4º Trimestre 2025 - Lição 10 - EMOÇÕES E SENTIMENTOS - ESPIRITO - O ÂMAGO DA VIDA HUMANA
Escola Bíblica Dominical • Sermon • Submitted • Presented
0 ratings
· 4 viewsNotes
Transcript
OBJETIVOS DA LIÇÃO:
OBJETIVOS DA LIÇÃO:
I) Expor que o espírito humano foi concedido diretamente por Deus como parte essencial da natureza humana, capacitando o ser humano a ter comunhão com o Criador;
II) Enfatizar que o pecado pode enraizar-se no espírito, gerando atitudes como soberba e inveja;
III) Mostrar que a regeneração espiritual é a base para uma vida adoração genuína, vivida “em espírito e em verdade”.
INTRODUÇÃO.
INTRODUÇÃO.
Por que esse assunto é tão importante nos dias de hoje?
Definições de termos: Alma x Espírito.
I - O SOPRO DIVINO: A CONCESSÃO DO ESPÍRITO.
I - O SOPRO DIVINO: A CONCESSÃO DO ESPÍRITO.
1 - O FÔLEGO DE VIDA.
O contraste entre o ato criador por palavra e a criação do homem por sopro (Gn 1 vs Gn 2.7).
Diferença entre vida biológica e vida espiritual consciente.
O espírito como centro da comunhão com Deus.
2 - A SINGULARIDADE DO ESPÍRITO.
Análise dos textos que distinguem corpo, alma e espírito no AT
Zacarias 12.1 “1 Sentença pronunciada pelo Senhor a respeito de Israel. O Senhor, que estendeu o céu, fundou a terra e formou o espírito do ser humano dentro dele, diz:”
Jó 7.11 “11 Por isso, não reprimirei a minha boca. Na angústia do meu espírito, falarei; na amargura da minha alma, eu me queixarei.”
Eclesiastes 12.7 “7 e o pó volte à terra, de onde veio, e o espírito volte a Deus, que o deu.”
O destino do espírito após a morte:
O retorno do espírito para Deus ocorre junto com a alma, consciente das ações humanas, boas ou más.
Lc 16.22-25 (Rico e Lázaro) ;
Apocalipse 20.4 “4 Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade para julgar. Vi ainda as almas dos que foram decapitados por terem dado testemunho de Jesus e proclamado a palavra de Deus. Estes são os que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam a sua marca na testa e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.”
Ruah e Nephesh são usados intercambiavelmente em algumas passagens.
Gn 35.18 E aconteceu que, saindo-se lhe a alma (porque morreu), chamou o seu nome Benoni; mas seu pai o chamou Benjamim.
3 - A TÊNUE DIVISÃO.
1Tessalonicenses 5.23 “O mesmo Deus da paz os santifique em tudo. E que o espírito, a alma e o corpo de vocês sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.”
Hebreus 4.12 “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para julgar os pensamentos e propósitos do coração.”
Substâncias distintas.
Outras perspectivas (Hoekema e Carson): Entendem que quando Paulo usa corpo, alma e espírito, está se referindo apenas como “plenitude da santificação”. De acordo com o comentarista: “esse tipo de abordagem reflete uma adesão pessoal ao dicotomismo, e que não é uma refutação bíblico-exegética.”
O Comentarista cita Howard Marshall:
“O modo mais fácil de interpretar o versículo de [1 Ts 5.23] é como uma descrição da natureza humana como constituído de três partes. E acrescenta: [...] Paulo aqui distingue três aspectos da personalidade do cristão, sua vida em relação com Deus através da parte “espiritual” da sua natureza, da sua personalidade ou “alma”, e do corpo humano mediante o qual age e se expressa. [...] Paulo as alista juntas aqui para enfatizar que é realmente a pessoa inteira que é o objeto da salvação.”
Divisão da Alma e Espírito [HB 4.12]
As Escrituras referem-se à tênue divisão que há entre os dois componentes imateriais e identifica-se como um lugar de acesso possível somente à Palavra de Deus.
A bíblia traz claras referências às três partes, distinguindo-as.
Citando Donald Guthrie:
“ Embora tenha sido sugerido que a divisão é entre a alma (psyche) e o espírito (pneuma), parece melhor supor que a penetração é tanto dentro da alma como do espírito, sua ação ressalta a verdadeira natureza dos dois. Neste caso, a Palavra seria vista penetrando na pessoa como um todo, tanto alma quanto espírito. Se a primeira interpretação for adotada, significará que a penetração era tão eficiente que chegava à linha divisória, notoriamente obscura, entre a alma e o espírito.”
Ele continua: “O uso no novo testamento de espirito (pneuma) focaliza o aspecto espiritual do homem, sua vida em relação a Deus, ao passo que alma (psyche) refere-se a vida em relação a si mesmo, às suas emoções e ao seu pensamento.”
II - ESPÍRITO, PECADO E SANTIFICAÇÃO.
II - ESPÍRITO, PECADO E SANTIFICAÇÃO.
1 - PECADOS DO ESPÍRITO.
A bíblia sempre trata o conceito de pecado como uma transgressão de uma pessoa como um todo. Porém, podemos fazer certas distinções.
Pecados do corpo: prostituição;
Pecados da alma: como os maus pensamentos, desejos;
E também os pecados do espírito: orgulho, a soberba, a vangloria, a arrogância e a inveja.
O comentarista cita também uma lista apresentada pelo pastor Antônio Gilberto: “a ganância, a cobiça, a ira, a amargura, o mau humor, o ciúme, a hipocrisia, a leviandade, a irreverência com o que é sagrado, a mentira, o egoísmo e etc” ele também comenta que: “os pecados do espírito são as vezes piores que os pecados da carne”
Apesar de ser algo que possa ser extremamente discutível, o comentarista conclui “Talvez possamos considerar como pecados do espírito apenas os que, em princípio, não estejam diretamente relacionados com as faculdades da alma e, naturalmente, com os membros do corpo...”
Exemplo de Sambalate e Tobias em relação a reconstrução do muro, em Neemias.
1 Quando Sambalate ouviu que nós estávamos reconstruindo a muralha, ficou irado e indignado, e começou a zombar dos judeus.
2 Na presença de seus irmãos e do exército de Samaria ele disse: — O que é que esses judeus fracos estão fazendo? Vocês vão permitir que eles continuem? Será que vão oferecer sacrifícios? Pensam que podem acabar a obra num só dia? Será que as pedras que foram queimadas poderão renascer daqueles montões de pó?
3 Tobias, o Amonita, estava com Sambalate e disse: — Mesmo que reconstruam, se vier uma raposa, derrubará aquela muralha de pedras!
4 “Ouve, ó nosso Deus, pois estamos sendo desprezados. Faze com que o seu desprezo recaia sobre a cabeça deles, e faze com que sejam despojo numa terra de cativeiro.
5 Não encubras a sua iniquidade, e que o pecado deles não seja apagado diante de ti, pois te provocaram à ira na presença dos construtores.”
2 - RAÍZES DO PECADO.
Em 1TS 5.23, Paulo nos chama a uma santificação por inteiro: espírito, alma, corpo.
O ato da criação se deu do material (pó da terra) > sopro de vida.
Gênesis 2.7 “Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente.”
Mas a redenção se dá do espiritual para o físico Romanos 8.23 “E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.”
Jesus retrata que a raiz do pecado está no coração:
Mateus 15.19–20 “19 Porque do coração procedem maus pensamentos, homicídios, imoralidade sexual, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. 20 São estas as coisas que contaminam a pessoa; mas o comer sem lavar as mãos não a contamina.”
A falta dessa compreensão, de que a raiz do pecado está no interior e não somente no exterior, leva ao legalismo.
Sobre o legalismo:
Contexto de Mateus 15.1-20 Jesus e a tradição dos anciãos.
O Legalismo distorce as doutrinas da graça levando a confiar nas próprias obras.
Lucas 18.9-14 Parábola do fariseu e do publicano.
O grande erro dos judeus religiosos era confiar em práticas exteriores.
Mateus 23.26 “Fariseu cego! Limpe primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo!”
3 - VENCENDO O PECADO.
A força do pecado enraizado em nosso interior só é vencida quando deixamos de confiar em nós mesmos e dependemos inteiramente da graça de Deus e do seu poder salvador e santificador.
Romanos 6.14 “Porque o pecado não terá domínio sobre vocês, pois vocês não estão debaixo da lei, e sim da graça.”
Romanos 8.1–2 “1 Agora, pois, já não existe nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus. 2 Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, livrou você da lei do pecado e da morte.”
2Coríntios 7.1 “1 Portanto, meus amados, tendo tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.”
Hebreus 10.10 “10 Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas.”
O Senhor nos libertou da escravidão do pecado.
III - REGENERAÇÃO E ADORAÇÃO.
III - REGENERAÇÃO E ADORAÇÃO.
1 - O NOVO NASCIMENTO.
A vitória sobre o pecado nasce necessariamente com a experiência espiritual do Novo Nascimento.
Charles Spurgeon sobre a importância do novo nascimento.
O que é o novo nascimento em linguagem simples.
Por que Nicodemos não compreendeu esse processo (Jo 3).
5 Jesus respondeu: — Em verdade, em verdade lhe digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus.
6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
7 Não fique admirado por eu dizer: “Vocês precisam nascer de novo.”
8 O vento sopra onde quer, você ouve o barulho que ele faz, mas não sabe de onde ele vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito.
Regeneração: vivificação do espírito morto (Ef 2.1-6).
1 Ele lhes deu vida, quando vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados,
2 nos quais vocês andaram noutro tempo, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência.
3 Entre eles também nós todos andamos no passado, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais.
4 Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou,
5 e estando nós mortos em nossas transgressões, nos deu vida juntamente com Cristo — pela graça vocês são salvos
6 e juntamente com ele nos ressuscitou e com ele nos fez assentar nas regiões celestiais em Cristo Jesus.
2 - EM ESPÍRITO E EM VERDADE.
A confusão da samaritana: adoração baseada em geografia (João 4.20 “20 Nossos pais adoravam neste monte, mas vocês dizem que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar.” ).
Cristo corrige: (João 4.24 “24 Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.” ).
O que adoração não é:
Jesus diz à mulher samaritana o que adoração não é.
Primeiro, não é adoração centrada em lugares sagrados (Jo 4.20). Não é neste monte nem naquele. Não existe lugar mais sagrado que outro. Não é o lugar que autentica a adoração, mas a atitude do adorador.
Segundo, não é adoração sem entendimento (Jo 4.22). Os samaritanos adoravam o que não conheciam. Havia uma liturgia desprovida de entendimento. Havia um ritual vazio de compreensão.
Terceiro, não é adoração descentralizada da pessoa de Cristo (Jo 4.25-26). Os samaritanos adoravam, mas não conheciam o Messias. Cristo não era o centro do seu culto. Nossa adoração será vazia se Cristo não for o centro. O culto não serve para agradar as pessoas. A música não serve para entreter os adoradores. A verdadeira música vem do céu e é endereçada ao céu (Sl 40.3). Vem de Deus por causa de sua origem e volta para Deus por causa de seu propósito.
A verdadeira adoração:
Jesus também diz à mulher samaritana o que a adoração é.
Primeiro, a adoração precisa ser bíblica (Jo 4.24). O nosso culto é bíblico ou é anátema. Deus não se impressiona com pompa; ele busca a verdade no íntimo.
Segundo, a adoração precisa ser sincera (Jo 4.24). A adoração precisa ser em espírito, ou seja, de todo o coração.
3 - UM ESPÍRITO QUEBRANTADO.
A espiritualidade pentecostal.
A necessidade do coração quebrantado.
Citação do comentarista
“Os pentecostais entendem que a verdadeira adoração nasce de um espírito quebrantado, sem pretensão de louvor ou glória humana. As experiências por meio dos dons espirituais são valiosas e sem qualquer propósito de espetacularização. Além do mais, nossas reuniões públicas são importantes e necessárias, mas não podemos negligenciar nossos momentos a sós com Deus, nos quais temos a oportunidade de aprofundar nossa comunhão com Ele, fortalecendo nosso espírito, o âmago de nosso ser.”
