DO BERÇO À MESA: O AMOR QUE SE DEU POR NÓS
Natal, Christmas • Sermon • Submitted • Presented
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Texto Base: Lucas 2.10–11; 1 Coríntios 11.23–26
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
Amados irmãos, estamos vivendo um tempo muito especial. Faltam apenas duas semanas para o Natal, período em que o mundo se prepara para celebrar o nascimento de Jesus. Luzes, músicas, presentes, reuniões familiares… tudo isso aponta para algo maior, ainda que muitas vezes de forma superficial.
Hoje, porém, o Senhor nos concede um privilégio ainda mais profundo: celebrar a Ceia do Senhor.
O Natal nos lembra que Deus se fez carne.
A Ceia nos lembra que essa carne foi entregue por nós.
O berço aponta para a cruz.
A manjedoura aponta para a mesa da comunhão.
Hoje, somos convidados a contemplar Cristo do nascimento ao sacrifício, do presépio à cruz, da cruz à mesa.
I. O NATAL REVELA UM DEUS QUE SE APROXIMA
I. O NATAL REVELA UM DEUS QUE SE APROXIMA
(Lucas 2.10–11)
(Lucas 2.10–11)
“Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.”
“Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.”
O Natal não começa com presentes, mas com uma boa notícia:
👉 Deus não ficou distante. (Emanuel)
👉 Deus não enviou apenas uma mensagem.
👉 Deus veio pessoalmente.
Jesus nasceu humilde, vulnerável, dependente. O Criador entrou na criação. O Eterno entrou no tempo. O Santo entrou num mundo quebrado.
1 O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam — isto proclamamos a respeito da Palavra da vida.
2 A vida se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada.
Isso nos ensina algo essencial:
🔹 Deus não nos salva à distância.
🔹 Ele entra na nossa realidade, na nossa dor, na nossa história.
Mas o Natal não é o fim da história. É apenas o começo.
II. O NATAL APONTA PARA UM PROPÓSITO MAIOR: A CRUZ
II. O NATAL APONTA PARA UM PROPÓSITO MAIOR: A CRUZ
Jesus não nasceu apenas para nos emocionar.
Ele nasceu para morrer.
A manjedoura já carregava a sombra da cruz.
Os panos que envolveram o bebê antecipavam o lençol do sepulcro.
Cristo veio com um propósito claro:
“O Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” (Lucas 19.10)
“O Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” (Lucas 19.10)
Não celebramos apenas um nascimento, mas uma missão redentora.
E essa missão encontra sua expressão mais clara naquilo que celebramos hoje: a Ceia do Senhor.
III. A CEIA NOS LEMBRA DO PREÇO DO AMOR
III. A CEIA NOS LEMBRA DO PREÇO DO AMOR
“Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.”(1 Coríntios 11.23–24)
“Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.”(1 Coríntios 11.23–24)
Na Ceia, o Cristo que nasceu em Belém nos diz:
👉 “Este corpo que um dia foi colocado numa manjedoura, agora é entregue por vocês.”
O pão nos lembra que:
O corpo foi ferido
Isaiah 53:4–12 “4 Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças; contudo nós o consideramos castigado por Deus, por Deus atingido e afligido. 5 Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. 6 Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós. 7 Ele foi oprimido e afligido; e, contudo, não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca. 8 Com julgamento opressivo ele foi levado. E quem pode falar dos seus descendentes? Pois ele foi eliminado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo ele foi golpeado. 9 Foi-lhe dado um túmulo com os ímpios, e com os ricos em sua morte, embora não tivesse cometido nenhuma violência nem houvesse nenhuma mentira em sua boca. 10 Contudo, foi da vontade do Senhor esmagá-lo e fazê-lo sofrer, e, embora o Senhor tenha feito da vida dele uma oferta pela culpa, ele verá sua prole e prolongará seus dias, e a vontade do Senhor prosperará em sua mão. 11 Depois do sofrimento de sua alma, ele verá a luz e ficará satisfeito; pelo seu conhecimento meu servo justo justificará a muitos, e levará a iniqüidade deles. 12 Por isso eu lhe darei uma porção entre os grandes , e ele dividirá os despojos com os fortes , porquanto ele derramou sua vida até a morte, e foi contado entre os transgressores. Pois ele levou o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu.”
O pecado foi levado (1 John 1:7)
A dívida foi paga (Rom.6:23)
O cálice nos lembra que:
O sangue foi derramado
A nova aliança foi selada
O perdão foi oferecido
Natal sem cruz é apenas sentimentalismo.
Ceia sem Natal perde seu significado.
Mas juntos, eles revelam o amor completo de Deus.
IV. A CEIA NOS CONVIDA À REFLEXÃO E À ESPERANÇA
IV. A CEIA NOS CONVIDA À REFLEXÃO E À ESPERANÇA
“Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.”(1 Coríntios 11.26)
“Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.”(1 Coríntios 11.26)
A Ceia aponta para o passado, mas também para o futuro.
🔙 Olhamos para a cruz.
➡️ Olhamos para a volta de Cristo.
Celebrar a Ceia perto do Natal nos lembra que:
O Cristo que veio voltará
O Salvador que nasceu reinará
O Cordeiro que morreu virá como Rei
Por isso, a Ceia não é momento de pressa, mas de:
Autoexame
Arrependimento
Gratidão
Renovação da fé
V. A MESA DO SENHOR É UM CHAMADO À TRANSFORMAÇÃO
V. A MESA DO SENHOR É UM CHAMADO À TRANSFORMAÇÃO
A Ceia não é apenas um símbolo; é um chamado.
👉 Chamado à reconciliação
👉 Chamado à santidade
👉 Chamado ao amor prático
👉 Chamado a viver como quem foi alcançado pela graça
Não faz sentido celebrar o Cristo que se entregou se continuamos vivendo para nós mesmos.
O Natal nos lembra que Ele veio por nós.
A Ceia nos desafia a viver para Ele.
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
Hoje, ao nos aproximarmos da mesa do Senhor, façamos isso com reverência e alegria.
Lembremos:
Do bebê que nasceu
Do homem que viveu sem pecado
Do Salvador que morreu
Do Senhor que ressuscitou
Do Rei que voltará
Que este culto, às portas do Natal, não seja apenas uma celebração religiosa, mas um reencontro profundo com Cristo.
(Equipe de louvor & diáconos)
TRANSIÇÃO PARA A CEIA
TRANSIÇÃO PARA A CEIA
Agora, irmãos, vamos nos preparar para a Ceia do Senhor.
Ore, examine seu coração, confesse seus pecados e agradeça.
A mesa está posta não porque somos dignos,
mas porque Ele é gracioso.
Amém.
