ALICERÇADOS NA PALAVRA DE DEUS

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Este sermão fala da importância de se conhecer as doutrinas distintivas bíblicas e de se construir a base espiritual na rocha, que é Cristo. O tempo em que vivemos são desafiadores, onde todo vento de doutrina tem de levar as pessoas para um caminho instável e inseguro, representado pelo homem insensato que construiu a sua casa [espiritual] sobre a areia.

Notes
Transcript

Desafios no tempo do Fim

NOVO HINÁRIO ADVENTISTA:
Hino Inicial: 223 (Há um Dever)
Hino Final: 219 (Da Igreja o Fundamento)
TEMA: Preparação para o tempo do fim
PROPÓSITO: Falar da importância de se estar alicerçado no conhecimento e vivência da Palavra de Deus nos últimos tempos.
TEXTO BÍBLICO: Mateus 7:24-27
Mateus 7.24–27 ARA
24 Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; 25 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. 26 E todo aquele que ouve estas Minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; 27 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.

INTRODUÇÃO:

ILUSTRAÇÃO:
Uma das obras arquitetônicas medievais mais conhecidas é a Torre de Pisa, na Itália, que se tornou mundialmente famosa por sua acentuada inclinação. O fundamento da torre começou a ser construído em agosto de 1173, mas a torre em si, como a conhecemos hoje, só foi concluída cerca de 200 anos mais tarde, devido a várias interrupções. Ela possui sete andares regulares e um oitavo andar com uma circunferência menor, que abriga um campanário com vários sinos. Com uma altura de quase 60 metros desde o fundamento até o topo, ela pesa aproximadamente 14.500 toneladas.
A torre foi construída em um terreno pouco firme, composto basicamente de argila mole com algumas camadas intermediárias de areia. Já durante a construção o terreno começou a ceder. A inclinação atual (no início do século 21) é de cerca de 5,5 graus na direção sul, levando o sétimo andar a se projetar aproximadamente 4,5 metros sobre o primeiro. Muitos esforços têm sido feitos para evitar que a torre acabe tombando. (“La Torre di Pisa: official web site”, http://torre.duomo.pisa.it/index_eng.html, abril de 2003.)
Como a Torre de Pisa corre o risco de tombar por não ter sido construída em um terreno sólido, também a vida espiritual de muitos professos cristãos acabará ruindo por não estar alicerçada sobre a Palavra de Deus. Tão importante é esse aspecto que Cristo concluiu o Seu famoso Sermão do Monte com a seguinte analogia encontrada em Mateus 7:24-27: “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.”
TESE: A igreja e seus membros precisam estar edificados sobre a rocha, que é Cristo.

I - Os grandes desafios do tempo do fim

A) Cristo menciona duas vezes em Sua analogia dos dois fundamentos
1. “Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa” (Mt 7:25, 27)
a) As estratégias satânicas para nos levar à perdição são aqui descritas em termos de fortes tempestades envolvendo chuvas torrenciais, enchentes assoladoras e vendavais impetuosos.
b) Somos advertidos por inspiração divina que tais tempestades se intensificariam no tempo do fim.
2. “Todo vento de [falsas] doutrinas estará soprando”
a) A figura do vento é associada na Bíblia tanto à obra do Espírito Santo como às contrafações satânicas. Em João 3:8 encontramos a seguinte declaração de Cristo:
João 3.8 ARA
8 O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito.
b) Mas em Efésios 4:14, Paulo adverte:
Efésios 4.14 ARA
14 para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.
c) A expressão de Mateus 7:25, 27 “sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa” se refere indiscutivelmente à atuação destrutiva dos agentes satânicos
d) Referindo-se aos últimos dias da história humana, Ellen White declara que:
“[...] o tempo está se aproximando rapidamente quando haverá grande perplexidade e confusão. Satanás revestido de vestes angelicais enganará, se possível, os próprios eleitos. Haverá muitos deuses e muitos senhores. Todo vento de doutrinas estará soprando [Ef 4:14].” Ellen G. White, Testimonies for the Church, vol. 5, p. 80).
e) Esses ventos de falsas doutrinas não estariam soprando apenas no mundo em geral, mas penetrariam no seio da própria igreja (cf. At 20:29), pois a intenção satânica é “enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt 24:24)
f) Existe uma verdadeira avalanche de falsas doutrinas e interpretações pessoais buscando se infiltrar na igreja através de contatos pessoais, publicações particulares e alguns sites na Internet
g) Muitos membros da igreja têm sucumbido diante desses desafios pelo fato de exporem-se a tais materiais sem possuírem um conhecimento mais aprofundado das doutrinas bíblicas (Mt 13:18-23)
h) Em nome da democracia social e da liberdade individual, eles estão se aventurando no terreno encantado de Satanás sob a teoria de que devem buscar um conhecimento superior que ainda não possuem (Gn 3:1-7)

II - “Os membros da igreja serão individualmente provados”

A) Na analogia dos dois fundamentos aparecem as expressões “todo aquele, pois, que...” e “todo aquele que...” (Mt 7:24, 26)
1. Essas expressões deixam claro que o processo de construir sobre a “rocha” ou sobre a “areia” é uma questão individual que cada cristão deve decidir por si mesmo
a) A inspiração nos adverte que
Os membros da igreja serão individualmente provados. Serão colocados em circunstâncias em que se verão forçados a dar testemunho da verdade. Muitos serão chamados a falar diante de concílios e em tribunais de justiça, talvez separadamente e sozinhos. A experiência que os haveria ajudado nesta emergência, negligenciaram obter, e sua alma se acha opressa de remorsos pelas oportunidades desperdiçadas e os privilégios que negligenciaram.” Ellen G. White, Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 164.
b) Sendo esse o caso, não seria esse o tempo oportuno de construirmos a nossa casa espiritual “em Deus a minha forte rocha e o meu refúgio” (Sl 62:7)?
c) Não deveríamos buscar hoje um conhecimento mais profundo da Palavra de Deus?
d) Não deveríamos conhecer melhor o fundamento bíblico da nossa mensagem distintiva?
e) Não deveríamos também permitir que esse conhecimento exerça uma influência santificadora sobre a nossa vida (Jo 17:17)?

III - “Muitos hão de sair de nós”

A) A casa caiu
1. Em Mateus 7:27 é dito que a casa construída sobre a areia, não tendo um fundamento sólido, “desabou, sendo grande a sua ruína”
a) A inspiração divina nos adverte que
“Muitos hão de sair de nós, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios. ... Levantar-se-ão falsos profetas e enganarão a muitos. Será sacudido tudo quanto possa ser sacudido. Ellen G. White, Evangelismo, p. 363.
“Quando o tempo de prova vier, revelar-se-ão os que fizeram da Palavra de Deus sua regra de vida. No verão, nenhuma diferença se nota entre os ciprestes e as outras árvores; mas, ao soprarem as rajadas hibernais, aqueles permanecem inalteráveis, enquanto estas perdem a folhagem. Assim aquele que com coração falso professa a religião, pode agora não se diferençar do cristão verdadeiro; está, porém, justamente diante de nós o tempo em que a diferença aparecerá. Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 602.
Permanecer em defesa da verdade e justiça quando a maioria nos abandona, ferir as batalhas do Senhor quando são poucos os campeões – essa será nossa prova. Naquele tempo devemos tirar calor da frieza dos outros, coragem de sua covardia, e lealdade de sua traição.” Ellen G. White, Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 31.

IV - Quão sólido é o seu fundamento?

A) É indispensável que a Igreja Adventista do Sétimo Dia tenha a sua identidade doutrinária bem definida para sobreviver aos ataques finais do maligno
1. Mas essa identidade só será efetiva para nós se cada um individualmente, como membros da igreja, estivermos comprometidos com a mensagem adventista que nos caracteriza
2. Edificados sobre a areia
a) Em Mateus 7:26- 27 somos advertidos:
Mateus 7.26–27 ARA
26 E todo aquele que ouve estas Minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; 27 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.
b) Muitos professos cristãos têm ofuscado o seu compromisso pessoal com a Palavra de Deus, expondo-se ao sensualismo e ao misticismo que permeiam a literatura secular, as músicas profanas, os programas de televisão, as artes cinematográficas e a Internet.
c) A arte do entretenimento e as comunicações modernas estão nos absorvendo a ponto de não termos mais tempo para as nossas prioridades espirituais.
d) Muitos lamentarão ante o tribunal de Cristo que não tiveram tempo para ser cristãos!
e) É lamentável que muitos membros da igreja estão hoje bem mais familiarizados com os astros das novelas e dos esportes do que com as mensagens dos profetas do Senhor!
f) Eles estão construindo sua casa espiritual e moral sobre a areia movediça das ideologias humanas.
g) Essa casa certamente ruirá, pois eles “não acolheram o amor da verdade para serem salvos” (2Ts 2:10)
3. Edificados sobre a rocha
a) Antes de apresentar a analogia dos dois fundamentos, Cristo havia afirmado em Mateus 7:21:
Mateus 7.21 ARA
21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
b) Logo a seguir, em Mateus 7:24-25, Cristo acrescentou:
Mateus 7.24–25 ARA
24 Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; 25 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha.
c) Cristo é identificado em 1Pedro 2:1-8 como a “pedra angular” (v. 6) e a “rocha” (v. 8) sobre a qual devemos edificar a nossa “casa espiritual” (v. 5).
d) Mas a analogia dos dois fundamentos mencionada em Mateus 7:24-27 conspira contra a teoria popular de uma casa espiritual construída apenas sob um relacionamento subjetivo com Cristo, sem um compromisso mais efetivo com a vontade de Cristo.
e) É evidente, portanto, que
“Os que pensam não ser importante se creem na doutrina, contanto que creiam em Jesus Cristo, encontram-se em terreno perigoso”. Ellen G. White, Cristo Triunfante, Meditações Matinais 2002, pág. 235.
f) Os que realmente construíram sua casa sobre a rocha são identificados em Mateus 7:24 como aqueles que conhecem os ensinos de Cristo e os praticam.
g) Isso significa que tais pessoas possuem um relacionamento genuíno com Cristo e um compromisso pessoal com os ensinos de Cristo.
h) Esse compromisso é fundamental, pois, de acordo com o profeta Isaías,
Isaías 40.8 ARA
8 seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente.

V - Qual é o seu fundamento?

A) No livro Evangelismo, de Ellen White, págs. 363-364, encontramos a seguinte declaração:
“A luz que me foi dada tem acentuado deveras que muitos hão de sair de nós, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios. O Senhor deseja que toda alma que professa crer na verdade tenha um conhecimento inteligente do que seja a verdade. Levantar-se-ão falsos profetas e enganarão a muitos. Será sacudido tudo quanto possa ser sacudido. Não cumpre então a cada um compreender as razões de nossa fé? Em lugar de haver tantos sermões, deve haver mais acurado estudo da Palavra de Deus, abrindo as Escrituras texto por texto, e procurando as fortes evidências que apoiam as doutrinas fundamentais que nos trouxeram ao ponto em que nos encontramos hoje, sobre a plataforma da verdade eterna.
a) Isso nos leva a indagar: Qual o fundamento da nossa casa espiritual?
b) Está ela sendo construída sobre a rocha da Palavra de Deus ou sobre a areia movediça das ideologias humanas?
c) Não deveríamos solidificar o seu fundamento, antes que ela tombe diante das tempestades de falsas doutrinas que já estão soprando?
d) Não seria agora o momento oportuno para iniciarmos esse processo de solidificação?
e) É importante que tomemos a decisão de nos comprometermos com a Palavra de Deus.
f) Mas esse compromisso só se tornará efetivo se nos envolvermos em um plano específico de estudo sistemático das doutrinas bíblicas.

CONCLUSÃO:

Ivan Espíndola de Ávila, em seu livro A Bíblia, ao Longo do Caminho, p. 92-94, conta a história de Guilherme McPherson, que foi vítima de uma explosão aos 17 anos de idade, enquanto trabalhava em uma pedreira. Os médicos conseguiram salvar-lhe a vida, mas ele ficou sem braços e completamente cego. Sua grande frustração era não poder mais ler a Bíblia por si mesmo, tendo sempre que depender da boa vontade de outros.
Mas, certa ocasião, Guilherme ouviu o pastor de sua igreja relatar a experiência de uma idosa senhora entrevada que, não podendo mais segurar a Bíblia, a beijou, despedindo-se dela. A ideia de encostar os lábios na Bíblia levou Guilherme a crer que ele mesmo poderia voltar a ler as Escrituras se tão somente usasse a ponta da sua língua para aprender o método Braile de leitura para cegos.
Durante muito tempo Guilherme tocava com a ponta da língua e com os lábios os caracteres em alto relevo de sua Bíblia em Braile, para aprender a ler. Em muitas ocasiões as páginas ficaram manchadas de sangue, pelas feridas provocadas por esse método incomum de leitura. Mas aos 46 anos de idade, ele já havia lido quatro vezes a Bíblia completa para cegos, composta de 59 volumes grossos.

APELO:

A vida de Guilherme McPherson revela um amor incondicional às Escrituras Sagradas que deveria ser imitado por todos aqueles que estão se preparando para a volta de Cristo.
O mundo em que vivemos se caracteriza pela globalização das informações, em que o fascínio pelo elemento visual está suplantando o conhecimento teórico da realidade. Mas, como cristãos adventistas, não podemos permitir que os recursos da mídia nos distanciem do conhecimento da Palavra de Deus. Precisamos voltar a ser reconhecidos como o “povo da Bíblia”.
Temos que enfrentar os dias finais da história humana alicerçados sobre a Palavra de Deus (Is 40:8) e com o olhar fixo em Jesus, “o Autor e Consumador da fé” (Hb 12:2).
Que o Senhor nos abençoe para isso.
Amém.
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