4- Nascido em Humilhação

Deus Entre Nós | A Intervenção Divina  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Nascido em Humilhação | Deus entre nós

Filipenses 2.5–8
5. Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar de Cristo Jesus,
6. que, mesmo existindo na forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus algo que deveria ser retido a qualquer custo.
7. Pelo contrário, ele se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos seres humanos. E, reconhecido em figura humana,
8. ele se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.

Deus interveio não pela força, mas pela humildade.

Nascer neste mundo para Jesus foi um exercício de auto humilhação.

Karl Barth: “A encarnação do Filho de Deus é, em si mesma, o grande ato da humilhação divina.”

John Stott: “A manjedoura e a cruz pertencem ao mesmo movimento de auto-humilhação.”

Jurgen Moltmann: “Na encarnação, Deus escolhe voluntariamente entrar na condição humana marcada por fraqueza e sofrimento.”

Filipenses ensina sobre as atitudes de Jesus para realizar tal intervenção.

Kenosis

Kénosis (do grego κένωσις – kénōsis, “esvaziamento”) é um conceito bíblico-teológico que descreve o autoesvaziamento voluntário do Filho de Deus ao se encarnar, assumindo plenamente a condição humana para cumprir a obra da redenção.

O que aprendemos sobre a atitude de Jesus em seu autoesvaziamento?

1- IDENTIDADE NÃO PRECISA SER PROVADA

“Sendo em forma de Deus…” (Fp 2.6)
Deus não precisava afirmar sua glória, defendê-la ou usá-la para si.
Segurança na identidade precede humildade verdadeira.
Insegurança com sua própria identidade é que provoca atitudes de orgulho, vaidade e autoafirmação.

Quem sabe quem é em Deus não precisa se exaltar diante dos homens.

Aplicação:
O orgulho nasce da insegurança espiritual.
A humildade nasce da certeza de pertencimento.

2- RENÚNCIA É A ATITUDE DOS VERDADEIROS SERVOS

“Esvaziou-se a si mesmo…” (Fp 2.7)

Ex.: Conhece alguém só fica satisfeito tendo razão em tudo? Ela nunca quer perder nada, nem uma discussão.

Kénosis não é perda de divindade, mas renúncia de privilégios.
Jesus abre mão de:
Glória visível
Direitos
Status
Ele escolhe o caminho do serviço.

O amor verdadeiro sempre envolve renúncia.

Aplicação:
Não há serviço cristão sem abrir mão de conveniência.
O Reino avança quando escolhemos servir, não ser servidos.

3- A ENCARNAÇÃO COMO EXPRESSÃO DO AMOR

“Assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens…” (Fp 2.7)
Deus não salva à distância.
Ele entra na história, toca a dor humana, caminha conosco.
A encarnação revela um Deus acessível, próximo, presente.

Deus transforma o mundo entrando nele, não fugindo dele.

Aplicação:
A igreja continua a kénosis quando se aproxima das pessoas.
Missão não é isolamento, é presença encarnada.

4- A OBEDIÊNCIA QUE VAI ATÉ O FIM

“Humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte…” (Fp 2.8)
A kénosis atinge seu ápice na cruz.
Obediência parcial não é obediência bíblica.
Jesus não escolheu o caminho mais fácil, mas o mais fiel.

O custo da obediência revela o valor da nossa fé.

Aplicação:
Muitas vezes queremos o Reino sem a cruz.
Deus nos chama a fidelidade, mesmo quando dói.

CONCLUSÃO

1- Quem se reconhece em Deus não precisa lutar por reconhecimento humano.
2- O Reino de Deus avança quando abrimos mão de privilégios para viver o amor.
3- Deus não salvou o mundo à distância, Ele entrou na nossa história. Precisamos entrar na história daqueles que queremos alcançar.
4- A obediência verdadeira não evita o sacrifício.
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