A Graça que nos levanta do pó
Cristiano Gaspar
Igreja em Movimento • Sermon • Submitted • Presented
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Introdução
Introdução
Vivemos em uma cultura que desenvolveu uma relação bipolar com a liderança e a admiração. Vocês já perceberam quão curta se tornou a distância entre o pedestal e a forca?
Pense no fenômeno que chamamos hoje de "cultura do cancelamento". Alguém é alçado ao status de herói, de voz de uma geração, um ícone intocável. Mas basta uma frase fora de contexto, um tweet antigo recuperado ou uma decisão impopular, e a mesma multidão que construiu o pedestal corre para buscar as marretas e derrubá-lo. Nós amamos criar ídolos, mas parece que sentimos um prazer secreto e perverso em vê-los sangrar.
Mas não precisamos olhar para as redes sociais ou para celebridades para entender isso. Isso acontece nos nossos escritórios, nas nossas famílias e, tragicamente, em nossos corações. Aquele chefe que ontem te elogiava como o "futuro da empresa", hoje te ignora no corredor porque os números caíram, e você sente que seu mundo desabou. Ou o contrário, aquele chefe que você até então elogiava, por causa de uma decisão, todo restante fica para trás e você o odeia. Aquele grupo de amigos que te validava, hoje te exclui, e você se sente invisível.
Nós somos viciados em aprovação e, consequentemente, aterrorizados pela rejeição. Construímos nossa identidade sobre o que os outros pensam de nós. E quando o aplauso cessa e a crítica chega, nós não apenas ficamos tristes; nós nos desintegramos. Sentimo-nos no chão, comendo poeira, sem forças para levantar.
Se você já se sentiu assim? Usado e depois descartado, idolatrado e depois apedrejado? Ou pior, você já agiu assim com alguém? O texto de hoje não é apenas uma narrativa histórica; é um espelho da alma humana.
Estamos em Atos 14. Na semana passada, vimos Paulo e Barnabé em Listra. Eles curaram um homem coxo e a cidade entrou em êxtase. A multidão gritava: "Os deuses desceram até nós!". Eles queriam sacrificar touros para eles. Eles eram as celebridades do momento, os salvadores que a multidão procurava.
Mas hoje, nos versículos 19 e 20, a cena muda com uma violência assustadora. O texto diz que judeus vieram de Antioquia e Icônio, persuadiram as multidões e, de repente, aqueles que eram chamados de Zeus e Hermes agora são arrastados para fora da cidade sob uma chuva de pedras.
Em questão de horas, Paulo foi de deus a demônio. De adorado a executado.
E aqui está a pergunta que precisamos responder hoje: Como alguém sobrevive a isso? Como Paulo, depois de ser apedrejado, dado como morto e abandonado no pó da estrada, consegue levantar e - pasmem - entrar novamente na cidade que tentou matá-lo?
A resposta não é que Paulo tinha uma "autoestima blindada" ou uma força de vontade sobre-humana. A resposta é que ele conhecia uma Graça que o levantava do pó, uma graça que o mundo não pode dar e nem tirar. Vamos ver como essa graça opera em três estágios: O Diagnóstico da Rejeição, A Morte do Ego e A Ressurreição da Missão.
I. O Diagnóstico da Multidão: A Raiz da Violência e da Manipulação
I. O Diagnóstico da Multidão: A Raiz da Violência e da Manipulação
Vamos ler o versículo 19:
19 Entretanto, chegaram judeus de Antioquia e Icônio e, instigando as multidões, apedrejaram Paulo e o arrastaram para fora da cidade, dando-o por morto.
Observem a cena. É chocante. Num momento, a multidão está trazendo grinaldas e touros para adorar Paulo e Barnabé. No momento seguinte, estão segurando pedras para esmagar seus crânios. O que aconteceu no intervalo? O texto diz: "judeus de Antioquia e de Icônio persuadiram as multidões".
Isso nos leva ao primeiro nível do nosso diagnóstico: O poder destrutivo da persuasão.
Pensem na geografia aqui. Esses opositores viajaram de Antioquia da Pisídia e de Icônio até Listra. Estamos falando de uma viagem de cerca de 160 quilômetros para Antioquia e uns 30 quilômetros para Icônio. Caminhando, naquela época, dias de viagem.
Pergunto a vocês: o que faz alguém caminhar dias, enfrentando perigos e cansaço, não para construir algo, não para ajudar alguém, mas apenas para destruir a reputação de um homem? É o que chamamos de "zelo amargo". E o mais assustador é que eles conseguiram. Eles persuadiram a multidão.
Aqui precisamos parar e olhar para nós mesmos como igreja.
Ainda hoje é comum um fenômeno que é um espelho exato desse texto. Muitas vezes, dentro da comunidade cristã, surgem pequenos grupos (que vamos chamá-los de "facções") que, insatisfeitos com alguma decisão, ou feridos em seu orgulho, começam uma campanha silenciosa de persuasão contra um irmão ou um líder.
Talvez não seja contra o pastor. Talvez seja contra o líder de ministério ou um membro. Eles não usam pedras físicas, eles usam palavras com objetivo de desqualificar a pessoa. “Você viu como ele cantou hoje?”, “Você soube o que ele disse?”, “Ele não tem o perfil para estar ali”.
E aqui está a aplicação mais dura que preciso fazer a vocês hoje. O perigo real em Listra não eram apenas os judeus que vieram de fora; era a multidão que se deixou persuadir.
Muitos de nós acreditamos no mito da neutralidade. Pensamos: "Ah, eu não estou falando mal de tal pessoa. Eu só estou ouvindo. Eu sou neutro". Deixem-me ser claro, com todo o amor: Em um apedrejamento público, a neutralidade é cumplicidade.
Se alguém chega até você com uma pedra na mão - uma crítica destrutiva, uma fofoca maldosa sobre um irmão - e você não diz "pare", se você oferece seus ouvidos como depósito para aquele veneno, você está segurando a capa de quem atira a pedra. O pastoreio mútuo, a responsabilidade de ser igreja, exige que protejamos o corpo. Exige que a gente diga: "Não aceito que você fale assim de um servo de Deus na minha presença".
Mas isso nos leva a uma pergunta mais profunda. Por que a multidão foi tão fácil de persuadir? Como eles passaram de "Paulo é um deus" para "Paulo deve morrer" tão rápido?
A perseguição muitas vezes vem disfarçada de zelo religioso. Mas há algo mais radical aqui.
No sermão passado, vimos que a idolatria é uma projeção. Ídolos prometem vida, mas entregam peso. A multidão queria deuses que servissem aos seus caprichos, que trouxessem prosperidade e que se encaixassem na sua mitologia. Quando Paulo rasgou suas vestes e gritou: "Nós somos humanos como vocês!", ele frustrou a fantasia deles. Ele quebrou o ídolo.
E aqui está uma lei espiritual imutável: Nós sempre demonizamos aquilo que nos decepciona. Se você idolatra seus filhos, no momento em que eles falharem, você sentirá uma raiva desproporcional. Se você idolatra um candidato político, e ele não faz o que você quer, seu amor vira ódio cego.
A multidão não analisou a teologia de Paulo. A multidão reagiu com o fígado, não com a mente. O orgulho deles foi ferido. "Como ousam dizer que não são os deuses que imaginamos?".
Vocês percebem que isso é exatamente o que aconteceu com Jesus? A mesma Jerusalém que gritou "Hosana, Bendito o que vem"no Domingo de Ramos, gritou "Crucifica-o" na Sexta-feira Santa. Por quê? Porque Jesus não era o Messias político e militar que eles projetaram. Ele não veio para derrotar Roma; Ele veio para derrotar o pecado. E quando Deus não age como o ídolo que desenhamos, nós O matamos em nossos corações.
Nós fazemos isso hoje. Dizemos que amamos Jesus, mas quando Ele não cura a doença, quando Ele não dá o emprego, quando Ele permite o sofrimento... nós pegamos as pedras. "Se Tu és Deus, por que não fizeste do meu jeito?".
Essa é a raiz da violência. Não é apenas manipulação externa; é um coração idólatra que não suporta ser contrariado.
II. O Diagnóstico do Servo: A Morte do Ego e as "Justificativas Honestas"
II. O Diagnóstico do Servo: A Morte do Ego e as "Justificativas Honestas"
Vamos olhar para a segunda parte do versículo 19:
"...apedrejaram Paulo e o arrastaram para fora da cidade, dando-o por morto."
A brutalidade dessa frase é chocante. "Arrastaram para fora". Não foi uma procissão. Eles o pegaram pelos pés ou pelas roupas e o arrastaram pelo pó, como se fosse lixo, para fora dos muros da cidade. O veredito da multidão foi claro: "Este homem não merece viver entre nós".
E ali ficou ele, imóvel, sangrando, silencioso… Para todos os efeitos, morto.
Este é o momento em que qualquer consultor de carreira, qualquer estrategista de marketing e qualquer pessoa sã diria: "Acabou. O projeto falhou. É hora de cortar as perdas e ir para casa."
E é aqui que o texto nos confronta violentamente. Porque, se formos honestos, a maioria de nós teria desistido muito antes da primeira pedra voar.
Tony Merida, em seu comentário sobre este texto, chama isso de "perseverança através de provações físicas por amor ao evangelho". Mas notem a palavra chave: amor ao evangelho. Porque existe outro tipo de "amor" que muitas vezes nos move no serviço cristão, e é esse amor que não suporta pedras: o amor ao nosso próprio reflexo.
Eu quero falar com vocês sobre as "justificativas honestas" que usamos para abandonar o serviço a Deus. Quantas vezes ouvimos, ou dizemos coisas assim:
"Eu saí daquele ministério porque ninguém reconhecia o meu valor."
"Eu parei de servir na igreja porque fulano me criticou de um jeito que eu não gostei."
"Eu desisti de liderar porque as pessoas são muito ingratas."
"Não concordaram com a minha visão, então eu peguei minhas coisas e fui embora."
Vejam, essas justificativas soam muito razoáveis. Ninguém gosta de ser criticado. Ninguém gosta de ingratidão. Mas se colocarmos essas frases sob a luz de Atos 14, elas revelam algo desconfortável sobre o nosso coração.
Se Paulo servisse a Deus buscando validação, o ministério dele teria acabado em Listra. Se o combustível de Paulo fosse o reconhecimento, o tanque teria secado no momento em que rasgaram as roupas dele. Se a motivação de Paulo fosse o conforto pessoal ou "se sentir bem", as pedras teriam sido o ponto final.
Aqui está o diagnóstico do coração: Muitas vezes, nós não estamos servindo a Deus; estamos servindo a nós mesmos usando a obra de Deus. Nós usamos o ministério como um palco para construir nossa identidade.
Se eu prego bem e vocês me elogiam, eu me sinto "alguém".
Se eu sou aprovado pelas pessoas, eu me sinto aceito.
Se eu ajudo os pobres e alguém posta uma foto, eu me sinto justo.
Mas o que acontece quando o aplauso vira pedra? O que acontece quando o elogio vira crítica? Se o seu serviço é uma forma de salvar a si mesmo, de provar o seu valor, você vai desmoronar. Você vai usar a crítica como um "atestado de óbito" para o seu serviço. Você vai dizer: "Eles me feriram, então eu paro".
Mas Paulo foi ferido (literalmente esmagado) e não parou. Por quê? Porque o ego dele já estava morto antes das pedras chegarem.
Tim Keller costumava dizer que a liberdade cristã é a "liberdade do esquecimento de si mesmo". Paulo não precisava que a multidão de Listra dissesse que ele era um deus, nem precisava temer quando disseram que ele era um demônio. A identidade dele não estava na mão dos críticos nem dos fãs. Estava escondida em Cristo.
O serviço fundamentado no ego não suporta cicatrizes. Ele é frágil. Ele exige aplausos constantes para se manter de pé. Mas o serviço fundamentado na Graça é indestrutível. Ele olha para as pedras e diz: "Isso dói, mas não me define. Isso me fere, mas não me para."
Paulo pôde ser arrastado como lixo para fora da cidade e não levar isso para o coração, porque ele sabia que seu Salvador também foi arrastado para fora de Jerusalém. Ele sabia que a rejeição humana não muda a eleição divina.
Então, pergunto a você hoje: O que tem feito você querer desistir? É o peso do ministério ou é o peso do seu ego ferido? As pedras estão matando sua missão ou estão apenas matando o ídolo da sua autoimagem?
Talvez, ser "dado como morto" pelo aplauso humano seja a melhor coisa que pode acontecer ao seu ministério. Porque é só quando morremos para a necessidade de aprovação que estamos realmente livres para servir como Jesus serviu.
20 Mas, quando os discípulos o rodearam, ele se levantou e entrou na cidade. No dia seguinte, foi com Barnabé para Derbe.
III. A Cura do Evangelho: Levantando com Marcas
III. A Cura do Evangelho: Levantando com Marcas
Chegamos ao versículo 20. A multidão foi embora. A poeira baixou. O corpo de Paulo está estendido no chão, fora dos portões.
Mas então acontece algo que muda tudo. O texto diz: "Mas, quando os discípulos o rodearam, ele se levantou e entrou na cidade"
Eu amo esse detalhe. Enquanto a multidão volátil foi embora satisfeita com a violência, e enquanto os instigadores voltaram para casa sentindo-se vitoriosos, um pequeno grupo permaneceu. Os discípulos o rodearam.
Aqui está a resposta para a "neutralidade" que falamos no início. A verdadeira igreja não se une aos apedrejadores, nem lava as mãos como Pilatos. A verdadeira igreja faz um círculo de proteção ao redor do ferido. Eles não podiam curar Paulo milagrosamente, mas podiam estar lá. E nesse ambiente de graça comunitária, Paulo encontra forças para fazer o impossível.
Ele levanta. Lembrem-se, ele foi apedrejado até que achassem que estava morto. Isso não é um hematoma; são ossos quebrados, cortes profundos, concussão. Mas ele se levanta.
Essa perseverança não é natural; é uma "perseverança habilitada pela graça". Há uma tipologia poderosa aqui. Paulo se torna um tipo de Cristo. Jesus também foi arrastado para fora dos muros de Jerusalém. Jesus também foi rejeitado pelos líderes religiosos e pela multidão. Jesus também morreu. Mas a diferença crucial é esta: Jesus não apenas "pareceu" morto. Ele morreu. Ele desceu ao abismo real da separação do Pai. Ele tomou a pedrada final da Justiça Divina contra o pecado para que nós nunca precisássemos tomá-la.
Porque Jesus levantou do túmulo com uma vida indestrutível, Paulo pode levantar do pó com uma esperança inabalável. A ressurreição de Cristo é o motor que faz Paulo ficar de pé.
Mas notem algo crucial. Paulo levanta, mas ele não levanta "novo em folha". Ele levanta ferido. Mais tarde, escrevendo aos Gálatas (uma carta circular que certamente passaria por Listra) Paulo diz: "Eu trago no corpo as marcas de Jesus" (Gl 6.17). A palavra aqui usada para Marcas é stígmata que significa uma marca de pertencimento, que aponta para a marca feita no gado com ferro quente, que ao mesmo tempo que indica pertencimento, aponta para sofrimento e para algo irremovível.
Nós, evangélicos, muitas vezes romantizamos essas marcas. Havia uma música antiga, cantada nas igrejas, que talvez muitos conheça,. A letra dizia assim:
“Eu tenho a marca de Cristo em mim, Em meu coração está escrito Seu nome, Seguir os Seus passos é o desejo meu, E corresponder ao chamado de Deus. Eu tenho a marca de Cristo em mim, Prossigo vencendo como Ele venceu, Persigo o destino escrito pra mim, De herdar o Seu reino, Andando em vitória e correspondendo ao chamado de Deus”
É um hino aparentemente lindo. Ele nos empolga. Ele nos faz sentir invencíveis. Mas, cantamos isso com uma teologia triunfalista. Achamos que "ter a marca de Cristo" significa que somos à prova de balas. Que "vencer como Ele venceu" significa que nossos inimigos cairão e nós ficaremos de pé, intocáveis.
Olhem para Paulo em Listra. A pedra não clamou em lugar dele; a pedra bateu nele. Ela rasgou a pele. Ele sangrou. Ter a marca de Cristo não é ter um campo de força mágico contra o sofrimento, a crítica ou a injustiça. Ter a marca de Cristo significa que, quando a pedra bate, quando a injustiça fere, quando a traição acontece... você não revida com ódio. Você não se torna amargo.
A verdadeira vitória da música, "vencendo como Ele venceu" não é evitar a cruz. É passar pela cruz e continuar amando. Como sabemos que Paulo venceu? Não porque ele desviou das pedras. Mas porque o versículo 20 termina dizendo: "...e entrou na cidade."
Isso é a coisa mais chocante do texto. Se fosse eu, levantaria e correria para a direção oposta. Eu processaria a cidade. Eu pediria fogo do céu. Paulo levanta, limpa o sangue dos olhos, e volta para dentro da cidade que tentou matá-lo. Ele volta para aqueles novos convertidos que precisavam ver que o Evangelho vale mais que a própria vida.
Isso é a graça que nos levanta do pó. Não é uma graça que nos tira do mundo para nos proteger. É uma graça que nos cura para nos enviar de volta ao mundo que nos feriu, não como vítimas, mas como embaixadores da reconciliação.
Conclusão
Conclusão
Talvez você esteja aqui hoje cheio de cicatrizes invisíveis. Cicatrizes de liderança. Cicatrizes de um casamento difícil. Cicatrizes de uma igreja que te decepcionou. E você está no pó, pensando: "Não vale a pena. Vou desistir."
Se você tentar levantar pela força do seu ego, para provar que eles estão errados, você vai cair de novo. O orgulho não aguenta pedradas. Mas se você olhar para Aquele que foi ferido por você; Aquele cujas marcas nas mãos e nos pés são a garantia eterna de que você é amado, aceito e perdoado... então você pode levantar.
Você pode levantar não para ser o herói da história, mas para ser um servo. Você pode levantar não porque não dói, mas porque a dor não é o fim da história. Você pode levantar e entrar novamente na "cidade"... no seu ministério, na sua família, no seu chamado, sabendo que, se Deus é por nós, não importa quem atira as pedras.
Mas, eu também preciso falar brevemente com você que talvez esteja aqui hoje e talvez não seja um cristão, talvez você até venha à igreja, mas sente que Deus está sempre decepcionado com você.
Você olha para uma história como essa e pensa: 'Eu nunca conseguiria fazer isso. Se as pessoas me rejeitassem desse jeito, eu estaria acabado.' E você tem razão. Se a sua identidade depende do seu desempenho, da sua carreira ou da aprovação dos outros, uma pedrada dessas é fatal. Você vive num tribunal constante, tentando provar todos os dias que você é bom o suficiente, esperto o suficiente, bonito o suficiente. E isso é exaustivo. Você está cansado porque você é o seu próprio salvador, e você é um salvador frágil.
O que o evangelho oferece não é um conjunto de regras para você se tornar uma pessoa mais forte. O evangelho oferece uma troca. Olhe para Jesus novamente. Ele foi o único homem que viveu uma vida perfeita, que nunca mereceu uma única pedra. Mas na cruz, Ele recebeu o apedrejamento cósmico da justiça que nós merecíamos. Ele foi arrastado para fora da cidade e tratado como um inimigo, para que você, que muitas vezes agiu como inimigo de Deus, pudesse ser trazido para dentro e tratado como filho.
O evangelho é entender isto: Você não precisa se levantar do pó sozinho para que Deus te ame. Você precisa admitir que está no pó e deixar que Aquele que morreu por você te carregue. Se você render o controle da sua vida a Ele hoje, você para de trabalhar para ser salvo e começa a viver porque foi salvo. Você troca o tribunal pela mesa de jantar. Você troca a ansiedade da performance pelo descanso da graça. E essa é a única base sólida o suficiente para levantar uma vida que caiu.
