O Natal cultural × O Natal redentivo
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Texto: Isaías 9.1–7
INTRODUÇÃO — O NATAL QUE PERDEU O SENTIDO
Vivemos em uma geração que chama de Natal aquilo que a Bíblia nunca chamou.
Para muitos:
• Natal é reunião familiar (mas sem arrependimento),
• Natal é Papai Noel (mas sem Salvador),
• Natal é troca de presentes (mas sem redenção).
O problema não é reunir a família ou presentear —
o problema é substituir o centro.
Isaías 9 nos ensina que o Natal bíblico não começa no consumo, mas na promessa; não gira em torno de tradições, mas de Cristo.
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1. O seu Natal é bíblico quando reconhece que Cristo veio para trazer luz às trevas
(Isaías 9.1–2)
“O povo que andava em trevas viu grande luz…”
Ilustração pastoral
Imagine alguém em um quarto completamente escuro.
Enquanto não tenta andar, acha que está tudo bem.
Mas quando dá o primeiro passo, tropeça.
A luz só é desejada por quem reconhece que está no escuro.
👉 Assim é o Natal:
Se não reconhecemos nossa condição caída, Cristo se torna apenas um enfeite — não uma urgência
• O contexto não é festa, é escuridão.
• O Natal nasce como resposta divina à crise espiritual do homem.
• Jesus não veio melhorar o clima familiar; veio salvar quem estava perdido..
2 Coríntios 4.4–6
Paulo afirma que há cegueira espiritual que só é removida quando a luz da glória de Cristo resplandece no coração.
Confronto pastoral aprofundado
Se o seu Natal começa com mesa, luzes e emoção,
mas não com arrependimento e dependência de Cristo,
ele não é bíblico — é religiosamente confortável.
Confronto pastoral:
Se o seu Natal não começa com a consciência de que sem Cristo estávamos em trevas, ele não é bíblico — é apenas cultural.
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2. O seu Natal é bíblico quando celebra a salvação, não apenas a emoção
(Isaías 9.3–5) “3 Tens multiplicado este povo, a alegria lhe aumentaste; alegram-se eles diante de ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando repartem os despojos. 4 Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre eles, a vara que lhes feria os ombros e o cetro do seu opressor, como no dia dos midianitas; 5 porque toda bota com que anda o guerreiro no tumulto da batalha e toda veste revolvida em sangue serão queimadas, servirão de pasto ao fogo”
Ilustração pastoral
É como alguém que toma um analgésico forte para uma infecção grave. O antiinflamatório…….. Mascara a infecção….
A dor diminui, mas a doença continua.
👉 Emoção sem salvação funciona assim:
alivia por um momento,
mas não cura a alma.
O Natal emocional passa em poucos dias. ( Espírito Natalino)…..
A salvação permanece para a eternidade.
• A alegria do texto não é sentimental, é redentiva.
• O jugo é quebrado, a opressão é removida.
• Natal não é anestesia emocional, é libertação espiritual.
Lucas 2.10–11
10 O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: 11 é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.”
.
A alegria do Natal é boa-nova, não nostalgia.
Confronto pastoral aprofundado
Há pessoas que:
choram em cultos natalinos,
se emocionam com músicas,
sentem algo bonito no coração,
…mas nunca romperam com o pecado.
👉 Alegria sem libertação não é o Natal bíblico.
É apenas emoção religiosa temporária.
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3. O seu Natal é bíblico quando reconhece quem é o Menino que nasceu
(Isaías 9.6a)
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu…”
A Escritura deixa claro que o Natal só é compreendido corretamente quando entendemos a identidade de Jesus.
• Menino → verdadeira humanidade.
• Filho dado → graça soberana, iniciativa de Deus.
• Jesus não é símbolo, não é mascote religioso, não é figurante da festa.
Gálatas 4.4–5
“Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho…”
Filho se nos deu → iniciativa soberana de Deus, não resposta ao mérito humano.
Conclusão teológica:
Reduzir Jesus a símbolo natalino é negar sua encarnação, sua missão e sua glória.
Ilustração pastoral
É como receber um presente valioso e deixá-lo fechado sobre a estante apenas para decorar a sala.
Ele está presente, mas nunca é desfrutado.
Assim muitos tratam Cristo no Natal:
Ele está na cena, mas não no coração.
Está no ambiente, mas não na vida.
Confronto pastoral aprofundado
Quando Cristo vira parte da decoração,
Ele deixa de ser Salvador e passa a ser ornamento religioso.
Natal bíblico começa quando Cristo deixa de ser enfeite e passa a ser tesouro.
Confronto pastoral:
Quando Cristo é apenas parte da decoração do Natal, o Natal perdeu seu sentido.
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4. O seu Natal é bíblico quando se submete ao senhorio de Cristo
(Isaías 9.6b)
“O governo está sobre os seus ombros…”
• O Natal bíblico não é apenas sobre nascimento, mas sobre governo.
• Jesus não veio apenas para ser celebrado, mas obedecido.
• Muitos querem o Salvador, mas rejeitam o Senhor.
Mateus 7.21 “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor…”
Confissão sem submissão é autoengano religioso.
Ilustração pastoral
Muitos querem Jesus como bombeiro espiritual:
chamam quando o problema aperta,
mas não aceitam quando Ele quer reorganizar a casa.
Cristo não nasceu para ser consultado ocasionalmente,
mas para governar continuamente.
Confronto pastoral:
Se Cristo não governa sua vida, sua casa e suas decisões, seu Natal não é bíblico.
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5. O seu Natal é bíblico quando encontra paz verdadeira somente em Cristo
(Isaías 9.6c–7)
“Príncipe da Paz… do aumento do seu governo e da paz não haverá fim…”
• Não é a paz do feriado, é a paz da reconciliação com Deus.
• Não é uma paz temporária, é eterna.
• Essa paz não vem da mesa farta, mas da cruz.
Confronto pastoral:
Você pode ter ceia na mesa e guerra na alma.
Sem Cristo, não há Natal, apenas distração.
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CONCLUSÃO — ENTÃO, SEJA HONESTO
Será que o seu Natal é bíblico?
O Natal é bíblico quando:
• Cristo é o centro, não o coadjuvante;
• a salvação é celebrada, não esquecida;
• o governo de Cristo é aceito, não resistido;
• a paz vem da cruz, não das circunstâncias.
O verdadeiro Natal não é sobre o que você dá ou recebe,
mas sobre o que Deus deu:
“Um filho se nos deu.”
