Introdução ao aconselhamento bíblico - aula 3

Introdução ao aconselhamento Bíblico  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Introdução

Um resumo da aula passada
O Aconselhamento Bíblico é uma extensão do ministério particular da Palavra, mostrando que sua base está na História da Redenção então estamos percorrendo as histórias através de um panorama bíblico. Ao expor Gênesis 3, revela a estratégia satânica de lançar dúvida, negar e substituir a verdade divina, produzindo vergonha, medo e hostilidade no coração humano.
Nós fomos criados a imagem e semelhança de Deus para representarmos visivelmente o Deus invisível, vemos que temos sido falhos sistematicamente ao longo de todo o Antigo Testamento. Vimos que o Antigo Testamento nos deixa um dilema. O dilema sobre o caráter de Deus, que é misericordioso, que é longânimo, que é compassivo, que perdoa a iniquidade, a transgressão, o pecado, ainda que não inocenta o culpado. Como que Deus irá perdoar a iniquidade do seu povo sem deixar de inocentar o culpado? 
Bom, o verbo se fez carne. João, capítulo 1, nos diz de que o verbo se fez carne. De que aquele que criou os céus e a Terra, o criador de todas as coisas, tabernaculou, habitou entre nós. 
Tomou forma de homem e se fez homem. 
Nasceu como um bebezinho. Nasceu através de uma mulher, o descendente de uma mulher, aquele que haveria de reverter tudo aquilo que o pecado distorceu, chegou. 
 O nome dele é Jesus Cristo. Jesus Cristo nasce como uma criança e cresceu como um menino em sabedoria e graça. 
Ele é o filho sábio de Provérbios. Ele é o cumprimento da sabedoria de Provérbios. À luz de 1ª Coríntios, capítulo 1, versículo 30, ele se tornou sabedoria em nosso lugar. De que a sabedoria expressa por Salomão, que ele mesmo foi incapaz de viver, apenas um viveu e de maneira perfeita: Jesus Cristo. 
Jesus Cristo cresceu como homem, aprendeu a obediência e iniciou o seu ministério público. 
Separou para si 12 homens, 12 discípulos. 
Deles viria um traidor: Judas Iscariotes, para o cumprimento, inclusive, da palavra de Deus. 
Mas, ao longo de 3 anos, Jesus Cristo semeou aquilo que viria a se tornar uma comunidade.... a comunidade dos discípulos. João, capítulo 12, traz para nós informações importantes do que viria a ser essa comunidade. logo ali, no preparo para as suas últimas palavras aos discípulos, Jesus diz o seguinte, em João 12, versículo 24: "Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto". O grão de trigo haveria de morrer para que não ficasse só, iria produzir muito fruto. Em João, capítulo 13, Jesus lava os pés dos discípulos, numa lição de humildade, e chamando os discípulos para fazer o mesmo, bem-aventurados estão aqueles que servem, que fazem exatamente como Jesus fez. Em João, capítulo 14, Jesus está dizendo que ele está indo para um lugar onde eles não vão poder ir, os discípulos ficam confusos.
No meio dessa ansiedade, no meio dessa confusão, Tomé disse o seguinte: "Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho?" 
 Respondeu-lhe Jesus: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim". Jesus é o caminho. 
Ele é a verdade, ele é a vida. 
Os discípulos parecem ainda não entender. 
Jesus insiste: "Se vocês tivessem me conhecido, conheceriam também meu Pai; desde agora o conheceis e tendes visto". 
Então, Filipe: "Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta". 
Disse-lhe Jesus: "Filipe, há tanto tempo estou convosco e não me tens conhecido? 
Quem me vê a mim, vê o Pai. 
Como dizes tu: mostra-nos o Pai?" 
Quem vê Jesus, vê o Pai. O representante visível do Deus invisível é Jesus. 
Não seria o 1º Adão, que falhou, não foi Noé, Abraão, Isaque, Jacó, sequer José, não foi Saul, não foi Davi, não foi Salomão, foi Jesus. 
O representante perfeito do Deus invisível. 
Quem vê a mim, vê o Pai. 
Jesus representou perfeitamente o Pai.
Hebreus, capítulo 1, corrobora exatamente isso. 
 Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes e de muitas maneiras aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. 
Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas, tendo-se tornado tão superior aos anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles.
 Jesus Cristo é o representante visível do Deus invisível. 
De que todo o projeto da criação não tinha como foco Adão, mas o 2º Adão. De que tudo que aconteceu ao longo da história tinha como objetivo revelar o Senhor da história. 
Não foi plano B, foi sempre plano A. 
Mas tudo que aconteceu, aconteceu para que apontasse para Jesus Cristo na expressão exata de quem Deus é.
Bom, Jesus Cristo deixa isso claro, a sua identidade com o Pai, fazendo para nós um importante apontamento aqui. 
Jo 14.10-11 Não creis que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não digo por mim mesmo, mas o Pai que permanece em mim faz as suas obras. Crede-me que eu estou no Pai e o Pai crê em mim; crede ao menos por causa das mesmas obras.
Jesus mostra e aponta que a sua identidade com o Pai, de ser a expressão exata de quem Deus Pai é, tem a ver com as suas obras, o que ele faz. Agora parece que as coisas começam a fazer sentido e nós precisamos conectar pontos importantes para não limitarmos o aconselhamento bíblico a simplesmente uma receita de bolo. A não propormos absolutamente nada, como, por exemplo, uma, uma terapia cristianizada, não é isso. 
É o ministério da palavra, é o ministério daquele que representa visivelmente o Deus invisível, a expressão exata da glória de Deus, de que, se nós vamos viver para a glória de Deus, como resposta a pergunta, a 1ª pergunta do Breve Catecismo propõe para nós.... de gozar de Deus para sempre, não vai ser feito … não vai ser desconectado .. da pessoa do Senhor Jesus Cristo, o 2º Adão. Note como isso é diferente de qualquer outra proposta simplesmente para mudança de comportamento ou para garantir felicidade na Terra. 
Nós estamos começando a olhar agora que a chave para o entendimento do dilema, inclusive, do Antigo Testamento, de que Deus que perdoa a iniquidade, mas não inocenta o culpado, está em Cristo Jesus, na sua pessoa e no seu sacrifício em nosso lugar. Sim, ele perdoou o meu pecado, não inocenta o culpado porque ele se fez pecado em meu lugar. 
E, se vocês me amarem, vocês vão guardar os meus mandamentos
E Jesus prossegue agora, dando informações importantes para aquilo que viria a ser a comunidade dos discípulos, a Igreja do Senhor Jesus Cristo. 
 Versículo 23, João, capítulo 14: "Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada". João, capítulo 15, versículo 3: "Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado". 
 
"Permanecerei em mim, eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim". 
 
Versículo 11, João, capítulo 15: "Tenho-vos dito essas coisas para que o meu gozo seja esteja em vós, e o vosso gozo seja completo". 
Jesus agora tá com esse grupo de discípulos confusos, esses grupos de discípulos perdidos, procurando um caminho, tentando entender o que Jesus quis dizer com "Eu sou o caminho, a verdade e a vida", ainda tentando digerir a resposta que Filipe recebeu. 
 "Quem vê a mim, vê o Pai". 
 Eles estão diante do representante visível do Deus invisível. 
 O próprio Deus tabernaculou e morou entre nós. 
 E agora ele está dizendo que, se você guardar a minha palavra, eu e o Pai viremos fazer morada em você. Uma comunhão especial, por meio da palavra de Jesus Cristo, que nos purifica, João 15.3 “3 Vocês já estão limpos por causa da palavra que lhes tenho falado.” , e que, no meio de tudo isso, o Senhor Jesus Cristo está dizendo, não para deixar os discípulos confusos, mas para que a alegria deles seja completa. Os discípulos estão ouvindo isso. 
 Jesus, inclusive, antecipa de que vocês não vão entender nada até a ressurreição. Eles olham para Jesus e dizem: "Ressurreição, o quê?" Eles sequer conseguem compreender ressurreição. O vislumbre que eles têm talvez seja aí de algumas histórias de alguns profetas, o que eles viram da ressurreição de Lázaro. Eles estão muito confusos. 
 
E aí Jesus Cristo está dizendo para eles, que ele precisa subir. E que, se ele não subir, o Consolador não vem. 
 
E aí nós vemos a importância da obra completa de Jesus Cristo, não só a sua morte, sua ressurreição, como a sua ascensão. 
Ele subiu aos céus para que viesse o Espírito Santo. O Espírito Santo veio, abriu o entendimento dos discípulos, e agora tudo começa a fazer sentido. 
Irmãos quando aconselhamos a obra de Deus precisa estar clara em nossa mente
De que Gênesis a Malaquias apontava para Jesus Cristo, de que Mateus a Apocalipse nos fala de Cristo Jesus, de que a Bíblia aponta para o representante visível do Deus invisível. De que, se eu e você vamos caminhar para vivermos o projeto que Deus fez e estabeleceu para nós, de sermos representantes visíveis do Deus invisível, não vai ser na força do 1º Adão, vai ser no poder transformador do 2º Adão, quando eu e você formos novas criaturas e somos pela fé em Cristo Jesus. 
E essas novas criaturas, elas têm o ministério da reconciliação. E é esse ministério da reconciliação, em 2Co5, que foi confiado para mim e para você. É esse ministério da reconciliação que nós exercitamos no aconselhamento bíblico, de que eu não estou dando dicas para que pessoas vivam um casamento melhor, eu não estou dando dicas para que você tenha uma saúde emocional melhor, eu não estou dando dicas para que você conquiste a próxima benção ou que você desfrute das bênçãos que o Senhor pode dar. Nós estamos ministrando a palavra para que você desfrute do Senhor da palavra e que você seja transformado de acordo com o caráter do Senhor da palavra. 
 
E isso é o ministério do aconselhamento bíblico. 
E ser transformado de acordo com o caráter do Senhor da palavra implica que certas coisas que você faz no seu casamento, você vai precisar de deixar de fazer para a glória de Deus. E você vai se apropriar da graça de Deus. 
De que a sua saúde emocional está um caco porque você vive por desejos errados, seus tesouros são errados. 
Então, nós vamos ministrar a palavra de Deus, reconciliando o homem com Deus, por causa de Jesus Cristo, o representante visível do Deus invisível. 
E isso é aconselhamento bíblico. Não resuma o aconselhamento bíblico ao entendimento superficial do comportamento humano, a explicações humanistas das suas motivações, alheios à revelação da palavra de Deus. Isso não é aconselhamento bíblico. 
Bom, o aconselhamento, então, tem um objetivo bem claro: é Cristo em nós.
Era por isso que o Apóstolo Paulo, em GL4.19, sofria as dores do parto até que Cristo seja forjado em cada um de vós. 
 
Você, como conselheiro bíblico, ministro da palavra, não tem outro objetivo senão ver Cristo forjado em nós. 
Apesar das circunstâncias do casamento do seu aconselhado, apesar do estado emocional do seu aconselhado, e aqui eu não estou dizendo que esses objetivos não são desejáveis, o que eu estou dizendo é que esse não é o objetivo. O objetivo do aconselhamento bíblico, de acordo e revelado com a palavra de Deus, a partir da cosmovisão cristã, é que Cristo Jesus seja forjado em nós. 
Assim, o dilema do Antigo Testamento é solucionado. 
Como pode um Deus misericordioso perdoar a iniquidade sem inocentar o culpado? Bom, a não ser que ele providencie um substituto para o culpado. Aí, ele perdoa a minha transgressão e ele assim o fez. 
 Como? 
Ele entrou na história. O criador da criação entrou na criação. 
Esse é o palco da redenção. 
Ele fez uma intervenção amorosa e pessoal na nossa história. 
Ele assumiu o nosso lugar. 
Ele viveu uma vida que eu e você não conseguimos viver. Ele morreu a morte que deveríamos morrer. 
E ele nos deu o ministério da reconciliação. 
É dado isso para os discípulos, em João, capítulo 15. Os discípulos estão ouvindo isso. Eles estão ouvindo o que Jesus está dizendo: "Olha, você vai ouvir a minha palavra, você vai ser purificado e o Pai e eu vamos habitar em você. 
Olha, eu tô dizendo essas coisas para que a sua alegria seja completa". 
 
João tá ouvindo isso. 
Jesus Cristo sobe aos céus, o Espírito Santo vem, torna a memória todas as coisas que eles ouviram. 
Agora faz sentido. 
João registra isso. Não só registra isso, como agora ele proclama isso. 
1Jo1.1-4, nós vemos agora o, o discípulo João, comunicando as mesmas coisas para a 1ª geração de discípulos, que não conviveram com Jesus carinhoso, encarnado em Terra. diz: "O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam com respeito ao Verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada); o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros". 
Bom, João descreve, nos versículos 1 e 2, a experiência apostólica. 
Você já refletiu coisas assim? 
"Olha, eu queria ter visto. Eu queria ter visto Jesus multiplicar os pães. Eu queria ter visto a ressurreição de Lázaro. Eu queria ter visto Jesus ressurreto. Aí sim, eu nunca mais duvidaria na minha fé". 
Bom, isso revela um pouco da incredulidade do nosso coração sobre a natureza da nossa fé e da revelação de Deus na palavra. 
Porque é exatamente essa experiência, é tudo aquilo que João viu, que ele testemunhou, que ele viu com os seus olhos, que ele ouviu com os seus ouvidos, que agora ele anuncia para essa 1ª geração de discípulos. Com que objetivo? "Eu digo essas coisas para que você tenha comunhão conosco". vs3
"Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo". É óbvio, João ouviu as palavras de Jesus, foi purificado por elas, ele creu, ele guardou os mandamentos de Jesus e agora ele tem comunhão com o Pai e com o Filho.
Ele proclama para a 1ª geração de discípulos. proclamando as palavras de Jesus, faria com que essa 1ª geração de discípulos, ouvindo a palavra de Jesus, recebessem com fé e que tivessem comunhão com João, que é com o Pai e com o Filho. 
Ou seja, forma-se uma corrente, uma corrente de discipulado. 
Com que objetivo? Com o mesmo objetivo de João, capítulo 15. 
João 1:4 diz: "Essas coisas, pois, vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa". 
Meus irmãos, o aconselhamento bíblico é a continuidade do ministério da Palavra de Deus, destacando seu poder criador, purificador e transformador.
Ela está criando uma comunidade de fé que participa da mesma experiência apostólica vivida pela igreja primitiva.
Em tempos de confusão sobre "experiências apostólicas", o pregador esclarece: ao ouvirmos a Palavra pregada, ensinada ou aconselhada não se trata apenas de relatos históricos do passado, mas do próprio Deus falando conosco hoje
No aconselhamento bíblico, a pessoa aconselhada está ouvindo diretamente a voz de Deus — o Deus que cria do nada, dá forma ao informe, enche o vazio e transforma realidades.
Resultados práticos: vidas sem propósito ganham sentido; relacionamentos deformados são moldados pelo caráter de Cristo.
Sabem meus irmãos - Temos em mãos a fonte de esperança que transforma vidas e histórias . Por isso, devemos , ministrar e aconselhar a Palavra com o objetivo claro de abrir a Bíblia com coragem e ver Cristo formado na vida daqueles que necessitam, do aconselhado.
O ministério da Palavra (incluindo o aconselhamento bíblico) é o meio pelo qual o Deus vivo e criador continua falando e transformando pessoas hoje, formando nelas a imagem de Cristo.
 
Quando Jesus Cristo deixa para nós a grande comissão de fazermos discípulos, ensinando-os a guardar tudo aquilo que eu vos tenho ensinado. Porque nós somos propriedade peculiar do Senhor, nação santa, guardando a palavra do Senhor que expressa o seu caráter, assim crescemos a semelhança de Jesus, que é a expressão exata de quem Deus é. Nós vamos encher a terra com a glória de Deus, como? 
Por meio da proclamação da palavra,
por meio de um povo crescendo a semelhança do caráter de Jesus. 
 E isso é discipulado, e é aí que o aconselhamento entra. 
Colossenses 1.28 “28 Este Cristo nós anunciamos, advertindo a todos e ensinando a cada um em toda a sabedoria, ..
Que sabedoria é essa? 
Não é a mente de Salomão, é a mente de Cristo, Cl2.3, compreendendo plenamente o mistério de Deus em Cristo, em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos. É na mente de Cristo que toda a sabedoria se encontra. É lá que está. 
Paulo entendia seu ministério como anunciar e ensinar com sabedoria para formar Cristo na vida das pessoas. Seu único objetivo era apresentar cada um maduro em Cristo, e por isso ele se empenhava intensamente. O ministério da Palavra — incluindo o aconselhamento bíblico — exige esforço, cansaço e disposição para enfrentar conflitos e dificuldades reais. Lidar com os problemas humanos é árduo e muitas vezes desafiador, mas esse esforço não é em vão: ele acontece sustentado pela graça e pelo poder de Deus que opera eficazmente em quem serve.
O aconselhamento bíblico faz parte do anúncio de Cristo, pois advertir e orientar as pessoas é conduzi-las a Ele. Cristo é a revelação perfeita de Deus e a expressão concreta da Sua glória; por isso, alinhar o aconselhamento à glória de Deus significa levar as pessoas a crescerem à semelhança de Cristo. Assim, a glória de Deus deixa de ser abstrata e se torna visível na transformação do caráter, conforme Efésios 5:1, que chama os crentes a imitarem Deus imitando o caráter de Cristo. Esse é o alvo que deve ser claramente comunicado aos aconselhados.
Então nós nos perguntamos o que é aconselhamento bíblico. 
 Aconselhamento bíblico é o ministério particular da palavra de Deus, que anuncia Cristo Jesus na vida de um povo eleito, que por meio do poder do Espírito Santo, cresce em maturidade evidenciada por unidade de pensamento, harmonia de relacionamentos, fruto do Espírito, casamentos restaurados, filhos obedientes e bom testemunho com os de fora.
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O aconselhamento bíblico, ele é cristocêntrico, capacitado pelo Espírito Santo, é aplicação prática e terapêutica, no sentido de restauração das verdades bíblicas à vida da pessoa, através da instrução, correção e oração com o objetivo de levar a pessoa à maturidade. E maturidade aqui é definida com o caráter de Cristo. 
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Não desligue o aconselhamento bíblico do discipulado. 
O discipulado é esse processo, essa corrente que vimos ser formada com a semente de trigo que morre Jesus Cristo, nasce essa comunidade, e agora a palavra de Deus sendo proclamada vai criando pessoas semelhantes a Cristo Jesus. 
Discipulado intensivo. 
Bom, exemplos disso, Jesus caminhando com seus discípulos, mostra que seguir a Jesus significava fazer o que Jesus fez, replicar o seu ministério, e crer no que Jesus ensinava, obedecer a sua palavra. Nós vemos isso no relacionamento de Jesus com os discípulos. Como ele ensinava, como ele apontava para os discípulos, olha, siga o meu exemplo, creia no que eu digo, isso é ser discípulo. 
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Interessante quando olhamos para os inúmeros mandamentos no Novo Testamento marcados pelos uns aos outros. Esse investimento sacrificial nas vidas uns dos outros. Amar uns aos outros, preferir uns aos outros, instruir uns aos outros, admoestar uns aos outros. Nós somos instruídos a investir uns nas vidas dos outros. 
João 13, onde Jesus lava os pés dos seus discípulos vamos aos versículos 34 e 35, novo mandamento vos dou, que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros. Se tiverdes amor uns aos outros. 
 
1 Ts 5.11 e 14 
Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo
Exortamo-vos também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com todos. 
Um dos desafios que você vai ter no aconselhamento bíblico é discernir com quem você tá falando. Note, estou falando discernir com quem você está falando e não julgar com quem você está falando. Agora, é lógico que em algum momento você emite uma palavra, um pensamento de julgamento, mas não de acordo com os seus próprios pensamentos, mas de acordo com a palavra de Deus. 
 
Não é isso que Mateus, capítulo 7, nos proíbe. Então, se nós estamos diante de alguém que é insubmisso, o que cabe a nós é admoestação. Se nós estamos diante de alguém que está desanimado, cabe a nós consolo. Se nós estamos diante de alguém que é fraco, cabe a nós amparo. 
 
E ser longânimo com todos.
Se alguém desanimado, que ele seja encorajado. Se alguém fraco, que ele seja amparado, e com todos paciência. 
O aconselhamento bíblico vai requerer de você paciência. A mesma paciência que o Senhor tem demonstrado a você. A mesma paciência que o Senhor tem dado a você, você é chamado a demonstrar. 
Seja paciente. 
E assim nós vamos crescer na tarefa de ministros da reconciliação, de acordo com Segunda Coríntios, capítulo 5. 
Ministrando a palavra de Deus que nos aponta para o representante visível do Deus invisível, Jesus Cristo. Crescendo à semelhança de Cristo, e crescendo à semelhança do caráter de Cristo, vamos representar visivelmente o Deus invisível. E assim enchendo esse planeta com a glória de Deus, vivendo para a glória de Deus. 
Fazendo discípulos. 
E onde a glória de Deus não é conhecida, existe uma oportunidade do nosso ministério, ministério do aconselhamento. 
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