A INSPIRAÇÃO DE DEUS NOS SÚDITOS (OS SÚDITOS)
SÉRIE DE NATAL: O REI, O REINO E SEUS SÚDITOS • Sermon • Submitted • Presented
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Introdução:
Introdução:
Último episódio da série.
Falamos sobre o Rei paradoxal, que fez da manjedoura seu Trono;
Falamos sobre o Reino invertido, que sabendo que um dia completo ele será, isso me impulsiona a agir hoje, porque neste conceito do Já e ainda não, temos esperando em Deus;
Mas todo Rei e reino, tem seus súditos
Quais as características exigidas destes súditos, como eles se relacionam, como ser aceito neste reino e se tornar assim mais um súdito do Rei?
Vamos ver o que Paulo tem a dizer sobre os súditos do Rei
Texto Base:
Texto Base:
1 Se por estarmos em Cristo nós temos alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no Espírito, alguma profunda afeição e compaixão,
2 completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude.
3 Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos.
4 Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros.
5 Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus,
6 que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se;
7 mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens.
8 E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!
Ponto 1 -Os súditos do Rei
Ponto 1 -Os súditos do Rei
1 Se por estarmos em Cristo nós temos alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no Espírito, alguma profunda afeição e compaixão,
2 completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude.
3 Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos.
4 Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros.
Somos moradores deste Reino, Súditos deste Rei.
O Apóstolo fala a igreja de Filipenses que se somos deste reino, recebendo as dádivas deste reino, então há um jeito de responder e viver neste Reino.
Somos súditos do Rei:
Subordinação: O súdito está sujeito à vontade do monarca, sem ter os mesmos direitos e voz política que um cidadão em uma democracia moderna.
Dever: Implica deveres de lealdade, respeito e obediência ao governante.
Além disso, nos submetemos às leis desse Reino não apenas porque o Rei é poderoso, mas porque Ele nos amou primeiro. A motivação da obediência do súdito cristão é a afeição, não apenas o dever cívico.
Fomos conquistados por esse Rei que é ao mesmo tempo PODEROSO e AMOROSO
Não é uma sugestão, mas a forma de viver que o Rei, que reconhecemos como Senhor, nos diz que devemos viver
São características deste Reino, não de outro...
Eu estava em Natal e um irmão que mora lá e era de Recife comentou a confusão que se meteu algumas vezes por as expressões usadas na região serem muito diferentes da cidade dele.
Cada país tem suas leis, cada região tem seus costumes. Mesmo cidades próximas geograficamente, apresentam diferenças no modo de como enxergam a vida e ajustam suas relações.
O Apóstolo Paulo fala, se de fato estamos em Cristo, sem encontramos amor, comunhão, segurança. Se somos mesmo pertencentes deste reino, temos um costume, uma tradição, um modo de viver.
Então ele cita um tríplice direção para os moradores deste reino
Ponto 2 - A relação entre seus súditos
Ponto 2 - A relação entre seus súditos
Efésios e Filipenses B. Sua Diretiva Tríplice
Versículo 2: unidade
Versículo 3: humildade (de mente ou disposição)
Versículo 4: solicitude
UNIDADE
UNIDADE
2 completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude.
Não existe reino sem unidade.
O termo grego que Paulo usa em Filipenses 2:2 (phronēte) não se refere meramente a "ter a mesma opinião intelectual" sobre todos os assuntos. A palavra phroneo refere-se a uma disposição mental, uma atitude, uma orientação da vontade.
Ter a "mesma mente" significa que todos estão orientados para a mesma direção (Cristo), e não que todos são cópias uns dos outros.
A Ilustração da Orquestra: Em uma orquestra, o violino não tenta soar como uma tuba. Se todos tocassem o mesmo instrumento e a mesma nota o tempo todo, seria uniformidade, mas seria um ruído monótono. A unidade (a mesma mente) acontece quando todos os instrumentos, em suas diferenças, olham para o mesmo maestro (Cristo) e seguem a mesma partitura (a Vontade de Deus/Humildade).
E com base nisso, teremos a mesma FONTE de amor, o MESMO espírito gerando um só TIPO de atitude
Um só corpo sendo guiado pela cabeça que é Cristo. Braço, perna, ombros, todos comandados pelo Senhor.
Moradores deste reino precisam viver assim, lutando contra nosso EGO, vivendo é humildade
HUMILDADE
HUMILDADE
3 Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos.
É impossível cada um pensar em si próprio e ter UNIDADE. Por isso a Humildade é a chave para se colocar em unidade
O APóstolo Paulo fala "Não façais nada por partidarismo" (Eritheia): Refere-se à ambição egoísta, o desejo de passar à frente dos outros, a rivalidade. Isso gera um coração ansioso, que está sempre competindo.
"Ou por vanglória" (Kenodoxia): Literalmente significa "glória vazia". É a necessidade de aplausos, de manter uma imagem.
O ego vive inquieto porque a "vanglória" é um balão que precisa ser soprado constantemente pelos outros. Isso cansa a alma e impede a unidade.
No mundo grego a Humildade, e hoje ainda, é vista como fraqueza.
Mas ela tem o poder de "Acalmar o Coração": Quando você aceita a humildade, você desiste da necessidade de estar certo ou de ser o primeiro. Isso traz um silêncio imediato para a gritaria do ego. Você não precisa mais defender seu "território".
“A essência da humildade do evangelho não é pensar mais de mim mesmo nem pensar menos de mim mesmo, é pensar menos em mim mesmo.”— Timothy Keller
O EGO é:
Vazio: O ego é um vácuo espiritual que precisa ser preenchido constantemente com a aprovação dos outros.
Dolorido: O ego é como um dedo do pé inchado; você esbarra nele o tempo todo. Um ego grande dói porque qualquer crítica o fere e qualquer falta de elogio o frustra.
Atarefado: O ego está sempre trabalhando, sempre comparando ("sou melhor que ele?", "ela foi mais elogiada que eu?").
Frágil: Porque está inflado, pode "estourar" a qualquer momento.
A Ilustração: "Imaginem que eu tenha uma ferida muito grande e inflamada no meu ombro. Ela está inchada e sensível. Se eu entrar em um ônibus lotado ou andar pelo corredor da igreja cheia, qual será minha maior preocupação? O meu ombro!
A cada pessoa que passar perto, eu vou me encolher. Se alguém esbarrar em mim sem querer, eu vou gritar: 'Ei, cuidado! Você não está me vendo aqui?'. Eu vou ficar o tempo todo na defensiva, protegendo meu espaço, interpretando qualquer movimento dos outros como uma ameaça. Eu não consigo prestar atenção em ninguém, nem perguntar como os outros estão, porque a minha dor exige toda a minha atenção.
O Ego humano natural é como esse ombro inflamado e inchado. Ele é sensível demais.
Se alguém não me cumprimenta, o ego dói.
Se minha ideia não é aceita na reunião, o ego grita.
Se outro irmão é elogiado e eu não, o ego reclama.
A humildade de Filipenses 2:3 não é dizer 'eu não tenho ombro' (isso seria falsa modéstia). A humildade é ter um ombro saudável. Quando seu ombro está curado, você nem lembra que ele existe! Você pode abraçar as pessoas, pode carregar o peso do outro, pode esbarrar na diversidade da igreja sem se ferir.
Quando Paulo diz 'considere o outro superior', ele está aplicando o remédio que desincha o ego. E quando o ego desincha, a 'dor' da convivência some, e a unidade se torna possível."
Quando praticamos Filipenses 2:3 (considerar o outro superior), paramos de alimentar esse ego "atarefado e dolorido". O resultado imediato é o descanso.
Quando eu considero o outro "superior" (no sentido de digno de honra e prioridade), eu saio do "trono". Só existe guerra quando dois egos tentam sentar no mesmo trono. Quando eu desço voluntariamente (assim como Cristo fará nos versos seguintes), a guerra acaba e a unidade floresce.
E ele continua dizendo...
SOLICITUDE
SOLICITUDE
4 Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros.
"E aqui chegamos ao versículo 4, que é o teste prático da nossa humildade.
Percebam o equilíbrio perfeito de Paulo. Ele diz: 'Não atente cada um somente para o que é seu... mas também para o que é dos outros'.
Paulo não está dizendo para você ser irresponsável com sua própria vida, saúde ou família. O Evangelho não prega o autodesprezo. O que Paulo está combatendo é a obsessão por si mesmo.
A lógica do Súdito do Rei é simples: Quem está cheio de si , não tem espaço para mais ninguém. Mas quem foi esvaziado e acalmado pela humildade, agora tem espaço na agenda, no bolso e no coração para investir na vida do irmão.
O ego diz: 'Eu primeiro'. A baixa autoestima diz: 'Eu nunca'. O Súdito do Reino diz: 'Nós juntos'. Eu cuido de mim para estar forte o suficiente para cuidar de você."
Ponto 3 - O Rei é o maior exemplo do Súdito
Ponto 3 - O Rei é o maior exemplo do Súdito
"Alguém poderia dizer: 'Pastor, isso de considerar o outro superior é bonito, mas é utopia. Ninguém vive assim, é contra a natureza humana querer perder'. Paulo concorda que é contra a natureza humana, por isso ele nos aponta para a Natureza Divina."
5 Seja a atitude (O MODO DE PENSAR) de vocês a mesma de Cristo Jesus,
6 que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se;
7 mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens.
8 E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!
Irmãos, o modelo do súdito do Rei é o próprio Rei
Ele quem inspira, encoraja e ajuda
A. A Mente de Cristo (A Conexão com a Unidade)
Paulo diz no v.5: "Tende em vós o mesmo sentimento, a mesma forma de pensar, a mesma atitude..." .
A unidade da Trindade é perfeita, mas Cristo não usou essa posição para benefício próprio.
Aplicação: Se o próprio Deus não se apegou aos seus direitos para manter a "unidade" conosco (reconciliação), quem somos nós para nos apegarmos aos nossos "direitos" em brigas pequenas na igreja?
Se somos Súditos deste Rei, esse é nosso caminho
B. A Descida Radical (A Conexão com a Humildade)
(Sem ambição egoísta): Ele tinha tudo (forma de Deus), mas não considerou isso algo a ser usurpado/aferrado (v.6). Ele não precisava "subir", Ele escolheu "descer".
(Sem vanglória): Ele se esvaziou (kenosis). A vanglória humana quer ser cheia de aplausos; a glória de Cristo foi se esvaziar para servir.
"Adão tentou ser igual a Deus e caiu. Jesus era igual a Deus, escolheu ser homem, e nos levantou."
Se somos Súditos deste Rei, esse é nosso caminho
C. A Solicitude Extrema (A Conexão com o v.4)
O v.4 diz: "Não cuide somente do que é seu".
Jesus cuidou dos nossos interesses custando os Seus interesses.
No Jardim do Getsêmani, o "interesse" humano de Jesus era evitar o cálice, mas Ele considerou o nosso interesse (a salvação) superior à Sua própria preservação.
Morte de Cruz: O limite da obediência do Súdito Perfeito. Ele foi até o fim pelo bem do Outro (nós).
Se somos Súditos deste Rei, esse é nosso caminho
Conclusão - O Caminho para Cima é para Baixo
Conclusão - O Caminho para Cima é para Baixo
1. Nós vimos um Rei que nasce na manjedoura. Vimos um Reino que inverte a lógica do poder. E hoje vimos que os súditos desse Reino são aqueles que, transformados pelo amor, decidem diminuir, descer, peder.
2. O mundo diz: "Suba, conquiste, infle o ego, exija seus direitos". O Rei Jesus diz: "Desça, sirva, esvazie o ego, entregue sua vida". Por que faríamos isso? Por que "perderíamos" nessa vida?
Porque, como diz a sequência do texto (vv. 9-11), foi por causa dessa humilhação que Deus o exaltou soberanamente.
No Reino de Deus, quem quer ser grande, sirva.
Quem quer ser o primeiro, seja o último.
A humildade não é o caminho para o fracasso, é o caminho para a verdadeira glória eterna.
3. "Irmãos, como súditos deste Rei, vamos sair daqui hoje com uma missão difícil, mas libertadora: Na próxima discussão com a esposa, desça do trono. Na próxima tensão no trabalho, considere o outro. Quando o ego gritar por atenção, lembre-se da Cruz. Ao ser machucado, perdoe. Ao machucar alguém peça perdão. Não espero o outro vir, vá.
Que a nossa igreja não seja conhecida pela uniformidade de roupas ou opiniões políticas, mas pela Unidade de Espírito. Que olhem para nós e digam: 'Vejam como eles se amam, vejam como eles servem, vejam como eles se parecem com o Rei deles'."
