O Nascimento da Luz
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Introdução
Introdução
O que é o Natal??
O que é o Natal??
Depende de quem você perguntar vai ter uma resposta, alguns podem responder que é aquela época em que os familiares que estão a tanto tempo longe se aproximam por alguns dias em uma casa conjunta, para outros pode ser a lembrança de uma epóca de filmes aconchegantes no sofa de uma sala com sua família, para outros pode ser uma epoca de desenterrar as passas e joga-las no arroz ou de sentir o cheiro de rabanada no café, ou o cheiro alaranjado do clássico panettone, ou a textura prazerosa do chocottone. Para as grandes famílias, pode ser a data de amigos secretos longos, barulhentos, repletos de choros e risadas, para as menores um dia de presentear os pequenos em sua simplicidade e ver o sorriso do ter ganho algo que não esperava, ou até mesmo desejava.
O Natal em si, tem diversas formas de ser definidos, cada país, cada casa, cada pessoa tera uma definição do que é o natal. Do que significa o Natal.
Mas o que as escrituras dizem sobre essa data. Veremos no texto de João, o amado, o que o Senhor diz sobre o que é essa data.
O que é o texto?
O que é o texto?
O texto em João, diferente dos textos em Matheus, Lucas e Marcos, tem um obejtivo diferente, esse texto, apresenta uma teologia que quer enfatizar a verdade de que o Filho de Deus, O Verbo eterno, Se fez carne e habitou entre nós.
Esse texto leva os leitores, por diversas, epocas, até os que hoje aqui habitam, a serem impactados por essa história e entendimento. Diferente também, não tem um público especifico, mas é escrito a todos, e ao mesmo tempo, parece ser escrito por João para si mesmo.
Por mais que não tenhamos certeza concreta disso, estudiosos, levantam a ideia de que o texto foi escrito durante, 80 e 96 d.C, no tempo em que João, pastoreava e liderava uma igreja na cidade de Éfeso.
João, filho de Zebedeu, filho de Salomé, irmão de Tiago, empresário de pesca do mar da Galiléia. João, do círculo mais intímo de Jesus. João, aquele que correu mais rápido que Pedro, João aquele que se chamava de o amado.
Desenvolvimento - Celebrando a Verdadeira Essência do Natal
Desenvolvimento - Celebrando a Verdadeira Essência do Natal
Leitura
Leitura
João 1.1–5 “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.”
João 1.10–14 “O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.”
1. Perfeitamente Deus
1. Perfeitamente Deus
Um termo muito usado nessa passagem, é Verbo, na língua original que foi escrito, em grego, o termo é LOGOS, e o importante em sabermos isso é entendermos a mente das pessoas da epoca. Na mentalidade grega o LOGOS, o VERBO era o que iniciava toda vida, que dava sentido a vida, assim como na frase o “o menino chorou”, o que da sentido, o que da razão é chorar, não o menino, João utiliza o termo para referir que Jesus é o que da sentido. Para os judeus, LOGOS, era a palavra do Senhor, uma expressão da sabedoria e do poder criativo de Deus, em ambos significam o que João retrata que Jesus é, aquele que é o que inicia toda vida, a razão, e a expressão da totalidade de Deus.
Diferente de Mateus e Lucas, que nos apresentam a genealogia de Jesus, o propósito de João é apresentar a dvidindade de Jesus, ou seja, apresentar Jesus como Deus. Nos versículos de 1 a 5 temos cinco verdade que revelam a divindade de Jesus.
Jesus é eterno:
No principio era o verbo… João apresenta o começo de tudo, desde Gn.1.1 Jesus já existia, algo que muitas vezes não entendemos, ou até mal entendemos, mas temos que associar, desde o ínicio de tudo, Jesus existe, Ele é antes do tempo ser o tempo, antes de qualquer ideia humana de tempo, antes de qualquer pecado, antes de toda história Jesus já existia. Isso não digo como opinião, mas como fato, o poema do verbo que João recita traz essa verdade, aquele que habitou entre nós no tempo curto nosso, é antes do tempo e nunca deixara de ser. Como dito na mensagem que tivemos a 2 semanas, ele é o Pai da Eternidade. Aqui vemos o antigo e novo testamento, conversando sobre Jesus.
Jesus é uma pessoa igual ao Pai em essência, mas de natureza diferente:
E o verbo estava com Deus… João diz que antes da criação do universo, o verbo desfrutava uma plena, perfeita, com Deus Pai. Jesus, o verbo, a palavra, é ao mesmo tempo distinto do Pai e igual ao Pai, a diferença em como são, mas totalmente iguais em quem são, compartilham da natureza e do ser de Deus.
Jesus é dívino:
O verbo era Deus… João diz que o verbo é Deus, não um anjo criado, não um ser inferior na hierarquia social, não um funcionário do Céu, João diz que Jesus é Deus, igual ao Pai, Deus. Jesus não é apenoas um mestre moral, algo que muitos ficam defendendo, Jesus como um grande pensador ou homem importante, mas Jesus é Deus. O primeiro versículo de João declara 3 caracterisitcas que em si só, defendem Jesus, comprovam Jesus como dívino. E com essas caracteristicas João nos convida a ler o evangelho que ele escreveu, com essas lentes, com essa luz sobre qual é a personalidade de Cristo. Entendendo assim, lemos que os feitos de Jesus, os milagres de Jesus, não são só um homem abraçando um doente, mas Deus abraçando o doente, não é só um homem que conversa conosco, que nasceu entre nós, mas Deus conversa conosco, Deus nasceu entre nós.
Jesus é criador:
Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle, e, sem Ele, nada do que foi feito existiria… João continua e afirma a verdado sobre a existência nossa, todas as coisas que não existiam, logo tudo que conhecemos ou não, existem por meio dEle, Jesus é a palavra que cria, não só que fala, mas que cria, tudo que vemos, ou não vemos, que sentimos, ou não sentimos, terrenas, ou celestiais, foram criadas pelo Cristo.
Jesus é autoexistente:
A vida estava nEle e era a luz dos homens… João escreve que todos os seres que existem no universo foram criados, todos, desde uma pedra até uma pessoa, todos não teriam vida em si mesmos. Só Deus, é fonte de vida, pois é a vida, só Deus existe sem a assistência de outros. O verbo não recebeu vida, Ele é, quem dá a vida, Ele é a fonte de tudo que existe.
Nesses versículos iniciais vemos João apresentando o que jamais deviamos esquecer, que aquele menino que nasceu, aquele filho que se nos deu, é dívino, é a existência antes da nossa existência, a leitura dos textos devem ser lidos com esse entendimento, Deus entre nós, com o entendimento de Emmanuel, Deus conosco.
2. Perfeitamente Homem
2. Perfeitamente Homem
A ideia apresentada no segundo conjunto de versículos é da humanidade.
Mas João não compartilha somente a divindade do filho, mas da humanidade no menino que nasceu. E não uma humanidade caída, suja, pecaminos, mas a perfeita humanidade, a humanidade que fomos criados para ser, mas que passamos todos os dias longe de ser. O mesmo verbo que criou o mundo, se fez (por sua vontade) carne e veio morar entre os mortos. Aquele que era luz, habitou na escuridão, aquele que é verdade veio habitar entre os amantes da mentira.
Jesus, o verbo assumiu a natureza humana:
Agora chegamos no v.14, e o verbo se fez carne e habitou entre nós… João usa o termo habitar no mesmo sentido que o antigo testamento usava, “armar a tenda” entre nós, no A.T a tenda era onde residia a glória do Senhor e onde Israel prestava culto,a glória que habitava em um local, agora habita em Jesus, o verbo que assume a natureza humana sem deixar de lado a natureza divina: Nele habita toda corporalmente toda a plenitude da divindade. Quando o verbo Se fez carne, as duas naturezas, dívina e humana, se unem, aquele que é eterno, pessoal, dívino, criador, autoexistente, Jesus esvaziou-Se de si mesmo, pois essa era a única forma de qualquer tipo de paz, verdadeira paz entre Ele e nós, era Ele se esvaziando, descendo de Sua glória, vestindo pele humana, nascido no meio de sangue e fezes, nascido semelhante a nós em tudo, menos no pecado.
Jesus, o verbo trouxe a salvação para a raça humana:
Pleno de graça e de verdade… Essas duas coisas não podem ser separadas, graça e verdade, e em Cristo são plena harmonia. O dom da graça é algo que recebemos sem merecer. Quando analisamos nossas vidas, não declaramos o merecimento, mas o contrário. Qualquer esforço nunca nos levaria para o alto, mas para a queda. Repetimos isso, Jesus não olhou de seu trono e disse: “olha como estão tentando, olha como estão nos conquistando, olha como são dignos, olha como conseguem com suas próprias mãos...”, a Sua vinda para nos salvar está totalmente desconectada do nosso merecer, a Sua vinda nesse mundo hostil demonstra sua misericordia.
Jesus, o verbo veio revelar a glória do Pai:
e vimos a sua glória, como a glória do filho unigênito do Pai… Uma boa tradução para glória, seria reconhecimento, Jesus veio trazer reconhecimento ao Pai, Jesus sendo a exata expressão, a perfeita expressão de Deus veio trazer reconhecimento a Deus. Jesus que é a luz, veio nos apontar com sua Luz, a luz de Deus. Toda bíblia, toda palavra está revelando Deus, Jesus vem como a perfeita expressão do que sempre foi dito na Biblia. Quando os discipulos pediram para mostrar o Pai, Jesus já tinha respondido antes, quem vê Jesus, vê o Pai, pois ambos são um.
Nesses versículos finais, João escreve sobre a perfeita humanidade de Cristo. Uma humanidade verdadeiramente perfeita. Fomos criados para seguir o molde de Jesus, que existe desde a eternidade, mas seguimos nosso molde ao invés. Então a forma que se fez paz, que se fez justiça, foi Ele se desfazendo de quem Ele é e vestindo nossas roupas, mas nunca deixando de ser quem é. Nisso, Ele nos traz a salvação, nisso Ele nos revela o Pai.
Conclusão
Conclusão
João em poucos versículos, apresenta uma forma perfeita de enxergar e entender. Se olharmos, se enxergarmos nossa história, nossa vida aos olhos do evangelho, veremos que todas as ações de Jesus, do Espirito Santo e do Pai em nossas vidas são maravilhosamente belas. Pois são ações daquele que é eterno, dívino, autosuficiente, perfeito para com imperfeitos, dependentes, pecadores e frageis.
Algumas semanas atrás falamos do menino que ia nascer, Ele nasceu. Do filho que se nos deu, Ele em totalidade Se nos deu, e hoje nessa data que comemoramos o perfeito homem, o perfeito Deus habitando entre nós como um bebê, uma criança, um homem, entendemos que a luz nasceu entre a escuridão. Nós que viviamos em busca do que é perfeito, em busca daquilo que nos preencheria finalmente, não encontramos, mas recebemos aquilo que é o que por toda a eternidade nossa maior necessidade.
O que é o Natal?!
O que é o Natal?!
Perguntamos novamente, o que é o Natal, é uma data que pode ter tudo o que falamos no inicio:
presentes que alegrarão nossos corações pois recebemos de quem amamos;
refeições repletas de deliciosos pratos compartilhado entre pessoas que se amam;
reuniões entre pessoas que as vezes passam tempo sem se ver, e tiram um tempo para estarem juntas;
E isso tudo é digno, bom e tem seu valor, mas acima de tudo é:
a celebração do maior presente que jamais poderiamos receber, daquele que não amavamos, mas Ele nos amou, a ponto de nos dar o melhor e mais perfeito presente que poderiamos imaginar;
Um presente que nos serviu em modelo de como agir e nos serve de alimento, o presente que nos sustenta, que nos tira da fome e sede, o presente que mensalmente em unidade consumimos em memória e espera dEle;
O presente que nos deu a dádiva de ter nossos corações erguidos ao céu, por toda a eternidade, o presente que existe só em uma epoca repleta de luzes e amor, mas aquele que nos deu a luz e o amor por toda a eternidade;
Cristo, o maior presente. Que nasceu, viveu, morreu, ressucitou e venceu tudo aquilo que nos condenava e nos afastava do Pai.
Nesse natal, lembremos do Natal. Amém.
