Parceria que ora e frutifica
Filipenses - A alegria que permanece • Sermon • Submitted • Presented
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· 4 viewsBig Idea: “A alegria que permanece nasce de uma parceria espiritual onde Deus é quem começa, sustenta e completa a obra.” Proposição: O verdadeiro parceiro do evangelho é aquele que ora, ama e confia no Deus que trabalha até o fim.
Notes
Transcript
Texto: Filipenses 1.1–11 (NAA)
Tema geral: Deus inicia e completa a boa obra naqueles que participam do evangelho.
INTRODUÇÃO CRIATIVA (com contexto histórico)
Imagine que você está numa cela fria em Roma.
O chão é de pedra, o ar cheira a ferrugem,
e o único som constante é o das correntes presas ao seu tornozelo.
Agora imagine que, mesmo assim, você pega uma pena e começa a escrever…
não uma reclamação, mas uma carta de alegria.
Foi assim que o apóstolo Paulo escreveu aos irmãos da cidade de Filipos —
uma comunidade que havia nascido de forma improvável.
👉 Uma mulher bem-sucedida chamada Lídia, que vendia púrpura, abriu o coração e a casa para o evangelho.
👉 Uma jovem possessa foi liberta.
👉 Um carcereiro endurecido chorou e perguntou: “Senhores, que devo fazer para ser salvo?”
Essas três pessoas — tão diferentes — foram os primeiros membros da igreja de Filipos (Atos 16).
Filipos era uma colônia romana, orgulhosa de sua cidadania.
Vestiam-se como romanos, falavam latim e eram fiéis a César.
Mas Deus plantou ali uma igreja que declarou:
“Nosso Senhor não é César — é Cristo.”
Anos depois, Paulo está preso por pregar esse Cristo.
Mas quando recebe notícias e uma oferta daquela pequena igreja, seu coração se enche de gratidão.
Em vez de pedir ajuda, ele envia uma carta cheia de encorajamento e alegria — a carta aos Filipenses.
Essa carta fala de alegria que não depende das circunstâncias,
de unidade em meio às diferenças,
e de uma fé que transforma cada prisão em púlpito.
E o texto que estudaremos hoje (Fp 1.1–11) é como o prefácio dessa sinfonia:
Paulo abre o coração, agradece a parceria, ora pelos irmãos e lembra que Deus é quem começa e completa a boa obra.
Big Idea:
“A alegria que permanece nasce de uma parceria espiritual onde Deus é quem começa, sustenta e completa a obra.”
Proposição:
O verdadeiro parceiro do evangelho é aquele que ora, ama e confia no Deus que trabalha até o fim.
CORPO (E.C.C.A.)
1. A GRATIDÃO QUE UNE CORAÇÕES
Paulo começa a carta como um pastor cheio de saudade e amor.
Ele diz:
Filipenses 1.3–6 (NAA)
“Dou graças ao meu Deus por tudo que recordo de vocês, fazendo sempre, com alegria, súplicas por todos vocês, em todas as minhas orações, pela cooperação de vocês no evangelho, desde o primeiro dia até agora. Estou certo de que aquele que começou boa obra em vocês há de completá-la até o Dia de Cristo Jesus.”
E – Exposição:
Paulo começa a carta com oração e alegria, não com lamento.
Ele está preso, mas sua mente está livre.
O motivo da alegria? A koinonía, a parceria no evangelho.
Essa palavra não significa apenas amizade — é participação ativa na missão.
Eles não apenas ouviam Paulo, eles caminhavam com ele.
E entao ele diz algo poderoso:
“Aquele que começou a boa obra há de completá-la.”
Deus não é apenas o autor, Ele é também o executor e o aperfeiçoador da obra.
Deus começou e Deus vai terminar.
C – Comprovação:
Salmo 138.8 – “O Senhor cumprirá o seu propósito em mim.”
João 15.5 – “Sem mim, nada podeis fazer.”
Colossenses 1.6 – “O evangelho está frutificando e crescendo em todo o mundo.”
C – Contextualização:
A igreja moderna precisa redescobrir o valor da parceria.
Não é sobre “meu ministério” ou “minha função”, mas sobre o evangelho de Cristo sendo proclamado juntos.
Assim como a PIBI e suas congregações (São Domingos, Campo do Brito, Moita Bonita) — Deus começou algo e Ele vai completar.
A – Aplicação:
• Seja grato pelas pessoas que caminham com você no evangelho.
• Ore por elas, celebre-as, abençoe-as.
• E creia: Deus nunca abandona obras pela metade.
Transição:
“A gratidão de Paulo nasce da certeza de que Deus trabalha, mesmo quando estamos acorrentados — ou cansados.”
2. A ORAÇÃO QUE MADURA O AMOR
(Transição serena)
Depois da gratidão, Paulo fala da oração.
Ele diz:
Filipenses 1.9–10 (NAA)
“E também faço esta oração: que o amor de vocês aumente mais e mais em conhecimento e em toda percepção, para que aprovem as coisas excelentes e sejam sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo.”
E – Exposição:
Paulo não ora por libertação, por prosperidade ou sucesso… mas por maturidade espiritual.
Ele quer ver o amor deles crescendo em conhecimento e discernimento.
Esse amor não é cego — é inteligente, equilibrado, santo.
O verbo “aprovar” significa “testar, examinar e escolher o que é excelente”.
Maturidade cristã é amar o que Deus ama e rejeitar o que não reflete Sua glória.
C – Comprovação:
Romanos 12.9 – “O amor seja sem hipocrisia; detestem o mal e apeguem-se ao bem.”
Efésios 3.17–19 – “Arraigados em amor, para conhecerem o amor de Cristo que excede todo entendimento.”
1 Coríntios 13.6 – “O amor se alegra com a verdade.”
C – Contextualização:
Nos dias de hoje, o “amor” é confundido com aprovação total.
Vivemos temos de amor raso.
Muitos dizem “amar”, mas amam de forma superficial.
O amor de Cristo não e permissivo, ele e transformador.
Ele abraça, mas também confronta.
Ele acolhe, mas também purifica.
Amor cristão não é emoção passageira — é decisão que reflete o caráter de Cristo.
A – Aplicação:
• Ore pedindo um amor maduro, que saiba discernir.
• Antes de reagir, pergunte: “Isso é excelente aos olhos de Deus?”
• Busque um amor que cresce em verdade e graça — como o de Cristo.
Transição:
“A oração verdadeira não pede conforto, pede transformação. É assim que o amor amadurece.”
3. A ESPERANÇA QUE GERA FRUTOS
(Transição serena)
E Paulo termina essa oração olhando para o futuro.
Ele escreve:
Filipenses 1.10–11 (NAA)
“Para que aprovem as coisas excelentes e sejam sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, cheios do fruto de justiça, que vem por meio de Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.”
E – Exposição:
Paulo está preso, mas o olhar dele esta no DIA DE CRISTO.
Ele não esta olhando para as correntes, esta olhando para a coroa.
E ele diz que o crente deve ser cheio de fruto, não apenas de folhas.
A vida cristã não é uma corrida de 100 metros, é uma maratona.
O alvo é o “Dia de Cristo”, quando Ele voltará.
E até lá, somos chamados a dar fruto — fruto de justiça.
Esse fruto não é mérito humano; vem por meio de Jesus Cristo.
O fruto e o caráter de Cristo sendo formado em nós.
E o objetIvo final? Glória e louvor de Deus.
C – Comprovação:
📖 João 15.8 – “Meu Pai é glorificado nisto: que vocês deem muito fruto.”
📖 Gálatas 5.22–23 – “O fruto do Espírito é amor, alegria, paz…”
📖 Tito 3.14 – “Aprendam a praticar boas obras, a fim de não serem infrutíferos.”
C – Contextualização:
O cristão maduro não mede sucesso por visibilidade, mas por frutificação.
A verdadeira alegria vem quando sabemos que
nossas vidas produzem algo eterno.
A igreja que cresce em amor e fidelidade brilha como luz em uma cidade pagã — como Filipos, como Itabaiana.
A – Aplicação:
• Viva com os olhos no Dia de Cristo.
• Peça a Deus que sua vida gere frutos visíveis — não apenas folhas religiosas.
• Seja achado cheio de fruto e não de desculpas.
O fruto não e para exibição - é para adoração.
Não é para aplausos - é para a Glória de Deus.
A pergunta que fica é:
O que Deus pode colher da minha vida essa semana?
Transição:
“Quem ora como Paulo termina frutificando como Cristo — porque toda boa obra começa, cresce e floresce em Deus.”
CONCLUSÃO MEMORÁVEL
Paulo nos mostra que a alegria verdadeira não depende das circunstancias.
Depende de quem começou a boa obra.
Quando temo gratidão, reconhecemos que Deus esta trabalhando.
Quando temos oração, amadurecemos em amor.
Quando temos esperança, damos fruto para a glória de Deus.
Frase final:
E a frase que ecoa no coração de Paulo ate hoje é essa:
“A alegria do crente não vem das circunstâncias, mas da certeza de que Deus está trabalhando — e Ele nunca deixa obras pela metade.”
ORAÇÃO DE ENTREGA
“Senhor, obrigado porque começaste uma boa obra em nós.
Ensina-nos a orar com amor maduro, a viver com gratidão,
e a frutificar para a Tua glória.
Que a nossa parceria no evangelho continue até o Dia de Cristo.
Em nome de Jesus, amém.”
