Não vai aumentar
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Mateus 6.27
Mateus 6.27
Introdução:
Devo ou não me preocupar? Essa é uma das questões que trabalhamos na ultima mensagem de Mateus 6. O nosso Senhor nos ajuda a saber como controlar algumas das raízes da ansiedade, por vezes, criamos uma preocupação irreal sobre as coisas da vida e esquecemos totalmente de que temos um Senhor no céu que olha por nós e cuida dos seus. Jesus lembra a cada um do cuidado mantenedor de Deus com sua criação, ele lembra aos discípulos que, se Deus cuida com cuidado das demais partes da criação, então, por que ele não cuidaria da parte final e coroa da mesma? A preocupação irreal cria em nossa mente uma imagem distorcida de Deus e nos faz duvidar da sua fidelidade, de seu amor leal. Na continuidade do texto o Senhor ainda fala sobre as preocupações e nos deixa um alerta sobre como temos lidado com elas. Logo, o que fica claro é o seguinte: Deus é quem tem o controle de nossa vida. Observaremos isso no texto.
Desenvolvimento:
O texto mantém uma clara correlação com os versos anteriores e posteriores. O que circunda as palavras do Senhor é como, no fim das contas, a preocupação molda as atitudes humanas.
Jesus continua falando ao mesmo público — “quem de vocês” — não há mudança de destinatários, apenas o avanço natural da ênfase.
Note que o Senhor utiliza explicitamente o termo ansiedade. Assim, surge a pergunta inevitável: por mais ansioso que alguém esteja, o que, de fato, consegue controlar em sua vida?
Quando permitimos que a ansiedade governe o coração, produzimos apenas uma reação irrefletida diante das situações da vida.
É verdade que há casos em que questões de saúde estão envolvidas, e precisamos tratá-las com seriedade. Contudo, quando não se trata disso, é necessário discernir o que estamos permitindo que nos controle.
A relação entre ansiedade e vida está evidente no texto. Em nosso tempo, discute-se continuamente a possibilidade de estender o tempo de vida humana.
Quantos trabalhos científicos, pesquisas e experiências têm como objetivo acrescentar “um pouco mais” à existência? Muitos apontam os hábitos de vida de povos orientais — como os japoneses — e observam que sua alimentação está relacionada à longevidade.
Entretanto, outros já experimentaram exatamente o contrário: comer determinados tipos de comida mal preparada e perder a vida em razão disso. O lugar onde parecia ter a resposta trouxe o contrário da expectativa.
Mas Jesus não permite que vejamos nas coisas criadas a causa final que define por quanto tempo alguém viverá. A resposta do texto é clara: a ansiedade não consegue nada.
Algumas traduções mencionam “um côvado” (aproximadamente 45 cm); outras, como a NVI, falam em “acrescentar uma hora à vida”. A ideia é a mesma: a ansiedade não aumenta a duração da existência nem altera o fim determinado por Deus.
Como afirma Sproul: “Nossos dias foram designados por Deus. Ele designou o dia do nosso nascimento e, da mesma maneira, o dia da nossa partida deste mundo.”
Permitir que a ansiedade molde nossas atitudes não resolve o problema; apenas multiplica a angústia. Esses versos ensinam que não adianta baixar os olhos e tentar, sozinho, controlar os desafios da vida.
O caminho é confiar naquele que escreveu os nossos dias em seu plano eterno. Ele tem o melhor para nós, e podemos descansar em sua santa vontade.
A ansiedade não ajuda — mas descansar na boa mão do Senhor traz refrigério a todo coração que lhe pertence. Como declara o salmista:
“Em paz me deito e logo adormeço, pois só tu, Senhor, me fazes viver em segurança.” (Sl 4.8)
Adormecemos e despertamos porque sabemos quem cuida de nós. Que prossigamos firmes nessa certeza que acalma o nosso frágil coração. Amém.
Conclusão:
