desacreditar de outros deuses e deposita a crença somente em Deus.
2ª A humildade diante do Deus (v. 5 b - 7)
2ª A humildade diante do Deus (v. 5 b - 7)
5 Proclamaram um jejum, e todos eles, do maior ao menor, vestiram-se de pano de saco.
Além de depositarem a sua confiança em Deus, os ninivitas externaram a sua tristeza e o arrependimento de seus pecados através de “um jejum, e todos eles, do maior ao menor, vestiram-se de pano de saco”. Isso mostra que a pregação trouxe um resultado extraordinário, pois todos se propuseram a jejuar.
A expressão “vestiram-se de pano de saco”, é símbolo de humildade e de dependência de Deus. Podemos ver alguns exemplos na bíblia a esse respeito:
Mardoqueu, primo de Ester, vestiu-se de pano de saco, ao saber que os judeus seriam destruídos (Et 4.1).
Daniel usou pano de saco e cinza, ao confessar o pecado do povo diante de Deus (Dn 9.3).
6 Quando as notícias chegaram ao rei de Nínive, ele se levantou do trono, tirou o manto real, vestiu-se de pano de saco e sentou-se sobre cinza.
7 Então fez uma proclamação em Nínive: “Por decreto do rei e de seus nobres: Não é permitido a nenhum homem ou animal, bois ou ovelhas, provar coisa alguma; não comam nem bebam!
A mensagem de Jonas causou impacto até na vida do rei, pois o texto diz: “notícia chegou ao rei de Nínive, ele se levantou do trono, tirou o manto real, vestiu-se de pano de saco e sentou-se sobre cinza”. A atitude do rei foi de humildade, pois ele fez igual o povo, de se vestir de pano de saco e de sentar sobre a cinza.
Além disso, o rei levou todos de Nínive a participarem do jejum, conforme diz o texto “por decreto do rei e de seus nobres: Não é permitido a nenhum homem ou animal, bois ou ovelhas, provar coisa alguma; não comam nem bebam”.
A evidência de que ocorreu um sincero arrependimento, é a humildade diante de Deus. Desde as autoridades governamentais e até o mais simples, vão se prostrar diante de Deus. Como aconteceu com Nínive.
3ª Afastar-se da prática do pecado (v. 8-9)
3ª Afastar-se da prática do pecado (v. 8-9)
8 Cubram-se de pano de saco, homens e animais. E todos clamem a Deus com todas as suas forças. Deixem os maus caminhos e a violência.
A ordem do rei foi de “cobrir-se de pano de saco, homens e animais”. Além disso, ele afirmou que era para “todos clamem a Deus com todas as suas forças. Deixem os maus caminhos e a violência”.
O povo deveria clamar, essa palavra significa “fazer um apelo”, mas eles deveriam fazer isso com todas as forças, ou seja, de forma muito intensa. O clamor faz parte do arrependimento, mas deve ter a mudança prática, de abandonar o pecado, como diz o texto: “deixem os maus caminhos e a violência”.
9 Talvez Deus se arrependa e abandone a sua ira, e não sejamos destruídos.
O rei pediu para todos clamarem a Deus e abandonar o pecado, a fim de alcançar a misericórdia de Deus, como destaca o texto: “talvez Deus se arrependa e abandone a sua ira, e não sejamos destruídos”.
A evidência de um arrependimento sincero é ter a atitude de abandonar o pecado. Assim como fez os ninivitas.
3° O sentimento de Deus sobre os Ninivitas (v. 10)
3° O sentimento de Deus sobre os Ninivitas (v. 10)
Depois que os ninivitas creram em Deus e abandonaram os seus pecados, o Senhor reagiu de uma forma extraordinária e diferente como foi apresentada no capítulo um. Perante isso, veremos duas atitudes que mostram o sentimento de Deus:
1ª Deus viu o arrependimento dos ninivitas (v. 10 a)
1ª Deus viu o arrependimento dos ninivitas (v. 10 a)
10 Tendo em vista o que eles fizeram e como abandonaram os seus maus caminhos,
Deus viu que os ninivitas se arrependeram e abandonaram a prática pecaminosa, como afirma o texto: “tendo em vista o que eles fizeram e como abandonaram os seus maus caminhos”. Isso mostra que nada escapa dos olhos de Deus.
2ª Deus se arrependeu de destruir os ninivitas (v. 10 b)
2ª Deus se arrependeu de destruir os ninivitas (v. 10 b)
10 Deus se arrependeu e não os destruiu como tinha ameaçado.
A palavra de Deus afirma que “Deus se arrependeu”. Para entendermos a expressão, precisamos voltar os nossos olhos para toda a Bíblia. Nela vemos que Deus é santo e não tem pecado. Então, o arrependimento de Deus é extremamente diferente do arrependimento do homem.
Na Palavra de Deus nós vemos figuras de linguagem, aqui o texto está mostrando isso, pois a Bíblia atribui características do ser humano para descrever a pessoa de Deus, para que consigamos entender melhor. Existem duas linguagens na Bíblia que descrevem Deus:
Antropomorfismo: Quando as Escrituras atribuem características físicas do homem a Deus (olhos). Por exemplo, os olhos do Senhor estão em todas as partes (Provérbios 15.3).
Antropopatismo: Quando as Escrituras atribuem sentimentos do ser humano a Deus (arrependimento e tristeza). Por exemplo, Deus se arrependeu de ter feito o homem (Gênesis 6.5-6).
Então, quando a Bíblia diz que Deus “se arrependeu”, é que Deus mudou o seu modo de tratar Nínive, ou seja, ao invés de Deus derramar a sua ira, ele derramou a sua misericórdia, conforme diz o texto: “e não os destruiu como tinha ameaçado”.
O caráter de Deus não foi mudado, Ele continua o mesmo. Mas a ameaça do castigo divino, serve para despertar o arrependimento no homem, esse foi o caso dos ninivitas. Quando o homem se arrepende, Deus os salva. Quando eles insistem em viver no pecado, Deus derrama a sua ira. Portanto, quem mudou foi os ninivitas e não Deus.
Conclusão
Conclusão
Para concluir, Jonas pregou contra Nínive conforme a ordem de Deus. E os ninivitas clamaram a Deus e arrependeram, após ouvir a mensagem, por isso Deus exerceu a sua misericórdia e sua graça, ao invés de derramar a ira sobre a grande capital da Assíria.
Infelizmente muitos vivem suas vidas na prática do pecado, pois afirmam que “Deus é amor”, porém, se esquecem que Deus também é justiça.
Portanto, não se deve brincar com o pecado, mas se arrepender e mudar de vida.
Aplicações
Aplicações
Devemos de ser fiéis na pregação da palavra de Deus, não podemos mudar, mas apenas transmitir a mensagem de Deus.
Precisamos nos arrepender e abandonar os nossos pecados.
Somos chamados a anunciar a palavra de Deus para aqueles que ainda não conhecem.
