Ceia do Senhor (2)
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Transcript
Passagens do Sermão:
Mateus 26.20–30 “Chegada a tarde, pôs-se ele à mesa com os doze discípulos. E, enquanto comiam, declarou Jesus: Em verdade vos digo que um dentre vós me trairá. E eles, muitíssimo contristados, começaram um por um a perguntar-lhe: Porventura, sou eu, Senhor? E ele respondeu: O que mete comigo a mão no prato, esse me trairá. O Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito, mas ai daquele por intermédio de quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido! Então, Judas, que o traía, perguntou: Acaso, sou eu, Mestre? Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste. Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai. E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.”
Marcos 14.17–26 “Ao cair da tarde, foi com os doze. Quando estavam à mesa e comiam, disse Jesus: Em verdade vos digo que um dentre vós, o que come comigo, me trairá. E eles começaram a entristecer-se e a dizer-lhe, um após outro: Porventura, sou eu? Respondeu-lhes: É um dos doze, o que mete comigo a mão no prato. Pois o Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito; mas ai daquele por intermédio de quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido! E, enquanto comiam, tomou Jesus um pão e, abençoando-o, o partiu e lhes deu, dizendo: Tomai, isto é o meu corpo. A seguir, tomou Jesus um cálice e, tendo dado graças, o deu aos seus discípulos; e todos beberam dele. Então, lhes disse: Isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos. Em verdade vos digo que jamais beberei do fruto da videira, até àquele dia em que o hei de beber, novo, no reino de Deus. Tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.”
Lucas 22.14–23 “Chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento. Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus. E, tomando um cálice, havendo dado graças, disse: Recebei e reparti entre vós; pois vos digo que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus. E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós. Todavia, a mão do traidor está comigo à mesa. Porque o Filho do Homem, na verdade, vai segundo o que está determinado, mas ai daquele por intermédio de quem ele está sendo traído! Então, começaram a indagar entre si quem seria, dentre eles, o que estava para fazer isto.”
1Coríntios 11.23–32 “Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha. Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem. Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.”
Esboço
Esboço
Meus amados irmãos e minhas irmãs, preciso dizer que estive ansioso para participar desta Ceia com vocês. Digo isto, não porque esta é a primeira ceia que participo como pastor, mas sim por alguns motivos que a Palavra do Senhor tem me ensinado desde fui inserido por Deus no corpor de Cristo:
1º Porque todas as vezes que comemos do pão e bebemos do cálice, nós anunciamos a morte do Senhor (1Co 11:23-26);
2º Porque na ceia dicernimos o corpo de Cristo (1Co 11:27-32);
3º Porque na ceia somos visívelmente identificados como membros saudáveis de um mesmo corpo, isto é, o corpo de Cristo (1Co 11:33);
Anunciando a morte do Senhor até que ele venha
Anunciando a morte do Senhor até que ele venha
1Coríntios 11.23–26 “Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.”
Amados irmãos, por volta de 1500 anos antes da noite em que O Senhor Jesus foi traído, Deus estava libertando o Seu povo de Israel da escravidão do Egito. Na ocasião, cada família deveria sacrificar um cordeiro sem defeito algum, e com ele preparar uma refeição. O sangue do cordeiro deveria ser usado para marcar a viga superior de cada casa, para que quando o anjo da morte passasse pela terra do Egito, a casa que estivesse marcada pelo sangue o anjo não entraria, mas a casa que não estivesse marcada o anjo entraria e ceifaria a vida do primogênito.
Esta deveria ser uma atitude de fé, e também de testemunho de como foram libertos da escravidão após 400 anos.
Foi desta forma que Israel naquele dia, e depois de geração em geração, relembrava e anunciava a forma como foram libertos da escravidão do Egito.
Bom, aproximadamente 1500 anos depois, nasce Jesus no ventre de Maria a virgem desposada de José, vive uma vida perfeita sob a lei, uma vida de obediência ao Pai em tudo, submisso, humilde, e poderoso. Aos 30 anos de idade ele desce ao rio Jordão para ser batizado por João Batista, que testifica a respeito Dele: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Depois disto, após 3 anos de ministério, ele reúne seus discípulos para celebrar a Páscoa, e então institui a Ceia do Senhor, para que no partir do pão e no beber do cálice Seus eleitos possam relebrar e anunciar a forma como foram liberdos da escravidãdo o pecado.
Assim nós também, não podemos permitir que esta ordenança seja meramente um ritual vazio, comum, praticado no piloto automático. Muito pelo contrário, este momento, é um momento de relembrar o que nos leva a partilhar o pão e o cálice juntos. Não podemos participar indignamente, sem uma conciência que vem da Espírito Santo, pois é preciso ter esta conhecimento do que representa celebrar a Ceia do Senhor.
Mas não é só isto, a ceia é um momento que deve ser celebrada com dicernimento, isto é, dicernimento do corpo de Cristo...
Dicernindo o corpo de Cristo
Dicernindo o corpo de Cristo
1Coríntios 11.27–32 “Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem. Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.”
Como já disse a pouco: “a ceia do Senhor não é um ritual vazio”; Não é apenas uma das coisas que o cristão deve riscar da sua lista de tarefas, mas é um momento de auto-exame à luz da Sagrada Escritura.
Vejam no versículo 30 que a falta de dicernimento do corpo de Cristo era a causa de muitos estarem fracos, doentes e sonolentos. Uma vida sem reflexão bíblica, sem meditação na Palavra, sem oração, é uma vida longe do Senhor, e longe Dele somos resumidos a nós mesmos, isto é a pior coisa que pode acontece a qualquer ser humano, pios desta forma somos reduzidos humanos fracos, caídos, e mortos espiritualmente, sem qualquer esperança.
O corpo de Cristo foi moído, e Seu sangue derramado, para liquidar nossa impagável dívida perante Deus, dívida esta, que é resultado dos nossos crimes contra o Criador. E deste modo fomos libertos da escravidão do pecado, fomos libertos de nós mesmos, libertos de nossa autonomia, e assim recebemos vida juntamente com Ele, nascemos de novo, e não vivemos mais autônomos, sem Deus, mas agora, Cristo vive em nós.
Olha a profundidade desta realidade que Cristo nos proporciona através de Sua vida: encarnação, morte e ressurreição! Ele nos concede esta graça para que possamos nos aproximar cada dia mais Dele, e isto só é possível quando bucamos o que Ele nos deu a conhecer a respeito de Si mesmo em Sua Palavra, não só buscamos o conhecimento em si mesmo, mas o buscamos com alvo de refletir, meditar, obedecer e praticar toda Sua verdade.
Não há dicernimento sem conhecimento. Não há dignidade em participar da ceia, em comer do pão que representa o corpo de Cristo moído por nossos pecados, em beber do cálice que representa seu sangue derramado por nós, sem conhecer e dicernir obedientemente a obra de Cristo na cruz do calvário.
Assim nós também, os crentes genuínos em Cristo Jesus, precisamos dicernir o corpo de Cristo para que sejamos crentes saudáveis, fortes, vivos. Pois, deste modo, seremos benção na vida da igreja do Senhor, ao invés de peso e motivo de preocupação para os demais membros do corpo.
Membros do corpo de Cristo
Membros do corpo de Cristo
1Coríntios 11.33–34 “Assim, pois, irmãos meus, quando vos reunis para comer, esperai uns pelos outros. Se alguém tem fome, coma em casa, a fim de não vos reunirdes para juízo. Quanto às demais coisas, eu as ordenarei quando for ter convosco.”
Do versículo 17 em diante, o apóstolo Paulo está a repreendendo os Coríntios por conta de um grave problema que vinha acontecendo dentro daquela comunidade. Eles não se reuniam para melhor, mas sim para pior (V.17); havia divisões entre eles (V.18); quando se reuniam para comer, Paulo diz que não estavam a participar da ceia, pois não partilhavam de comunhão, mas ao contrário disto, eram egoístas e gulosos a ponto de deixar alguns irmãos com fome (V. 20-21a); além de cometerem o pecado da embriaguez (V.21b);
Julguem isto, amados irmãos…
É possível anunciar a morte de Cristo diante de circunstancias como estas?
Comportamentos como estes refletem alguém que tem dicernimento do corpo de Cristo?
Este tipo de relacionamento, demonstra comunhão? Demonstra unidade?
Deste modo, chamo a atenção da nossa igreja, devemos considerar que a ceia do Senhor que celebramos regularmente, precisa ser um momento de comunhão e alegria, um momento de recordação da obra que Cristo executou por nós através do seu corpo, e assim concientes de que através disto, somos integrados como membros do Seu corpo, e como tal, precisamos:
Anunciar o evangelho do Senhor até que Ele venha;
Dicernir a obra da redenção na morte de Cristo, para que sejamos saudáveis e benção na vida de nossos irmãos;
Manter comunhão uns com os outros por meio da Sua Palavra;
Praticar a fé de forma refletida e conciente;
Viver firmes e fortes na esperança da vinda de Cristo;
Amém!
Oração Silenciosa;
Oração agradecendo o corpo de Cristo;
Oração agradecendo o sangue da nova aliança;
