Dn.9 - A Oração que move o céu
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Dn.9.1-22
Dn.9.1-22
Introdução
Orações que abalaram os céus não nasceram de lábios frios, mas de corações ardentes. Foram clamores que romperam o silêncio, como o grito de Ana pedindo um filho, ou o clamor de Paulo e Silas na prisão, que fez as correntes se partirem. Ou, ainda, a de Elias pedindo fogo do céu para mostrar que só o Senhor é Deus; de Jesus clamando ao Pai nos estertores daquela fatídica sexta-feira!
Imagine um homem idoso (80 anos), exilado há décadas, lendo as Escrituras (lia Jeremias) e percebeu que o tempo da promessa estava chegando.
Movido por um profundo senso de responsabilidade e intercessão, Daniel se volta para Deus em oração.
Sua súplica, registrada em Daniel 9:3-19, é um dos mais poderosos exemplos de confissão e humildade nas Escrituras. Ele reconheceu os pecados de Israel, assumiu a culpa de seu povo e clamou pela misericórdia e restauração divina.
Esse homem não se acomoda, não cruza os braços. Ele se dobra em oração.
Esse é Daniel, e sua atitude nos ensina que a oração é a ponte entre a promessa de Deus e sua realização em nossas vidas.
Daniel 9 nos apresenta um dos momentos mais intensos da vida espiritual do profeta. Ele lê as Escrituras, entende o tempo do cativeiro e se coloca diante de Deus em oração e confissão. Este capítulo nos ensina que a oração sincera e humilde abre caminho para a intervenção divina. Além disso, Deus não apenas responde, Ele surpreende!
Daniel estava no exílio há décadas - desde a sua adolescência.
Ao estudar o livro de Jeremias, Daniel percebeu que os 70 anos de cativeiro preconizados por Jeremias estavam chegando ao fim.
O que eram “os 70 anos”? - passados estes, viria a libertação do cativeiro e o retorno a Jerusalém. Jr.29.10.
Em vez de apenas esperar, Daniel se volta para Deus em jejum, oração e confissão. Daniel não esperou o fim do cativeiro; ele orou pelo fim do cativeiro.
Ilustração: Imagine um estudante que descobre no calendário da escola que as férias estão próximas. Ele não fica apenas esperando, mas começa a se preparar: organiza os livros, planeja viagens, arruma a mochila. ➡️ Assim foi Daniel: ao ler Jeremias, ele não ficou passivo, mas se preparou em oração.
Aplicação: Nós também devemos agir assim! Quando lemos a Bíblia e vemos as promessas de Deus, devemos agir em oração, não apenas esperar.
Qual a “Estrutura” da oração de Daniel?
a) Primeiro Daniel reconhece a grandeza de Deus (Dn.9:4)
Começa exaltando a fidelidade e misericórdia do Senhor.
Lição: Toda oração deve começar com adoração, reconhecendo quem Deus é. Quando buscamos a glória de Deus nossas orações ganham propósito eterno.
b) Daniel faz uma “Confissão sincera” (Dn 9:5-15)
Daniel não ora como se ele fosse inocente, mas se inclui no pecado: “pecamos, cometemos iniquidade”.
Lição: A oração sincera não aponta dedos, mas reconhece nossa necessidade de perdão e de limpeza da alma diante de Deus.
Uma casa pode parecer limpa, mas quando abrimos os armários e cantos escondidos, encontramos poeira acumulada. ➡️ Daniel não apenas confessou os pecados visíveis, mas abriu os “armários escondidos” da nação diante de Deus.
Aplicação: A confissão verdadeira não é superficial; é abrir o coração por inteiro. Confissão não é vergonha. É libertação. Pv.28.13.
“A oração é a chave que abre os céus, mas precisa ser girada pela fé.” “Sem fé é impossível agradar a Deus” - Hb.11.6.
c. Daniel pede restauração “por amor do Teu nome”, não pelos méritos humanos.
Aplicação: O que importa na oração não é nossa perfeição, mas que Deus seja glorificado.
Daniel pediu restauração de Jerusalém, e como um “plus” Deus revelou o plano messiânico das setenta semanas.
Aplicação: Deus sempre pode responder além do que pedimos ou pensamos. Ef.3.20.
d. Daniel persiste na oração, mesmo sendo já velho (80 anos).
Ilustração: Um atleta veterano pode não correr tão rápido quanto antes, mas sua experiência e disciplina o tornam exemplo para os mais jovens. ➡️ Daniel, já idoso, continuava orando três vezes ao dia, mesmo diante da ameaça da cova dos leões.
Aplicação: A fidelidade não tem prazo de validade; devemos perseverar até o fim.
e. Daniel faz um pedido de restauração (Dn 9:16-19)
Daniel clama pela misericórdia, não pelos méritos do povo, mas “por amor do Teu nome”.
Daniel pede que Deus restaure Jerusalém “por amor do Teu nome”.
Lição: O foco da oração deve ser a glória de Deus, não apenas nossas necessidades.
E qual foi a resposta divina?
Enquanto Daniel orava, o anjo Gabriel veio com uma revelação: a profecia das setenta semanas (Dn 9:24-27 - não ler).
Essa profecia aponta para a vinda do Messias, que traz redenção definitiva.
Lição: Deus responde além do que pedimos, revelando seus planos eternos, seus planos maiores. Ef.3.19-20.
E então? Diante disso, o que concluímos? (Aplicações práticas)
Devemos orar com base na Palavra: Daniel orou porque leu Jeremias. Nossa oração deve se fundamentar na Bíblia.
Devemos confessar com humildade: A oração verdadeira não é apenas pedir bênçãos, mas reconhecer pecados.
Devemos buscar a glória de Deus: Daniel pede restauração “por amor do Teu nome”. O foco não é o homem, mas Deus.
Devemos esperar respostas maiores: Deus respondeu além do que Daniel pediu, revelando o plano messiânico.
Conclusão
Daniel 9 nos ensina que a oração sincera, fundamentada na Palavra e cheia de arrependimento, move o céu.
A oração não muda Deus, mas muda a história.
Assim como Daniel, somos chamados a clamar não apenas por nossas necessidades, mas pela glória de Deus e pela realização de Seus planos eternos.
