A Última Páscoa
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Transcript
Isto aconteceu na noite de quinta-feira, um dia antes da cruz, há poucos momentos da prisão de Jesus. Os judeus galileus celebravam a Páscoa na quinta-feira, pois contavam os dias do nascer-do-sol ao outro nascer do sol. Os judeus da Judeia contavam os dias de um pôr-do-sol a outro pôr-do-sol, então celebravam na Páscoa na sexta-feira.
A Páscoa tornou-se autorizada nos dois dias (quinta e sexta). Jesus celebrou a Páscoa com seus discípulos na quinta-feira. E na sexta-feira de Páscoa, ele morreu como um cordeiro pascal.
SLIDE 2
Aquela Páscoa foi monumental. Durante 1.500 anos, desde o Êxodo, a Páscoa era celebrada naquela época do ano. Mas aquela foi a última Páscoa legítima. Ela marcou o fim do antigo e o início do novo.
Não foi apenas a última Páscoa, foi a primeira Comunhão. O Senhor fez a transição, ele pegou os componentes da Páscoa e os redefiniu como os elementos de Sua Mesa. O Senhor estabeleceu um novo memorial que chamamos de comunhão. O Antigo Testamento acabou e o Novo Testamento chegou.
Foi essencial que nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Cordeiro Pascal (1 Cor. 5:7), morresse na sexta-feira, às três horas da tarde. Esse era o momento em que os sacerdotes estavam abatendo os cordeiros para a Páscoa.
O significado da Páscoa no Antigo Testamento
Na Páscoa eles lembravam da saída do Egito. Naquela ocasião, o sangue dos cordeiros sacrificados foi colocado na ombreiras e vergas das portas de cada família dos hebreus. Assim, quando o anjo da morte passou para matar os primogênitos, ele poupou os primogênitos hebreus (Ex. 11 e 12:1-14).
Páscoa vem de uma palavra hebraica que significa “pular”. O anjo da morte pulou sobre as casas dos hebreus salpicadas de sangue dos cordeiros
A proteção contra o julgamento de Deus requer a morte de um substituto inocente (Hb. 9:22). Foi isso que o sistema sacrificial comunicou. Mas nenhum cordeiro jamais satisfez a Deus (Hb. 10:1-18). É por isso que milhões deles foram sacrificados durante 1.500 anos.
SLIDE 3
Aquela seria a última Páscoa legítima, porque no dia seguinte, o verdadeiro Cordeiro Pascal (1 Coríntios 5:7), Jesus Cristo, a nossa Páscoa, seria morto. Como a realidade viria, os símbolos e as sombras cessariam. Exatamente na hora do sacrifício dos cordeiros, o Cordeiro de Deus morreria.
O véu do templo seria rasgado de alto a baixo (Mt. 27:51), e o sistema de sacrifícios ou o sistema levítico (Hb. 9) chegaria ao seu fim (Hb. 10:8-18). E não seria encerrado por Judas, nem por Herodes, nem por Caifás, nem pelos líderes judeus do Sinédrio e nem pelos romanos, mas por Deus, que ofereceu Seu próprio Filho como sacrifício perfeito.
SLIDE 4
Os preparativos da última Páscoa
Naquela noite de quinta-feira Pedro e João foram fazer os preparativos da Páscoa (Lc. 22:8). A questão era: “Onde vamos celebrar a Páscoa?”. O Senhor respondeu:
Ide à cidade, e vos sairá ao encontro um homem trazendo um cântaro de água; segui-o e dizei ao dono da casa onde ele entrar que o Mestre pergunta: Onde é o meu aposento no qual hei de comer a Páscoa com os meus discípulos? (Mc. 14:13,14).
Então, Jesus e os doze chegaram no local da ceia (Mc. 14:17).
A Páscoa final e a primeira comunhão (a Mesa do Senhor)
O pôr do sol iniciava oficialmente a Páscoa. Os cordeiros eram mortos antes disso. O local secreto da refeição pascal estava definido, não sabemos onde. Jesus não desejava ser interrompido até que terminasse as instruções a seus discípulos (João 13 a 17).
Marcos 14:17-18 diz que “ao cair da tarde, foi com os doze. Quando estavam à mesa e comiam…”. Não foi uma refeição rápida.
Na instrução de Deus a Moisés sobre a Páscoa, diz: “o cordeiro há de ser comido numa só casa; da sua carne não levareis fora da casa, nem lhe quebrareis osso nenhum”. Ou seja, eles tinham que comer tudo. E assim, eles teriam passado a noite desfrutado daquela refeição de Páscoa.
O forte desejo de Jesus em celebrar a última Páscoa com seus discípulos
Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento. Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus. (Lucas 22:15-16)
Jesus expressou um desejo extremo de comer a Páscoa com os discípulos. Ele sabia que ali haveria uma transição, ele completaria todo um sistema e iniciaria um novo.
Jesus sabia que não podia morrer antes que tudo estivesse claramente delineado para os discípulos, para que o Espírito Santo trouxesse tudo de volta à memória deles no futuro.
Aqueles homens iniciaram a igreja, e, conduzidos pelo Espírito Santo, juntamente com Paulo, estabeleceram a doutrina da igreja, registrada no Novo Testamento. Naquela mesma noite, o Senhor deixou riquíssimos ensinos e promessas, registrados pelo apóstolo João nos capítulos 13 a 17 de seu evangelho.
Como todo judeu, Jesus viveu toda a sua vida vendo animais sacrificados. E Ele sabia que aqueles sacrifícios apontavam para Ele. E agora, Ele estava comendo uma refeição na qual o último cordeiro da velha aliança seria sacrificado e comido. E em questão de horas tudo estaria acabado.
E Ele foi o cumprimento de todos esses sacrifícios. E diante de Seu sofrimento iminente, Ele sabia que iria morrer numa cruz. Ele sabia que seu sofrimento ocorreria em questões de horas. Ele entendia a urgência daquele momento.
Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. (João 13:1)
Jesus foi tomado de profundo amor por seus discípulos, bem como a profunda necessidade deles pela verdade que Ele lhes daria.
Quando será a próxima Páscoa legítima?
Jesus disse que “nunca mais a comerei [a Páscoa], até que ela se cumpra no reino de Deus” (Lc. 22:16). Com essa declaração, temos o fim de todas as Páscoas legítimas. Acabou. Foi a sua última refeição antes da cruz. Ele comeu o cordeiro e se tornou o Cordeiro Pascal horas depois.
Haverá algum dia outra Páscoa legítima? Haverá. Ele não disse que nunca mais haveria a Páscoa, mas não haverá “até que se cumpra no reino de Deus”. Mesmo a Páscoa ainda não atingiu o seu cumprimento final. Isso vai acontecer no reino milenar de Cristo.
Porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai (Mateus 26:28,29).
Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha. (1 Coríntios 11:26).
Então a última Páscoa antes da vinda do reino seria celebrada na noite de quinta-feira, no espaçoso cenáculo reservado por um homem não identificado nas Escrituras (Mc. 14:12-16). Cristo oficiaria aquela celebração e no dia seguinte ele seria o Cordeiro Pascal perfeito.
Jesus transformou a Páscoa em Mesa do Senhor – Marcos 14: 22-24
E Jesus transformou a Páscoa em Mesa do Senhor (também chamado Ceia do Senhor ou Comunhão) e, assim, sinalizou a transição do velho para o novo pacto.
As palavras de Jesus registradas nesta passagem marcou o fim de todas as cerimônias do Antigo Testamento, sacrifícios e rituais (Mc. 15:38). Todos os símbolos da antiga aliança apontavam para Cristo; na Sua morte, eles estavam perfeitamente cumpridos e substituídos.
Após partir o pão e dar aos discípulos, ele disse: “Tomai, isto é o meu corpo”. Lucas 22:19 registrou: “Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim”. A ceia se tornaria algo a ser observado na igreja (1 Cor. 11:24).
Em seguida, “Jesus tomou um cálice, e tendo dado graças, deu aos discípulos e todos beberam dele”. E ele acrescentou: “Isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos.” Lucas 22:20 registrou: “Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós”.
Qual é o objetivo da Mesa do Senhor? É uma lembrança. É uma lembrança da libertação do pecado através do corpo e sangue de Cristo que foi morto.
As distorções da Mesa do Senhor pela Igreja Católica Romana
A Igreja Católica Romana a transformou a Mesa do Senhor em algo bizarro, chamado de transubstanciação, dizendo que o pão se torna o verdadeiro corpo de Jesus nas mãos do sacerdote. Não há nada nas Escrituras que apoie isso.
Os luteranos criaram uma vertente dessa heresia, dizendo que não seria o corpo físico de Jesus, mas o corpo espiritual de Jesus.
Mas não se trata do corpo físico e nem do corpo espiritual de Jesus. Nada disso é verdade. O pão e o vinho são apenas para que possamos lembrar do sacrifício redentor. Quando eles comiam o cordeiro pascal, não estavam se alimentado de Deus. Era apenas um memorial, um símbolo, uma lembrança.
A Mesa do Senhor como lembrança da morte sacrificial de Cristo
Mas a Escritura fala de um sacrifício definitivo feito por Cristo, em que Ele foi moído pelas nossas iniquidades, castigado para nos trazer paz e ferido pelas nossas transgressões (Isaías 53). Em Gálatas 3 diz que Ele foi feito maldição por nós. 2 Cor. 5:21 diz que Jesus não pecou, mas Deus fez dele pecado por nós.
Tudo que fazemos na Mesa do Senhor é lembrar dessas verdades. Paulo escreveu: “Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha” (1 Coríntios 11:26). Os dois elementos da Mesa do Senhor são partilhados por toda a igreja. O pão e o vinho simbolizam o corpo e o sangue de Cristo.
Para que uma aliança fosse estabelecida, tinha que haver o derramamento de sangue (uma referência à morte, cf. Hb. 9: 16-20). Mas, diferentemente dos sacrifícios de animais necessários para Noé (Gn. 8:20), Abraão (Gn. 15:10) e a aliança mosaica (Ex. 24: 5-8; Lev 17:11.), a Nova Aliança (Lucas 22:20) exigiu o precioso sangue do Cordeiro imaculado de Deus fosse derramado para o benefício eterno de muitos a quem ele redimiria (Is. 53:12).
Mateus 26:28 acrescenta que a razão pela qual o sangue de Cristo teve que ser derramado foi “para o perdão dos pecados” (Hb 9:22; 1 Pedro 1:2).
Para o futuro cumprimento das Alianças Davídica e Abraâmica era necessário perdão e salvação, então tinha que haver uma aliança salvadora e essa é a Nova Aliança.
Na cruz, o Senhor Jesus morreu como o substituto perfeito, levando a culpa de todos os que foram escolhidos para crer nEle (2 Cor. 5:21). Ele suportou a pena da ira de Deus, satisfez a justiça divina, e ratificou a Nova Aliança do perdão e da salvação (Jer. 31:34)
A Antiga Aliança poderia ser escrita constantemente com sangue animal porque era apenas uma aliança de promessa. A Nova Aliança é plenamente satisfeita no sangue de um Cordeiro, o sangue de Cristo, porque não consistia em promessa, mas em cumprimento.
A compra real da nossa redenção foi feita por Cristo. Ele pagou o preço pela redenção de todos os eleitos desde Adão. Jesus disse: “porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados” (Mt. 26:28).
Não há mais necessidade dos cordeiros simbólicos. Tudo o que precisamos fazer é lembrar da cruz. O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:29).
Marcos 14
²⁵ Em verdade vos digo que jamais beberei do fruto da videira, até àquele dia em que o hei de beber, novo, no reino de Deus.
²⁶ Tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.
Antes de saírem para o Monte das Oliveiras, onde ele seria preso, Jesus assegurou aos discípulos que Ele voltará (João 14:3.) e celebrará a Páscoa com eles novamente em Seu reino milenar (Ez. 45:18-25). Até o seu retorno, os crentes devem continuar a celebrar a Mesa do Senhor (1 Cor. 11: 23-24).
Assim, a celebração regular da Mesa do Senhor não só olha para trás, para a morte de Cristo, mas também aguarda com grande expectativa a sua vinda. Na noite anterior, Jesus havia instruído seus discípulos sobre seu retorno e o fim dos tempos (Mc 13: 24-27). Agora, na noite antes da Sua morte, Ele lhes assegurou que a cruz não representa o fim da história.
O Israel apóstata, neste momento, foi impedido de receber bênçãos. Nós somos os gentios que foram enxertados, Romanos 9 a 11. Mantemos o memorial da Mesa do Senhor. Abandonamos a Páscoa até o reino, quando ambos os povos farão parte desse grande dia.
