177 - O triângulo do fogo
O Evangelho nas Cartas Gerais • Sermon • Submitted • Presented
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· 5 viewsReflexão bíblica textual / temática sobre o poder do pecado sobre a humanidade, sua dinâmica comparando com o triângulo do fogo e a saída em Cristo como única esperança para subjugar o pecado e ter uma vida realmente vitoriosa
Notes
Transcript
“...desembaraçando-nos de todo peso...” — ... [Hebrews 12.1-2]
“...desembaraçando-nos de todo peso...” — ... [Hebrews 12.1-2]
I. Introdução
I. Introdução
— O desafio de Davi e Golias – conhecer bem o inimigo
— O desafio de Davi e Golias – conhecer bem o inimigo
Golias – um soldado experiente, treinado, orgulhoso, fortemente armado, maior e mais forte do que a esmagadora maioria de seus oponentes, provocava tremor em outros soldados e oficiais tão experientes como ele levando-o a provocar o exército inimigo como se estivesse falando com cães;
Davi – pastor de ovelhas, músico, instrumentista, compositor, pequeno, ruivo com feições delicadas, nenhuma experiência em batalhas, jamais usou uma armadura, acostumado com a vida do campo, desprezado pelos irmãos e pelo próprio pai;
Golias não levou o pequeno Davi a sério, pois experiente como era, se achasse que Davi tinha mínima chance contra ele, tentaria pelo menos se desviar da pedra;
Mesmo reconhecendo a sobrenaturalidade da vitória de Davi contra aquele gigante, não podemos relevar o fato de que: Golias realmente desconhecia seu inimigo!!!
A exemplo de seus irmãos mais velhos, seu pai, e até mesmo Samuel, Davi foi subestimado por aquele imenso, forte, poderoso e hábil guerreiro filisteu!
Naquele importante momento da história de um Israel monárquico, ainda bem imaturo e incipiente, Golias representava o inimigo, o ícone do que confrontava Israel;
E desconhecer o inimigo foi erro fatal para aquele grande guerreiro, Golias, diante de um opositor ridículo, aparentemente frágil, um cão, uma pulga;
Golias, seus irmãos, seu pai, o profeta, subestimaram o Deus que havia preparado Davi para aquele momento marcante de sua história;
E Golias era o inimigo de Israel, e de Saul, de seus soldados, e de Davi! Mas e quanto a nós?
Qual é o nosso maior inimigo? Qual é o nosso maior problema?
É o governo; O capitalismo; O desemprego; A doença; O vizinho; O parente; A sogra; O patrão; O cunhado; Talvez seja o diabo, o candidato perfeito!
Pergunta 1: Qual é, de fato, o maior problema do nosso mundo? Qual é nosso maior inimigo?
O maior problema ou maior inimigo do mundo (de nós) é o PECADO!
Pergunta 2: Nós conhecemos realmente nosso maior inimigo? Entendemos como o pecado “funciona”? Não cometemos o mesmo erro de Golias?
Guardemos estas duas perguntas no coração, e voltaremos a elas!
— Qual é o maior problema do mundo? O Pecado...
— Qual é o maior problema do mundo? O Pecado...
O mundo em que vivemos tem feito uma campanha intensiva de desvalorização dos efeitos do pecado na vida do homem ou até mesmo de sua existência.
Tudo é relativo e o que é errado para alguns é aceitável para outros e todos estão certos.
Com uma insistência quase sobrenatural, temos sido invadidos por mensagens das mais diversas formas e fontes insinuando que nem tudo é pecado, que a quebra das regras é algo a ser incentivado para a alimentação da criatividade, que Proverbs 9:17 “As águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é agradável.”
Na verdade, tudo o que vemos à nossa volta nos demonstra mais claramente o que significa quando a Bíblia diz que “o mundo jaz no maligno” (1 Jo 5.19).
Quando a Bíblia afirma que o salário ou a paga do pecado é a morte, isto se refere apenas ao momento do último suspiro de vida de um ser humano na Terra? É claro que não!
Romans 6:20–21 “20 Porque, quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em relação à justiça. 21 Naquele tempo, que resultados colhestes? Somente as coisas de que, agora, vos envergonhais; porque o fim delas é morte.”
— O que sacrificamos no altar da satisfação de nossos pecados diariamente?
Saúde; Relacionamentos; Sonhos; Planos; Liberdade; Auto-estima;
Honra; Alegria; Sanidade; Esperança; Masculinidade; Caráter]
Família; Futuro; Eternidade; Amor
Vejamos o que a Bíblia nos alerta acerca do pecado, seu poder, seu comportamento, sua dinâmica...
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Vamos ao Texto Áureo da mensagem: [Hebrews 12.1-2]
II. Texto Áureo:
II. Texto Áureo:
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Hebrews 12:1–2 (ARA) — 1 Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, 2 olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.
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Vamos à Contextualização da mensagem:
III. Contextualização
III. Contextualização
— Desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia
— Desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia
O autor da Carta aos Hebreus possuia uma retórica extremamente avançada, o que fica visível na linguagem utilizada na carta!
Hebrews 12:1–2 (ARA) — 1 … desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta,
Hebrews 12:1 (NA28) — 1 … ὄγκον ἀποθέμενοι πάντα καὶ τὴν εὐπερίστατον ἁμαρτίαν, διʼ ὑπομονῆς τρέχωμεν τὸν προκείμενον ἡμῖν ἀγῶνα…
ὄγκος, 3591 - denota “um volume ou massa”; portanto, metaforicamente, “um fardo, peso”, Heb. 12:1.
εὐπερίστατος, “que cerca tão facilmente”, literalmente “estar bem (isto é, facilmente) ao redor”, abranger facilmente.
Descreve o pecado como tendo vantagem em favor de sua prevalência - VCEDONTW;
Que envolve habilmente, ou seja, que cerca e incomoda continuamente - LEXStr;
Relativo ao exercício de controle rígido - 'estar no controle, controlar firmemente.' - Louw-Nida
Este texto de Hebreus revela algo realmente assustador acerca do pecado na vida humana - qual?
O pecado é um inimigo extremamente bem preparado, habilidoso, presente, e bem sucedido;
Mas certamente é um inimigo frequentemente subestimado em sua capacidade de se materializar e produzir morte! Porque?
Porque o orgulho humano não lhe permite ver o quão vulnerável é o homem perante sua natureza caída;
Basicamente, desconhecemos e subestimamos nosso pior e mais poderoso inimigo!
— De fato, quando o pecado produz a morte?
— De fato, quando o pecado produz a morte?
Romans 6:23 “… porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.”
Quando o pecado produz morte para os homens?
A resposta a esta pergunta em altos brados deve ser “SEMPRE”, no continuo do dia a dia de cada ser humano.
Por meio dos frutos do pecado podemos identificar sua presença venenosa e testemunhamos diariamente a morte de tudo o que temos de mais precioso,
Definitivamente, o salário do pecado é a morte:
(1) no continuo da vida,
(2) no término do respirar do ser humano e
(3) em sua apresentação final diante do Criador. Ler (Rm 6.15-23).
Temos dez (10) verdades bíblicas do pecado...
O pecado é toda e qualquer transgressão da vontade de Deus;
Ele nos rodeia de muito perto (Hb 12.1-2);
Habita em nossa carne (Rm 7.17,20);
O pecado nos separa de Deus (Is 59.2);
Quem comete pecado se torna escravo dele (Jo 8.34);
O pecado reina na morte (Rm 5.21) ;
O pecado é o aguilhão da morte (1 Co 15.55-56);
Ele nos conduz à obediência da cobiça (Rm 6.12);
Ele nos engana;
O pecado nos mata (Rm 7.11);
Em suma, o pecado é especializado nos assuntos referentes á morte;
Mas precisamos compreender que a subsistência deste mal em nossas vidas depende da combinação de alguns elementos básicos e de um processo contínuo.
— O pecado como um processo de gestação! Ou como uma pesca!
— O pecado como um processo de gestação! Ou como uma pesca!
“...cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e o seduz, então a cobiça, depois de haver concebido dá à luz ao pecado e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Jam 1.14-15).
Ou é uma armadilha
Ou é um processo de gestação
Todas as alternativas acima
A ocorrência e permanência do pecado na vida do homem depende de um processo comparado à caça ou pesca e ao da gestação de uma criança e, se algum dos elementos necessários para que esta “gravidez” se concretize for bloqueado ou cancelado, o próprio pecado também o será ou sua existência ou recorrência se tornará mais remota...
Mas o pecado “depende” de alguns recursos para se materializar, e seria interessante avaliarmos isso.
Ou seja, não podemos cometer o mesmo erro de Golias, pois temos de conhecer nosso inimigo;
De um ponto de vista didático, vamos usar um elemento conhecido para falarmos sobre nosso inimigo, o pecado. Falemos sobre o “fogo”;
A partir deste momento, vamos compreender as características básicas do fenômeno que chamamos de “fogo” para então nos transportarmos da figura para o tema alvo.
O uso do fogo como figura de linguagem vai nos ajudar a identificar as similaridades que existem entre os dois fenômenos / problema e aprendermos como combatê-los
O QUE É FOGO???
Vamos ao Desenvolvimento da mensagem:
IV. Desenvolvimento
IV. Desenvolvimento
— O que é o fogo?
— O que é o fogo?
— O Triângulo do Fogo
É o efeito de uma reação química de oxidação caracterizada pela desagregação molecular de uma substância obtendo como resultado direto da luz e calor.
Quando este processo de oxidação é conduzido sob estrito controle, o fogo se caracteriza como elemento indispensável para as atividades mais elementares de nosso dia a dia, como por exemplo, cozer alimentos e em processo industriais complexos na produção de bens e matéria prima.
Quando fora de controle, a presença do fogo é identificada nos incêndios dos mais diversos tipos e traz grande prejuízo e com freqüência perda de vidas.
Em condições normais, esta reação química, que reconhecemos como fogo, somente pode ser obtido através da presença simultânea de alguns elementos ou fatores extremamente importantes e sem os quais o mesmo não existe.
O conhecimento científico destes elementos é a base pela qual os homens podem manter o fogo sob controle, utilizá-lo para fins produtivos ou combatê-lo no caso de algum incêndio.
VAMOS À APRESENTAÇÃO VISÍVEL DO FOGO
À soma destes elementos que proporcionam tudo o que é necessário para a existência do fogo é chamada de “triângulo do fogo”, pois no bloqueio de um deles a reação química encontra seu fim. Em suma:
(1) sem combustível não há substância presente para que a oxidação aconteça,
(2) sem o calor, a desagregação molecular provocada pela vibração e atrito na matéria não ocorre e, por último,
(3) sem comburente (oxigênio) a oxidação como produto final fica impedida.
No bloqueio de um destes três elementos, o fogo não surge ou se extingue se acaso já houvesse iniciado anteriormente.
Importante notar que, este conhecimento acerca do triângulo do fogo é reconhecido e utilizado mundialmente pelas pessoas comuns, indústrias e pelas corporações responsáveis pelo combate a incêndios e em todos os lugares que o controle ou a extinção do fogo se faz necessário.
VOLTEMOS AO PECADO
— Voltemos ao Pecado
— Voltemos ao Pecado
Voltando ao assunto central deste estudo,
Similarmente ao processo de deflagração do fogo, para que o pecado ocorra e se sustente na vida do homem, é necessária a presença simultânea e a combinação de alguns elementos indispensáveis sem os quais se torna praticamente impossível a ocorrência do mesmo.
Como temos insistido, a compreensão e a aceitação das “necessidades” do pecado para sua existência e manifestação pode nos ajudar grandemente na prevenção e no combate da presença do pecado em nossas vidas.
Pensemos nisto: o pecado necessita que estes elementos básicos estejam presentes para que ele subsista em nossas vidas.
Esta afirmação pode parecer estranha, mas pode ser a diferença entre uma vida de benção e santidade ou uma vida de escravidão sob o poder tirânico do mal em nossa natureza;
(1) Combustível / Nosso corpo / carne
(1) Combustível / Nosso corpo / carne
Para que haja fogo, deve haver algo para queimar, deve haver alguma matéria ou substância presente para ser desagregada no processo de oxidação que desencadeia o fenômeno do fogo.
Semelhantemente, nosso corpo é o nosso elemento de contato com o mundo e Tabernáculo do sopro de vida de Deus.
Ao mesmo tempo, ele é um agitado campo de batalha e, na ausência de um campo de batalha os oponentes não têm onde se encontrar para desferir os golpes desta guerra incansável.
Na história da Igreja, muitas pessoas chegaram à conclusão de que nosso corpo (carne) é algo tão corrompido e irremediavelmente imoral que o único recurso para silenciar o poder desta carne é conduzi-la ao jugo por meio da negação das mais básicas necessidades e da autoflagelação.
De fato, a Bíblia informa que há uma guerra em nossos membros e que devemos mortificar a nossa carne,
Mas devemos compreender que o nosso corpo é uma dádiva que Deus nos deu.
Como parte do tríplice suporte de apoio ao pecado, nosso corpo é o campo de batalha onde os oponentes se encontram, pois na ausência deste campo não pode haver batalha.
Mas, se há uma guerra em nossos membros, a solução mais viável é destruí-los? Definitivamente não!
Nosso corpo é o templo do Espírito Santo e é por meio dos nossos membros: ouvidos, boca, mãos, pés que Deus se manifesta ao mundo e que glorificamos a Deus.
Nossos sentidos foram preparados, não somente para fornecer produtos químicos para a sustentação de nossa máquina orgânica,
mas Deus nos criou aptos a sentir prazer e alegrar com as coisas que temos acesso nesta vida.
Podemos observar:
A riqueza de nossa culinária e sabores;
A variedade de perfumes e fragrâncias;
c. A complexidade de nossas construções;
d. O prazer de um carinho e de uma relação sexual;
e. A beleza das obras de arte.
Segundo o relato do Genesis 1.26 e Genesis 2.7-10, Deus nos criou à Sua imagem e semelhança e moldados diretamente pelas suas santas mãos.
E nosso corpo somente se verá livre do risco de contaminação com o pecado após a morte ou o arrebatamento quando teremos esta natureza corruptível transformada em incorruptível. “
Portanto, glorifiquemos a Deus em nosso corpo (1 Co 6.12-20).
(2) Calor / Nossos desejos / cobiça
(2) Calor / Nossos desejos / cobiça
Nossos desejos são uma força motora que nos impulsiona a tomar atitudes, a buscar coisas, metas e objetivos, a superar obstáculos e dificuldades, a desconsiderar as dores e o cansaço bem como a estabelecer nossa linha de prioridades.
Num paralelo com o triângulo do fogo, nossos desejos operam como o calor agitando as moléculas e provocando a aceleração do fenômeno oxidativo conhecido como fogo.
Quando pensamos na cobiça precisamos entender que esta difere do desejo basicamente em foco ou alvo e intensidade, pois a cobiça subentende a perda do domínio próprio.
Quando nossos desejos se tornam tão importantes e prioritários para nós a ponto de negarmos nossa própria fé e escala de valores, os resultados poderão ser:
Idolatria
Ciúmes
Exclusão de Deus
Sexo
Status
Posses
Poder
Conhecimento
Consumismo
(3) Comburente / Ambiente / Cenário
(3) Comburente / Ambiente / Cenário
Como dissemos concernente ao fogo, devido a ausência de um ambiente propício à reação de oxidação, os demais elementos presentes (combustível e calor) não conseguem produzir o fogo.
Semelhantemente, nesta alegoria, em condições normais é necessário um ambiente adequado para que o pecado aconteça, e não somente propicia para que isto ocorra, mas também induz à incidência do mesmo.
Os exemplos bíblicos das preocupações de Deus em relação à capacidade de influência do ambiente em seus servos são extensos.
Por diversas vezes, falando acerca do processo de conquista da terra prometida, por exemplo, a ordem expressa de Deus era para que eles não se misturassem, não fizessem alianças de nenhuma natureza (casamentos, por exemplo), não permitissem sequer a presença das nações corrompidas entre os israelitas (nem como escravos) e ainda deveriam exterminar estes povos por completo.
E isto tudo porque grande era a corrupção destes povos e maior ainda a capacidade de influência que a ambiente impõe sobre o ser humano normal.
Isto nos mostra claramente que:
(1) lugares que freqüentamos (física ou virtualmente),
(2) as pessoas com quem convivemos,
(3) os filmes e programações que assistimos,
(4) os livros, revistas ou artigos que lemos,
(5) os eventos, festas e cerimônias que participamos, (
6) as músicas que ouvimos,
(7) os sites que navegamos e também muito poderosamente,
(8) as coisas que falamos (que saem do nosso coração e realimentam nossos ouvidos)
Todas estas coisas, e muito mais, afetam diretamente naquilo que somos, pensamos, fazemos ou deixamos de fazer e em todas as nossas decisões;
Se este ambiente é propício à materialização do pecado em todas as suas formas, estando o pecado nos assediando tenazmente…
Qual seria o resultadoo mais provável desta equação?
É bom lembrar que a maioria destas coisas é amoral (neutras moralmente) e o impacto em nossas vidas pode ser tanto positivo como negativo.
Os filhos de Israel se deixaram levar pelo convite insinuante das belas filhas de Moabe para participar das animadas festas e sacrifícios de seus deuses, o povo comeu, bebeu se apaixonou por algumas daquelas belas mulheres e acabaram por prostituir com elas pois “todos estavam fazendo o mesmo e aproveitando aquele ambiente festivo e sensual” Nm 25.
A mulher de Potifar levou José ao seu quarto para tentar seduzi-lo e isto seria certamente muito difícil se ele estivesse numa moenda ou num cárcere, suado, fedendo e cheio de gente em redor Gn 39.
Estar ociosamente no palácio confortável quando todos os demais reis estavam na guerra e visualizar de sua janela um show de uma mulher sensual favoreceu a decisão de Davi adulterar com Bate Seba 2 Sm 11.
Mas o que devemos fazer quanto aos impactos que o cenário do nosso entorno pode provocar? Qual é o ensino do Senhor quanto a isto?
Ele nos manda fugir das paixões, dos ambientes e situações propícias à instauração do mal em nossas vidas! 1 Tim 6.10-11; 2 Tim 2.20-22.
Ele nos alerta que as más companhias (conversações) corrompem os bons costumes 1 Co 15.33.
Ele nos diz que devemos estabelecer uma distância segura entre aquele que é do Senhor e o que não é ou de qualquer outra coisa que se caracterize um jugo desigual 2 Co 6.14.
Abstende-vos de toda a aparência do mal 1 Th 5.22.
Vamos ao Encerramento da mensagem:
V. Encerramento
V. Encerramento
— O Triângulo do Fogo do Pecado
— O Triângulo do Fogo do Pecado
Porque, tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo, e o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” 1 Jo 2.16-17
“Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas, fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis, antes, com a tentação, dará também o escape, para que a possais suportar” 1 Co 10.13.
Isto significa que, evitar as situações que tornem propícias as ocorrências do pecado em nossa vida, é um ato legítimo de nossa vontade, é a mais pura expressão e manifestações de nossas decisões, é o exercício de nossa vontade sobre o nosso futuro terreno e eterno.
No triângulo do fogo, combater o pecado pela supressão do ambiente que conduz ao pecado é uma questão de DECISÃO e ATITUDE que nos transporta a uma realidade espiritual inegável, ou seja:
(1) o velho homem não tem conserto,
(2) carne não converte,
(3) nossa natureza foi condenada e
(4) a única vacina eficaz contra o pecado é a CRUZ!
Com o pecado não se brinca, Eva aprendeu isto à duras penas flertando com o proibido, “vendo” a mulher que a árvore era boa para se comer, “agradável” aos olhos, “desejável” para abrir o entendimento.
Estar sozinha, ao lado do objeto proibido e cobiçado e com alguém sagaz para dar uma forcinha na tomada de decisões foi o ambiente necessário para que o pecado se manifestasse e trouxesse morte para toda a humanidade Gn 3.
Sua proximidade com a “arvore proibida” em um pomar gigantesco como parece ter sido o Éden deve nos servir de alerta quando arriscamos em ficar muito próximos daquilo que nos atrai para o mal
Com o fogo podemos decidir, conforme a situação, qual dos três (3) elementos que sustentam a existência do fogo que iremos combater, ou às vezes podemos combater mais de um elemento ao mesmo tempo.
No caso do pecado, não podemos atacar, agredir ou destruir o nosso próprio corpo;
Nossos desejos fazem parte de nossa natureza e teremos que lidar com (1) o foco e (2) e a intensidade
O cenário / ambiente está, na maioria das vezes, debaixo de nossas decisões sendo o elemento onde a nossa vontade / decisão e atitude têm maior afetação
— Qual é a saída para este dilema fatal?
— Qual é a saída para este dilema fatal?
A Bíblia nos diz quanto ao trato do pecado em nossas vidas:
1 Co 9.27 – Subjugue seu corpo e o reduza à submissão;
Rm 6.12 – Não reine o pecado em vosso corpo mortal;
Rm 13.14 – revistam-se do Senhor e não cuidem da carne em suas cobiças;
Gal 5.24 – você que é de Cristo, crucifique sua carne com suas concupiscências;
Eph 4.22 – quanto a trato passado, despojem-se do velho homem que se corrompe nas cobiças do engano;
Mas como?
Qual é o nosso maior inimigo? Qual é o nosso maior problema?
Pergunta 1: Qual é, de fato, o maior problema do nosso mundo? Qual é nosso maior inimigo?
Pergunta 2: Nós conhecemos realmente nosso maior inimigo? Entendemos como o pecado “funciona”? Não cometemos o mesmo erro de Golias?
Voltemos ao texto onde coomeçamos,
Hebrews 12:1–2 (ARA) — 1 Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, 2 olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.
1… temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas - temos uma nuvem de testemunhas afirmando que há vitória garantida para nós;
desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia - o pecado é um inimigo incansável, tenaz, resiliente, ele não desiste de nós;
corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta - devemos correr com perseverança, aponta para uma corrida atlética, se o pecado persevera, nós também!
2 olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé - Jesus é a resposta - somos as varas, mas Ele é a videira, a vida cristã não é uma carreira solo!
— Quer vencer o pecado na sua vida?
— Quer vencer o pecado na sua vida?
O Espírito Santo está te convencendo que o pecado está te destruindo?
O Espírito Santo está te convencendo que Cristo é o Justo Juiz de toda a terra?
O Espírito Santo está te convencendo que o príncipe deste mundo está condenado com todos os seus?
Venha para Cristo - Ele é a única solução para uma humanidade sem saída!
